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09/06/2026

Documentário | CLIMA DE RISCO


Fonte : TV Cultura (2025) - ONU - As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima. As atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.
08/06/2026

Semana do Meio Ambiente destaca avanços e desafios da gestão ambiental em Teresópolis

Recuperação da Cascata dos Amores, no bairro de mesmo nome, é considerada outra grande conquista da SMMA. Foto: Arquivo O Diário
Recuperação da Cascata dos Amores,
 no bairro de mesmo nome,
 é considerada outra grande
 conquista da SMMA.
Foto: Arquivo O Diário
Secretaria de Meio Ambiente faz balanço de um ano e meio de trabalho e promove distribuição gratuita de mudas nativas na Feirinha do Alto


Fonte: Luiz Bandeira (ODiário de Teresópolis) - A Semana do Meio Ambiente está sendo marcada por ações de conscientização e pelo balanço das iniciativas desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Teresópolis ao longo de um ano e meio de gestão. À frente da pasta, o secretário Leonardo Maia destacou conquistas importantes para a preservação ambiental do município, ao mesmo tempo em que reconheceu desafios históricos que ainda precisam ser enfrentados.
Segundo o secretário, diversas intervenções foram realizadas desde o início da atual administração, com foco na recuperação de áreas degradadas, na prevenção de enchentes e na ampliação dos espaços de educação ambiental e lazer para a população.

Outro destaque foi o programa de desassoreamento dos rios, considerado uma das ações mais relevantes da gestão. De acordo com Leonardo Maia, cinco frentes de limpeza atuaram simultaneamente em diversos pontos da cidade durante mais de um ano, contribuindo para reduzir os impactos das chuvas e minimizar os riscos de enchentes.

“Temos um saldo positivo de ações para o meio ambiente neste um ano e meio de trabalho. Foram intervenções importantes em diferentes áreas da cidade, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população e preservar nossos recursos naturais”, avaliou o secretário.

Por que as unidades de conservação são tão importantes e como são criadas?

A categoria de Reserva Extrativista (Resex)
é uma inovação brasileira enquanto categoria
de unidade de conservação federal -
Foto: Leonardo Milano
Criar uma unidade não é um processo simples. São anos de trabalho, ciência e participação social, a fim de garantir a manutenção da biodiversidade e qualidade de vida as presentes e futuras gerações

Fonte: ICMBio - No Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com referência no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), atua na criação e na gestão das unidades de conservação (UC) federais. O SNUC foi criado pela Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, e busca assegurar a proteção de amostras significativas e ecologicamente viáveis dos diferentes biomas, habitats e ecossistemas brasileiros, protegendo também espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção. 

Mas não é somente a natureza que é protegida. Preservar os modos de vida, a cultura e os territórios de populações tradicionais, com sustentabilidade a suas atividades, também são objetivos previstos no sistema, o que tornam o instrumento tão importante não apenas pelo prisma ambiental. 

A legislação do SNUC é robusta. Apresenta um modelo de governança democrática descentralizada, que vai dos conselhos das UCs até o seu órgão central, o Conselho Nacional do Meio Ambiente. 

Com a incorporação do processo de inclusão social e proteção de territórios tradicionais, inovou com a categoria de reservas extrativistas, que influenciou o estabelecimento da categoria VI da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), que reconhece e valoriza o manejo sustentável dos recursos naturais por povos e comunidades tradicionais, cujo modo de vida assegura a conservação da biodiversidade no longo prazo. 

04/06/2026

DENÚNCIA - Lavagem de ouro: Greenpeace Brasil denuncia fraudes em permissões de garimpo na Amazônia e revela esquema bilionário

Flagra de garimpo ilegal na zona de amortecimento
do Parque Nacional do Rio Novo, Pará. A área está
próxima a uma das localizações com PLG analisada
pelo relatório “Lavagem de ouro na Amazônia :
anatomiade uma fraude”.
Maio de 2026. Laís Modelli / Greenpeace
Relatório mostra como Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) são utilizadas para a comercialização de ouro extraído ilegalmente da Amazônia, impactando Terras Indígenas e áreas protegidas;
Análise cruzou dados históricos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) com imagens de satélite e de sobrevoos realizados pelo Greenpeace Brasil;

Fonte: Greenpeace - 1º de junho de 2026 – Um novo relatório do Greenpeace Brasil, publicado nesta segunda-feira (01), mostra como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) – instrumento que atesta a procedência do ouro – vem sendo utilizada para “lavar” o minério extraído ilegalmente na Amazônia, aproveitando-se de falhas graves na fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da dispensa de pesquisa mineral prévia. A organização alerta que tal sistema fraudulento vem permitindo, há anos, a expansão do garimpo ilegal na Amazônia, inclusive sobre Terras Indígenas e Unidades de Conservação. 

Além de descrever a dinâmica da “lavagem” por meio da PLG e os caminhos usados para que o ouro ilegal seja inserido no sistema financeiro global como um ativo “limpo”, o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”  também revela um esquema bilionário: entre 2018 e março de 2026, 98 PLGs com irregularidades permitiram a comercialização de 25,3 toneladas de ouro, que, em valores atualizados, renderiam R$ 18,4 bilhões (entenda abaixo).

“Estamos falando de um esquema de lavagem de ouro que, há décadas, utiliza um instrumento legal para inserir no mercado nacional e internacional o ouro extraído ilegalmente de Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia. Por isso, conferir total transparência para a Permissão de Lavra Garimpeira e cobrar uma fiscalização mais robusta da Agência Nacional de Mineração não é mais uma opção, mas uma necessidade”, afirma o coordenador da frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil, Danicley de Aguiar. 

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