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09/07/2026

O que contém soja? Muito mais do que você imagina, e pode conter desmatamento (ALERTA!)

Você não vê a soja, mas ela pode estar no seu chocolate, no seu shampoo, no óleo que você usa para cozinhar, foi a ração do frango do espetinho que você comeu no fim de semana. A soja está em quase tudo, e é exatamente por isso que quase ninguém pergunta de onde ela vem.

Fonte: Caroline Haddad (Greenpeace) - “Contém soja. Pode conter desmatamento.” é o alerta de uma nova campanha do Greenpeace Brasil. Sem um compromisso claro por parte de todo o setor pelo desmatamento zero, é difícil garantir que a soja usada em milhares de produtos do dia a dia não venha de uma área desmatada na Amazônia.

De onde vem a soja que a gente consome sem saber?
Existe um rastro, e ele leva direto à floresta, a cada compra, a cada prateleira, a cada empresa que construiu uma marca sobre a palavra sustentabilidade e que depois topou desmontar o maior mecanismo que tornava essa palavra verificável: a Moratória da Soja. O comércio de soja na Amazônia é dominado por um grupo de grandes empresas – Cargill, Bunge, Amaggi e ADM entre elas – que decidem, na prática, se a soja que chega até você é ou não livre de desmatamento.
21/06/2026

As ameaças que colocam as árvores gigantes da Amazônia em risco

O Angelim-Vermelho de quase 90 metros
Foto: Ifap/acervo
Centenárias e essenciais para a biodiversidade e o clima, as árvores gigantes da Amazônia estão entre os seres vivos mais valiosos e vulneráveis da floresta

Fonte: Greenpeace - As árvores gigantes da Amazônia sobreviveram por séculos a tempestades, secas, enchentes e transformações naturais da floresta. No entanto, hoje enfrentam ameaças causadas pela atividade humana que podem destruir, em poucos dias, indivíduos que levaram centenas de anos para atingir suas dimensões extraordinárias.

O avanço do desmatamento na Amazônia, da exploração madeireira e do garimpo ilegal coloca em risco algumas das árvores mais antigas e importantes da floresta. Espécies como o Angelim-vermelho, conhecidas por alcançar mais de 80 metros de altura, são especialmente visadas devido ao alto valor comercial de sua madeira. Em muitos casos, a derrubada de um único exemplar representa a perda de séculos de crescimento contínuo.

A pressão sobre essas árvores também aumenta à medida que novas áreas da floresta amazônica são abertas para atividades econômicas predatórias. Estradas, áreas de mineração e frentes de exploração madeireira avançam sobre regiões remotas onde muitas árvores gigantes ainda permanecem preservadas, fragmentando habitats e alterando o equilíbrio ecológico da floresta.
22/05/2026

Dia do Agro no Congresso ataca brutalmente a legislação ambiental

Deputados ruralistas avançam com projetos que facilitam
o desmatamento em todos os biomas e ampliam
riscos climáticos. Agora, cabe análise no Senado.
Andressa Santa Cruz (Greenpeace) - Em apenas duas sessões, entre os dias 19 e 20 de maio, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados aprovou, em ritmo acelerado e sem debate público, uma série de projetos que desmontam mecanismos de proteção ambiental.

Apelidada pelos próprios parlamentares de “Dia do Agro”, a ofensiva ficou marcada como um dos maiores ataques à legislação socioambiental dos últimos anos. Na prática, os projetos fragilizam o combate ao desmatamento, favorecem crimes ambientais e ameaçam os biomas brasileiros.

“Mais uma vez, se confirma o avanço de uma agenda antidemocrática no Congresso, especialmente nas pautas socioambientais, abrindo caminho para mais desmatamento, mineração e insegurança pública. As decisões são tomadas de forma centralizadora, sem diálogo com a sociedade e ignorando alertas técnicos sobre os impactos ambientais e climáticos”, afirma Gabriela Nepomuceno, Especialista em Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

A ofensiva faz parte de um novo “Pacote da Destruição”, conjunto de propostas apoiadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Depois da aprovação pelos deputados, os projetos serão analisados no Senado.
27/07/2020

Você sabe de onde vem a sua comida?


Greenpeace - O que a comida que chega à sua mesa tem a ver com a crise climática e a destruição de florestas e outros ecossistemas em todo o planeta? É o que a atriz Alice Braga vai te contar nessa série de três vídeos produzida em parceria com o Greenpeace.

