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História: José Lutzenberger

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23/08/2026

O século XXI começou no subsolo

Jazida de mineração da empresa Vale Fertilizantes em Tapira, região de Araxá (MG). O município de Araxá se tornou atrativo aos gigantes do setor de mineração do Brasil por possuir terras raras de onde podem ser retirados os rejeitos de nióbio e fosfato. Foto: Edson Silva/ Folhapress
O Brasil pode repetir o velho modelo de exportar recursos naturais ou transformar sua riqueza mineral e biológica em conhecimento, tecnologia e soberania

Fonte: Geraldo Fernandes · Walisson Kenedy-Siqueira · Amilcar Saporetti Junior ((o))eco - A Revolução Industrial não começou simplesmente quando James Watt aperfeiçoou a máquina a vapor. Ela começou quando a humanidade percebeu que a energia poderia substituir a força humana em uma escala inédita. Da mesma forma, o século XX tornou-se o século do petróleo quando o domínio dessa fonte de energia passou a determinar economias, guerras e relações internacionais. Talvez o século XXI tenha começado no subsolo.

Uma nova arquitetura tecnológica e geopolítica está sendo construída rapidamente. Seu fundamento não é apenas petróleo ou carvão, mas também os chamados minerais críticos, entre eles as terras raras. Eles estão presentes em motores elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, computadores, sensores, satélites, radares, robôs e sistemas de defesa.

E há um novo consumidor de escala extraordinária: a inteligência artificial. Por trás dos algoritmos existe uma infraestrutura física gigantesca, formada por centros de dados, servidores, semicondutores, redes e sistemas de armazenamento. A revolução digital, portanto, não reduziu nossa dependência da natureza. Ao contrário: quanto mais digital se torna o mundo, mais depende de sua base física e geológica e, inevitavelmente, dos ecossistemas que sustentam esses territórios.
21/08/2026

Ecologia aplicada na propriedade agrícola

Fonte: Afonso Peche Filho - Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC
A ecologia aplicada na propriedade agrícola pode ser compreendida como o uso prático dos conhecimentos ecológicos para orientar o manejo do solo, da água, da vegetação, dos animais, das áreas produtivas e das áreas de proteção.
Não se trata apenas de conservar a natureza em separado da produção, mas de compreender que toda propriedade agrícola é um sistema vivo, formado por relações entre clima, relevo, solo, água, plantas, microrganismos, fauna, máquinas, pessoas e decisões de manejo. A produção agrícola, quando observada por esse ponto de vista, deixa de ser apenas uma atividade econômica e passa a ser também uma forma de organização ecológica da paisagem.

A propriedade agrícola não é um espaço homogêneo. Ela possui áreas de produção, áreas de proteção, áreas úmidas, estradas internas, cercas, carreadores, construções, fragmentos de vegetação, nascentes, cursos d’água, talhões cultivados, áreas de borda e espaços de circulação. Cada uma dessas partes exerce funções específicas e interfere no funcionamento do conjunto. Uma estrada mal posicionada pode aumentar a erosão. Uma área de vegetação bem conservada pode proteger a fauna, favorecer polinizadores e melhorar o equilíbrio biológico. Um solo coberto e bem estruturado pode infiltrar mais água, reduzir enxurradas e sustentar melhor as plantas durante períodos secos.

O custo farmacêutico da perda da biodiversidade

Substâncias extraídas da natureza, seus derivados e moléculas inspiradas em estruturas naturais permanecem entre as principais fontes da inovação farmacêutica

Fonte: Ecodebate, Reinaldo Dias - A destruição das florestas tropicais costuma ser medida pela extensão das áreas derrubadas, pelo volume de carbono lançado na atmosfera e pelo número de espécies ameaçadas. Esses indicadores mostram a gravidade da crise, mas não revelam todas as perdas envolvidas. Em plantas, fungos, microrganismos e animais encontram-se substâncias e informações genéticas que alimentam pesquisas médicas e podem dar origem a novos tratamentos. Quando uma floresta desaparece antes que sua diversidade seja estudada, parte desse patrimônio também desaparece, muitas vezes sem que a ciência chegue a saber o que foi perdido.

Uma análise divulgada pela organização internacional Zero Carbon Analytics, em julho de 2026, deu dimensão econômica a esse risco. As florestas tropicais podem guardar até US$ 1,2 trilhão em medicamentos ainda não descobertos. O valor se refere apenas ao potencial farmacêutico das plantas com flores presentes nesses ecossistemas. Não inclui a diversidade de fungos, microrganismos e animais terrestres, nem os recursos encontrados nos oceanos e nos ambientes de água doce. Mesmo restrito a uma parte da biodiversidade conhecida, o cálculo expõe o custo de destruir ecossistemas que continuam amplamente inexplorados pela ciência.

A perda da biodiversidade deixa, assim, de ser apresentada apenas como uma tragédia ambiental distante da vida cotidiana. Ela atinge a capacidade da medicina de responder a doenças, produzir antibióticos, aperfeiçoar tratamentos contra o câncer e enfrentar novos desafios sanitários. A floresta derrubada pode conter uma espécie que jamais será catalogada, uma molécula que não chegará ao laboratório ou um princípio ativo que poderia aliviar o sofrimento de milhões de pessoas. O dano não se resume ao presente. Ele elimina possibilidades que fariam parte do futuro da saúde humana.

19/08/2026

Por que os ALIMENTOS estão ficando MENOS nutritivos?


Fonte: Ciência todo dia - Você já ouviu o ditado de que se colocava um parafuso na panela de feijão? No vídeo de hoje nós vamos falar os tipos de alimentos do passado com os de hoje em dia, e comparar a quantidade de nutrientes… e spoiler, porque os alimentos estão menos nutritivos.
17/08/2026

Um dos peixes mais consumidos na Amazônia entra na lista de espécies ameaçadas, diz ICMBio

A diminuição dos exemplares de tambaqui nos leitos aquáticos compromete diretamente o sustento das famílias que dependem da atividade pesqueira.

Fonte: Portal 18 horas e ICMBio - A recente publicação da atualização da lista nacional de fauna ameaçada trouxe um alerta importante para a bacia hidrográfica regional. A inclusão do tambaqui na categoria de vulnerável evidencia os desafios urgentes enfrentados pelo ICMBio na proteção aquática.

Por que o tambaqui entrou na lista de espécies vulneráveis?

A alteração no grau de conservação reflete o declínio acentuado das populações naturais provocado pela exploração continuada. A espécie Colossoma macropomum sofre com o aumento do esforço pesqueiro e a degradação constante dos ambientes fluviais da Amazônia.

