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19/10/2026

A micropolítica dos territórios urbanos: hortas e jardins comunitários como ações socioambientais

O contexto local, em especial o urbano, pode servir de laboratório para novas ações políticas transformadoras a partir de uma radicalização democrática da participação popular

Fonte: Vilson Vieira Junior, jornalista graduado em Comunicação Social e mestre em Ciências Sociais (UFES), Ecodebate -  Ao longo da experiência como repórter em um jornal da minha cidade, Serra (ES), tive a oportunidade de conhecer inúmeras ações, individuais e coletivas, conduzidas por famílias e lideranças populares, que fazem a diferença na vida das comunidades mais pobres. Dentre essas iniciativas, de longe as que mais me chamaram atenção foram as hortas e jardins comunitários. São espaços de uso comum, muitos deles recuperados de condições degradantes, voltados à produção alimentar orgânica e à melhoria da qualidade ambiental nos territórios urbanos.

Atualmente, ao focar meus estudos sobre política e ações coletivas a partir da perspectiva da justiça socioambiental e das mudanças climáticas, pude perceber que tais iniciativas se espalharam pelas grandes cidades brasileiras, unindo pessoas, fomentando a participação e resgatando saberes ancestrais. São exemplos práticos de agroecologia, permacultura, agricultura urbana.

09/10/2026

Cerrado perdeu quase 14 milhões de hectares de vegetação nas margens de rios desde 1985

Vista aérea de dunas próximas acampamento de assentamento do povo Tuxá da Aldeia Tuxá no município de Rodelas, norte da Bahia, às margens do rio São Francisco. Foto: Rafaela Araújo/Folhapress
Perda concentrou-se nas bacias do Alto Tocantins e Araguaia e representam mais de um quarto de toda vegetação nativa perdida no bioma, aponta levantamento do MapBiomas

Fonte: Duda Menegassi, ((o))eco - As margens dos rios são áreas prioritárias para conservação. Não à toa, são determinadas, por lei, como Áreas de Preservação Permanente (APPs). Ainda assim, no Cerrado, perdeu-se 13,9 milhões de hectares de vegetação nativa em até 500 metros de rios e cursos d’água entre 1985 e 2025. Essa extensão, equivalente a mais de três vezes o estado do Rio de Janeiro, representa 26,9% do total perdido no bioma no período. Os dados fazem parte de novo levantamento do MapBiomas divulgado nesta quinta-feira (8).

Numa faixa mais próxima aos cursos d’água, de até 30 metros, a perda de área de vegetação nativa foi de 13,9% no mesmo período. E, em 2025, a pastagem e agricultura, juntas, ocupavam já quase um quinto (18,2%) dessas zonas de mata ciliar.

“A vegetação próxima aos rios ajuda a proteger o solo, reduzir a erosão e evitar que sedimentos cheguem aos cursos d’água. A redução dessa cobertura pode aumentar o assoreamento, afetar a qualidade e a disponibilidade da água e deixar a paisagem mais vulnerável a eventos climáticos extremos, como secas e chuvas intensas”, explica Bárbara Costa, analista de pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e integrante da equipe Cerrado do MapBiomas.

A análise incluiu todos os rios e cursos d’água mapeados, independente da largura, para entender onde a vegetação nativa dessas margens foi perdida, quais usos passaram a ocupar essas áreas e o que mudou ao longo desse intervalo de 41 anos.

06/10/2026

Relatório da ONU alerta para a falência hídrica global

Estudo da Universidade das Nações Unidas afirma que muitos sistemas de água não voltarão ao normal e propõe trocar a gestão de crise pela gestão de falência.

Fonte: Universidade das Nações Unidas , (Ecodebate)
 - Lagos encolhendo, aquíferos em declínio, geleiras desaparecendo e cidades afundando: o relatório do UNU-INWEH mostra por que o termo “crise hídrica” ficou pequeno.
Durante gerações, a humanidade acreditou que a água doce era um recurso infinitamente renovável. Bastaria esperar a próxima estação de chuvas para que rios, lagos e aquíferos voltassem aos níveis históricos. Ao empurrar o planeta além dos limites do ciclo hidrológico global, porém, destruímos essa margem de segurança.

Um estudo publicado pelo Instituto da Universidade das Nações Unidas para Água, Ambiente e Saúde (UNU-INWEH) muda a forma de enxergar o problema. Segundo o relatório, o termo “crise” já não descreve a realidade vivida por bilhões de pessoas. Entramos na “Era da Falência Hídrica Global”.

