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30/10/2026

Plataforma simula rotas de menor custo para o Brasil atingir a neutralidade de carbono até 2050

Parque eólico em Barreirinhas, Maranhão (2024) (foto: Shutterstock)
Elton Alisson, de Leiden (Países Baixos) | Agência FAPESP – Uma nova plataforma digital pública e de código aberto desenvolvida por cientistas das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e de Princeton (EUA) promete facilitar a formulação de políticas climáticas no país. Batizado de NetZero Brasil 2050, o sistema cruza dados georreferenciados de demanda energética, uso da terra e macroeconomia para simular cenários de neutralidade de carbono. Na prática, a ferramenta calcula as rotas de descarbonização de menor custo para o país até a metade deste século.

Apresentada na quarta-feira (28/10) pela professora Carla Kazue Nakao Cavaliero, da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM-Unicamp), durante a FAPESP Week Países Baixos fapesp.br/week/2026/netherlands, a ferramenta permite que gestores públicos, acadêmicos e organizações da sociedade civil cruzem dados de 39 parâmetros setoriais para desenhar estratégias de transição energética transparentes e fundamentadas em evidências.

Construída principalmente com apoio de instituitções não-governamentais, além da FAPESP por meio do Centro Paulista de Estudos da Transição Energética (CPTEn) e do Centro Paulista de Inovação em Iluminação Pública (CePIL), a iniciativa permite democratizar modelos complexos de simulação prospectiva – ou seja, torna o uso de ferramentas avançadas de previsão acessível para um público maior, facilitando o planejamento do futuro.

"O que hoje alguns grupos fazem vendendo serviço de consultoria privada, nós estamos deixando totalmente acessível dentro da política de ciência aberta", comentou Cavaliero à Agência FAPESP. "O objetivo é que os tomadores de decisão, as organizações da sociedade civil, os think tanks e os alunos de pós-graduação do Brasil inteiro se apropriem desses dados e possam propor políticas públicas interdisciplinares e transparentes."

09/10/2026

Documentário | A Energia do Futuro


Fonte: TV Cultura / Jornalismo TV Cultura - A produção original do jornalismo da TV Cultura, A Energia do Futuro mostra como as fontes de energia renováveis estão modificando a paisagem do sertão nordestino e os benefícios que trazem para o meio ambiente.
O repórter Rodrigo Piscitelli vai até o interior do Ceará e da Bahia para contar um pouco sobre esse processo de expansão dessas matrizes energéticas.
Atualmente, o Brasil ocupa a 6º posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica. Há dez anos, estava no 15º lugar. A geração de energia pelo sol e pelo vento já ocupa o segundo e terceiro lugares na matriz energética brasileira.
Fundação Padre Anchieta é parcialmente ou totalmente financiada pelo governo do Estado de São Paulo. Wikipedia 
29/09/2026

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: O Maior Desafio da Humanidade


Fonte: @cienciatododia - A história da humanidade é também a história da energia. Toda grande inovação e mudança foi em algum nível causada por transições energéticas. Começamos no fogo, depois buscamos outras fontes. Passamos por carvão, vapor, petróleo e hoje passamos por um dos maiores desafios que enfrentamos como humanidade: como podemos gerar energia limpa e ao mesmo tempo suprir a nossa demanda energética?
Assista aos painéis da Shell Talks aqui: http://shell.com.br/talks
16/09/2026

Cientistas brasileiros transformam CO2 em combustível para navios, carros e caminhões

Projetos em desenvolvimento buscam estabelecer a produção industrial de metanol, gasolina e diesel renováveis
Metanol produzido no Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (SP) Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP
Fonte:  Domingos Zaparolli, da Revista Pesquisa FAPESP - O dióxido de carbono (CO₂) é o principal gás gerador do efeito estufa (GEE), fenômeno associado ao aquecimento global e às mudanças climáticas. Nos últimos anos, pesquisadores mostraram que o CO₂ pode ser capturado de processos industriais ou diretamente da atmosfera e usado como insumo de combustíveis renováveis. No mundo, soluções tecnológicas capazes de realizar esse processo já fazem a transição dos laboratórios de pesquisa para a produção em escala industrial. No Brasil, dois projetos têm o potencial de colocar o país entre os detentores de tecnologias capazes de usar o gás carbônico como insumo para o abastecimento de diferentes tipos de veículos.

Uma das iniciativas foi concebida no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) no âmbito do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), uma parceria entre a FAPESP e a empresa energética anglo-holandesa Shell. Seu objetivo é produzir uma versão sustentável do metanol (CH₃OH), conhecida como e-metanol, utilizando energia renovável no processo e CO₂ capturado de usinas de etanol. A meta é empregar o combustível na propulsão de navios, uma aposta do setor marítimo para a transição energética.