As transformações no ecossistema afetam diretamente a reprodução e o desenvolvimento dos espécimes em seus habitats naturais. O acompanhamento do Ministério do Meio Ambiente visa mapear esses riscos de extinção para estabelecer diretrizes de proteção bastante estratégicas.
16/08/2026

Taxa de mudança climática afeta a estabilidade da AMOC – Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico

As mudanças climáticas podem enfraquecer a AMOC (Imagem: IPPC AR6 WGI, capítulo 9)
Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico: Um aquecimento mais rápido pode desencadear um ponto de inflexão que um aquecimento mais lento poderia evitar.

Fonte: Utrecht University (Ecodebate) - Há vários anos, cientistas do clima vêm demonstrando que a Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês) pode parar se o aquecimento global for excessivo. Uma nova pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Utrecht mostra que esse quadro está incompleto: o ritmo do aquecimento também determina se a AMOC permanecerá estável. O estudo foi publicado na revista científica Nature Climate Change .

A Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês) é o sistema de correntes oceânicas que transporta água quente dos trópicos para o norte. Ela desempenha um papel fundamental na redistribuição do calor pelo planeta e ajuda a manter o clima relativamente ameno na Europa Ocidental.

Os cientistas há muito suspeitam que este “motor térmico” do Oceano Atlântico possa atingir um ponto de inflexão. Isso significa que o sistema passaria de seu estado forte atual para um estado muito mais fraco dentro de algumas décadas. Tal evento de inflexão poderia ser desencadeado por influências externas, como um aumento na quantidade de água de degelo das regiões polares ou o próprio aquecimento global.

08/08/2026

A crise climática explicada em sete gráficos

É provável que você já saiba que o clima está mudando — e que isso é um problema. Mas o que exatamente está impulsionando a crise climática, quão grave é a situação atual e o quanto ela pode piorar?

Fonte: (PNUMA) - Para responder a essas perguntas, avaliamos dados apresentados nos gráficos a seguir, todos provenientes de relatórios recentes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Seres humanos estão inundando a atmosfera com gases de efeito estufa
Gases de efeito estufa funcionam como um cobertor, retendo o calor próximo à superfície da Terra, aquecendo o planeta e impulsionando a mudança climática.
No âmbito do Acordo de Paris, os países se comprometeram a reduzir as emissões desses gases. No entanto, com poucas exceções, as emissões têm aumentado constantemente desde a década de 1850, atingindo um recorde de quase 58 bilhões de toneladas em 2024. 
06/08/2026

Nós precisamos conversar sobre DATA CENTERS


Fonte: https://www.youtube.com/@CienciaTodoDia - Data centers de inteligências artificiais estão virando um problema. Mas ao mesmo tempo, nós estamos usando cada vez mais IAs no nosso dia-a-dia. E enquanto isso, o Brasil se torna um dos protagonistas inesperados dessa história. Mas afinal: por que data centers de IA ficaram tão polêmicos?
04/08/2026

A Amazônia não cabe na mesma linha de crédito

Vista aérea da rodovia Transamazônica no trecho próximo a Terra Indígena Pirahã, no sul do Amazonas, onde a estrada cruza o rio Maici. Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
Na floresta, o dinheiro pode financiar mais produtividade ou mais desmatamento. Um novo estudo mostra como isso depende do território, da governança e das regras de acesso

Fonte: Alexandre Mansur, Desirêe F. Galvão ((o))eco - Há uma ideia confortável e perigosa no debate sobre desenvolvimento rural: a de que o crédito é apenas dinheiro, um instrumento neutro que amplia a capacidade de produzir independentemente do lugar onde é aplicado. Na Amazônia, pelo menos, não é assim. O crédito pode ajudar um agricultor a aumentar sua produtividade sem ampliar a área empregada ou pode ser usado para novo desmatamento.  Uma nova pesquisa mostra que um fator determinante para o destino do crédito  não é  apenas a decisão individual do produtor, mas as condições do território onde o recurso financeiro é liberado.

Em municípios da Amazônia com desmatamento antigo, onde há maior proporção de terras formalizadas, fiscalização presente, e áreas produtivas consolidadas, o crédito encontra limites claros. Expandir custa caro. Desmatar é mais difícil. O dinheiro tende a buscar outro destino: tecnologia, equipamentos, insumos e produtividade.

Já em fronteiras remotas, o cenário é outro. Há floresta abundante, baixa presença do poder regulador do Estado, insegurança sobre a posse da terra e áreas extensas nas quais abrir pasto pode ser mais barato do que recuperar áreas degradadas. Nesse contexto, o crédito não chega a uma economia organizada. Ele chega para alimentar uma disputa territorial em andamento.

03/08/2026

Pesquisa global reafirma que arborização urbana salva vidas

Um estudo com dados de 20 anos e mais de 11 mil cidades mostra que plantar mais verde nas ruas poderia ter evitado 1,16 milhão de mortes por calor e isso muda a forma como eu olho para a árvore da minha esquina

Fonte: Henrique Cortez, (Ecodebate) - Pesquisadores da Universidade Monash cruzaram duas décadas de dados climáticos e de mortalidade em 53 países e chegaram a um número que ainda me deixa sem fôlego: aumentar a vegetação urbana em 30% poderia ter reduzido em mais de um terço as mortes relacionadas ao calor no mundo. Eis o que esse dado significa na prática e por que ele me fez repensar o valor de uma simples árvore de calçada.

Uma manhã quente demais para ser normal
Tem dias, no meio do verão, em que a gente sai de casa e o calor bate diferente. Não é só desconforto, é como se o ar tivesse peso. Eu senti isso de novo há pouco tempo, andando por uma rua sem sombra nenhuma, com o sol batendo direto no asfalto Por que essa rua é tão mais quente do que a de duas quadras atrás, cheia de árvores?

O estudo que coloca números onde havia só intuição
Um grupo de pesquisadores liderado pelo professor Yuming Guo, da Universidade Monash, na Austrália, decidiu medir algo que muita gente já suspeitava, mas ninguém tinha calculado em escala global: quanto de vegetação a mais nas cidades seria necessário para reduzir as mortes causadas pelo calor extremo.

O trabalho, publicado na revista científica The Lancet Planetary Health, analisou duas décadas de dados, de 2000 a 2019, em mais de 11 mil áreas urbanas espalhadas por 53 países.
31/07/2026

A tecnologia que promete RESFRIAR o PLANETA... mas a que custo?


