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06/10/2026

Relatório da ONU alerta para a falência hídrica global

Estudo da Universidade das Nações Unidas afirma que muitos sistemas de água não voltarão ao normal e propõe trocar a gestão de crise pela gestão de falência.

Fonte: Universidade das Nações Unidas , (Ecodebate)
 - Lagos encolhendo, aquíferos em declínio, geleiras desaparecendo e cidades afundando: o relatório do UNU-INWEH mostra por que o termo “crise hídrica” ficou pequeno.
Durante gerações, a humanidade acreditou que a água doce era um recurso infinitamente renovável. Bastaria esperar a próxima estação de chuvas para que rios, lagos e aquíferos voltassem aos níveis históricos. Ao empurrar o planeta além dos limites do ciclo hidrológico global, porém, destruímos essa margem de segurança.

Um estudo publicado pelo Instituto da Universidade das Nações Unidas para Água, Ambiente e Saúde (UNU-INWEH) muda a forma de enxergar o problema. Segundo o relatório, o termo “crise” já não descreve a realidade vivida por bilhões de pessoas. Entramos na “Era da Falência Hídrica Global”.

Conduzido pelo cientista Kaveh Madani, o estudo alerta que ultrapassamos pontos de não retorno em diversos ecossistemas essenciais. Veja a seguir as cinco principais revelações do documento, que redefinem nossa relação com a água e exigem uma transformação urgente na governança do planeta.
04/10/2026

Tubarão-anjo é vendido livremente no RS apesar da proibição do Ibama

Imagem do banner: O tubarão-anjo, conhecido popularmente como peixe-anjo, segue sendo vendido nas bancas do Mercado Público de Porto Alegre. Foto: Alex Rocha/PMPA.
O Ibama publicou novas regras proibindo a importação de carne de espécies de tubarão ameaçadas de extinção, tornando ilegal qualquer venda de espécies do gênero Squatina, conhecidas como “peixe-anjo” pelos gaúchos. Apesar das novas normas, o peixe-anjo segue vendido livremente no Mercado Público de Porto Alegre, e prefeituras e o governo do Estado fizeram novas encomendas do produto. Além da falta de fiscalização, especialistas apontam que o cumprimento das novas regras esbarra na venda da carne de várias espécies de tubarão sob o nome genérico de cação.

Fonte: Fernanda Wenzel, Mongabay - “Boa escolha!”, disse o funcionário de uma das bancas de peixe do Mercado Público de Porto Alegre, quando perguntado sobre o peixe-anjo. “Esse sai bastante. É bem bom, e sem espinho.” O mesmo produto estava à venda em pelo menos outras quatro peixarias do tradicional mercadão da capital gaúcha, a um preço atrativo que variava entre 30 e 37 reais o quilo.

O problema é que o anjo não é peixe, e sim tubarão. Mais especificamente, o nome se refere a três das espécies de tubarão mais ameaçadas do mundo, e cuja pesca é proibida no Brasil: Squatina guggenheim, conhecida como cação-anjo-espinhoso, Squatina occulta, também chamada de cação-anjo-liso, e Squatina argentina, ou peixe-anjo-argentino.

Por muitos anos, o governo brasileiro autorizou a importação de tubarão-anjo dos países vizinhos. Segundo dados da Receita Federal obtidos pela Mongabay através da Lei de Acesso à Informação, 48 toneladas de carne de Squatina guggenheim e 194,6 toneladas de Squatina argentina entraram no Brasil entre janeiro de 2021 e 10 de setembro de 2026, totalizando 242,6 toneladas. A maioria das cargas veio da Argentina, ingressando no país pelas aduanas de São Borja e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina.

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