Ministro do Meio Ambiente canadense anunciou a decisão um dia depois da conferência do clima na África do Sul
A declaração do governo canadense ocorre um dia depois do fim da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP17), realizada em Durban, na África do Sul. (Fonte: Terra Brasil)
No fim de semana, representantes de 194 países aprovaram um inédito caminho para um acordo global em 2015 destinado a reduzir as emissões. Formou-se um grupo de trabalho, chamado de Plataforma de Durban, que vai desenvolver um protocolo ou um instrumento legal de comprometimento de todos os países - e não apenas para as nações 'desenvolvidas'. Pela primeira vez os Estados Unidos e a China, os maiores poluidores do mundo, concordam com um acordo legal dessa natureza. Os europeus vão alêm: eles têm a intenção de transformar esse documento em um novo Protocolo de Kyoto, inicialmente previsto para expirar em 2012.
Além do Canadá, Rússia e Japão mostraram-se dispostos a não referendar o acordo.
"Kyoto não funciona", afirmou o ministro canadense. "Se permanecer neste tratado, o Canadá corre o risco de pagar multas de vários bilhões de dólares por estar fora das metas". Ao assinar o acordo internacional, os canadenses se comprometeram a reduzir em até 2012 suas emissões de carbono a 6% menos que os níveis registrados em 1990. Só que, em vez disso, suas emissões aumentaram consideravelmente.