Fonte: Canal Ciência TodoDia - O nosso planeta vive uma das eras mais quentes já registradas, e nós somos os responsáveis por isso. No vídeo de hoje vamos ver como a geoengenharia pode nós ajudar a reduzir a temperatura do planeta, trazendo ideias novas e inovadoras mas também, o outro lado delas. Será que de fato essas ideias são palpáveis e valem a pena?
29/07/2026

Importância do planejamento funcional da propriedade

Planejar funcionalmente significa reconhecer relações, fluxos, complementaridades e possíveis conflitos entre os diferentes ambientes da propriedade

Fonte: Artigo de Afonso Peche Filho, Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC. - Planejar uma propriedade rural significa muito mais do que distribuir culturas, estradas, construções e áreas de conservação dentro de seus limites territoriais. Significa compreender que cada parte da propriedade desempenha determinadas funções e que o desempenho do conjunto depende da qualidade das relações estabelecidas entre essas diferentes unidades. Nesse sentido, o Planejamento Funcional da Propriedade Rural representa uma abordagem estratégica para organizar o espaço agrícola como um sistema integrado de produção, conservação, infraestrutura, circulação, biodiversidade e manejo dos recursos naturais.

A proposta desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas – IAC parte do princípio de que a propriedade rural pode ser interpretada a partir de seis unidades funcionais fundamentais: áreas de Produção, Proteção, Construídas, Locomoção, Lindeiras e Úmidas. Essa classificação permite superar uma visão simplificada da propriedade como mera superfície produtiva e avançar para uma leitura sistêmica do território rural.

27/07/2026

Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia

Lixo exposto no leito seco do Rio Negro após a estiagem de 2023. Foto: AP Photo/Edmar Barros.
Estudos recentes mostram que os microplásticos já estão presentes em diferentes ambientes amazônicos: grandes rios como o Amazonas, igarapés urbanos, áreas de várzea e manguezais da Foz do Amazonas. 
Em um único lago da zona leste de Manaus, pesquisa encontrou microplásticos no intestino de metade dos jaraquis — peixe mais consumido no estado do Amazonas.

Fonte: Tiago da Mota e Silva (Mongabay) - MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas.

A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas.

Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade.
25/07/2026

Seca e colapso hídrico revelam a desigualdade da água no Brasil

A crise hídrica brasileira não decorre de uma causa isolada. Resulta da combinação entre mudanças climáticas, degradação ambiental, infraestrutura insuficiente, concentração dos usos e desigualdade social

Reinaldo Dias, Ecodebate - A atualização de junho de 2026 do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, mostrou que algum grau de seca atingia 45% do território brasileiro, percentual inferior aos 50% registrados em maio, embora o fenômeno permanecesse presente em todas as regiões. O Sudeste apresentava a maior proporção territorial afetada, com 76% de sua área sob algum grau de seca, enquanto, no Rio de Janeiro, a área atingida havia aumentado de 52% para 68% do estado. A oscilação mensal não indica o encerramento da crise. Mostra uma seca extensa, móvel e capaz de alcançar, em diferentes momentos, áreas amazônicas, zonas agrícolas, regiões metropolitanas e territórios antes considerados menos vulneráveis.

A expansão geográfica das estiagens modifica a compreensão tradicional do problema. A escassez já não pode ser atribuída apenas às condições naturais do semiárido, pois também resulta da alteração do regime de chuvas, do aumento das temperaturas, da supressão da vegetação, da degradação dos solos e da ocupação de mananciais. Enchentes intensas e secas prolongadas passam a ocorrer dentro de um mesmo sistema hídrico desorganizado, no qual a água escoa rapidamente durante as chuvas e deixa de ser armazenada nos solos, nas áreas úmidas e nos aquíferos.
23/07/2026

Microplásticos já estão DENTRO de VOCÊ. E agora?


Fonte: https://www.youtube.com/@CienciaTodoDia - Eles já estão dentro de você: já foram encontrados no topo da montanha mais alta do mundo, na placenta e em todo lugar que podemos imaginar. O pior? Ainda não temos completa certeza dos efeitos de microplásticos na saúde humana.

Unidades de conservação estocam 33 anos de emissões nacionais

Foto aérea da Floresta Nacional de Jamanxim, alvo recente do Congresso. Foto: Antonio Scorza /AFP
Levantamento mostra que áreas protegidas concentram 19,4 gigatoneladas de carbono; “Congresso pode se tornar maior fonte de emissões”, diz especialista

Fonte: Aldem Bourscheit, Observatório do Clima - Levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) feito a pedido do Observatório do Clima mostra que, no Brasil, as unidades de conservação terrestres, em todas as categorias, armazenam 19,4 gigatoneladas de carbono. Convertido para CO2, esse estoque equivale a 33 anos de emissões brasileiras de gases de efeito estufa no ritmo atual – 2,145 GtCO2e em 2024, o último dado disponível. Os recentes ataques do Congresso às áreas protegidas, no entanto, colocam esse estoque em risco.

“Os projetos em tramitação ameaçam um patrimônio ambiental de todos os brasileiros e o equilíbrio climático mundial”, diz Paulo Moutinho, pesquisador sênior do Ipam, em referência às propostas do Legislativo que visam reduzir, reclassificar ou extinguir unidades de conservação no Brasil. “Os parlamentares que apoiam esses projetos podem transformar o Congresso na principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do país”, reforça.

22/07/2026

Coextinção: quando a perda de uma espécie significa o fim de outra

O morcego-beija-flor (Glossophaga soricina) é uma das que possui relações espécie-específica com moscas ectoparasitas. Foto: Jennifer Barros/SALVE ICMBio
Pesquisa mostra que a perda de morcegos no Brasil pode provocar a coextinção de dezenas de moscas ectoparasitas especializadas invisibilizadas pela conservação

Fonte: Duda Menegassi ((o))eco - A extinção de uma espécie, mais do que um fim em si própria, pode gerar um efeito cadeia com graves consequências para todo um ecossistema. Existem situações em que a perda de uma espécie pode levar à perda de outra, que depende da primeira para sobreviver. É o que cientistas chamam de coextinção. E essas perdas muitas vezes são silenciosas, envolvendo criaturas pequenas e comumente invisibilizadas, como alerta um estudo recém-publicado que analisou a relação altamente especializada entre moscas parasitas e seus morcegos hospedeiros no Brasil.

