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História: José Lutzenberger

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16/09/2026

Cientistas brasileiros transformam CO2 em combustível para navios, carros e caminhões

Projetos em desenvolvimento buscam estabelecer a produção industrial de metanol, gasolina e diesel renováveis
Metanol produzido no Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (SP) Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP
Fonte:  Domingos Zaparolli, da Revista Pesquisa FAPESP - O dióxido de carbono (CO₂) é o principal gás gerador do efeito estufa (GEE), fenômeno associado ao aquecimento global e às mudanças climáticas. Nos últimos anos, pesquisadores mostraram que o CO₂ pode ser capturado de processos industriais ou diretamente da atmosfera e usado como insumo de combustíveis renováveis. No mundo, soluções tecnológicas capazes de realizar esse processo já fazem a transição dos laboratórios de pesquisa para a produção em escala industrial. No Brasil, dois projetos têm o potencial de colocar o país entre os detentores de tecnologias capazes de usar o gás carbônico como insumo para o abastecimento de diferentes tipos de veículos.

Uma das iniciativas foi concebida no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) no âmbito do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), uma parceria entre a FAPESP e a empresa energética anglo-holandesa Shell. Seu objetivo é produzir uma versão sustentável do metanol (CH₃OH), conhecida como e-metanol, utilizando energia renovável no processo e CO₂ capturado de usinas de etanol. A meta é empregar o combustível na propulsão de navios, uma aposta do setor marítimo para a transição energética.

21/07/2026

Foz do Amazonas: Estudo inédito aponta custo de oportunidade de R$ 47 bilhões e indica caminhos de maior retorno socioeconômico

A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira © Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE
Análise Socioeconômica de Custo-Benefício compara a rota fóssil na Margem Equatorial com energia renovável e biocombustíveis

Fonte: WWF-Brasil - A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira. O argumento mais recorrente é o de que explorar esse petróleo geraria riqueza hoje para financiar a transição energética amanhã. O problema é que essa premissa nunca foi testada com dados. O estudo do WWF-Brasil faz justamente isso: coloca os números na mesa e pergunta se essa lógica se sustenta quando o cálculo considera não apenas o lucro das empresas, mas os custos e benefícios reais para toda a sociedade brasileira, incluindo saúde, clima e oportunidades perdidas.

Por que a metodologia usada muda tudo
O estudo aplica a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), do guia metodológico oficial do governo federal recomendado pelo Tribunal de Contas da União para avaliação de grandes investimentos públicos. A diferença em relação a uma análise financeira convencional é fundamental: em complemento à análise de rentabilidade privada, a ACB mede o que a sociedade ganha ou perde com cada escolha, colocando na conta os impactos que o mercado não precifica, como os danos climáticos de secas e enchentes, os prejuízos à saúde pública e as consequências de longo prazo para o país. Para garantir que os resultados se mantenham mesmo em diferentes cenários de preço e risco, foram realizadas 10.000 simulações, comparando real por real, energia por energia e litro por litro. 
05/07/2026

Eólicas Offshore: WWF-Brasil defende planejamento a montante para reduzir riscos e ampliar segurança jurídica e socioambiental do setor


No Brazil Offshore Wind Summit 2026, organização destacou que conflitos de uso e riscos socioambientais devem ser tratados antes da oferta de áreas e da alocação de investimentos.

Fonte: Ana Paula Jachelli (WWF-Brasil) - Em 10 de janeiro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.097, que estabeleceu as bases para a outorga e o desenvolvimento da energia eólica offshore em águas brasileiras. Em 2026, com a regulamentação do novo marco em discussão, o WWF-Brasil defende uma postura crucial: o planejamento integrado, incorporando trade-offs com outros setores, e alternativas sobre onde construir precisam anteceder a alocação do capital. Isso significa que o governo deve mapear as melhores opções de localização e avaliar o equilíbrio entre os ganhos energéticos e os impactos em outros setores antes de tomar decisões. 
13/01/2020

Renováveis podem reduzir em 97% o consumo de água na geração elétrica mundial

Ruy Fontes – Agência #movidos - Além do seu papel fundamental na descarbonização do setor elétrico mundial, as fontes de energia renováveis também ajudariam a reduzir o seu consumo de água em até 97%.
É o que mostra o resultado de um estudo feito por um time de pesquisadores da Universidade de tecnologia da Lappeenranta, na Finlândia, e divulgado na revista Nature Energy.
De acordo com o estudo, para produzir os mesmos 1 megawatt-hora (MWh) de energia, a tecnologia fotovoltaica consome entre 2% e 15% da água utilizada por usinas nucleares e a carvão.
Turbinas eólicas, por sua vez, consomem entre 0,1% e 14% dessa mesma quantidade.
Segundo os pesquisadores, essa demanda insignificante de água representa um ganho duplo para as tecnologias renováveis, que já apresentam quase zero emissões de CO2 na geração.
24/09/2018

