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04/08/2026

A Amazônia não cabe na mesma linha de crédito

Vista aérea da rodovia Transamazônica no trecho próximo a Terra Indígena Pirahã, no sul do Amazonas, onde a estrada cruza o rio Maici. Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
Na floresta, o dinheiro pode financiar mais produtividade ou mais desmatamento. Um novo estudo mostra como isso depende do território, da governança e das regras de acesso

Fonte: Alexandre Mansur, Desirêe F. Galvão ((o))eco - Há uma ideia confortável e perigosa no debate sobre desenvolvimento rural: a de que o crédito é apenas dinheiro, um instrumento neutro que amplia a capacidade de produzir independentemente do lugar onde é aplicado. Na Amazônia, pelo menos, não é assim. O crédito pode ajudar um agricultor a aumentar sua produtividade sem ampliar a área empregada ou pode ser usado para novo desmatamento.  Uma nova pesquisa mostra que um fator determinante para o destino do crédito  não é  apenas a decisão individual do produtor, mas as condições do território onde o recurso financeiro é liberado.

Em municípios da Amazônia com desmatamento antigo, onde há maior proporção de terras formalizadas, fiscalização presente, e áreas produtivas consolidadas, o crédito encontra limites claros. Expandir custa caro. Desmatar é mais difícil. O dinheiro tende a buscar outro destino: tecnologia, equipamentos, insumos e produtividade.

Já em fronteiras remotas, o cenário é outro. Há floresta abundante, baixa presença do poder regulador do Estado, insegurança sobre a posse da terra e áreas extensas nas quais abrir pasto pode ser mais barato do que recuperar áreas degradadas. Nesse contexto, o crédito não chega a uma economia organizada. Ele chega para alimentar uma disputa territorial em andamento.

11/07/2026

Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985

Estudo reforça perda significativa da água superficial no Pantanal brasileiro

Fonte: Ecodebate - Pesquisadores apontam que a maior planície alagada do mundo está sendo afetada negativamente pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas; níveis de precipitação não têm sido suficientes para recuperar o estoque hídrico do bioma
O Pantanal é considerado a maior planície alagada do mundo, com uma área de aproximadamente 150 mil km², que se estende por Paraguai, Bolívia e Brasil. A vasta presença de águas superficiais no bioma é fundamental para a manutenção de uma rica biodiversidade, que contempla mais de 650 espécies de aves, 150 espécies de mamíferos, 325 espécies de peixes e 2.270 espécies de plantas, além de realizar um papel de grande importância para o equilíbrio ecológico, sequestro de carbono, entre outros serviços ecossistêmicos essenciais.

Um estudo realizado por pesquisadores da Unesp em parceria com outros colegas brasileiros, entretanto, reforça o estado crítico dos corpos d’água localizados no bioma, que há décadas vem apresentando um declínio contínuo e acentuado. Segundo o artigo publicado na revista Advances in Space Research, o Pantanal perdeu entre 69,6% e 81,4% de sua água superficial desde 1985, e o regime atual de precipitações não está dando conta de repor o estoque hídrico da região.

Os pesquisadores apontam a mudança no uso da terra decorrente das atividades humanas e as mudanças climáticas como responsáveis pela variabilidade hídrica negativa das últimas décadas. Segundo o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, um dos autores do artigo, esse é o maior trabalho sobre o tema já realizado no Pantanal, pois abrange as mudanças ocorridas nas águas superficiais localizadas na parte brasileira do bioma ao longo das últimas quatro décadas.
08/07/2026

Cerrado perdeu 38% de água em rios e lagoas

Levantamento e Análise da Importância Hidrológica do Cerrado
75% dos municípios perderam superfície de água em corpos hídricos naturais e 71% viram áreas de reservatórios aumentarem; mudança foi mais acentuada no sul do bioma e no Matopiba.

Fonte: Lucas Guaraldo (Ecodebate /IPAM) - A área de corpos hídricos naturais do Cerrado, como rios e lagoas, diminuiu 38% desde 1985, uma redução de cerca de 348 mil hectares, aponta levantamento coordenado por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) para a quinta coleção do MapBiomas Água. No mesmo período, corpos hídricos antrópicos, como reservatórios e barragens hidrelétricas, passaram a ocupar uma área 87% maior, com um acréscimo de 496 mil hectares.