O sistema de agricultura industrial parece organizado, mas a verdade é que ele está totalmente fora de controle, transformando todos os ingredientes básicos da nossa dieta em “commodities”, gerando lucros para alguns e prejuízo para todos nós.
26/01/2020

Seis Coisas Que Você Não Sabe Sobre A Pecuária No Brasil

O documentário Sob a Pata do Boi investigou essa cadeia, seus impactos para o consumidor e, principalmente, para o meio ambiente e traz informações importantes que podem te fazer reavaliar a carne que está no seu prato.

1. Grande parte da carne consumida no Brasil é produzida na Amazônia

40% do rebanho nacional está em uma área que um dia foi floresta amazônica e hoje virou pasto. As mais de 400 mil fazendas espalhadas pelos estados que compõem a floresta dão a ideia do tamanho do território ocupado pelo gado – só de pastagens, são 48 milhões de hectares, ou cinco vezes o tamanho de Portugal.

2. 20% da floresta amazônica foi desmatada nos últimos 50 anos

E a pecuária teve – e ainda tem – um papel muito forte nesse processo.

63% da área desmatada deu lugar a pasto para boi..Práticas insustentáveis repetidas ao longo do tempo por produtores rurais e grileiros da região colaboraram para destruir um quinto de uma das maiores riquezas do Brasil – a Amazônia.

3. Na Amazônia tem três vezes mais gado do que gente

Existem hoje 85 milhões de cabeças de gado na Amazônia. Isso equivale em média a 3.4 cabeças por habitante.

No município de São Félix do Xingu (Pará), por exemplo, está o maior rebanho do Brasil. São 2,2 milhões de cabeças de gado - 18 por habitante.

Pouco mais de cem frigoríficos são responsáveis por 93% do abate anual de gado da região, o equivalente a 12 milhões de cabeças de gado por ano, oriundas, por sua vez, de milhares de fazendas espalhadas por um território que uma vez já foi floresta.
07/09/2017

Desmatamento e uso de terras para agropecuária são negligenciados como contribuintes para as mudanças climáticas

David Nutt / Lindsey Hadlock, Cornell University - No que diz respeito à luta contra as alterações climáticas, o foco muitas vezes depende da redução do uso de combustíveis fósseis e do desenvolvimento de fontes de energia sustentáveis. Mas um novo estudo da Universidade de Cornell mostra que o desmatamento e o uso subsequente de terras para agricultura ou pastagem, especialmente em regiões tropicais, contribuem mais para a mudança climática do que se pensava anteriormente.
O novo artigo, “Are the Impacts of Land Use on Warming Underestimated in Climate Policy? “, publicado em Environmental Research Letters , também mostra quão significativo esse impacto foi subestimado. Mesmo que todas as emissões de combustíveis fósseis sejam eliminadas, se as atuais taxas de desmatamento tropical se manterem firmes até 2100, ainda haverá um aumento de 1.5 graus no aquecimento global.
23/08/2017

Por que não dá para celebrar a queda do desmatamento

Inflexão na taxa ainda não compensa subida dos dois anos anteriores; pior ainda, dados do Imazon apontam pressão de grileiros sobre áreas protegidas do sul do Amazonas que Eliseu Padilha quer tesourar

CLAUDIO ANGELO, Observtório do Clima -Só falta agora o Ministério do Meio Ambiente comemorar os dados de desmatamento do Imazon, publicados nesta terça-feira (22). O governo é crítico contumaz da ONG de pesquisas paraense, que criou o primeiro sistema independente de monitoramento da devastação da maior floresta tropical do mundo. Mas agora esse sistema, o SAD, deu uma notícia que interessa ao ministro Sarney Filho (PV-MA): a taxa de desmatamento em 2017, primeiro ano cheio de sua gestão, caiu 21%. Partiu soltar foguete?

Os dados do Imazon, publicados pelo site G1 e disponibilizados depois na página da organização na internet, de fato sinalizam que algo mudou em relação ao ano passado. O corte raso detectado pelo SAD entre agosto de 2016 e julho de 2017 foi de 2.834 quilômetros quadrados, contra 3.579 quilômetros quadrados nos 12 meses anteriores. A queda na degradação florestal, a destruição silenciosa que precede o desmatamento total, foi ainda mais expressiva: 41% (de 6.225 km2 para 3.671 km2).
31/07/2017

Perda do Cerrado é 50% maior que a da Amazônia

Primeiros dados oficiais de monitoramento do desmatamento no bioma revelam que, em 2015, houve uma redução de 9.483 km2