Conduzido pelo cientista Kaveh Madani, o estudo alerta que ultrapassamos pontos de não retorno em diversos ecossistemas essenciais. Veja a seguir as cinco principais revelações do documento, que redefinem nossa relação com a água e exigem uma transformação urgente na governança do planeta.
16/09/2026

Hortas comunitárias atuam como oásis contra os “desertos alimentares”

José Luiz Natal Chaves em colheita de hortaliças; empresa criou horta comunitária para trabalhadores (Foto: João Gabriel Rothier)
Organosolo e Horta Maria Angú fortalecem comunidades através da transformação e cultivo de alimentos. Iniciativas ajudam a combater, desigualdades no Rio de Janeiro

Fonte: Marcos Macário e João Gabriel Rothier | Inclusão e Diversidade, ODS 2, #COLABORA - Com a intensificação da emergência climática, as comunidades e as favelas acabam sendo as primeiras impactadas, ocasionando em diversos problemas sociais e de desenvolvimento. Em contrapartida, empresas como a Organosolo ou projetos sociais como a Horta Maria Angú, atuam como um mecanismo social que luta contra o racismo ambiental e a insegurança alimentar no estado do Rio.

Segundo o relatório SOFI da ONU, o Brasil alcançou pela segunda vez sua saída do Mapa da Fome, considerando o triênio 2023 a 2025. Embora positivo, o resultado quando analisado por regiões, contextos e grupos, ainda demonstra dificuldades significativas.

Licenciada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Laís Lara de Oliveira Pereira pesquisa sobre racismo ambiental e ecologia decolonial. A cientista destaca as hortas comunitárias como soluções que discutem a lógica da alimentação saudável nos territórios periféricos.

“As hortas demonstram que as favelas não são apenas um lugar onde faltam políticas públicas, mas também um território que produz alternativas. Mais do que plantar alimentos, elas aproximam as pessoas do cultivo, fortalecem relações comunitárias e mostram que a produção de comida também pode ser uma forma de produzir autonomia”, comenta Laís.
21/08/2026

Ecologia aplicada na propriedade agrícola

Fonte: Afonso Peche Filho - Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC - 
A ecologia aplicada na propriedade agrícola pode ser compreendida como o uso prático dos conhecimentos ecológicos para orientar o manejo do solo, da água, da vegetação, dos animais, das áreas produtivas e das áreas de proteção.
Não se trata apenas de conservar a natureza em separado da produção, mas de compreender que toda propriedade agrícola é um sistema vivo, formado por relações entre clima, relevo, solo, água, plantas, microrganismos, fauna, máquinas, pessoas e decisões de manejo. A produção agrícola, quando observada por esse ponto de vista, deixa de ser apenas uma atividade econômica e passa a ser também uma forma de organização ecológica da paisagem.

A propriedade agrícola não é um espaço homogêneo. Ela possui áreas de produção, áreas de proteção, áreas úmidas, estradas internas, cercas, carreadores, construções, fragmentos de vegetação, nascentes, cursos d’água, talhões cultivados, áreas de borda e espaços de circulação. Cada uma dessas partes exerce funções específicas e interfere no funcionamento do conjunto. Uma estrada mal posicionada pode aumentar a erosão. Uma área de vegetação bem conservada pode proteger a fauna, favorecer polinizadores e melhorar o equilíbrio biológico. Um solo coberto e bem estruturado pode infiltrar mais água, reduzir enxurradas e sustentar melhor as plantas durante períodos secos.
04/08/2026

A Amazônia não cabe na mesma linha de crédito

Vista aérea da rodovia Transamazônica no trecho próximo a Terra Indígena Pirahã, no sul do Amazonas, onde a estrada cruza o rio Maici. Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
Na floresta, o dinheiro pode financiar mais produtividade ou mais desmatamento. Um novo estudo mostra como isso depende do território, da governança e das regras de acesso

Fonte: Alexandre Mansur, Desirêe F. Galvão ((o))eco - Há uma ideia confortável e perigosa no debate sobre desenvolvimento rural: a de que o crédito é apenas dinheiro, um instrumento neutro que amplia a capacidade de produzir independentemente do lugar onde é aplicado. Na Amazônia, pelo menos, não é assim. O crédito pode ajudar um agricultor a aumentar sua produtividade sem ampliar a área empregada ou pode ser usado para novo desmatamento.  Uma nova pesquisa mostra que um fator determinante para o destino do crédito  não é  apenas a decisão individual do produtor, mas as condições do território onde o recurso financeiro é liberado.