A pesquisa analisou o risco de coextinção entre 182 espécies de morcegos, das quais 66 apresentam relações com parasitas, e 106 espécies de moscas ectoparasitas – aquelas que ficam e se alimentam na superfície externa dos hospedeiros. Estas moscas só parasitam morcegos e são incapazes de sobreviver sem seus hospedeiros, frequentemente numa relação espécie-específica e ainda pouco conhecida, destacam os pesquisadores.

21/07/2026

Foz do Amazonas: Estudo inédito aponta custo de oportunidade de R$ 47 bilhões e indica caminhos de maior retorno socioeconômico

A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira © Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE
Análise Socioeconômica de Custo-Benefício compara a rota fóssil na Margem Equatorial com energia renovável e biocombustíveis

Fonte: WWF-Brasil - A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira. O argumento mais recorrente é o de que explorar esse petróleo geraria riqueza hoje para financiar a transição energética amanhã. O problema é que essa premissa nunca foi testada com dados. O estudo do WWF-Brasil faz justamente isso: coloca os números na mesa e pergunta se essa lógica se sustenta quando o cálculo considera não apenas o lucro das empresas, mas os custos e benefícios reais para toda a sociedade brasileira, incluindo saúde, clima e oportunidades perdidas.

Por que a metodologia usada muda tudo
O estudo aplica a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), do guia metodológico oficial do governo federal recomendado pelo Tribunal de Contas da União para avaliação de grandes investimentos públicos. A diferença em relação a uma análise financeira convencional é fundamental: em complemento à análise de rentabilidade privada, a ACB mede o que a sociedade ganha ou perde com cada escolha, colocando na conta os impactos que o mercado não precifica, como os danos climáticos de secas e enchentes, os prejuízos à saúde pública e as consequências de longo prazo para o país. Para garantir que os resultados se mantenham mesmo em diferentes cenários de preço e risco, foram realizadas 10.000 simulações, comparando real por real, energia por energia e litro por litro. 
20/07/2026

Estudo na Science aponta que fim da Moratória da Soja pode desmatar 1,4 milhão de hectares na Amazônia, o equivalente a 2 milhões de campos de futebol

Pesquisa publicada nesta última quinta (16/07) derruba os principais argumentos contra o acordo e mostra o que está em jogo antes do julgamento no STF em agosto.
Fonte: Cristiane Mazzetti, coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil

O que acontece com o fim da Moratória da Soja? 
Sem a Moratória da Soja, o desmatamento na Amazônia pode chegar a 1,4 milhão de hectares nos próximos dez anos, além de deixar vulnerável uma área do tamanho de Portugal que pode ser desmatada legalmente, e quase 30 milhões de hectares de florestas públicas sem destinação que são aptas ao plantio de soja. 

Essas são informações centrais do artigo “The Rise and Fall of the Amazon Soy Moratorium”, publicado na revista Science nesta quinta-feira (16). O texto frisa as contribuições da iniciativa para a redução do desmatamento na Amazônia brasileira, além de explorar as possíveis consequências do fim da moratória, apresentando números inéditos e rebatendo os principais argumentos utilizados para criticar o acordo. Eu assino o artigo ao lado de pesquisadores da Universidade de Wisconsin, das Universidades DePaul e Illinois (EUA) e do WWF Brasil.
19/07/2026

Valorização da floresta em pé

As florestas e/ou pequenas matas desempenham papéis extremamente relevantes para a saúde do planeta e da vida sobre ele

Fonte: Waldir Leite Roque (Ecodebate -artigo) - Quanto vale uma floresta nativa em pé? Até pouco tempo atrás esta pergunta era respondida apenas com base no seu potencial madeireiro e, eventualmente, na capacidade extrativista de alguns de seus produtos, como coleta de frutos ou de materiais para extração de essências naturais. A floresta em pé era vista como um passivo cujo custo de oportunidade vis-à-vis a produção agrícola era o que levava à sua derrubada.

Atualmente, com a crescente emissão de gases do efeito estufa (GEE), causando o aquecimento global, as florestas passaram a ser vistas com outros olhos. O potencial delas para a mitigação do GEE é um dos mais importantes mecanismos para sequestro e absorção desses gases, indo além com a produção do oxigênio que respiramos e de inúmeros serviços ambientais. Deste modo, produtos muito além da madeira passaram a ser qualificados como bens por ela produzidos.
16/07/2026

Desastre de Mariana favoreceu espécies invasoras no Rio Doce

Pesquisadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) faz a coleta de água do Rio Doce. Foto: Divulgação.
Dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), os efeitos do desastre ainda podem ser observados na fauna aquática do Rio Doce.

Fonte: Universidade Federal de Lavras (UFLA)
- Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrou que a diversidade de espécies nativas de peixes diminuiu nas áreas mais impactadas pela lama de rejeitos, enquanto espécies invasoras passaram a ocupar espaço na calha principal do rio.

O estudo, coordenado pelo professor Paulo Pompeu, do Instituto de Ciências Naturais da UFLA (ICN/UFLA), analisou, através de isótopos estáveis, as fontes alimentares de cerca de 65 espécies de peixes do Rio Doce, em 10 pontos pela calha, e mostrou que, quanto mais próximo da área atingida pelo rompimento da barragem do Fundão, menor é a diversidade de recursos consumidos pelos peixes.

Segundo os pesquisadores, a redução dos recursos alimentares disponíveis indica que há uma diminuição da diversidade desses animais. Espécies mais especializadas tendem a desaparecer, enquanto peixes com hábitos mais generalistas e maior capacidade de adaptação encontram condições favoráveis para se estabelecer.

Seremos História | Documentário HD Dublado (2018)

Fonte: National Geografic - As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima. As atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.

15/07/2026

Subsídios financeiros na destruição da natureza são 30 vezes maiores que na proteção

Relatório “Estado do Financiamento para a Natureza 2026” revela abismo entre subsídios predatórios e soluções baseadas na natureza e propõe rota de transição para uma economia de trilhões de dólares.

Fonte: Ecodebate - Dados de 2023 mostram que fluxos financeiros negativos para o meio ambiente chegam a US$ 7,3 trilhões, enquanto investimentos em proteção são apenas US$ 220 bilhões. Especialistas alertam: não há meio-termo entre investir na destruição ou na recuperação.

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) expõe uma das contradições mais graves da economia global contemporânea: a humanidade direciona recursos monumentais para degradar o próprio planeta que a sustenta. 

Intitulado “State of Finance for Nature 2026: Nature in the red: Powering the trillion dollar nature transition economy“, o documento, com dados de 2023, revela que para cada dólar investido na proteção e recuperação da natureza, trinta dólares são canalizados para atividades que a destroem.

