Enquanto alguns contabilizam perdas em safras e commodities, outros perdem casas, documentos, meios de trabalho e, muitas vezes, a própria vida
Fonte: Celso Sánchez · Alberto Calil Elias Junior ((o))eco - Em meados de junho de 2026, enquanto alguns canais de notícias alardeavam a chegada de um “Super El Niño” a cidade do Rio de Janeiro foi, mais uma vez, impactada pelo alto volume de chuvas. De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 16 de Junho foi registrado o terceiro maior índice pluviométrico da história na favela da Rocinha. “Das 12h de segunda às 15h de terça, os sensores da Prefeitura do Rio registraram 254,6 milímetros (mm) de chuva”.
No cotidiano das cidades, os impactos e a percepção de um evento como as chuvas intensas, se manifestam de diferentes formas e são atravessadas pelas distinções características de uma cidade desigual, nas dimensões de classe, gênero e raça. Para algumas pessoas, que em geral habitam as regiões mais abastadas das cidades, as preocupações estão relacionadas a possíveis atrasos, contratempos ou programações adaptadas para dias chuvosos, enquanto que para a maioria da população, chuvas intensas como a que caiu sobre a favela da Rocinha em junho, representam uma carga de preocupação e ansiedade quanto à segurança de seus entes queridos e de seus escassos bens materiais.



