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10/10/2026

O Meio Ambiente na Constituição Federal de 1988 – Uma breve análise do Artigo 225


Autor: Antônio Mario Reis de Azevedo Coutinho (*) (Ecodebate)
- A Constituição Federal de 1988, quando comparada às constituições anteriores, no tocante à matéria ambiental, pode ser considerada como extremamente avançada, haja vista ter destinado um capítulo inteiro ao meio ambiente.

De acordo com Aguiar (1998, p.81):

No âmbito dos direitos ambientais, a Constituição ora vigente traz um conjunto de princípios, direitos e instrumentos de grande valia para a participação popular no sentido do respeito aos direitos ambientais. A presente constituição tem a originalidade de ter um capitulo específico dedicado ao meio ambiente. Mas não é só isso: a lei maior, em seu corpo de normas, estabelece um conjunto de princípios, instrumentos, faculdades e obrigações de grande valia para as lutas por um ambiente mais adequado.

Por isso mesmo, esta Constituição pode muito bem ser denominada verde, tal o destaque que dá à proteção do meio ambiente (MILARÉ, 2000, p.211).

De acordo com Milaré (2005, p.182):

As Constituições que precederam a de 1988 jamais se preocuparam com a proteção do ambiente de forma específica e global. Nelas, nem mesmo uma vez foi empregada a expressão meio ambiente, dando a revelar total inadvertência ou, até despreocupação com o próprio espaço em que vivemos.

Foi portanto a Constituição Federal de 1988, quem deu a devida dimensão à questão ambiental, traduzindo-se isto através de vários dispositivos constitucionais que tratam do meio ambiente, podendo por isso ser considerado um dos diplomas mais abrangentes e atualizados do mundo, sobre a questão.

09/10/2026

‘Precisamos desconstruir a ideia de que os desastres são naturais’, afirma pesquisadora

Matsuo: “O El Niño é só um combustível a mais na fogueira que já está ardendo” (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)
Professora da UFABC e vencedora do Prêmio Capes de Tese, Patrícia Mie Matsuo analisa o papel da educação na prevenção de riscos socioambientais e detalha as lições das enchentes no Rio Grande do Sul

Fonte: Maria Fernanda Ziegler – Agência FAPESP | Inundações, deslizamentos, secas, incêndios florestais e ondas de calor estão se tornando mais intensos e frequentes. É um efeito das mudanças climáticas causadas pela ação humana. Apesar de ser um fato estabelecido pela ciência, há ainda uma resistência em enxergar esses eventos como parte de um processo construído socialmente e não como fatalidades inevitáveis. Para a pesquisadora Patrícia Mie Matsuo, professora da Universidade Federal do ABC (UFABC), diante desse cenário, torna-se urgente construir uma cultura de prevenção de riscos socioambientais, e a educação é o eixo estratégico para essa transformação.

“Precisamos desconstruir a ideia de que os desastres são naturais. Eles são processos sociais construídos a partir da desigualdade, da pobreza e da vulnerabilidade. Quando chamamos de ‘natural’, parece castigo divino, uma sina da qual não podemos escapar. Sem esse entendimento fica difícil fortalecer uma cultura de prevenção e redução de riscos”, afirmou Matsuo, em entrevista à Agência FAPESP. A conversa ocorreu durante o 6º Workshop do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), realizado nos dias 23 e 24 de setembro, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Documentário | A Energia do Futuro


Fonte: TV Cultura / Jornalismo TV Cultura - A produção original do jornalismo da TV Cultura, A Energia do Futuro mostra como as fontes de energia renováveis estão modificando a paisagem do sertão nordestino e os benefícios que trazem para o meio ambiente.
O repórter Rodrigo Piscitelli vai até o interior do Ceará e da Bahia para contar um pouco sobre esse processo de expansão dessas matrizes energéticas.
Atualmente, o Brasil ocupa a 6º posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica. Há dez anos, estava no 15º lugar. A geração de energia pelo sol e pelo vento já ocupa o segundo e terceiro lugares na matriz energética brasileira.
Fundação Padre Anchieta é parcialmente ou totalmente financiada pelo governo do Estado de São Paulo. Wikipedia 

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