23/08/2026

O século XXI começou no subsolo

Jazida de mineração da empresa Vale Fertilizantes em Tapira, região de Araxá (MG). O município de Araxá se tornou atrativo aos gigantes do setor de mineração do Brasil por possuir terras raras de onde podem ser retirados os rejeitos de nióbio e fosfato. Foto: Edson Silva/ Folhapress
O Brasil pode repetir o velho modelo de exportar recursos naturais ou transformar sua riqueza mineral e biológica em conhecimento, tecnologia e soberania

Fonte: Geraldo Fernandes · Walisson Kenedy-Siqueira · Amilcar Saporetti Junior ((o))eco - A Revolução Industrial não começou simplesmente quando James Watt aperfeiçoou a máquina a vapor. Ela começou quando a humanidade percebeu que a energia poderia substituir a força humana em uma escala inédita. Da mesma forma, o século XX tornou-se o século do petróleo quando o domínio dessa fonte de energia passou a determinar economias, guerras e relações internacionais. Talvez o século XXI tenha começado no subsolo.

Uma nova arquitetura tecnológica e geopolítica está sendo construída rapidamente. Seu fundamento não é apenas petróleo ou carvão, mas também os chamados minerais críticos, entre eles as terras raras. Eles estão presentes em motores elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, computadores, sensores, satélites, radares, robôs e sistemas de defesa.

E há um novo consumidor de escala extraordinária: a inteligência artificial. Por trás dos algoritmos existe uma infraestrutura física gigantesca, formada por centros de dados, servidores, semicondutores, redes e sistemas de armazenamento. A revolução digital, portanto, não reduziu nossa dependência da natureza. Ao contrário: quanto mais digital se torna o mundo, mais depende de sua base física e geológica e, inevitavelmente, dos ecossistemas que sustentam esses territórios.
06/08/2026

Nós precisamos conversar sobre DATA CENTERS


Fonte: https://www.youtube.com/@CienciaTodoDia - Data centers de inteligências artificiais estão virando um problema. Mas ao mesmo tempo, nós estamos usando cada vez mais IAs no nosso dia-a-dia. E enquanto isso, o Brasil se torna um dos protagonistas inesperados dessa história. Mas afinal: por que data centers de IA ficaram tão polêmicos?
05/07/2026

Eólicas Offshore: WWF-Brasil defende planejamento a montante para reduzir riscos e ampliar segurança jurídica e socioambiental do setor


No Brazil Offshore Wind Summit 2026, organização destacou que conflitos de uso e riscos socioambientais devem ser tratados antes da oferta de áreas e da alocação de investimentos.

Fonte: Ana Paula Jachelli (WWF-Brasil) - Em 10 de janeiro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.097, que estabeleceu as bases para a outorga e o desenvolvimento da energia eólica offshore em águas brasileiras. Em 2026, com a regulamentação do novo marco em discussão, o WWF-Brasil defende uma postura crucial: o planejamento integrado, incorporando trade-offs com outros setores, e alternativas sobre onde construir precisam anteceder a alocação do capital. Isso significa que o governo deve mapear as melhores opções de localização e avaliar o equilíbrio entre os ganhos energéticos e os impactos em outros setores antes de tomar decisões. 
29/06/2026

Custo ambiental da inteligência artificial: pegada de carbono, água e terra

O rápido crescimento da IA impulsiona um enorme consumo de energia, água e terra, aumentando os desafios ambientais e de equidade em toda a sua infraestrutura global

Fonte: United Nations University (Ecodebate) - O relatório Environmental Cost of AI’s Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints (Custo Ambiental da Inteligência Artificial: Pegadas de Carbono, Água e Terra, do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde) da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH), em seu 30º aniversário, examina uma das consequências menos exploradas da rápida expansão da IA: as pegadas ambientais da energia necessária para alimentá-la.

À medida que a inteligência artificial se incorpora às economias, aos serviços públicos, à pesquisa, à comunicação e à vida cotidiana, ela depende de uma infraestrutura física crescente de centros de dados, chips avançados, sistemas de refrigeração, redes elétricas, recursos hídricos, terras e cadeias de suprimento de minerais críticos. O relatório mostra que a IA não é apenas uma tecnologia digital, mas também um sistema material com custos ambientais mensuráveis.

O relatório vai além de uma perspectiva focada apenas no carbono, quantificando as pegadas de carbono, água e terra associadas à eletricidade usada para treinar, implantar e operar sistemas de IA em larga escala. Sua principal conclusão é que os custos ambientais da IA ​​dependem não apenas da quantidade de eletricidade consumida, mas também de onde essa eletricidade é gerada e quais fontes de energia a alimentam.

