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08/07/2026

Cerrado perdeu 38% de água em rios e lagoas

Levantamento e Análise da Importância Hidrológica do Cerrado
75% dos municípios perderam superfície de água em corpos hídricos naturais e 71% viram áreas de reservatórios aumentarem; mudança foi mais acentuada no sul do bioma e no Matopiba.

Fonte: Lucas Guaraldo (Ecodebate /IPAM) - A área de corpos hídricos naturais do Cerrado, como rios e lagoas, diminuiu 38% desde 1985, uma redução de cerca de 348 mil hectares, aponta levantamento coordenado por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) para a quinta coleção do MapBiomas Água. No mesmo período, corpos hídricos antrópicos, como reservatórios e barragens hidrelétricas, passaram a ocupar uma área 87% maior, com um acréscimo de 496 mil hectares.

Segundo os pesquisadores, a crescente concentração da superfície de água em áreas artificiais representa um risco para o funcionamento dos ecossistemas da região e para o reabastecimento das reservas do bioma, fundamentais para a segurança hídrica de todo o país. Ainda, a expansão das hidrelétricas entre 1985 e 2025 resultou no alagamento de 312 mil hectares de vegetação nativa, área mais de duas vezes maior que a da cidade de São Paulo.
02/07/2015

Biodiversidade ilhada sucumbe em lagos de hidrelétricas

Vandré Fonseca, O Eco - Pesquisadores calculam que pelo menos 70% das populações de animais selvagens que sobreviveram nas ilhas formadas pelo Lago da Hidrelétrica de Balbina estão condenadas à extinção. O número é resultado de um estudo liderado pela bióloga brasileira Maíra Benchimol, publicado nesta quarta-feira (01/07),na revista científica on-line PLOS ONE.
O estudo demonstra que os efeitos das barragens vão além das perdas provocadas diretamente pela inundação. "Estamos apenas começando a perceber a extensão impressionante de extinções em áreas de floresta que permanecem acima da água como ilhas de habitat", afirma Carlos Peres, professor da escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, Reino Unido, co-autores do artigo.
16/09/2013

A urgência da diversificação da matriz energética brasileira – Entrevista com Pedro Bara


“Em vez de olhar para o projeto de construção das hidrelétricas, é preciso olhar para a bacia hidrográfica onde se quer construí-las”, diz o engenheiro.

IHU On-Line - A possível construção de hidrelétricas pela Eletrobras na Guiana e no Suriname deve ser vista como “uma potência técnica interessante” tanto para o Brasil quanto para os países vizinhos, diz Pedro Bara à IHU On-Line, em entrevista concedida por telefone. Segundo ele, para o Brasil, esse “projeto tem um aspecto interessante de complementariedade hidrológica, porque o hemisfério Norte tem uma hidrologia diferente ao longo do ano”.
Para os demais países, as vantagens são econômicas e ambientais, porque eles ainda são dependentes de fontes energéticas não renováveis. “São países pobres que gastam muito, vivem importando petróleo, óleo. No momento a Guiana gasta algo em torno de 30% do PIB com importações de óleo”, informa.
24/09/2012

De 23 novas hidrelétricas planejadas na Amazônia, 7 serão erguidas em áreas intocadas

Mapa novas hidreletricas na amazônia. Fonte: Blogue SOS Rios do Brasil
Mapa novas hidreletricas na amazônia  

Blogue SOS Rios do Brasil -Usina no coração da floresta – O governo planeja instalar na Amazônia pelo menos 23 novas hidrelétricas, além das seis já em construção na região. Segundo levantamento do GLOBO, ao todo, essas 29 hidrelétricas vão gerar 38.292 MW, quase metade dos 78.909 MW produzidos pelas 201 usinas hidrelétricas em operação hoje no país. Sete delas, como as das bacias do Tapajós e do Jamanxim, serão feitas no coração da Amazônia, em áreas de floresta contínua praticamente intocadas. Outras estão em áreas remanescentes importantes de floresta amazônica, como o conjunto de sete hidrelétricas planejadas nos rios Aripuanã e Roosevelt, no Mosaico de Apuí, com impacto direto em 12 unidades de conservação de proteção integral e terras indígenas. A região, ao Sul do Amazonas, foi considerada de prioridade extremamente alta para conservação pelo Ministério do Meio Ambiente, em 2006. Matéria de Cleide Carvalho, em O Globo, socializada pelo ClippingMP.
03/04/2012

Usinas polêmicas buscam recursos via ONU

Folha.com - Cláudio Angelo - Duas hidrelétricas na Amazônia que foram criticadas por seus impactos ambientais estão pedindo às Nações Unidas centenas de milhões de dólares justamente pelo motivo inverso -estariam ajudando a salvar o planeta.
As usinas de Santo Antônio, em Rondônia (3.150 megawatts), e de Teles Pires, na divisa entre Mato Grosso e Pará (1.820 megawatts), solicitaram à Convenção do Clima da ONU certificação para gerar créditos de carbono. Se levarem, serão os maiores projetos desse tipo no mundo a receber a certificação.
Seus empreendedores argumentam que as hidrelétricas ajudam a evitar a emissão de gás carbônico (CO2), que iria para a atmosfera caso o Brasil optasse, digamos, por erguer termelétricas.
25/03/2012

Bianca Jagger pede a Dilma que reconsidere Belo Monte

Foto: Eduardo Lopes/Especial para Terra
(Invertia - LIVIA WACHOWIAK JUNQUEIRA) - A ativista Bianca Jagger fez um apelo à presidente Dilma Rousseff neste sábado, no Fórum de Sustentabilidade de Manaus, para que a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte - e outras que estão sendo planejadas - seja revista.
"Peço à presidente Dilma para que os impactos dessas usinas sejam reconsiderados, pois trarão consequências irreversíveis para a vida dos povos indígenas e para o meio ambiente."
"Espero que me vejam como uma irmã, que não quer ser apenas crítica, mas engajar uma discussão sobre o tipo de energia que vamos usar no século 21, se vamos usar ferramentas que sacrificam pessoas, comunidades e o meio ambiente", disse. "Esse não é o único jeito de trazer energia ao País (referindo-se a hidrelétricas), poderia ser usada a energia renovável, que de início custaria R$ 8 bilhões."

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