Em municípios da Amazônia com desmatamento antigo, onde há maior proporção de terras formalizadas, fiscalização presente, e áreas produtivas consolidadas, o crédito encontra limites claros. Expandir custa caro. Desmatar é mais difícil. O dinheiro tende a buscar outro destino: tecnologia, equipamentos, insumos e produtividade.

Já em fronteiras remotas, o cenário é outro. Há floresta abundante, baixa presença do poder regulador do Estado, insegurança sobre a posse da terra e áreas extensas nas quais abrir pasto pode ser mais barato do que recuperar áreas degradadas. Nesse contexto, o crédito não chega a uma economia organizada. Ele chega para alimentar uma disputa territorial em andamento.

19/07/2026

Valorização da floresta em pé

As florestas e/ou pequenas matas desempenham papéis extremamente relevantes para a saúde do planeta e da vida sobre ele

Fonte: Waldir Leite Roque (Ecodebate -artigo) - Quanto vale uma floresta nativa em pé? Até pouco tempo atrás esta pergunta era respondida apenas com base no seu potencial madeireiro e, eventualmente, na capacidade extrativista de alguns de seus produtos, como coleta de frutos ou de materiais para extração de essências naturais. A floresta em pé era vista como um passivo cujo custo de oportunidade vis-à-vis a produção agrícola era o que levava à sua derrubada.

Atualmente, com a crescente emissão de gases do efeito estufa (GEE), causando o aquecimento global, as florestas passaram a ser vistas com outros olhos. O potencial delas para a mitigação do GEE é um dos mais importantes mecanismos para sequestro e absorção desses gases, indo além com a produção do oxigênio que respiramos e de inúmeros serviços ambientais. Deste modo, produtos muito além da madeira passaram a ser qualificados como bens por ela produzidos.
17/06/2026

Desertos verdes e os conflitos ocultos da economia da celulose

Foto: Fabiana Piontekowski
Ribeiro / EMBRAPA
Quando a monocultura substitui ecossistemas complexos, reduz a variedade de habitats, altera a composição da fauna e da flora e compromete relações ecológicas

Fonte: Reinaldo Dias (Site Ecodebate) - Os chamados desertos verdes avançam sobre territórios rurais substituindo ecossistemas diversos, formas de produção de alimentos e paisagens socialmente ocupadas por extensas áreas homogêneas de eucalipto. Esse modelo concentra terras e decisões econômicas, pressiona recursos hídricos, reduz habitats, ameaça polinizadores, fragiliza a agricultura familiar e subordina municípios inteiros às necessidades de uma cadeia industrial voltada prioritariamente à exportação. Sob a aparência de uma cobertura vegetal contínua, instala-se uma organização territorial comandada por poucas grandes corporações, na qual a diversidade ecológica e produtiva cede espaço à uniformidade exigida pela produção de celulose. O eucalipto, isoladamente, não constitui o problema. Sua madeira possui múltiplas aplicações na fabricação de papel, móveis, materiais de construção e energia, além de poder reduzir, em determinadas condições, a exploração direta de florestas nativas. Os efeitos socioambientais graves surgem quando essa utilidade é incorporada a um modelo de monocultura em larga escala, espacialmente uniforme e concentrado, que destina extensas áreas às necessidades da indústria da celulose, reduzindo a diversidade de usos da terra e ampliando o controle de grandes empresas sobre o território.

O Vale da Celulose e a nova fronteira do eucalipto em Mato Grosso do Sul

A expansão acelerada das plantações industriais de eucalipto em Mato Grosso do Sul revela uma das contradições mais importantes do debate socioambiental contemporâneo, pois nem toda paisagem verde representa recuperação ecológica, assim como nem todo crescimento econômico territorialmente concentrado se traduz em desenvolvimento equilibrado para as populações locais. No leste do estado, a formação do chamado Vale da Celulose passou a simbolizar uma nova fronteira produtiva, marcada por investimentos bilionários, aumento das exportações, atração de grandes empresas e redefinição do uso da terra. A substituição de áreas de Cerrado, pastagens, pequenas propriedades, assentamentos rurais e mosaicos produtivos por extensas monoculturas de eucalipto recoloca, sob novas condições, uma questão conhecida em outras regiões brasileiras: uma plantação homogênea pode parecer floresta quando vista de longe, mas não reproduz a complexidade ecológica, hídrica e social de um território vivo.
27/07/2020

Você sabe de onde vem a sua comida?


Greenpeace - O que a comida que chega à sua mesa tem a ver com a crise climática e a destruição de florestas e outros ecossistemas em todo o planeta? É o que a atriz Alice Braga vai te contar nessa série de três vídeos produzida em parceria com o Greenpeace.