A INCRÍVEL AMAZÔNIA SELVAGEM | Onde os Predadores Guardam Seus Segredos | Documentário de Animais


Fonte:    / @mundoferozoficial  - Viaje até o coração da Floresta Amazônica e descubra um dos ecossistemas mais extraordinários do planeta. Neste documentário completo, você explorará os segredos, as paisagens e a incrível biodiversidade da maior floresta tropical do mundo, lar de milhares de espécies de animais e plantas que desempenham um papel essencial para o equilíbrio da vida na Terra.

Conheça os rios que cortam a selva, os predadores silenciosos, as criaturas mais raras e as adaptações surpreendentes que permitem a sobrevivência em um ambiente repleto de desafios. Com imagens envolventes e informações fascinantes, este documentário revela por que a Amazônia continua sendo um dos maiores tesouros naturais do planeta.
14/07/2026

Mais de 90% das cidades brasileiras sofreram desastres climáticos nos últimos 30 anos

A pesquisa foi baseada em uma amostra de 60.000 registros de desastres ocorridos entre 1991 e 2024; ao todo, esses eventos foram responsáveis ​​por 4.774 mortes, 3.031 pessoas desaparecidas e perdas econômicas de mais de US$ 123,89 bilhões ( sobrevoo de helicóptero das áreas afetadas pelas chuvas em Canoas, estado do Rio Grande do Sul, em maio de 2024; crédito: Ricardo Stuckert/PR/Wikimedia Commons ).
Uma análise de 60.000 registros de inundações, alagamentos, enchentes repentinas, deslizamentos de terra, tempestades e secas revela os impactos regionais no Brasil e pode orientar políticas públicas

Por Luciana Constantino | Agência FAPESP – Eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes e severos. O El Niño previsto para 2026-2027 é um desses eventos. Esses fenômenos têm causado impactos ambientais, econômicos e sociais no Brasil, exigindo políticas públicas específicas. Para transformar dados científicos em base para o desenvolvimento de medidas de prevenção, adaptação e mitigação, um grupo de pesquisadores brasileiros analisou aproximadamente 60 mil registros de desastres hidrogeológicos no Brasil entre 1991 e 2024. 

Eles descobriram que 91,5% dos 5.570 municípios relataram pelo menos um desastre relacionado a inundações, alagamentos, enchentes repentinas, deslizamentos de terra, tempestades ou secas durante esse período. Especificamente, 1.814 cidades sofreram pelo menos um incidente causado por três desses fatores, enquanto outras 270 cidades sofreram com todos eles. O Nordeste teve o maior número de cidades afetadas (1.765), seguido pelo Sudeste (1.405), Sul (1.152), Norte (433) e Centro-Oeste (342).

(Teresópolis) Cantinho das Cerejeiras leva centenas de pessoas ao bairro da Posse

Centenas de pessoas passaram pelo Cantinho das Cerejeiras, na Posse, durante o último fim de semana, confirmando o espaço como um dos principais atrativos turísticos do inverno em Teresópolis. Foto: Louis Capelle / AMAPOSSE
Mais um fim de semana de grande visitação ao espaço criado por um morador local

Fonte: Maria Eduarda Maia - oDiário de Teresópolis - Centenas de pessoas passaram pelo Cantinho das Cerejeiras, na Posse, durante o último fim de semana, confirmando o espaço como um dos principais atrativos turísticos do inverno em Teresópolis. Moradores e visitantes aproveitaram os dias para contemplar a florada das sakuras, registrar belas fotografias e viver a experiência proporcionada pelo corredor de cerejeiras em tons de rosa.

Idealizado pelo morador Walter Rodrigues, o espaço está localizado na Rua Silverio Rodrigues de Lima e reúne 26 exemplares da árvore japonesa sakura, plantados em sequência às margens do Córrego Antônio José. A beleza da florada, que acontece por poucos dias no ano, transforma o local em um verdadeiro cartão-postal durante o inverno.

O trabalho desenvolvido por Walter vai além do paisagismo. O Cantinho das Cerejeiras também inspira a produção de peças de artesanato, que retratam o cenário e se transformam em lembranças para quem visita o espaço, fortalecendo ainda mais o potencial turístico do local.
12/07/2026

(ANÁLISE) O El Niño e a favela: por onde andam as políticas de adaptação? Ou quem se importa?

Homem atravessa a rua alagada em Canoas, um dos municípios mais atingidos pelas inundações no Rio Grande do Sul. Crédito: Bruno Santos/Folhapress
Enquanto alguns contabilizam perdas em safras e commodities, outros perdem casas, documentos, meios de trabalho e, muitas vezes, a própria vida

Fonte: Celso Sánchez · Alberto Calil Elias Junior ((o))eco - Em meados de junho de 2026, enquanto alguns canais de notícias alardeavam a chegada de um “Super El Niño” a cidade do Rio de Janeiro foi, mais uma vez, impactada pelo alto volume de chuvas. De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 16 de Junho foi registrado o terceiro maior índice pluviométrico da história na favela da Rocinha. “Das 12h de segunda às 15h de terça, os sensores da Prefeitura do Rio registraram 254,6 milímetros (mm) de chuva”.

No cotidiano das cidades, os impactos e a percepção de um evento como as chuvas intensas, se manifestam de diferentes formas e são atravessadas pelas distinções características de uma cidade desigual, nas dimensões de classe, gênero e raça. Para algumas pessoas, que em geral habitam as regiões mais abastadas das cidades, as preocupações estão relacionadas a possíveis atrasos, contratempos ou programações adaptadas para dias chuvosos, enquanto que para a maioria da população, chuvas intensas como a que caiu sobre a favela da Rocinha em junho, representam uma carga de preocupação e ansiedade quanto à segurança de seus entes queridos e de seus escassos bens materiais.
11/07/2026

Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985

Estudo reforça perda significativa da água superficial no Pantanal brasileiro

Fonte: Ecodebate - Pesquisadores apontam que a maior planície alagada do mundo está sendo afetada negativamente pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas; níveis de precipitação não têm sido suficientes para recuperar o estoque hídrico do bioma
O Pantanal é considerado a maior planície alagada do mundo, com uma área de aproximadamente 150 mil km², que se estende por Paraguai, Bolívia e Brasil. A vasta presença de águas superficiais no bioma é fundamental para a manutenção de uma rica biodiversidade, que contempla mais de 650 espécies de aves, 150 espécies de mamíferos, 325 espécies de peixes e 2.270 espécies de plantas, além de realizar um papel de grande importância para o equilíbrio ecológico, sequestro de carbono, entre outros serviços ecossistêmicos essenciais.