Segundo os pesquisadores, a crescente concentração da superfície de água em áreas artificiais representa um risco para o funcionamento dos ecossistemas da região e para o reabastecimento das reservas do bioma, fundamentais para a segurança hídrica de todo o país. Ainda, a expansão das hidrelétricas entre 1985 e 2025 resultou no alagamento de 312 mil hectares de vegetação nativa, área mais de duas vezes maior que a da cidade de São Paulo.
07/07/2026

Pantanal brasileiro perdeu cerca de 80% da água superficial em 40 anos, aponta pesquisa

O Pantanal hoje conhecido mundialmente não sobreviverá a maiores alterações em seu regime hidrológico natural. Foto: Saul Schramm / Governo do MS
Estudo inédito mostra que o bioma sofreu uma redução de cerca de 80% da água superficial desde 1985, comprometendo a biodiversidade e serviços ecossistêmicos essenciais.

Fonte: Mariana Dawas ((o))eco - O Pantanal, a maior planície alagada do planeta com aproximadamente 150 mil km² distribuídos entre Brasil, Paraguai e Bolívia, perdeu cerca de 80% de sua água superficial entre 1985 e 2023. É o que revela um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com outras instituições brasileiras, publicado na revista Advances in Space Research.

A pesquisa analisou 38 anos de imagens de satélite e dados de precipitação para mapear a variação espaço-temporal dos corpos d’água na porção brasileira do bioma. A área ocupada por água superficial encolheu de 19.781,34 km² em 1985 para 3.817,65 km² em 2023, uma redução de 80,7% segundo dados do MapBiomas.

O desenvolvimento do estudo foi construido a partir da combinação de quatro índices espectrais aplicados a imagens de satélite, sendo eles o Índice de Água por Diferença Normalizada (NDWI), o Índice de Água por Diferença Normalizada Modificada (MNDWI), o Índice de Proporção de Água (WRI) e o Índice Automatizado de Extração de Água (AWEI). 

Os pesquisadores analisaram imagens dos anos de 1985, 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015, 2020 e 2023, gerando 36 mapas que revelaram as variações espaço-temporais no Pantanal brasileiro. A redução da área superficial da água variou entre 69,6% e 81,4%, confirmando a tendência.  
19/06/2026

CAATINGA: O Bioma Mais Surpreendente do Mundo


Fonte:    / @mundoferozoficial  - Descubra os segredos do bioma mais subestimado do Brasil. Sapos que hibernam por anos, plantas medicinais que curam animais, tatus engenheiros e a resiliência extrema de um ecossistema que dominou a arte da sobrevivência. Este documentário completo revela adaptações evolutivas fascinantes, lições para a ciência moderna e a ameaça real que coloca em risco 27 milhões de vidas.

11/06/2026

Presidente Lula assina ampliação e criação de Unidades de Conservação; são cerca de 100 mil hectares protegidos

Ao todo, os decretos garantem a proteção
ambiental de cerca de 100 mil hectares
dos biomas Amazônia e Caatinga
- Foto: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: ICMBio - A nova unidade de conservação na Amazônia e a ampliação do parque na Caatinga fortalecem a proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e impulsionam oportunidades de desenvolvimento sustentável em cerca de 100 mil hectares

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta quarta-feira (10), uma série de decretos com ampliações e criações de novas Unidades de Conservação (UCs) federais, que ao todo garantem a proteção ambiental de cerca de 100 mil hectares dos biomas Amazônia e Caatinga.  
 
As assinaturas foram realizadas durante cerimônia que celebra a Semana do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto, e constituem instrumentos fundamentais para a proteção da biodiversidade brasileira.  
 
O presidente da república ressaltou a importância dos decretos assinados e elogiou a resiliência de ambientalista na defesa da proteção do meio ambiente. “O que estamos colhendo aqui é o resultado da teimosia de vocês. Os teimosos do Brasil. Aqueles que não se aquietam nunca, finalmente podem dizer que nós ganhamos as coisas pelas quais brigamos”, comentou Lula. 