28/02/2020

Brasil terá 1ª usina de geração de energia por meio de esgoto e lixo orgânico

thegreenestpost.com / imagem da internet - O mérito é todo do Paraná: o Estado será o primeiro do Brasil a colocar em funcionamento uma usina de geração de biogás, que transformará lodo de esgoto e resíduos orgânicos em eletricidade para abastecer as casas da região.

A companhia de geração de energia CS Bioenergia já possui a Licença de Operação do Instituto Ambiental do Paraná para operar. Segundo a empresa, a usina tem capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, que abastecerá cerca de duas mil residências do Estado.

A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e de concessionárias de coleta de resíduos e produzirá biogás e também biofertilizantes para a região. Estima-se que com a iniciativa o Estado do Paraná deixe de descartar, todos os dias, mil m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico em aterros. É ou não é um excelente negócio?

A inspiração vem da Europa (e sobretudo da Alemanha!), onde já existem mais de 14 mil plantas de geração de eletricidade por meio de resíduos orgânicos. Esta será a primeira usina do tipo no Brasil, mas espera-se que seja só o começo e que inspire muitas outras pelo país!

26/01/2020

Telhados solares atingem 2º Gigawatt instalado no Brasil e devem crescer mais em 2020

Ruy Fontes – Agência #movidos - A grande procura dos consumidores brasileiros pelas placas de energia solar levou a tecnologia a alcançar o seu segundo Gigawatt (GW) instalado no segmento de geração distribuída.
Segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a marca foi atingida no dia 10 deste mês, quando havia 171.983 sistemas fotovoltaicos instalados.
Crescendo de forma consecutiva a cada ano no Brasil, a tecnologia alcançou a nova marca em bem menos tempo que levou para conquistar seu 1º GW, em agosto do ano passado.
O início de tudo foi em 2012, quando a Aneel promulgou as regras do segmento em sua Resolução Normativa 482, que deverá ser atualizada ainda em 2020.
Essa atualização das regras foi inclusive tema de grande debate no setor em 2019, quando a Aneel sinalizou retirar o subsídio do segmento alegando suposto prejuízo das distribuidoras.

24/09/2018

Catching the Sun (Documentário sobre energia renovável)


Focado no setor de energias renováveis, mostra de forma muito prática o esforço para equalizar as questões sociais, econômicas e ambientais, por meio da geração de “empregos verdes”. Em especial, é interessante notar a força e velocidade da China no desenvolvimento de energias renováveis e suas consequências para o mundo.
07/09/2017

Desmatamento e uso de terras para agropecuária são negligenciados como contribuintes para as mudanças climáticas

David Nutt / Lindsey Hadlock, Cornell University - No que diz respeito à luta contra as alterações climáticas, o foco muitas vezes depende da redução do uso de combustíveis fósseis e do desenvolvimento de fontes de energia sustentáveis. Mas um novo estudo da Universidade de Cornell mostra que o desmatamento e o uso subsequente de terras para agricultura ou pastagem, especialmente em regiões tropicais, contribuem mais para a mudança climática do que se pensava anteriormente.
O novo artigo, “Are the Impacts of Land Use on Warming Underestimated in Climate Policy? “, publicado em Environmental Research Letters , também mostra quão significativo esse impacto foi subestimado. Mesmo que todas as emissões de combustíveis fósseis sejam eliminadas, se as atuais taxas de desmatamento tropical se manterem firmes até 2100, ainda haverá um aumento de 1.5 graus no aquecimento global.
10/08/2017

O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição

José Eustáquio Diniz Alves, Ecodebate - O mundo está passando por uma transição da matriz energética, com declínio relativo dos combustíveis fósseis e aumento das energias renováveis. O futuro será das energias renováveis ou não haverá futuro, pois o carvão, o gás e o petróleo são recursos finitos. A energia solar fotovoltaica tem sido o destaque da nova matriz energética e deve ser a fonte com maior crescimento nas próximas décadas.
Porém, nem tudo são luzes e brilhos. A lei da entropia vale para todas as atividades e para todos os tipos de energia. Há muitos insumos materiais na produção fotovoltaica e a utilização de “terras raras”, que são minerais não renováveis, caros e controlados por poucos países.
22/06/2017

O futuro da Energia Solar pode ser brilhante

José Eustáquio Diniz Alves, Ecodebate - O Planeta azul, pertencente ao sistema solar, tem testemunhado o grande crescimento de uma espécie que está mudando o equilíbrio homeostático da Terra. O Homo sapiens, que surgiu há cerca de 200 mil anos, tem realizado revoluções permanentes que tem transformado a vida na “Spaceship Earth” (Boulding, 1966). Utilizando a energia solar de forma indireta (fotossíntese, etc.) a humanidade tem avançado sobre a comunidade biótica.