Giovana Girardi, O Estado de S. Paulo - O Cerrado teve, em 2015, uma taxa de desmatamento 52% superior à detectada na Amazônia. O bioma de árvores baixas e retorcidas, onde nascem alguns dos principais rios do País, perdeu naquele ano 9.483 km2, ou seis vezes a área da cidade de São Paulo, contra 6.207 km2 na Amazônia no mesmo período.
O dado oficial do governo federal, que foi divulgado nesta semana no site do Ministério do Meio Ambiente sem alarde, é o primeiro do monitoramento do bioma que começou a ser feito no ano passado e que, assim como ocorre com a Amazônia, será anual. Ainda não há uma série histórica completa, mas o levantamento indica uma queda nos últimos anos, em especial em relação a 2009, quando a perda foi de 10.342 km2.
15/07/2017

Redução de Jamanxim subsidiará grileiros em mais de meio bilhão

Estradas ilegais em áreas da Floresta Nacional do
Jamanxim recém queimadas. Foto: Daniel Beltra/Greenpeace
Valor do hectare sairá por até 3,72% do valor de mercado, revela cálculo do Imazon; governo diz que medida vai acabar com a falta de segurança jurídica na região

Observatório do Clima - A redução da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, seguindo as regras da recém-sancionada MP da regularização fundiária (759), vai oferecer a um subsídio de até R$ 605 milhões aos produtores rurais, além de grileiros, que hoje ocupam ilegalmente a área pública da Amazônia, revela cálculo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon.
Para chegar a esse valor, os pesquisadores Paulo Barreto e Elis Araújo, do Imazon, consideraram como base o valor de mercado de um hectare na cidade de Novo Progresso, no Pará: cerca de R$ 1.800. O número foi comparado com a tabela de valor de propriedade do Incra, que segundo a MP deve ser usada como referência para a venda: R$ 672 o hectare naquele mesmo município. A MP, no entanto, impõe que o governo receba entre 10% e 50% do valor dessa tabela, o que significa que o hectare sairá pelo valor mínimo de R$ 67 e pelo valor máximo de R$ 336. Considerando o preço de R$ 1.800, a regularização fundiária poderá ser feita por até 3,72% deste valor.
07/07/2017

Novo Código Florestal contribuiu para aumento do desmatamento, diz ministro do Meio Ambiente

Segundo Sarney Filho  (esq.), desmatamento foi ascendente nos
últimos dois anos, mas já há sinais de que isso
está sendo revertido
Em seminário sobre cinco anos da lei, parlamentares alertaram para novos retrocessos para o meio ambiente

Cleia Viana / Câmara dos Deputados - O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse nesta quarta-feira (5) que o novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) foi uma das causas para o aumento do desmatamento no Brasil nos últimos dois anos. Para ele a concessão de anistia de multas por desmatamento ilegal levou à maior destruição de florestas. As declarações foram feitas no Seminário “5 Anos do Código Florestal: desafios e oportunidades”, promovido pela Frente Parlamentar Ambientalista, em parceria com o Observatório do Código Florestal e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.
Na avaliação do ministro, o aspecto positivo do código foi a criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) – o banco de dados que armazena informações ambientais sobre as mais de cinco milhões de propriedades rurais do País. De acordo com informações do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), mais de 4 milhões de imóveis rurais já foram cadastrados no Cadastro Ambiental Rural.
24/06/2017

Noruega corta 50% do Fundo Amazônia, e Sarney entrega desmatamento a Deus

País doador cumpre ameaça feita em carta no começo da semana; em Oslo, ministro do Meio Ambiente diz que “só Deus pode garantir” que o desmatamento na Amazônia será reduzido; Temer enfrenta protesto em último dia de visita oficial

SABRINA RODRIGUES, D’OECO - O governo da Noruega cumpriu a ameaça de cortar os repasses para o Fundo Amazônia diante da alta das taxas de desmatamento e da série de propostas em discussão no governo e no Congresso para enfraquecer a proteção ambiental no Brasil. O corte será de 50%, ou seja, de R$ 400 milhões para aproximadamente R$ 200 milhões. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22), na presença do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, em Oslo.

