A Conferência na Armênia avançou nas regras, mas não definiu quem paga a conta da conservação. Na Turquia, a tarefa será fazer o financiamento climático chegar a quem protege os territórios
Rubens Harry Born, ((o))eco - Entre 19 e 31 de outubro, Yerevan, capital da Armênia, sediou a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 17). A conferência tinha a tarefa de realizar o primeiro balanço global do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado em 2022, que estabelece 23 metas a serem alcançadas até 2030.
Acompanhei as negociações como integrante da delegação do Fundo Casa Socioambiental. Às vésperas da COP 31 do Clima, que começa em 9 de novembro em Antalya, na Turquia, compartilho algumas reflexões sobre o que se decidiu em Yerevan, o que ficou pendente e por que as agendas de biodiversidade e clima, embora negociadas em processos distintos, dependem de que os recursos cheguem a quem, de fato, atua localmente na conservação dos ecossistemas.
