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História: José Lutzenberger

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((O)) Eco atualizado
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28/08/2026

Desmatamento na Amazônia chega ao menor patamar desde 2013

Terras Indígenas são as áreas menos desmatadas, com o equivalente a somente 1,7% do total derrubado na região; quase 60% das TIs tiveram desmatamento zeroFonte: Imazon/Reprodução

Fonte: Duda Menegassi ((O))eco - O desmatamento na Amazônia chegou ao menor patamar desde 2013, com 2.702 km² de floresta derrubada nos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o que equivale ao ano calendário do desmatamento. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), ferramenta de monitoramento do Imazon. A análise destaca ainda que as Terras Indígenas foram a categoria fundiária com menor índice, com apenas 46,96 km², ou 1,7% do total derrubado na região, embora os territórios dos povos originários ocupem 23% da Amazônia.

O desmatamento total no período de agosto de 2025 a julho de 2026 registrou uma queda de 23% em relação ao ano anterior e é a menor taxa desde agosto de 2013 a julho de 2014, quando o índice foi de 2.046 km² de área desmatada na Amazônia Legal. Pará, Mato Grosso e Amazonas comandaram a destruição da floresta, responsáveis por 70% de toda a derrubada na Amazônia.

O levantamento do Imazon destaca que quase 60% dos territórios indígenas tiveram desmatamento zero nesse período. E apenas 11 Terras Indígenas (TI) registraram uma perda de cobertura florestal maior do que 1 km² ou cerca de 100 campos de futebol. A que registrou a maior área desmatada foi a TI Cachoeira Seca, localizada entre os municípios de Altamira, Placas e Uruá, no Pará.

26/08/2026

(Denúncia) O futuro do Pau-Brasil: como atua lobby que tenta legalizar espécie para a Europa (Disputa pelo pau brasil - parte 4)

Arte: Matheus Pigozzi / Agência Pública foto: Natália Alana / Agência Pública
Fabricantes investigados se tornaram defensores da proteção da espécie — e o que isso revela sobre o futuro

Fonte: Augusta Lunardi, Giacomo Zandonini, Natália Alana (Agência Pública) - No interior do Espírito Santo, uma rua estreita concentrava algumas das principais empresas brasileiras de fabricação de arcos de violino: Arcos Brasil, Archets Brasil, Bogen Schaeffer e Horst John & Co. O polo no distrito de Guaraná, em Aracruz, havia se consolidado nas décadas de 1970 e 1980, quando o comerciante alemão Horst John se estabeleceu na região e passou a enviar jovens locais à Europa para aprender a arte da archeteria.

Segundo as autoridades brasileiras, o que parecia um polo artesanal especializado escondia um sofisticado esquema de extração e comercialização ilegal do pau-brasil — a árvore que dá nome ao país e que, após séculos de exploração, figura hoje entre as mais ameaçadas da Mata Atlântica. A madeira avermelhada da espécie é considerada, há séculos, a matéria-prima ideal para arcos de instrumentos de corda, e um único arco pode custar entre cinco e 10 mil dólares no mercado internacional.
23/08/2026

O século XXI começou no subsolo

Jazida de mineração da empresa Vale Fertilizantes em Tapira, região de Araxá (MG). O município de Araxá se tornou atrativo aos gigantes do setor de mineração do Brasil por possuir terras raras de onde podem ser retirados os rejeitos de nióbio e fosfato. Foto: Edson Silva/ Folhapress
O Brasil pode repetir o velho modelo de exportar recursos naturais ou transformar sua riqueza mineral e biológica em conhecimento, tecnologia e soberania

Fonte: Geraldo Fernandes · Walisson Kenedy-Siqueira · Amilcar Saporetti Junior ((o))eco - A Revolução Industrial não começou simplesmente quando James Watt aperfeiçoou a máquina a vapor. Ela começou quando a humanidade percebeu que a energia poderia substituir a força humana em uma escala inédita. Da mesma forma, o século XX tornou-se o século do petróleo quando o domínio dessa fonte de energia passou a determinar economias, guerras e relações internacionais. Talvez o século XXI tenha começado no subsolo.

Uma nova arquitetura tecnológica e geopolítica está sendo construída rapidamente. Seu fundamento não é apenas petróleo ou carvão, mas também os chamados minerais críticos, entre eles as terras raras. Eles estão presentes em motores elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, computadores, sensores, satélites, radares, robôs e sistemas de defesa.

E há um novo consumidor de escala extraordinária: a inteligência artificial. Por trás dos algoritmos existe uma infraestrutura física gigantesca, formada por centros de dados, servidores, semicondutores, redes e sistemas de armazenamento. A revolução digital, portanto, não reduziu nossa dependência da natureza. Ao contrário: quanto mais digital se torna o mundo, mais depende de sua base física e geológica e, inevitavelmente, dos ecossistemas que sustentam esses territórios.
21/08/2026

Ecologia aplicada na propriedade agrícola

Fonte: Afonso Peche Filho - Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC
A ecologia aplicada na propriedade agrícola pode ser compreendida como o uso prático dos conhecimentos ecológicos para orientar o manejo do solo, da água, da vegetação, dos animais, das áreas produtivas e das áreas de proteção.
Não se trata apenas de conservar a natureza em separado da produção, mas de compreender que toda propriedade agrícola é um sistema vivo, formado por relações entre clima, relevo, solo, água, plantas, microrganismos, fauna, máquinas, pessoas e decisões de manejo. A produção agrícola, quando observada por esse ponto de vista, deixa de ser apenas uma atividade econômica e passa a ser também uma forma de organização ecológica da paisagem.

A propriedade agrícola não é um espaço homogêneo. Ela possui áreas de produção, áreas de proteção, áreas úmidas, estradas internas, cercas, carreadores, construções, fragmentos de vegetação, nascentes, cursos d’água, talhões cultivados, áreas de borda e espaços de circulação. Cada uma dessas partes exerce funções específicas e interfere no funcionamento do conjunto. Uma estrada mal posicionada pode aumentar a erosão. Uma área de vegetação bem conservada pode proteger a fauna, favorecer polinizadores e melhorar o equilíbrio biológico. Um solo coberto e bem estruturado pode infiltrar mais água, reduzir enxurradas e sustentar melhor as plantas durante períodos secos.

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