A micropolítica dos territórios urbanos: hortas e jardins comunitários como ações socioambientais
O contexto local, em especial o urbano, pode servir de laboratório para novas ações políticas transformadoras a partir de uma radicalização democrática da participação popular
Fonte: Vilson Vieira Junior, jornalista graduado em Comunicação Social e mestre em Ciências Sociais (UFES), Ecodebate - Ao longo da experiência como repórter em um jornal da minha cidade, Serra (ES), tive a oportunidade de conhecer inúmeras ações, individuais e coletivas, conduzidas por famílias e lideranças populares, que fazem a diferença na vida das comunidades mais pobres. Dentre essas iniciativas, de longe as que mais me chamaram atenção foram as hortas e jardins comunitários. São espaços de uso comum, muitos deles recuperados de condições degradantes, voltados à produção alimentar orgânica e à melhoria da qualidade ambiental nos territórios urbanos.
Atualmente, ao focar meus estudos sobre política e ações coletivas a partir da perspectiva da justiça socioambiental e das mudanças climáticas, pude perceber que tais iniciativas se espalharam pelas grandes cidades brasileiras, unindo pessoas, fomentando a participação e resgatando saberes ancestrais. São exemplos práticos de agroecologia, permacultura, agricultura urbana.
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