
Fonte: Duda Menegassi ((O))eco - O desmatamento na Amazônia chegou ao menor patamar desde 2013, com 2.702 km² de floresta derrubada nos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o que equivale ao ano calendário do desmatamento. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), ferramenta de monitoramento do Imazon. A análise destaca ainda que as Terras Indígenas foram a categoria fundiária com menor índice, com apenas 46,96 km², ou 1,7% do total derrubado na região, embora os territórios dos povos originários ocupem 23% da Amazônia.
O desmatamento total no período de agosto de 2025 a julho de 2026 registrou uma queda de 23% em relação ao ano anterior e é a menor taxa desde agosto de 2013 a julho de 2014, quando o índice foi de 2.046 km² de área desmatada na Amazônia Legal. Pará, Mato Grosso e Amazonas comandaram a destruição da floresta, responsáveis por 70% de toda a derrubada na Amazônia.
O levantamento do Imazon destaca que quase 60% dos territórios indígenas tiveram desmatamento zero nesse período. E apenas 11 Terras Indígenas (TI) registraram uma perda de cobertura florestal maior do que 1 km² ou cerca de 100 campos de futebol. A que registrou a maior área desmatada foi a TI Cachoeira Seca, localizada entre os municípios de Altamira, Placas e Uruá, no Pará.
A unidade de conservação (UC) mais desmatada também está em solo paraense. Trata-se da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, entre Altamira (também) e São Félix do Xingu. A APA perdeu 90,87 km² de floresta no ano calendário entre agosto passado e julho deste ano.
Ao todo, as unidades de conservação amazônicas somaram 239,76 km² de desmatamento, o equivalente a 9% do total. Mais da metade delas (63%) tiveram desmatamento zero e apenas 32 UCs registraram derrubada maior que 1km².
Já as unidades de conservação tiveram 239,76 km² de desmatamento, o correspondente a 9% do total na Amazônia. Nessa categoria de território, 63% teve desmatamento zero e apenas 32 deles registraram derrubada maior do que 1 km².
“Esses novos dados só reforçam o papel das terras indígenas e das unidades de conservação como barreiras para o avanço do desmatamento da Amazônia e, consequentemente, a manutenção das chuvas em todo o país. Por isso, é fundamental reconhecer e valorizar a importância desses territórios para a conservação da Amazônia e para a proteção dos serviços ambientais que beneficiam todo o país”, afirma Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.