Um estudo realizado por pesquisadores da Unesp em parceria com outros colegas brasileiros, entretanto, reforça o estado crítico dos corpos d’água localizados no bioma, que há décadas vem apresentando um declínio contínuo e acentuado. Segundo o artigo publicado na revista Advances in Space Research, o Pantanal perdeu entre 69,6% e 81,4% de sua água superficial desde 1985, e o regime atual de precipitações não está dando conta de repor o estoque hídrico da região.

Os pesquisadores apontam a mudança no uso da terra decorrente das atividades humanas e as mudanças climáticas como responsáveis pela variabilidade hídrica negativa das últimas décadas. Segundo o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, um dos autores do artigo, esse é o maior trabalho sobre o tema já realizado no Pantanal, pois abrange as mudanças ocorridas nas águas superficiais localizadas na parte brasileira do bioma ao longo das últimas quatro décadas.
09/07/2026

O que contém soja? Muito mais do que você imagina, e pode conter desmatamento (ALERTA!)

Você não vê a soja, mas ela pode estar no seu chocolate, no seu shampoo, no óleo que você usa para cozinhar, foi a ração do frango do espetinho que você comeu no fim de semana. A soja está em quase tudo, e é exatamente por isso que quase ninguém pergunta de onde ela vem.

Fonte: Caroline Haddad (Greenpeace) - “Contém soja. Pode conter desmatamento.” é o alerta de uma nova campanha do Greenpeace Brasil. Sem um compromisso claro por parte de todo o setor pelo desmatamento zero, é difícil garantir que a soja usada em milhares de produtos do dia a dia não venha de uma área desmatada na Amazônia.

De onde vem a soja que a gente consome sem saber?
Existe um rastro, e ele leva direto à floresta, a cada compra, a cada prateleira, a cada empresa que construiu uma marca sobre a palavra sustentabilidade e que depois topou desmontar o maior mecanismo que tornava essa palavra verificável: a Moratória da Soja. O comércio de soja na Amazônia é dominado por um grupo de grandes empresas – Cargill, Bunge, Amaggi e ADM entre elas – que decidem, na prática, se a soja que chega até você é ou não livre de desmatamento.
08/07/2026

Cerrado perdeu 38% de água em rios e lagoas

Levantamento e Análise da Importância Hidrológica do Cerrado
75% dos municípios perderam superfície de água em corpos hídricos naturais e 71% viram áreas de reservatórios aumentarem; mudança foi mais acentuada no sul do bioma e no Matopiba.

Fonte: Lucas Guaraldo (Ecodebate /IPAM) - A área de corpos hídricos naturais do Cerrado, como rios e lagoas, diminuiu 38% desde 1985, uma redução de cerca de 348 mil hectares, aponta levantamento coordenado por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) para a quinta coleção do MapBiomas Água. No mesmo período, corpos hídricos antrópicos, como reservatórios e barragens hidrelétricas, passaram a ocupar uma área 87% maior, com um acréscimo de 496 mil hectares.

Segundo os pesquisadores, a crescente concentração da superfície de água em áreas artificiais representa um risco para o funcionamento dos ecossistemas da região e para o reabastecimento das reservas do bioma, fundamentais para a segurança hídrica de todo o país. Ainda, a expansão das hidrelétricas entre 1985 e 2025 resultou no alagamento de 312 mil hectares de vegetação nativa, área mais de duas vezes maior que a da cidade de São Paulo.

A odisseia de uma garrafa plástica | ONU Meio Ambiente


Fonte: ONU Brasil - Uma garrafa de plástico jogada ao chão começa uma odisseia épica até encontrar o caminho de volta para o seu dono. O filme, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente), é dirigido por Nik Kleverov.
07/07/2026

Pantanal brasileiro perdeu cerca de 80% da água superficial em 40 anos, aponta pesquisa

O Pantanal hoje conhecido mundialmente não sobreviverá a maiores alterações em seu regime hidrológico natural. Foto: Saul Schramm / Governo do MS
Estudo inédito mostra que o bioma sofreu uma redução de cerca de 80% da água superficial desde 1985, comprometendo a biodiversidade e serviços ecossistêmicos essenciais.

Fonte: Mariana Dawas ((o))eco - O Pantanal, a maior planície alagada do planeta com aproximadamente 150 mil km² distribuídos entre Brasil, Paraguai e Bolívia, perdeu cerca de 80% de sua água superficial entre 1985 e 2023. É o que revela um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com outras instituições brasileiras, publicado na revista Advances in Space Research.

A pesquisa analisou 38 anos de imagens de satélite e dados de precipitação para mapear a variação espaço-temporal dos corpos d’água na porção brasileira do bioma. A área ocupada por água superficial encolheu de 19.781,34 km² em 1985 para 3.817,65 km² em 2023, uma redução de 80,7% segundo dados do MapBiomas.

O desenvolvimento do estudo foi construido a partir da combinação de quatro índices espectrais aplicados a imagens de satélite, sendo eles o Índice de Água por Diferença Normalizada (NDWI), o Índice de Água por Diferença Normalizada Modificada (MNDWI), o Índice de Proporção de Água (WRI) e o Índice Automatizado de Extração de Água (AWEI). 

Os pesquisadores analisaram imagens dos anos de 1985, 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015, 2020 e 2023, gerando 36 mapas que revelaram as variações espaço-temporais no Pantanal brasileiro. A redução da área superficial da água variou entre 69,6% e 81,4%, confirmando a tendência.  
05/07/2026

Eólicas Offshore: WWF-Brasil defende planejamento a montante para reduzir riscos e ampliar segurança jurídica e socioambiental do setor


No Brazil Offshore Wind Summit 2026, organização destacou que conflitos de uso e riscos socioambientais devem ser tratados antes da oferta de áreas e da alocação de investimentos.