O sistema de agricultura industrial parece organizado, mas a verdade é que ele está totalmente fora de controle, transformando todos os ingredientes básicos da nossa dieta em “commodities”, gerando lucros para alguns e prejuízo para todos nós.
06/07/2019

Lançado na Europa mapa do envenenamento de alimentos no Brasil

Em exposição crônica aos agrotóxicos, brasileiro corre mais risco de morte e desenvolvimento de doenças

Por Ivanir Ferreira, do Jornal da USP - Um ousado trabalho de geografia que mapeou o nível de envenenamento dos alimentos produzidos no Brasil foi lançado em maio, em Berlim, na Alemanha, país que contraditoriamente sedia as maiores empresas agroquímicas do mundo. Quem estava presente no lançamento do atlas Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conexões com a União Europeia ficou perplexo com a informação sobre o elevado índice de resíduos agrotóxicos permitidos em alimentos, na água potável, e que, potencialmente, contamina o solo, provoca doenças e mata pessoas. A obra, que já foi publicada no Brasil, é de autoria da geógrafa Larissa Mies Bombardi, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
O Brasil é campeão mundial no uso de pesticidas na agricultura, alternando a posição dependendo da ocasião apenas com os Estados Unidos. O feijão, a base da alimentação brasileira, tem um nível permitido de resíduo de malationa (inseticida) que é 400 vezes maior do que aquele permitido pela União Europeia; na água potável brasileira permite-se 5 mil vezes mais resíduo de glifosato (herbicida); na soja, 200 vezes mais resíduos de glifosato, de acordo com o estudo, que é rico em imagens, gráficos e infográficos. “E como se não bastasse o Brasil liderar este perverso ranking, tramita no Congresso nacional leis que flexibilizam as atuais regras para registro, produção, comercialização e utilização de agrotóxicos”, relata Larissa.
18/06/2015

Sustentabilidade na cultura cafeeira

Roberto Naime, Ecodebate - Já se encontra em operação o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, que tem viabilizado junto à Embrapa Café principalmente, a destinação de recursos e a viabilização de pesquisas que propiciam o desenvolvimento de cultivares, adaptação climática às várias regiões produtoras no país, manejos de culturas, estresse biótico e abiótico de culturas de café, tecnologias e mecanismos de defesa contra pragas e infestações e várias outras situações que envolvem a economia cafeeira.
Esta iniciativa deve ser saudada, pois tem viabilizado a contratação de projetos de pesquisa com focos temáticos de grande interesse, atuando em harmonia com as maiores demandas da sociedade, que é a execução de procedimentos ambientais em busca da sustentabilidade. Projetos divulgados recentemente pela Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, envolvem os temas de sustentabilidade da cafeicultura na montanha, estresses bióticos e abióticos, projetos na área de qualidade e marketing e estudos sobre deficiências encontradas nos processos de transferência de tecnologia.
26/05/2015

Terra e Sustentabilidade - documentário completo


O documentário Terra e Sustentabilidade apresenta os benefícios de um dos sistemas agrícolas mais eficientes do ponto de vista da sustentabilidade e da produtividade no campo, o sistema de manejo agrícola Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), que tem como objetivo integrar produção de alimentos, fibras, energia e madeira, realizados na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotação.
Terra e Sustentabilidade mostra que as vantagens da recuperação de áreas e integração de cultivos são muitas: redução de custos de produção, melhor uso da terra, mais eficiência no uso da mão de obra e dos recursos de produção e uso adequado de energia, além da redução de emissões de gases de efeito estufa.
20/08/2014

Emissões agrícolas de gases de efeito estufa duplicaram nos últimos 50 anos

Natália Fonteles, Adital -A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) informa que a América latina e Caribe são a segunda região que mais emite gases nocivos em atividades agrícolas do mundo, sendo responsável por 17% da emissão desses gases nocivos. A organização alerta que as emissões continuarão aumentando desastrosamente caso não haja um esforço conjunto dos governos para diminuí-las.
De acordo com os dados da FAO, a América Latina e Caribe duplicaram a emissão de gases de efeito estufa por meio das atividades agrícolas (cultivo e pecuária) nos últimos 50 anos. Os dados relatam que essas emissões cresceram de 388 para 900 milhões de toneladas equivalentes de dióxido de carbono, no período de 1961 a 2010. A FAO afirma ainda que os cultivos e a pecuária já geraram cerca de 860 milhões de toneladas de CO2 e que a queima da biomassa produziu 31 milhões de toneladas, no período de 2001 a 2010.
16/09/2013

A sujeira do Agronegócio

O agronegócio já é praticamente senhor do sul do Maranhão e, agora, quer ser o único senhor do Baixo Parnaíba; mas, também, ele é o senhor do Mato Grosso, do Goiás, do Tocantins, de Rondônia, de parte de Minas Gerais, de São Paulo, da Bahia e do Piauí.

