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História: José Lutzenberger

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04/10/2026

Tubarão-anjo é vendido livremente no RS apesar da proibição do Ibama

Imagem do banner: O tubarão-anjo, conhecido popularmente como peixe-anjo, segue sendo vendido nas bancas do Mercado Público de Porto Alegre. Foto: Alex Rocha/PMPA.
O Ibama publicou novas regras proibindo a importação de carne de espécies de tubarão ameaçadas de extinção, tornando ilegal qualquer venda de espécies do gênero Squatina, conhecidas como “peixe-anjo” pelos gaúchos. Apesar das novas normas, o peixe-anjo segue vendido livremente no Mercado Público de Porto Alegre, e prefeituras e o governo do Estado fizeram novas encomendas do produto. Além da falta de fiscalização, especialistas apontam que o cumprimento das novas regras esbarra na venda da carne de várias espécies de tubarão sob o nome genérico de cação.

Fonte: Fernanda Wenzel, Mongabay - “Boa escolha!”, disse o funcionário de uma das bancas de peixe do Mercado Público de Porto Alegre, quando perguntado sobre o peixe-anjo. “Esse sai bastante. É bem bom, e sem espinho.” O mesmo produto estava à venda em pelo menos outras quatro peixarias do tradicional mercadão da capital gaúcha, a um preço atrativo que variava entre 30 e 37 reais o quilo.

O problema é que o anjo não é peixe, e sim tubarão. Mais especificamente, o nome se refere a três das espécies de tubarão mais ameaçadas do mundo, e cuja pesca é proibida no Brasil: Squatina guggenheim, conhecida como cação-anjo-espinhoso, Squatina occulta, também chamada de cação-anjo-liso, e Squatina argentina, ou peixe-anjo-argentino.

Por muitos anos, o governo brasileiro autorizou a importação de tubarão-anjo dos países vizinhos. Segundo dados da Receita Federal obtidos pela Mongabay através da Lei de Acesso à Informação, 48 toneladas de carne de Squatina guggenheim e 194,6 toneladas de Squatina argentina entraram no Brasil entre janeiro de 2021 e 10 de setembro de 2026, totalizando 242,6 toneladas. A maioria das cargas veio da Argentina, ingressando no país pelas aduanas de São Borja e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina.

03/10/2026

Documentário | TERRA QUE ALIMENTA


Fonte: TV Cultura - Um dos principais desafios globais desse século é como alimentar o mundo sem degradar o meio ambiente. Em 2050 o planeta deverá ter 10 bilhões de pessoas que precisarão diariamente de comida. 
Mas como abastecer essa quantidade estratosférica de bocas sem esgotar a água e o solo? No Brasil, o Censo Agropecuário Nacional estima que atualmente exista 12 milhões de hectares de terras degradadas que podem ser recuperadas e convertidas para a agricultura. 
Já a Universidade Federal de Goiás (UFG) calcula algo entre 80 e 100 milhões de hectares. A verdade é que tanto para uma estimativa quanto para a outra, já passou da hora de agirmos.🌍💚
02/10/2026

Sapo do litoral do Espírito Santo entra para a ciência como criticamente ameaçado

Dryadobates caissara camuflado na serrapilheira, hábitat típico da espécie (foto: Taran Grant)

Restrita a um único fragmento de Mata Atlântica, que perdeu 30% da área desde 2011, a Dryadobates caissara é a menor espécie do gênero e a única que não emite cantos isolados

Jennifer Ann Thomas | Agência FAPESP – Um sapo de 13 milímetros vive em um único fragmento de Mata Atlântica de 38 hectares, entre casas, plantações de eucalipto e uma rodovia no município da Serra, no litoral do Espírito Santo. A mata perdeu 30% da área desde 2011, e a espécie enfrenta agora mais uma ameaça: o Super El Niño que começa a se formar. Batizada de Dryadobates caissara, ela acaba de ser descrita por pesquisadores brasileiros e entra para a ciência com recomendação de ser classificada como criticamente em perigo, categoria que antecede a extinção na escala da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), segundo estudo publicado na revista Zootaxa.

Além de ser a menor das oito espécies do gênero, a caissara é a única que canta sem pausa. A equipe do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) gravou 76 minutos de vocalizações de quatro machos e mediu 1.147 cantos, distribuídos em 13 séries de 13 a 152 notas cada. Nenhum foi emitido de forma isolada. Nas outras três espécies do gênero com acústica descrita, os machos usam os dois formatos, e as séries param em 45 notas.

“Imagine um sapo de 13 milímetros cantando sem parar por quase dois minutos, em uma sequência de mais de cem notas”, diz Max Hideki Oliveira Homma, primeiro autor do estudo. “Quando escutamos aquilo em campo, percebemos que estávamos diante de algo novo para o grupo. No laboratório, a análise confirmou o padrão”, completa. Os pesquisadores testaram ainda como os machos reagem ao próprio canto: diante da gravação reproduzida em um alto-falante, um deles deixou a área e outro se virou e caminhou na direção do som.

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