21/06/2026
As ameaças que colocam as árvores gigantes da Amazônia em risco
Fonte: Greenpeace - As árvores gigantes da Amazônia sobreviveram por séculos a tempestades, secas, enchentes e transformações naturais da floresta. No entanto, hoje enfrentam ameaças causadas pela atividade humana que podem destruir, em poucos dias, indivíduos que levaram centenas de anos para atingir suas dimensões extraordinárias.
O avanço do desmatamento na Amazônia, da exploração madeireira e do garimpo ilegal coloca em risco algumas das árvores mais antigas e importantes da floresta. Espécies como o Angelim-vermelho, conhecidas por alcançar mais de 80 metros de altura, são especialmente visadas devido ao alto valor comercial de sua madeira. Em muitos casos, a derrubada de um único exemplar representa a perda de séculos de crescimento contínuo.
A pressão sobre essas árvores também aumenta à medida que novas áreas da floresta amazônica são abertas para atividades econômicas predatórias. Estradas, áreas de mineração e frentes de exploração madeireira avançam sobre regiões remotas onde muitas árvores gigantes ainda permanecem preservadas, fragmentando habitats e alterando o equilíbrio ecológico da floresta.
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19/06/2026
CAATINGA: O Bioma Mais Surpreendente do Mundo
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/ @mundoferozoficial - Descubra os segredos do bioma mais subestimado do Brasil. Sapos que hibernam por anos, plantas medicinais que curam animais, tatus engenheiros e a resiliência extrema de um ecossistema que dominou a arte da sobrevivência. Este documentário completo revela adaptações evolutivas fascinantes, lições para a ciência moderna e a ameaça real que coloca em risco 27 milhões de vidas.
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17/06/2026
Desertos verdes e os conflitos ocultos da economia da celulose
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| Foto: Fabiana Piontekowski Ribeiro / EMBRAPA |
Fonte: Reinaldo Dias (Site Ecodebate) - Os chamados desertos verdes avançam sobre territórios rurais substituindo ecossistemas diversos, formas de produção de alimentos e paisagens socialmente ocupadas por extensas áreas homogêneas de eucalipto. Esse modelo concentra terras e decisões econômicas, pressiona recursos hídricos, reduz habitats, ameaça polinizadores, fragiliza a agricultura familiar e subordina municípios inteiros às necessidades de uma cadeia industrial voltada prioritariamente à exportação. Sob a aparência de uma cobertura vegetal contínua, instala-se uma organização territorial comandada por poucas grandes corporações, na qual a diversidade ecológica e produtiva cede espaço à uniformidade exigida pela produção de celulose. O eucalipto, isoladamente, não constitui o problema. Sua madeira possui múltiplas aplicações na fabricação de papel, móveis, materiais de construção e energia, além de poder reduzir, em determinadas condições, a exploração direta de florestas nativas. Os efeitos socioambientais graves surgem quando essa utilidade é incorporada a um modelo de monocultura em larga escala, espacialmente uniforme e concentrado, que destina extensas áreas às necessidades da indústria da celulose, reduzindo a diversidade de usos da terra e ampliando o controle de grandes empresas sobre o território.
O Vale da Celulose e a nova fronteira do eucalipto em Mato Grosso do Sul
A expansão acelerada das plantações industriais de eucalipto em Mato Grosso do Sul revela uma das contradições mais importantes do debate socioambiental contemporâneo, pois nem toda paisagem verde representa recuperação ecológica, assim como nem todo crescimento econômico territorialmente concentrado se traduz em desenvolvimento equilibrado para as populações locais. No leste do estado, a formação do chamado Vale da Celulose passou a simbolizar uma nova fronteira produtiva, marcada por investimentos bilionários, aumento das exportações, atração de grandes empresas e redefinição do uso da terra. A substituição de áreas de Cerrado, pastagens, pequenas propriedades, assentamentos rurais e mosaicos produtivos por extensas monoculturas de eucalipto recoloca, sob novas condições, uma questão conhecida em outras regiões brasileiras: uma plantação homogênea pode parecer floresta quando vista de longe, mas não reproduz a complexidade ecológica, hídrica e social de um território vivo.
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