Fonte: Ana Paula Jachelli (WWF-Brasil) - Em 10 de janeiro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.097, que estabeleceu as bases para a outorga e o desenvolvimento da energia eólica offshore em águas brasileiras. Em 2026, com a regulamentação do novo marco em discussão, o WWF-Brasil defende uma postura crucial: o planejamento integrado, incorporando trade-offs com outros setores, e alternativas sobre onde construir precisam anteceder a alocação do capital. Isso significa que o governo deve mapear as melhores opções de localização e avaliar o equilíbrio entre os ganhos energéticos e os impactos em outros setores antes de tomar decisões. 
03/07/2026

CERRADO SELVAGEM | A Savana Mais Biodiversa do Mundo - Documentário


Fonte:    / @mundoferozoficial   - O Cerrado é a savana mais rica em biodiversidade do planeta, lar de onças, lobos-guará, tamanduás e centenas de espécies únicas. Neste documentário, descubra como a vida resiste entre secas, queimadas naturais e paisagens que escondem um dos ecossistemas mais importantes e ameaçados da Terra.
02/07/2026

Parque Nacional amplia vagas em campings e acaba com cancelamento de reservas

Abrigo do Açu, em Petrópolis, geralmente utilizado para a primeira para da Travessia Petrópolis x Teresópolis. Foto: Acervo Mochileiro / Marcello Medeiros
Mudanças, que têm início nesta terça, ocorrem após auditoria indicar possíveis fraudes nas reservas

Fonte: Marcello Medeiros (Jornal oDiário de Teresópolis) - A partir da última  terça-feira (30/06), os campings da Pedra do Sino e Morro do Açu, dois pontos de parada da famosa Travessia Petrópolis x Teresópolis, passam a contar com mais vagas disponíveis. Serão 100 para cada setor de acampamento, visando oferecer mais oportunidades para que visitantes do mundo inteiro conheçam a beleza dos campos de altitude do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Também foi aplicada uma grande mudança em relação às reservas para esses cobiçados campings, situação que vinha gerando muitas reclamações há meses.
Em nota, divulgada através das redes sociais da unidade de conservação ambiental, a direção do parque informa que deixará de realizar cancelamentos de reservas, alteração que pretende coibir fraudes no sistema de agendamento e tornar o acesso às vagas mais justo entre os visitantes. Segundo a administração do parque, a decisão foi tomada após uma auditoria interna identificar tentativas de manipulação do sistema de reservas. Entre as irregularidades constatadas estão o uso recorrente dos mesmos CPFs em diferentes agendamentos, solicitações frequentes de cancelamentos envolvendo esses mesmos documentos e novos agendamentos realizados pelos mesmos operadores logo após a liberação das vagas.
29/06/2026

Custo ambiental da inteligência artificial: pegada de carbono, água e terra

O rápido crescimento da IA impulsiona um enorme consumo de energia, água e terra, aumentando os desafios ambientais e de equidade em toda a sua infraestrutura global

Fonte: United Nations University (Ecodebate) - O relatório Environmental Cost of AI’s Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints (Custo Ambiental da Inteligência Artificial: Pegadas de Carbono, Água e Terra, do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde) da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH), em seu 30º aniversário, examina uma das consequências menos exploradas da rápida expansão da IA: as pegadas ambientais da energia necessária para alimentá-la.

À medida que a inteligência artificial se incorpora às economias, aos serviços públicos, à pesquisa, à comunicação e à vida cotidiana, ela depende de uma infraestrutura física crescente de centros de dados, chips avançados, sistemas de refrigeração, redes elétricas, recursos hídricos, terras e cadeias de suprimento de minerais críticos. O relatório mostra que a IA não é apenas uma tecnologia digital, mas também um sistema material com custos ambientais mensuráveis.

O relatório vai além de uma perspectiva focada apenas no carbono, quantificando as pegadas de carbono, água e terra associadas à eletricidade usada para treinar, implantar e operar sistemas de IA em larga escala. Sua principal conclusão é que os custos ambientais da IA ​​dependem não apenas da quantidade de eletricidade consumida, mas também de onde essa eletricidade é gerada e quais fontes de energia a alimentam.

24/06/2026

Quando o território ensina, a gente escuta - uma visita a Cooperativa Fênix em Teresópolis

Equipe da Cooperativa Fênix Teresópolis, professora e alunos da IFRJ e

Fonte: Luiza Baratz (Produtora Cultural, pesquisadora e aluna de Gestão Ambiental IFRJ) - Sexta passada tive a alegria de estar junto à Cooperativa Fênix @fenix_cooperativa2024 , com a turma de Gestão Ambiental do IFRJ Teresópolis, na disciplina de Economia Solidária, Agroecologia e Turismo.

Mais do que uma visita, foi um encontro com pessoas, histórias e saberes que nos convidam a olhar de outra forma para algo que faz parte da vida de todos nós: os resíduos.

Fui recebida por mulheres Fênix que compartilharam suas trajetórias, desafios e aprendizados, mostrando que sustentabilidade não acontece apenas nos discursos, mas no cotidiano, nas relações e no trabalho coletivo.

Em uma das paredes da cooperativa encontrei uma frase que permaneceu comigo:

“Tenha fé onde for, porque até no lixão nasce flor.”

Lista de fauna ameaçada tem 180 animais incluídos e 150 retirados, diz ICMBio

Quase 800 espécies ou subsespécies estão sob diferentes graus de perigo.

Fonte: Agência Brasil - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.
O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies..

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:
21/06/2026

AMAZÔNIA SELVAGEM | Uma Jornada Pela Maior Biodiversidade do Mundo


Fonte:  / @mundoferozoficial  - Embarque em uma jornada imersiva pelo maior santuário de vida da Terra. 400 bilhões de árvores criando seu próprio clima, rios voadores invisíveis regulando o continente, comunicação subterrânea entre plantas, e medicina indígena salvando vidas modernas. Da inteligência oculta da floresta ao ponto de não retorno que ameaça o planeta, este documentário revela como o destino da Amazônia está diretamente ligado ao seu futuro. Descubra por que esta não é apenas uma floresta distante, mas um superorganismo do qual todos dependemos.


As ameaças que colocam as árvores gigantes da Amazônia em risco

O Angelim-Vermelho de quase 90 metros
Foto: Ifap/acervo
Centenárias e essenciais para a biodiversidade e o clima, as árvores gigantes da Amazônia estão entre os seres vivos mais valiosos e vulneráveis da floresta

Fonte: Greenpeace - As árvores gigantes da Amazônia sobreviveram por séculos a tempestades, secas, enchentes e transformações naturais da floresta. No entanto, hoje enfrentam ameaças causadas pela atividade humana que podem destruir, em poucos dias, indivíduos que levaram centenas de anos para atingir suas dimensões extraordinárias.

O avanço do desmatamento na Amazônia, da exploração madeireira e do garimpo ilegal coloca em risco algumas das árvores mais antigas e importantes da floresta. Espécies como o Angelim-vermelho, conhecidas por alcançar mais de 80 metros de altura, são especialmente visadas devido ao alto valor comercial de sua madeira. Em muitos casos, a derrubada de um único exemplar representa a perda de séculos de crescimento contínuo.