Há 10 mil anos, a revolução agropecuária aconteceu quando o ser humano aprendeu a cultivar o seu alimento e passou a domesticar os animais e utilizá-los como fonte de energia e meio de transporte. Esta revolução possibilitou o avanço da civilização, em suas múltiplas características regionais e geográficas. A idade da pedra lascada foi substituída pela idade da pedra polida e ambas foram superadas pela metalurgia do bronze.

Mas foi a Revolução Industrial e Energética do século XVIII que possibilitou o grande salto civilizacional, ao combinar o uso dos instrumentos da manufatura e da grande indústria com a energia extrassomática dos combustíveis fósseis (primeiro o carvão mineral e depois o petróleo e o gás). Os ganhos de produtividade foram excepcionais, o que permitiu o avanço do bem-estar humano e o grande crescimento da população mundial e das atividades antrópicas globais.
01/06/2017

Trump diz adeus a Paris. UE e China querem salvar clima

País vai cessar já o cumprimento das ações não vinculativas do acordo. Obama critica decisão e acusa sucessor de "rejeitar o futuro"

REUTERS/KEVIN LAMARQUE - Donald Trump confirmou ontem a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas, tornando-o num dos três países, a par da Síria e Nicarágua, que ficam fora do entendimento e distanciando-se dos seus aliados. Mas não exclui voltar, em termos ditados por Washington.
"Os Estados Unidos vão sair do Acordo de Paris para o Clima mas iniciar negociações para reentrar ou no Acordo de Paris, ou um negócio inteiramente novo, em termos que sejam justos para os Estados Unidos, as suas empresas, os seus trabalhadores, o seu povo, os seus contribuintes", afirmou o presidente norte-americano, que lidera a segunda nação mais poluidora do mundo, a seguir à China. "Se conseguirmos, ótimo. Se não, tudo bem", acrescentou. Esta saída do acordo não será imediata: Trump terá de dar início a um longo processo de desvinculação que não ficará concluído antes de novembro de 2020, o mesmo mês em que deverá ir a votos para a sua reeleição.
07/05/2017

Brasil e França formam rede de pesquisa em energia e meio ambiente

A Escola Politécnica (Poli) da USP é uma das instituições que integram a parceria, considerada um “laboratório sem muros”

Jornal da USP com a Assessoria de Comunicação da Poli - Das instituições que integram a chamada rede de pesquisa 6+5, que reúne cientistas da França e do Brasil, incluindo a Escola Politécnica (Poli) da USP, nasceu o Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement (L.I.A.), que começa a operar oficialmente este mês.
O L.I.A. é um ‘laboratório sem muros’, criado pelo governo francês, para estruturar colaborações entre equipes de pesquisa e laboratórios da França com parceiros de outros países com quem já realiza algum tipo de trabalho conjunto. A rede vai atuar por quatro anos, prorrogáveis por mais quatro, em pesquisas de fontes de energia renováveis, observando todas as suas facetas: a produção, o consumo, os impactos ambientais, a integração e interação com outras formas de energia, e as redes de distribuição.
05/05/2017

Índia quer vender apenas carros elétricos a partir de 2030

Dyogo Fagundes, Carplace UOL - Além da China, outra grande economia emergente promete revolucionar seu próprio mercado interno com apoio maciço à chegada dos elétricos. Trata-se da Índia, que anuncia nesta semana a ambiciosa meta de comercializar unicamente carros de propulsão elétrica a partir de 2030. O feito será alcançado com apoio do governo, por meio de subsídios, bem como com a ampliação da demanda por meio do “despertar” do consumidor para a tecnologia.
As palavras são de Piyush Goyal, ministro da Energia, que acredita na meta como algo razoavelmente alcançável. “Nós vamos introduzir veículos elétricos de uma maneira muito grande. Vamos fazer veículos elétricos autossuficientes … A idéia é que até 2030 nenhum único carro a gasolina ou diesel deva mais ser vendido no país “, disse.
29/03/2017

Trump revoga medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa dos EUA

Paola De Orte, Agência Brasil - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem (28) o decreto-executivo da Independência Energética, que revê medidas do governo do ex-presidente Barack Obama que tinham como objetivo diminuir as emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos para atender aos compromissos feitos no Acordo de Paris, de 2015. Segundo Trump, o decreto é necessário uma vez que a gestão Obama implementou regulamentações “caras que prejudicaram os empregos e a produção de energia nos Estados Unidos”. “Nós vamos colocar um fim à guerra contra o carvão”, disse o presidente norte-americano.

Em seu discurso, Trump fez referência ao Plano de Energia Limpa de Obama, que obrigou os estados a limitarem as emissões de carbono em suas usinas energéticas. Segundo a Casa Branca, o plano poderia custar aos americanos até U$ 39 bilhões por ano e aumentar em pelo menos 10% o preço da eletricidade em muitos estados. A medida já havia sido suspensa pela Suprema Corte norte-americana depois que estados entraram com ações na Justiça pedindo sua revogação.

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