Catching the Sun (Documentário sobre energia renovável)


Focado no setor de energias renováveis, mostra de forma muito prática o esforço para equalizar as questões sociais, econômicas e ambientais, por meio da geração de “empregos verdes”. Em especial, é interessante notar a força e velocidade da China no desenvolvimento de energias renováveis e suas consequências para o mundo.
25/02/2017

A demanda de energia e o crescimento das fontes renováveis até 2035

José Eustáquio Diniz (Ecodebate) - O relatório anual Energy Outlook de 2017, da BP, mostra que a demanda global de petróleo continuará a crescer até a década de 2035, mesmo considerando que as frotas de veículos elétricos devem se expandir e o processo de transição energética de baixo carbono ganha força em todo o mundo.

Mesmo com a diminuição da demanda global, a presença de combustíveis fósseis – petróleo, carvão mineral e gás deverão continuar a ser as fontes dominantes de energia que alimentam o mundo, mas passarão de 85% em 2015 para 75% em 2035.

Entre os combustíveis fósseis, o gás será o combustível de maior crescimento, aumentando a participação no mix energético, devendo superar o carvão, para ser a segunda maior fonte de combustível até 2035. O petróleo deve continua a crescer, mas em ritmo menor, diminuindo sua participação relativa na matriz energética. O mesmo deve acontecer com o carvão, que deverá atingir o seu pico em meados da década de 2020.
04/07/2015

A revolução da energia renovável e suas limitações

José Eustáquio Diniz Alves, Ecodebate - O mundo precisa superar a era dos combustíveis fósseis e avançar na revolução da energia renovável. O ambientalista Lester Brown e seus colegas do Instituto de Políticas da Terra (EPI ) estão otimistas com o que eles chamam de transição da energia fóssil e nuclear para as “energias limpas”, a partir do fortalecimento da produção de energia solar, eólica e outras fontes renováveis. O livro: “The Great Transition Shifting from Fossil Fuels to Solar and Wind Energy”, sem dúvida, é uma contribuição para a análise da mudança da matriz energética.
Segundo Lester Brown, a transição mundial dos combustíveis fósseis para as fontes renováveis ​​de energia está em curso: “Uma nova economia energética mundial está emergindo com base na emergência da energia solar e eólica, em função da redução da disponibilidade de combustíveis fósseis e da piora da poluição do ar”. No capítulo 1 do livro, Lester Brown apresenta algumas tendências otimistas:
08/01/2015

Escócia terá maior usina de energia de maré do mundo


A iniciativa faz parte de um programa de energia limpa liderado pela Inglaterra
Portal asboasnovas - Uma usina com potencial de 400 MW gerado apenas com a força da maré está sendo construída no litoral da Escócia.
Chamada de MeyGen, a maior usina de marés do mundo ficará no fundo do mar no nordeste do país e poderá fornecer energia para 175 mil casas.
A usina contará com 269 turbinas – 60 delas devem ficar prontas em 2016 e o restante em 2020. A iniciativa, financiada pelo Reino Unido, faz parte de um programa de energia renováveis que prevê que até 2050 os britânicos produzam 190 GW de energia limpa. A expectativa é que 60 dessas turbinas deverão ficar prontas no ano que vem
16/11/2014

Futuro Energético - Documentário em 4 episódios

O Planeta terra é extraordinário... A criação de energia é feita das mais variadas formas com os mais variados recursos! A partir de uma plataforma de petróleo offshore no Golfo do México, Sanjayan olha para a abundância de combustíveis e energia do planeta e em todos os aspectos da vida na Terra. Desde o vento, a água, o sol, vulcões e furacões, desde as mais pequenas células até às árvores mais altas, a Terra tem a energia natural para alimentar o planeta, mas a humanidade não a está a usar da forma mais correta. O que é que os seres humanos podem aprender a partir da criação do mundo natural e o que irá ajudar na criação de energia?