Mayron Régis, Territórios Livres do Baixo Parnaíba - O estado brasileiro acredita no e defende o agronegócio. É só pegar o recente caso da Liminar de Manutenção de Posse a favor do latifundiário José Carlos Nobre Monteiro, expedida no dia 15 de junho, pelo Dr. Celso Pinheiro Júnior, juiz da Comarca do município de Parnarama, estado do Maranhão, apesar de ser notório que grande parte da área em questão é constituída por terras devolutas e pertencentes a ausentes e desconhecidos, e ocupadas, há décadas, por posseiros.
A metade dos afluentes do rio Balsas está comprometida pela contaminação causada pelos agrotóxicos que são usados pelas propriedades que produzem soja na região conhecida como Gerais de Balsas. Próximo à região da APA que protege as cabeceiras do rio Balsas, três produtores de soja foram autuados pelos órgãos de meio ambiente pelo desmatamento indevido de vegetação nativa do cerrado; um deles teve que pagar mais de 100 mil reais. Provavelmente, para os órgãos ambientais, esse é um dinheiro bem-vindo, no entanto, para os plantadores de soja, tal valor é só um pequeno prejuízo na sua contabilidade.
17/07/2012

Projeto ajuda a reaproveitar água em pequenas propriedades do RN

Reuso de água é cada vez mais importante, principalmente no semiárido. Projeto Bioágua aproveita água usada em casa para irrigação de hortas.
Portal G1 - A quantidade de água doce à disposição da população está diminuindo. Por isso, a importância de projetos de reuso de água é cada vez maior, principalmente em regiões como o semiárido brasileiro. No Rio Grande do Norte, uma experiência de sucesso, batizada de Bioágua, aproveita a água usada em casa para a irrigação de hortas.
No município de Olho D’água do Borges, perto da divisa com a Paraíba, a chuva é pouca e mal distribuída. No semiárido, a média de chuva é de 600 mm por ano, cerca de um terço do que chove em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo.
04/07/2012

Especialistas divergem sobre riscos de contaminação por agrotóxicos

Stefano Aguiar ressaltou que debate buscou dar mais clareza aos reais riscos dos agrotóxicos.
Agência Câmara de Notícias - Em audiência pública nesta terça-feira na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, especialistas e deputados divergiram sobre os riscos de contaminação por agrotóxicos. Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso, discutida na audiência, constatou a presença de resíduos de agrotóxicos no leite materno.Médico e coordenador do estudo, Wanderley Pignati, confirmou a contaminação de um alimento natural que deveria ser puro. “Não existe legislação, nacional nem internacional, dizendo o quanto de agrotóxico é permitido no leite materno. Não é para ter nada”, afirmou, ao informar que a pesquisa analisou dez tipos de agrotóxicos. Um deles, o DDE, estava presente em 100% das amostras; o Endosulfan, em 76%; e o Deltametrina, em 34%.
O DDE é um derivado do inseticida DDT, que teve o uso agrícola proibido em 1985. O Endosulfan, que resiste por até seis anos no meio ambiente, tem prazo para sair do mercado até julho de 2013, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
02/07/2012

MMA oferece financiamento para projetos de fortalecimento e capacitação para a produção sustentável, gestão ambiental territorial e promoção e aprimoramento econômico do setor agroextrativista.

Ministério do Meio Ambiente, Carlos Américo - O Programa de Apoio ao Agroextrativismo e aos Povos e Comunidades Tradicionais do Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou edital, no valor de R$ 500 mil, para financiamentos de projetos de fortalecimento e capacitação para a produção sustentável, gestão ambiental territorial e promoção e aprimoramento econômico do setor agroextrativista. Serão destinados até R$ 50 mil para projetos regionais e R$ 100 mil a nível nacional, a serem executados no prazo de seis meses.
O edital está estruturado em três bases temáticas: iniciativas de capacitação em produção sustentável, agroecologia e agrobiodiversidade, geração de renda e gestão ambiental do território para agricultores familiares, povos indígenas e povos e comunidades tradicionais; cadeias produtivas, mercados e iniciativas associadas ao agroextrativismo, à sociobiodiversidade e à agrobiodiversidade; políticas públicas de sustentabilidade sócio-econômica e ambiental para o agroextrativismo, agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais e povos indígenas.

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