Na manhã de sexta-feira (23), manifestantes protestaram contra a política ambiental do presidente Michel Temer na capital norueguesa. A primeira-ministra da Noruega. Erna Solberg, expressou diante de Temer sua preocupação com o aumento do desmatamento e confirmou o corte. O presidente encerra sua visita oficial ao país escandinavo nesta sexta.
07/03/2017

Quanto vale uma floresta

Quem são os empreendedores que estão investindo centenas de milhões de reais para fazer das matas nativas da Amazônia um celeiro de sustentabilidade ambiental e avançar sobre um setor que movimenta US$ 21,5 bilhões por ano no mundo

Dinheiro Rural - Desde 1974, o pecuarista Carlos Eduardo Ribeiro do Valle, 70 anos, é dono da fazenda Mutirão, uma área de 25 mil hectares no município de Paragominas, no nordeste do Pará. Como manda a lei ambiental, Valle sempre explorou apenas 20% da área, o equivalente a cinco mil hectares para a criação de gado. O resto é mata fechada, intocada. Apesar de sempre ter mantido sua propriedade dentro da lei, nos anos de 2007 e 2008, ele foi arrastado para o olho do furacão. Motivo: a Mutirão estava em uma região que encabeçava a chamada lista suja do desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, composta por 36 municípios, no caso, Paragominas. As cidades ficaram na mira da Polícia Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em ações policiais contra a derrubada ilegal de árvores na Amazônia. “Era a época da Operação Arco de Fogo, com muita gente presa e inúmeras madeireiras ilegais fechadas”, afirma Valle. “Foi um tempo difícil, mas também um recomeço para a região.” Naquela época, Paragominas tinha 874 mil hectares desmatados e degradados, equivalente à metade de sua área total.
21/02/2017

“A terra de oportunidades”. Desenvolvimento chega a Mato Grosso com bala e devastação

Comparação da cobertura florestal do município de Sinop em 1986 e
em 2016: em apenas 30 anos, quase toda floresta foi devastada.
Elaboração: Mauricio Torres
The Intercept - Logo na entrada, o letreiro “Sinop, capital do Nortão” dá as boas-vindas à cidade localizada às margens da rodovia BR 163, a quase 500 km ao norte de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Com 125 mil habitantes, Sinop exala prosperidade. No coração do Brasil, o município – que tem apenas quarenta anos de fundação, é repleto de lojas luxuosas que vendem de equipamentos eletrônicos aos últimos lançamentos da moda. Concessionárias ofertam veículos novos e caros, principalmente caminhonetes com tração nas quatro rodas, próprias para rodar nas estradas de terra que ligam as muitas e ricas fazendas ao redor. Ao passear pelo centro da cidade, com suas lojas de fachadas de gosto duvidoso, a mensagem é clara: temos muito dinheiro e não precisamos conter despesas.
26/11/2016

Incêndios criminosos devastam a Amazônia em 2016


Relatório do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontou que a região Norte lidera o número de Estados que vêm tendo suas matas devastadas pelas queimadas. A maioria dos incêndios tem origem criminosa e não são ocasionados por quedas de raios já que estamos em período de estiagem.

Da lista dos dez Estados com maior número de queimadas durante o ano, cinco estão no Norte, dois no Nordeste, dois no Centro-Oeste e um no Sudeste.

Mato Grosso (28.420)
Pará (18.669)
Maranhão (17.016)
Tocantins (14.269)
Amazonas (11.364)
Rondônia (11.239)
Piauí (7.169)
Acre (6.942)
Mato Grosso do Sul (6.678)
10º Minas Gerais (6.515)

Os dados são do Programa de Queimadas, que monitora a ocorrência desses eventos por satélite.

Com isso, vemos que os Estados do Norte são maioria, além da fronteira agrícola ao redor da Amazônia, com Estados como o Mato Grosso, Maranhão e Piauí. No mês de outubro, o Estado do Maranhão lidera a lista com 5.351 focos de incêndio. Em seguida vem o Pará, o Mato Grosso, o Piauí e o Amazonas.
22/06/2015

Em 16 anos, desmatamento da Amazônia Legal foi quase o tamanho de SP

Vinícius Lisboa, Agência Brasil - O desmatamento da Amazônia Legal, no período de 1997 a 2013, chegou a 248 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do estado de São Paulo, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), divulgada na sexta-feira (19).
Segundo o IBGE, de 1991 a 2004 houve uma aceleração no desmatamento da Amazônia Legal, que subiu de 11.030 quilômetros quadrados para 27.772 quilômetros quadrados em apenas um ano. Desde 2004, a tendência se inverteu, chegando a 4.571 mil em 2012. Em 2013, houve uma nova alta, para 5.843.