Episódio 1 - O Planeta Energético
04/11/2014

Energia limpa: países emergentes investem duas vezes mais que países desenvolvidos

Contrariando a máxima que os países mais pobres não possuem condições de arcar com tecnologias verdes, relatório aponta que estes são os que mais contribuem com o planeta.
EcoWatch - Uma narrativa popular entre os “negadores do clima” e detratores da energia verde é que o combate às emissões de carbono e às mudanças climáticas, ao promover as fontes de energias sustentáveis, é um fardo para os países mais pobres e prejudica suas populações. Porém, um novo relatório, chamado Climatescope 2014: Mapping the Global Frontier for Clean Energy Investment, contradiz tal argumentação, mostrando que alguns dos países mais pobres do mundo já são líderes em energias renováveis.
16/09/2013

A urgência da diversificação da matriz energética brasileira – Entrevista com Pedro Bara


“Em vez de olhar para o projeto de construção das hidrelétricas, é preciso olhar para a bacia hidrográfica onde se quer construí-las”, diz o engenheiro.

IHU On-Line - A possível construção de hidrelétricas pela Eletrobras na Guiana e no Suriname deve ser vista como “uma potência técnica interessante” tanto para o Brasil quanto para os países vizinhos, diz Pedro Bara à IHU On-Line, em entrevista concedida por telefone. Segundo ele, para o Brasil, esse “projeto tem um aspecto interessante de complementariedade hidrológica, porque o hemisfério Norte tem uma hidrologia diferente ao longo do ano”.
Para os demais países, as vantagens são econômicas e ambientais, porque eles ainda são dependentes de fontes energéticas não renováveis. “São países pobres que gastam muito, vivem importando petróleo, óleo. No momento a Guiana gasta algo em torno de 30% do PIB com importações de óleo”, informa.
08/08/2013

Ernst & Young: tecnologias limpas empregam mais de meio milhão de pessoas

Consultoria afirma que as 424 companhias focadas no segmento apresentaram um crescimento em valor e tamanho em 2013, e já geram 512.504 postos de trabalho

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil - Muitos ainda duvidam do potencial das tecnologias de baixo carbono para estimular o crescimento econômico, mas o mais recente relatório da consultoria Ernst & Young (EY) deixa claro que o setor está expandindo mesmo com o cenário mundial repleto de obstáculos.
O “Cleantech industry performance 2013”(Desempenho da Indústria de Tecnologia Limpa 2013) analisou 424 companhias que se enquadram nos critérios da EY como sendo de tecnologia limpa; são empresas que possuem ações em bolsas e que têm pelo menos 50% do seu capital ligado às atividades de baixo carbono.
De acordo com o documento, o valor dessas empresas subiu 18% neste ano, chegando aos US$ 170 bilhões. Além disso, a quantidade de empregos gerados por elas também aumentou, alcançando a marca dos 512.504, 12% a mais do que em 2012.
18/03/2013

Abu Dhabi inaugura usina de energia solar concentrada

A usina fica no deserto de Madinat Zayed capital dos Emiratos Árabes Unidos, no coração de uma das regiões mais ensolaradas e quentes do mundo

Madinat Zayet, Exame.com - Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, uma federação de reinos ricos em petróleo, inaugurou oficialmente neste domingo a maior usina de Energia Solar Concentrada (CSP) do mundo, cujo custo de construção foi de US$ 600 milhões, e que fornecerá energia para 20 mil residências.
A usina Shams 1, de 100 Megawatts, é "a maior do mundo mundo em operação com energia solar concentrada", disse Sultan al-Jaber, diretor da Masdar-Abu Dhabi, uma das parceiras do projeto e que supervisiona o plano do emirado de gerar 7% de sua demanda energética a partir de fontes renováveis até 2020.
01/06/2012

O potencial escondido no horizonte


Greenpeace lança o documento “Horizonte Renovável”, fruto de uma expedição por todo o Brasil para documentar o avanço das energias renováveis no país
Greenpeace - Placas Fotovoltaicas em usina de Macaé, no Rio de Janeiro. (©Greenpeace/Rogério Reis/Tyba)Do Ceará ao Rio Grande do Sul, do Amazonas a São Paulo, o Greenpeace registrou imagens e depoimentos sobre como as energias provenientes do Sol, dos ventos ou mesmo da biomassa já se tornaram uma realidade no país.
A publicação é o nosso testemunho de que podemos ter energia sem que seja necessário destruir a floresta ou afetar a vida de milhares de pessoas, como acontece quando se constrói grandes hidrelétricas na Amazônia. Ou ainda, sem colocar em risco permanente os que vivem em áreas de impacto das usinas atômicas, quando a opção é por expandir a exploração da energia nuclear.

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