A pressão sobre essas árvores também aumenta à medida que novas áreas da floresta amazônica são abertas para atividades econômicas predatórias. Estradas, áreas de mineração e frentes de exploração madeireira avançam sobre regiões remotas onde muitas árvores gigantes ainda permanecem preservadas, fragmentando habitats e alterando o equilíbrio ecológico da floresta.
19/06/2026

CAATINGA: O Bioma Mais Surpreendente do Mundo


Fonte:    / @mundoferozoficial  - Descubra os segredos do bioma mais subestimado do Brasil. Sapos que hibernam por anos, plantas medicinais que curam animais, tatus engenheiros e a resiliência extrema de um ecossistema que dominou a arte da sobrevivência. Este documentário completo revela adaptações evolutivas fascinantes, lições para a ciência moderna e a ameaça real que coloca em risco 27 milhões de vidas.

17/06/2026

Desertos verdes e os conflitos ocultos da economia da celulose

Foto: Fabiana Piontekowski
Ribeiro / EMBRAPA
Quando a monocultura substitui ecossistemas complexos, reduz a variedade de habitats, altera a composição da fauna e da flora e compromete relações ecológicas

Fonte: Reinaldo Dias (Site Ecodebate) - Os chamados desertos verdes avançam sobre territórios rurais substituindo ecossistemas diversos, formas de produção de alimentos e paisagens socialmente ocupadas por extensas áreas homogêneas de eucalipto. Esse modelo concentra terras e decisões econômicas, pressiona recursos hídricos, reduz habitats, ameaça polinizadores, fragiliza a agricultura familiar e subordina municípios inteiros às necessidades de uma cadeia industrial voltada prioritariamente à exportação. Sob a aparência de uma cobertura vegetal contínua, instala-se uma organização territorial comandada por poucas grandes corporações, na qual a diversidade ecológica e produtiva cede espaço à uniformidade exigida pela produção de celulose. O eucalipto, isoladamente, não constitui o problema. Sua madeira possui múltiplas aplicações na fabricação de papel, móveis, materiais de construção e energia, além de poder reduzir, em determinadas condições, a exploração direta de florestas nativas. Os efeitos socioambientais graves surgem quando essa utilidade é incorporada a um modelo de monocultura em larga escala, espacialmente uniforme e concentrado, que destina extensas áreas às necessidades da indústria da celulose, reduzindo a diversidade de usos da terra e ampliando o controle de grandes empresas sobre o território.

O Vale da Celulose e a nova fronteira do eucalipto em Mato Grosso do Sul

A expansão acelerada das plantações industriais de eucalipto em Mato Grosso do Sul revela uma das contradições mais importantes do debate socioambiental contemporâneo, pois nem toda paisagem verde representa recuperação ecológica, assim como nem todo crescimento econômico territorialmente concentrado se traduz em desenvolvimento equilibrado para as populações locais. No leste do estado, a formação do chamado Vale da Celulose passou a simbolizar uma nova fronteira produtiva, marcada por investimentos bilionários, aumento das exportações, atração de grandes empresas e redefinição do uso da terra. A substituição de áreas de Cerrado, pastagens, pequenas propriedades, assentamentos rurais e mosaicos produtivos por extensas monoculturas de eucalipto recoloca, sob novas condições, uma questão conhecida em outras regiões brasileiras: uma plantação homogênea pode parecer floresta quando vista de longe, mas não reproduz a complexidade ecológica, hídrica e social de um território vivo.
15/06/2026

Operação intensifica combate à pesca ilegal e apreende mais de 100 toneladas de pescado


Ação do Ibama e de órgãos parceiros busca proteger a migração reprodutiva da tainha e combater a pesca industrial ilegal nas regiões Sul e Sudeste

Fonte: Vitória Rosendo (Canal Rural) - Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 104 toneladas de pescado ilegal e aplicaram R$ 6 milhões em multas, no litoral do Rio Grande do Sul.

Esse foi o resultado das etapas 1 e 2 da Operação Mugil, que visa à proteção da tainha (Mugil liza) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. A ação, que envolve diversas instituições, teve início em maio e vai até julho. O foco da operação é o controle da pesca ilegal industrial.

A fiscalização começou no Rio Grande do Sul, especificamente na Lagoa dos Patos, em Rio Grande (RS), o maior criadouro da espécie nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde a tainha se desenvolve desde sua fase larval.

Inicialmente, as patrulhas ficaram concentradas na área de proibição de pesca de emalhe, no canal e na desembocadura do Estuário da Lagoa dos Patos, local estratégico por onde os cardumes de tainha passam para migração da população desovante. 

12/06/2026

Nova lei enfraqueceu licenciamento ambiental e o transformou em exceção

Painel de votação do Senado na sessão
 do PL do Licenciamento Ambiental.
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

Apelidada de “mãe de todas as boiadas”, a lei criou amplas possibilidades de licenças autodeclaratórias e dispensas de licenciamento, e limitou atuação de órgãos de proteção

Fonte: ((O))Eco - Gabriel Tussini - O PL da Devastação, como ficou conhecido o que viria a se tornar a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (lei 15.190/25), é talvez o mais significativo de todo o Pacote da Destruição, expressão usada para designar o conjunto de projetos propostos (ou modificados) no Congresso durante o governo Bolsonaro com objetivo de enfraquecer a legislação ambiental. Apelidada ainda de “mãe de todas as boiadas”, a norma transformou o licenciamento em exceção, com amplas dispensas e licenciamentos autodeclaratórios.

Como detalhamos à época de sua tramitação no Senado, o projeto enfraquece a proteção a indígenas, quilombolas e unidades de conservação, cria possibilidades abrangentes de licenciamento sem vistoria prévia, de dispensas de licenciamento e de renovações automáticas para todos os tipos de licenças, enfraquece condicionantes ambientais e a participação popular por meio de audiências públicas, além de abrir possibilidade para que estados e municípios possam definir, sem coordenação nacional, listas de atividades que devem – e, principalmente, que não devem – passar por licenciamento ambiental.

Outro aspecto importante é a liberação de “serviços e obras direcionados à manutenção e ao melhoramento da infraestrutura em instalações preexistentes ou em faixas de domínio e de servidão, incluídas rodovias anteriormente pavimentadas e dragagens de manutenção” – trecho feito sob medida para a pavimentação da BR-319, entre Manaus e Porto Velho. A pavimentação, segundo especialistas, deve levar a uma “explosão do desmatamento” nos seus arredores, já pressionados pelo Arco do Desmatamento.

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