Análise cruzou dados históricos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) com imagens de satélite e de sobrevoos realizados pelo Greenpeace Brasil;
Acesse o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: Anatomia de uma fraude“
Fonte: Greenpeace - 1º de junho de 2026 – Um novo relatório do Greenpeace Brasil, publicado nesta segunda-feira (01), mostra como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) – instrumento que atesta a procedência do ouro – vem sendo utilizada para “lavar” o minério extraído ilegalmente na Amazônia, aproveitando-se de falhas graves na fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da dispensa de pesquisa mineral prévia. A organização alerta que tal sistema fraudulento vem permitindo, há anos, a expansão do garimpo ilegal na Amazônia, inclusive sobre Terras Indígenas e Unidades de Conservação.
Além de descrever a dinâmica da “lavagem” por meio da PLG e os caminhos usados para que o ouro ilegal seja inserido no sistema financeiro global como um ativo “limpo”, o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude” também revela um esquema bilionário: entre 2018 e março de 2026, 98 PLGs com irregularidades permitiram a comercialização de 25,3 toneladas de ouro, que, em valores atualizados, renderiam R$ 18,4 bilhões (entenda abaixo).
“Estamos falando de um esquema de lavagem de ouro que, há décadas, utiliza um instrumento legal para inserir no mercado nacional e internacional o ouro extraído ilegalmente de Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia. Por isso, conferir total transparência para a Permissão de Lavra Garimpeira e cobrar uma fiscalização mais robusta da Agência Nacional de Mineração não é mais uma opção, mas uma necessidade”, afirma o coordenador da frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil, Danicley de Aguiar.



