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História: José Lutzenberger

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03/08/2026

Pesquisa global reafirma que arborização urbana salva vidas

Um estudo com dados de 20 anos e mais de 11 mil cidades mostra que plantar mais verde nas ruas poderia ter evitado 1,16 milhão de mortes por calor e isso muda a forma como eu olho para a árvore da minha esquina

Fonte: Henrique Cortez, (Ecodebate) - Pesquisadores da Universidade Monash cruzaram duas décadas de dados climáticos e de mortalidade em 53 países e chegaram a um número que ainda me deixa sem fôlego: aumentar a vegetação urbana em 30% poderia ter reduzido em mais de um terço as mortes relacionadas ao calor no mundo. Eis o que esse dado significa na prática e por que ele me fez repensar o valor de uma simples árvore de calçada.

Uma manhã quente demais para ser normal
Tem dias, no meio do verão, em que a gente sai de casa e o calor bate diferente. Não é só desconforto, é como se o ar tivesse peso. Eu senti isso de novo há pouco tempo, andando por uma rua sem sombra nenhuma, com o sol batendo direto no asfalto Por que essa rua é tão mais quente do que a de duas quadras atrás, cheia de árvores?

O estudo que coloca números onde havia só intuição
Um grupo de pesquisadores liderado pelo professor Yuming Guo, da Universidade Monash, na Austrália, decidiu medir algo que muita gente já suspeitava, mas ninguém tinha calculado em escala global: quanto de vegetação a mais nas cidades seria necessário para reduzir as mortes causadas pelo calor extremo.

O trabalho, publicado na revista científica The Lancet Planetary Health, analisou duas décadas de dados, de 2000 a 2019, em mais de 11 mil áreas urbanas espalhadas por 53 países.
31/07/2026

A tecnologia que promete RESFRIAR o PLANETA... mas a que custo?


Fonte: Canal Ciência TodoDia - O nosso planeta vive uma das eras mais quentes já registradas, e nós somos os responsáveis por isso. No vídeo de hoje vamos ver como a geoengenharia pode nós ajudar a reduzir a temperatura do planeta, trazendo ideias novas e inovadoras mas também, o outro lado delas. Será que de fato essas ideias são palpáveis e valem a pena?
29/07/2026

Importância do planejamento funcional da propriedade

Planejar funcionalmente significa reconhecer relações, fluxos, complementaridades e possíveis conflitos entre os diferentes ambientes da propriedade

Fonte: Artigo de Afonso Peche Filho, Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC. - Planejar uma propriedade rural significa muito mais do que distribuir culturas, estradas, construções e áreas de conservação dentro de seus limites territoriais. Significa compreender que cada parte da propriedade desempenha determinadas funções e que o desempenho do conjunto depende da qualidade das relações estabelecidas entre essas diferentes unidades. Nesse sentido, o Planejamento Funcional da Propriedade Rural representa uma abordagem estratégica para organizar o espaço agrícola como um sistema integrado de produção, conservação, infraestrutura, circulação, biodiversidade e manejo dos recursos naturais.

A proposta desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas – IAC parte do princípio de que a propriedade rural pode ser interpretada a partir de seis unidades funcionais fundamentais: áreas de Produção, Proteção, Construídas, Locomoção, Lindeiras e Úmidas. Essa classificação permite superar uma visão simplificada da propriedade como mera superfície produtiva e avançar para uma leitura sistêmica do território rural.

27/07/2026

Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia

Lixo exposto no leito seco do Rio Negro após a estiagem de 2023. Foto: AP Photo/Edmar Barros.
Estudos recentes mostram que os microplásticos já estão presentes em diferentes ambientes amazônicos: grandes rios como o Amazonas, igarapés urbanos, áreas de várzea e manguezais da Foz do Amazonas. 
Em um único lago da zona leste de Manaus, pesquisa encontrou microplásticos no intestino de metade dos jaraquis — peixe mais consumido no estado do Amazonas.

Fonte: Tiago da Mota e Silva (Mongabay) - MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas.

A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas.

Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade.

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