Alertas de desmatamento mais que dobram

De acordo com dados do SAD, em maio foram registrados 389 km² de alertas de desmatamento na Amazônia. O estado do Amazonas e o Mato Grosso lideraram na destruição
Greenpeace - O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou na quinta-feira (18) os resultados de seu Sistema de Alertas de Desmatamento na Amazônia Legal (SAD) de maio, reafirmando a tendência de aumento do desmatamento no bioma. No mês passado foram registrados alertas em uma área de 389 km², destruição 110% maior que a identificada em maio de 2014.
Mas a surpresa deste mês veio do Amazonas, que registrou a maior área de alertas de desmatamento (27%), ao lado do Mato Grosso. O estado não costuma figurar entre os maiores desmatadores do bioma, mas isso parece estar mudando: entre os três municípios mais desmatados em maio, dois estão no Amazonas.
18/12/2014

Minas Gerais lidera ranking do desmatamento na Mata Atlântica

Parque Estadual do Rio Doce, no Leste de Minas guarda área de Mata Atlântica
Cidades de Jequitinhonha e Águas Vermelhas aparecem no segundo lugar entre as 10 que mais destruíram o bioma entre 2000 e 2013

Cristiane Silva, Portal EM - Minas Gerais é o campeão em um triste índice relacionado à preservação do meio ambiente no Brasil. Dois municípios do estado encabeçam a lista dos que mais destruíram a Mata Atlântica na última década. Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que pesquisaram os 3.429 municípios situados no bioma.
O estudo apresenta dados consolidados dos últimos 13 anos. Conforme a publicação, a cidade de Jequitinhonha foi a campeã de desmatamento entre 2000 e 2013, com 8.685 hectares. Em segundo lugar, está a cidade de Águas Vermelhas, no Norte de Minas Gerais, que desmatou 6.231 hectares de Mata Atlântica. A lista é composta por 10 municípios brasileiros e ainda conta com uma terceira cidade mineira: Ponto dos Volantes, no Vale do Jequitinhonha. Ela aparece em sexto lugar, com 5.398 hectares de vegetação destruídos nos últimos 13 anos.
19/11/2014

Fiquem atentos à divulgação do desmatamento de 2014

Marco Gonçalves, Mídia e Desmatamento na Amazônia - A divulgação da taxa oficial de desmatamento pelo Ministério do Meio Ambiente tem sido feita poucos dias antes das conferências anuais da Convenção da ONU sobre a Mudança do Clima – as chamadas COP (abreviação de conference of the parties), que ocorrem no final do ano. Em 2014, a vigésima COP do Clima está programada para o período entre 1o e 12 de dezembro, em Lima (Peru). Desta forma, a taxa oficial de desmatamento na Amazônia – estimada pelo INPE por meio do Prodes – dever ser divulgada antes do embarque da delegação do governo brasileiro para o encontro no país vizinho.
No ano passado, porém, alguns jornais denunciaram que a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pretendia alterar esse padrão e fazer o anúncio da taxa de desmatamento de 2013 após a COP-19, realizada em Varsóvia (Polônia). Isso porquê, especulava-se, os dados do INPE apontavam um aumento expressivo no corte ilegal da floresta amazônica em 2013, algo entre 20% e 28%. Com o adiamento, o Brasil – que tem recebido loas mundo afora pelos resultados alcançados na redução do desmatamento na Amazônia – não enfrentaria o constrangimento de apresentar-se perante seus pares com uma notícia tão ruim.
09/06/2014

Ibama realiza operação de fiscalização para coibir o comércio ilegal de carvão e proteger Cerrado e Caatinga

Dipro/Ibama
Ascom/Ibama - Foi deflagrada, no dia 5/6, a operação Metástase com o objetivo de coibir o uso de carvão ilegal na cadeia produtiva de ferro-gusa proveniente dos biomas Cerrado e Caatinga. A operação é um esforço conjunto do Ibama, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal durante mais de um ano de investigação.
O esquema principal dos infratores consistia em obter autorizações irregulares concedidas por órgãos estaduais de meio ambiente para poder “esquentar” (acobertar) o carvão proveniente de áreas não autorizadas. As informações das autorizações eram registradas no sistema de controle florestal e emitia-se o documento de origem florestal como se o carvão tivesse origem legal. Em seguida, por meio desse sistema informatizado, ocorria uma intensa movimentação de créditos virtuais de carvão proveniente das autorizações fraudulentas, em diversos estados, para vender, comprar e transportar o carvão nativo oriundode áreas do Cerrado e da Caatinga que não têm autorização para tal atividade. Essas transações contavam com a participação de “agenciadores” (atravessadores) que atuam na organização do comércio ilegal de carvão. O principal destino do carvão ilegal eram indústrias siderúrgicas localizadas no estado de Minas Gerais.

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