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História: José Lutzenberger

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((O)) Eco atualizado
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23/08/2026

O século XXI começou no subsolo

Jazida de mineração da empresa Vale Fertilizantes em Tapira, região de Araxá (MG). O município de Araxá se tornou atrativo aos gigantes do setor de mineração do Brasil por possuir terras raras de onde podem ser retirados os rejeitos de nióbio e fosfato. Foto: Edson Silva/ Folhapress
O Brasil pode repetir o velho modelo de exportar recursos naturais ou transformar sua riqueza mineral e biológica em conhecimento, tecnologia e soberania

Fonte: Geraldo Fernandes · Walisson Kenedy-Siqueira · Amilcar Saporetti Junior ((o))eco - A Revolução Industrial não começou simplesmente quando James Watt aperfeiçoou a máquina a vapor. Ela começou quando a humanidade percebeu que a energia poderia substituir a força humana em uma escala inédita. Da mesma forma, o século XX tornou-se o século do petróleo quando o domínio dessa fonte de energia passou a determinar economias, guerras e relações internacionais. Talvez o século XXI tenha começado no subsolo.

Uma nova arquitetura tecnológica e geopolítica está sendo construída rapidamente. Seu fundamento não é apenas petróleo ou carvão, mas também os chamados minerais críticos, entre eles as terras raras. Eles estão presentes em motores elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, computadores, sensores, satélites, radares, robôs e sistemas de defesa.

E há um novo consumidor de escala extraordinária: a inteligência artificial. Por trás dos algoritmos existe uma infraestrutura física gigantesca, formada por centros de dados, servidores, semicondutores, redes e sistemas de armazenamento. A revolução digital, portanto, não reduziu nossa dependência da natureza. Ao contrário: quanto mais digital se torna o mundo, mais depende de sua base física e geológica e, inevitavelmente, dos ecossistemas que sustentam esses territórios.
21/08/2026

Ecologia aplicada na propriedade agrícola

Fonte: Afonso Peche Filho - Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC
A ecologia aplicada na propriedade agrícola pode ser compreendida como o uso prático dos conhecimentos ecológicos para orientar o manejo do solo, da água, da vegetação, dos animais, das áreas produtivas e das áreas de proteção.
Não se trata apenas de conservar a natureza em separado da produção, mas de compreender que toda propriedade agrícola é um sistema vivo, formado por relações entre clima, relevo, solo, água, plantas, microrganismos, fauna, máquinas, pessoas e decisões de manejo. A produção agrícola, quando observada por esse ponto de vista, deixa de ser apenas uma atividade econômica e passa a ser também uma forma de organização ecológica da paisagem.

A propriedade agrícola não é um espaço homogêneo. Ela possui áreas de produção, áreas de proteção, áreas úmidas, estradas internas, cercas, carreadores, construções, fragmentos de vegetação, nascentes, cursos d’água, talhões cultivados, áreas de borda e espaços de circulação. Cada uma dessas partes exerce funções específicas e interfere no funcionamento do conjunto. Uma estrada mal posicionada pode aumentar a erosão. Uma área de vegetação bem conservada pode proteger a fauna, favorecer polinizadores e melhorar o equilíbrio biológico. Um solo coberto e bem estruturado pode infiltrar mais água, reduzir enxurradas e sustentar melhor as plantas durante períodos secos.

O custo farmacêutico da perda da biodiversidade

Substâncias extraídas da natureza, seus derivados e moléculas inspiradas em estruturas naturais permanecem entre as principais fontes da inovação farmacêutica

Fonte: Ecodebate, Reinaldo Dias - A destruição das florestas tropicais costuma ser medida pela extensão das áreas derrubadas, pelo volume de carbono lançado na atmosfera e pelo número de espécies ameaçadas. Esses indicadores mostram a gravidade da crise, mas não revelam todas as perdas envolvidas. Em plantas, fungos, microrganismos e animais encontram-se substâncias e informações genéticas que alimentam pesquisas médicas e podem dar origem a novos tratamentos. Quando uma floresta desaparece antes que sua diversidade seja estudada, parte desse patrimônio também desaparece, muitas vezes sem que a ciência chegue a saber o que foi perdido.

Uma análise divulgada pela organização internacional Zero Carbon Analytics, em julho de 2026, deu dimensão econômica a esse risco. As florestas tropicais podem guardar até US$ 1,2 trilhão em medicamentos ainda não descobertos. O valor se refere apenas ao potencial farmacêutico das plantas com flores presentes nesses ecossistemas. Não inclui a diversidade de fungos, microrganismos e animais terrestres, nem os recursos encontrados nos oceanos e nos ambientes de água doce. Mesmo restrito a uma parte da biodiversidade conhecida, o cálculo expõe o custo de destruir ecossistemas que continuam amplamente inexplorados pela ciência.

A perda da biodiversidade deixa, assim, de ser apresentada apenas como uma tragédia ambiental distante da vida cotidiana. Ela atinge a capacidade da medicina de responder a doenças, produzir antibióticos, aperfeiçoar tratamentos contra o câncer e enfrentar novos desafios sanitários. A floresta derrubada pode conter uma espécie que jamais será catalogada, uma molécula que não chegará ao laboratório ou um princípio ativo que poderia aliviar o sofrimento de milhões de pessoas. O dano não se resume ao presente. Ele elimina possibilidades que fariam parte do futuro da saúde humana.

19/08/2026

Por que os ALIMENTOS estão ficando MENOS nutritivos?


Fonte: Ciência todo dia - Você já ouviu o ditado de que se colocava um parafuso na panela de feijão? No vídeo de hoje nós vamos falar os tipos de alimentos do passado com os de hoje em dia, e comparar a quantidade de nutrientes… e spoiler, porque os alimentos estão menos nutritivos.

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