A UC criada, sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é o Parque Nacional do Povos Indígenas de Tanaru, em Rondônia, já a UC ampliada é o Parque Nacional da Serra das Confusões, que ficam no Piauí. 
08/06/2026

Por que as unidades de conservação são tão importantes e como são criadas?

A categoria de Reserva Extrativista (Resex)
é uma inovação brasileira enquanto categoria
de unidade de conservação federal -
Foto: Leonardo Milano
Criar uma unidade não é um processo simples. São anos de trabalho, ciência e participação social, a fim de garantir a manutenção da biodiversidade e qualidade de vida as presentes e futuras gerações

Fonte: ICMBio - No Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com referência no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), atua na criação e na gestão das unidades de conservação (UC) federais. O SNUC foi criado pela Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, e busca assegurar a proteção de amostras significativas e ecologicamente viáveis dos diferentes biomas, habitats e ecossistemas brasileiros, protegendo também espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção. 

Mas não é somente a natureza que é protegida. Preservar os modos de vida, a cultura e os territórios de populações tradicionais, com sustentabilidade a suas atividades, também são objetivos previstos no sistema, o que tornam o instrumento tão importante não apenas pelo prisma ambiental. 

A legislação do SNUC é robusta. Apresenta um modelo de governança democrática descentralizada, que vai dos conselhos das UCs até o seu órgão central, o Conselho Nacional do Meio Ambiente. 

Com a incorporação do processo de inclusão social e proteção de territórios tradicionais, inovou com a categoria de reservas extrativistas, que influenciou o estabelecimento da categoria VI da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), que reconhece e valoriza o manejo sustentável dos recursos naturais por povos e comunidades tradicionais, cujo modo de vida assegura a conservação da biodiversidade no longo prazo. 

28/08/2017

1/3 das áreas protegidas da Amazônia enfrentam problemas, diz estudo

Sabrina Rodrigues, com informações da Assessoria de Comunicação do ICMBio - Na sexta-feira (25), uma pesquisa sobre a Amazônia foi apresentada, em Brasília, a técnicos do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). O estudo alerta que das 388 áreas protegidas distribuídas entre os nove países que abrigam o bioma, 112 enfrentam riscos devido a ação humana.
O estudo “Análise de Vulnerabilidade da Amazônia e suas áreas protegidas” realizado dentro da filosofia de Pan-Amazônia, capitaneada pela Rede Parques, foi realizado pelo WWF, com o apoio do governo alemão. Os resultados do trabalho já foram apresentados em conferências ambientais importantes como Paris, Havaí e Cancún.
31/07/2017

Perda do Cerrado é 50% maior que a da Amazônia

Primeiros dados oficiais de monitoramento do desmatamento no bioma revelam que, em 2015, houve uma redução de 9.483 km2

Giovana Girardi, O Estado de S. Paulo - O Cerrado teve, em 2015, uma taxa de desmatamento 52% superior à detectada na Amazônia. O bioma de árvores baixas e retorcidas, onde nascem alguns dos principais rios do País, perdeu naquele ano 9.483 km2, ou seis vezes a área da cidade de São Paulo, contra 6.207 km2 na Amazônia no mesmo período.
O dado oficial do governo federal, que foi divulgado nesta semana no site do Ministério do Meio Ambiente sem alarde, é o primeiro do monitoramento do bioma que começou a ser feito no ano passado e que, assim como ocorre com a Amazônia, será anual. Ainda não há uma série histórica completa, mas o levantamento indica uma queda nos últimos anos, em especial em relação a 2009, quando a perda foi de 10.342 km2.
08/06/2015

Perda de Biodiversidade e Funcionamento dos Ecossistemas

A ciência conhece quase dois milhões de espécies, mas acredita-se que existam pelo menos 10 milhões (e talvez até 30 milhões) de espécies (May, 1990).

Department of Ecology and Environmental Science Umeå University Sweden
Nota. Esse artigo online é continuamente atualizado e revisado logo que resultados de novas pesquisas científicas tornam-se disponíveis. Portanto, apresenta as últimas informações sobre os tópicos abordados.

