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04/08/2026

A Amazônia não cabe na mesma linha de crédito

Vista aérea da rodovia Transamazônica no trecho próximo a Terra Indígena Pirahã, no sul do Amazonas, onde a estrada cruza o rio Maici. Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
Na floresta, o dinheiro pode financiar mais produtividade ou mais desmatamento. Um novo estudo mostra como isso depende do território, da governança e das regras de acesso

Fonte: Alexandre Mansur, Desirêe F. Galvão ((o))eco - Há uma ideia confortável e perigosa no debate sobre desenvolvimento rural: a de que o crédito é apenas dinheiro, um instrumento neutro que amplia a capacidade de produzir independentemente do lugar onde é aplicado. Na Amazônia, pelo menos, não é assim. O crédito pode ajudar um agricultor a aumentar sua produtividade sem ampliar a área empregada ou pode ser usado para novo desmatamento.  Uma nova pesquisa mostra que um fator determinante para o destino do crédito  não é  apenas a decisão individual do produtor, mas as condições do território onde o recurso financeiro é liberado.

Em municípios da Amazônia com desmatamento antigo, onde há maior proporção de terras formalizadas, fiscalização presente, e áreas produtivas consolidadas, o crédito encontra limites claros. Expandir custa caro. Desmatar é mais difícil. O dinheiro tende a buscar outro destino: tecnologia, equipamentos, insumos e produtividade.

Já em fronteiras remotas, o cenário é outro. Há floresta abundante, baixa presença do poder regulador do Estado, insegurança sobre a posse da terra e áreas extensas nas quais abrir pasto pode ser mais barato do que recuperar áreas degradadas. Nesse contexto, o crédito não chega a uma economia organizada. Ele chega para alimentar uma disputa territorial em andamento.

18/05/2015

Rio tem mais de 30% de cobertura original da Mata Atlântica

Com o acesso a imagens de satélite de melhor resolução, técnicos passaram a levar em conta áreas a partir de 1 hectare no estado

Portal Brasil, com informações da Agência Brasil - A cobertura remanescente da Mata Atlântica no Rio de Janeiro aumentou para 30,7%. O aumento se deve à nova medição feita pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que passou a contabilizar áreas menores.
Antes, apenas áreas com mais de 3 hectares eram contadas. Com o acesso a imagens de satélite de melhor resolução, os técnicos passaram a levar em conta áreas a partir de 1 hectare no estado.
Ainda segundo o levantamento, divulgado nessa quinta (14), o estado do Rio tem 18,6% de sua área coberta por remanescentes florestais, 1,2% preenchido por restingas e 0,3%, por mangues.
28/08/2013

Governo incentiva recuperação de áreas degradadas


Incentivo valerá a partir dos programas e políticas ambientais já existentes
Sophia Gebrin, Ministério do Meio Ambiente - O governo federal apoiará a recuperação florestal em áreas desapropriadas pelo poder público e em áreas degradadas em posse de agricultores familiares assentados, quilombolas e indígenas. Segundo a Lei nº 12.854, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27/08), o incentivo valerá a partir dos programas e políticas ambientais já existentes, e as opções de reflorestamento devem representar alternativa econômica e de segurança alimentar e energética para o público beneficiado.
01/02/2013

Número de empresas que revelam sua pegada florestal cresce 15%


Cem companhias participaram do Forest Footprint Disclosure Project em 2012 e divulgaram seus impactos ambientais devido ao uso das commodities que mais prejudicam as florestas.

Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil -O quarto relatório anual do Forest Footprint Disclosure Project (FFD), publicado nesta terça-feira (29), mostrou que o número de companhias que divulgaram sua pegada florestal no último ano chegou a 100, um aumento de quase 15% em relação ao ano anterior, quando 87 firmas revelaram seu impacto ambiental.
O apoio a investimentos do FFD voltou a crescer no último ano e o projeto é atualmente patrocinado por mais de 180 investidores, que juntos administram mais de US$ 12,8 trilhões.

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