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30/09/2026

Como a Amazônia pode conquistar novos mercados além de China, EUA e UE?

Navio carregado de contêineres navega pelo canal do Estuário de Santos, na entrada do Porto de Santos. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
Pecuária brasileira precisa melhorar controles sanitários e ambientais para acessar novos mercados, analisam especialistas

Fonte: Alice Martins Morais, ((o))eco - O gado que sai da Amazônia já chega em países compradores importantes do mercado internacional, como China, Estados Unidos e União Europeia (UE), mas essas relações comerciais estão instáveis e o setor tem espaço ainda para crescer, especialmente se focar no aumento da produtividade sem novos desmatamentos. É o que avalia Camila Trigueiro, pesquisadora do Imazon, que destaca que o Governo Federal tem se aproximado de outros países que importam carne, como o Japão e a Coreia do Sul.

Segundo Trigueiro, o mercado dos Estados Unidos está instável desde o tarifaço e a cota de importação permitida na China já esgotou neste ano para o Brasil. Então, existe um receio do setor de o Brasil acabar perdendo mercado e, por isso, há um movimento para diversificar as opções de compradores. “São potencialmente mercados interessantes para o Brasil, que ainda não acessamos por vários motivos”, complementa.
26/01/2020

Seis Coisas Que Você Não Sabe Sobre A Pecuária No Brasil

O documentário Sob a Pata do Boi investigou essa cadeia, seus impactos para o consumidor e, principalmente, para o meio ambiente e traz informações importantes que podem te fazer reavaliar a carne que está no seu prato.

1. Grande parte da carne consumida no Brasil é produzida na Amazônia

40% do rebanho nacional está em uma área que um dia foi floresta amazônica e hoje virou pasto. As mais de 400 mil fazendas espalhadas pelos estados que compõem a floresta dão a ideia do tamanho do território ocupado pelo gado – só de pastagens, são 48 milhões de hectares, ou cinco vezes o tamanho de Portugal.

2. 20% da floresta amazônica foi desmatada nos últimos 50 anos

E a pecuária teve – e ainda tem – um papel muito forte nesse processo.

63% da área desmatada deu lugar a pasto para boi..Práticas insustentáveis repetidas ao longo do tempo por produtores rurais e grileiros da região colaboraram para destruir um quinto de uma das maiores riquezas do Brasil – a Amazônia.

3. Na Amazônia tem três vezes mais gado do que gente

Existem hoje 85 milhões de cabeças de gado na Amazônia. Isso equivale em média a 3.4 cabeças por habitante.

No município de São Félix do Xingu (Pará), por exemplo, está o maior rebanho do Brasil. São 2,2 milhões de cabeças de gado - 18 por habitante.

Pouco mais de cem frigoríficos são responsáveis por 93% do abate anual de gado da região, o equivalente a 12 milhões de cabeças de gado por ano, oriundas, por sua vez, de milhares de fazendas espalhadas por um território que uma vez já foi floresta.
26/05/2015

Terra e Sustentabilidade - documentário completo


O documentário Terra e Sustentabilidade apresenta os benefícios de um dos sistemas agrícolas mais eficientes do ponto de vista da sustentabilidade e da produtividade no campo, o sistema de manejo agrícola Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), que tem como objetivo integrar produção de alimentos, fibras, energia e madeira, realizados na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotação.
Terra e Sustentabilidade mostra que as vantagens da recuperação de áreas e integração de cultivos são muitas: redução de custos de produção, melhor uso da terra, mais eficiência no uso da mão de obra e dos recursos de produção e uso adequado de energia, além da redução de emissões de gases de efeito estufa.
07/11/2014

Sobre os impactos ambientais do agronegócio

Roberto Naime, Ecodebate - Na agropecuária, o desenvolvimento sustentável tem que obedecer os mesmos princípios já conhecidos nas outras áreas, que segundo VEIGA (1994), é aquele que garante a manutenção a longo prazo dos recursos naturais e da produtividade; mínimo de impacto adverso aos produtores; retorno adequado aos investimentos; otimização da produção com mínimo de insumos externos; satisfação das necessidades sociais das famílias e das comunidades rurais e satisfação das necessidades humanas de alimentos e renda.
Com a evolução do agronegócio, as fazendas tornam-se mais especializadas separando as atividades de lavoura e criação do gado. Existe a intensificação do uso de agroquímicos, fertilizantes e água, sem os devidos cuidados com rochas, solos, água superficiais ou subterrâneas. Os agroquímicos contaminando as águas subterrâneas ou rios podem prejudicar a fauna silvestre e ameaçam a sua qualidade para o consumo humano.
05/11/2014

Documentário - Uma verdade mais que inconveniente (A pecuária e o aquecimento global)

Documentário e apresentação stand-up, apresentado pela deputada e ativista holandesa Marianne Thieme, foi bem-sucedido ao preencher a enorme lacuna que Al Gore deixou no seu Uma Verdade Inconveniente: a participação mais que relevante da pecuária nas mudanças climáticas que estão castigando o mundo.

24/06/2013

Pesquisa brasileira revela impacto do efeito estufa na agricultura

Agência Brasil - Um dos principais produtos vendidos pelo Brasil no exterior, a carne bovina, que coloca o país no topo mundial dos fornecedores desse alimento, pode ser afetada pelo gradativo aumento da presença de dióxido de carbono na atmosfera. Os primeiros resultados de um estudo que faz parte do projeto Climapest da EmpresaBrasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o impacto do efeito estufa na agricultura apontam para modificações na qualidade da pastagem do gado.
O estudo será apresentado no encontro sobre o impacto do efeito estufa Greenhouse Gases & Animal Agriculture Conference, que começou no último domingo (23) e vai até o dia 26 de junho, em Dublin, na Irlanda.
Com base na quantidade presumível de dióxido de carbono no meio ambiente daqui a 30 anos, pesquisadores brasileiros do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) criaram um ambiente com alto teor desse gás e constataram que, nessas condições, a gramínea brachiaria, mais utilizada na alimentação do gado no país, cresce com mais força, porém, com menos nutrientes.
01/02/2013

Número de empresas que revelam sua pegada florestal cresce 15%


Cem companhias participaram do Forest Footprint Disclosure Project em 2012 e divulgaram seus impactos ambientais devido ao uso das commodities que mais prejudicam as florestas.

Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil -O quarto relatório anual do Forest Footprint Disclosure Project (FFD), publicado nesta terça-feira (29), mostrou que o número de companhias que divulgaram sua pegada florestal no último ano chegou a 100, um aumento de quase 15% em relação ao ano anterior, quando 87 firmas revelaram seu impacto ambiental.
O apoio a investimentos do FFD voltou a crescer no último ano e o projeto é atualmente patrocinado por mais de 180 investidores, que juntos administram mais de US$ 12,8 trilhões.

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