Dr. Micael Jonsson (PhD em Ecologia Animal) -  Será que deveríamos nos preocupar com a extinção das espécies? Até pouco tempo atrás, a diversidade da vida vem aumentando aos níveis mais elevados de que se tem conhecimento na história da Terra (Chapin et al., 2000). Contudo, a exploração da natureza pelo homem tem tido, e ainda tem, conseqüências prejudiciais para a biodiversidade do planeta. Segundo estimativas, cerca de 150 tipos únicos de organismos são extintos diariamente (Lamont, 1955). É bem verdade que muitas espécies de plantas e animais estão desaparecendo e continuarão a desaparecer em decorrência de atividades humanas no passado e no presente (Chapin et al., 1996), mas será que essa perda afeta o funcionamento dos ecossistemas e influenciam o bem-estar da humanidade?
18/12/2014

Minas Gerais lidera ranking do desmatamento na Mata Atlântica

Parque Estadual do Rio Doce, no Leste de Minas guarda área de Mata Atlântica
Cidades de Jequitinhonha e Águas Vermelhas aparecem no segundo lugar entre as 10 que mais destruíram o bioma entre 2000 e 2013

Cristiane Silva, Portal EM - Minas Gerais é o campeão em um triste índice relacionado à preservação do meio ambiente no Brasil. Dois municípios do estado encabeçam a lista dos que mais destruíram a Mata Atlântica na última década. Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que pesquisaram os 3.429 municípios situados no bioma.
O estudo apresenta dados consolidados dos últimos 13 anos. Conforme a publicação, a cidade de Jequitinhonha foi a campeã de desmatamento entre 2000 e 2013, com 8.685 hectares. Em segundo lugar, está a cidade de Águas Vermelhas, no Norte de Minas Gerais, que desmatou 6.231 hectares de Mata Atlântica. A lista é composta por 10 municípios brasileiros e ainda conta com uma terceira cidade mineira: Ponto dos Volantes, no Vale do Jequitinhonha. Ela aparece em sexto lugar, com 5.398 hectares de vegetação destruídos nos últimos 13 anos.
30/05/2012

Mata Atlântica perdeu 13 mil hectares em um ano

Agência Brasil - Mais de 13 mil hectares de Mata Atlântica foram desmatados no Brasil no período de maio de 2010 a maio de 2011, segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado hoje (29) pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na pesquisa anterior (2008–2010), a área desmatada correspondia a 15.597 hectares, na média anual. Atualmente, restam apenas 7,9% da cobertura de vegetação no bioma.
De acordo com o levantamento, os estados onde a situação é mais preocupante são Minas Gerais, onde foram desmatados 6.339 hectares entre maio de 2010 e maio de 2011, e a Bahia, onde o desmate atingiu 4.493 hectares no período.
Já os estados com menos áreas desmatadas (em hectares) são Goiás, com 33; o Paraná, com 71; e o Rio de Janeiro, com 92.
21/04/2012

Política: 'Governo bobeou no Código Florestal', diz relator no Senado

Para Viana, governo terá de aceitar texto que considera um retrocesso na legislação ambiental brasileira
Jornal Extra MT - O petista Jorge Viana (AC), relator do Código Florestal no Senado, disse que o governo "bobeou" na condução da matéria na Câmara e colheu como resultado o texto do relator, Paulo Piau (PMDB-MG), que ele considera um retrocesso na legislação ambiental brasileira. "Destruíram tudo", afirmou Viana.
Segundo ele, o movimento ambientalista também tem culpa no processo, ao "lavar as mãos" e pedir o veto total da presidente Dilma Rousseff ao texto do Senado. Sem citar nominalmente a conterrânea e ex-companheira Marina Silva, Viana disparou: "Uma parte do movimento ambiental não desceu do palanque até hoje". Leia a entrevista que o senador concedeu à Folha:
13/03/2012

Documentários - Bioma Brasil, vale a pena conferir!


Imagem da qualidade da água nos dias de hoje desmistifica a perpétua durabilidade desse recurso. Agressão e descaso de empresas poluidoras afetam o ecossistema de forma brutal e inconcebível. PRÊMIOS: Melhor FILME - 2º ECOCINE - Melhor DIREÇÃO - ADVENTURE SPORTS FAIR

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