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22/07/2026

Coextinção: quando a perda de uma espécie significa o fim de outra

O morcego-beija-flor (Glossophaga soricina) é uma das que possui relações espécie-específica com moscas ectoparasitas. Foto: Jennifer Barros/SALVE ICMBio
Pesquisa mostra que a perda de morcegos no Brasil pode provocar a coextinção de dezenas de moscas ectoparasitas especializadas invisibilizadas pela conservação

Fonte: Duda Menegassi ((o))eco - A extinção de uma espécie, mais do que um fim em si própria, pode gerar um efeito cadeia com graves consequências para todo um ecossistema. Existem situações em que a perda de uma espécie pode levar à perda de outra, que depende da primeira para sobreviver. É o que cientistas chamam de coextinção. E essas perdas muitas vezes são silenciosas, envolvendo criaturas pequenas e comumente invisibilizadas, como alerta um estudo recém-publicado que analisou a relação altamente especializada entre moscas parasitas e seus morcegos hospedeiros no Brasil.

A pesquisa analisou o risco de coextinção entre 182 espécies de morcegos, das quais 66 apresentam relações com parasitas, e 106 espécies de moscas ectoparasitas – aquelas que ficam e se alimentam na superfície externa dos hospedeiros. Estas moscas só parasitam morcegos e são incapazes de sobreviver sem seus hospedeiros, frequentemente numa relação espécie-específica e ainda pouco conhecida, destacam os pesquisadores.

03/07/2026

CERRADO SELVAGEM | A Savana Mais Biodiversa do Mundo - Documentário


Fonte:    / @mundoferozoficial   - O Cerrado é a savana mais rica em biodiversidade do planeta, lar de onças, lobos-guará, tamanduás e centenas de espécies únicas. Neste documentário, descubra como a vida resiste entre secas, queimadas naturais e paisagens que escondem um dos ecossistemas mais importantes e ameaçados da Terra.
24/06/2026

Lista de fauna ameaçada tem 180 animais incluídos e 150 retirados, diz ICMBio

Quase 800 espécies ou subsespécies estão sob diferentes graus de perigo.

Fonte: Agência Brasil - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.
O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies..

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:
15/06/2026

Operação intensifica combate à pesca ilegal e apreende mais de 100 toneladas de pescado


Ação do Ibama e de órgãos parceiros busca proteger a migração reprodutiva da tainha e combater a pesca industrial ilegal nas regiões Sul e Sudeste

Fonte: Vitória Rosendo (Canal Rural) - Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 104 toneladas de pescado ilegal e aplicaram R$ 6 milhões em multas, no litoral do Rio Grande do Sul.

Esse foi o resultado das etapas 1 e 2 da Operação Mugil, que visa à proteção da tainha (Mugil liza) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. A ação, que envolve diversas instituições, teve início em maio e vai até julho. O foco da operação é o controle da pesca ilegal industrial.

A fiscalização começou no Rio Grande do Sul, especificamente na Lagoa dos Patos, em Rio Grande (RS), o maior criadouro da espécie nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde a tainha se desenvolve desde sua fase larval.

Inicialmente, as patrulhas ficaram concentradas na área de proibição de pesca de emalhe, no canal e na desembocadura do Estuário da Lagoa dos Patos, local estratégico por onde os cardumes de tainha passam para migração da população desovante. 

27/07/2020

Você sabe de onde vem a sua comida?


Greenpeace - O que a comida que chega à sua mesa tem a ver com a crise climática e a destruição de florestas e outros ecossistemas em todo o planeta? É o que a atriz Alice Braga vai te contar nessa série de três vídeos produzida em parceria com o Greenpeace.

O sistema de agricultura industrial parece organizado, mas a verdade é que ele está totalmente fora de controle, transformando todos os ingredientes básicos da nossa dieta em “commodities”, gerando lucros para alguns e prejuízo para todos nós.
15/10/2018

Planos de Bolsonaro para o meio ambiente deixam entidades em alerta

Candidato quer unir Ministério do Meio Ambiente ao da Agricultura e fala em acabar com o "ativismo ambiental".

RICARDO MORAES/REUTERS
Débora Melo - Extinguir o Ministério do Meio Ambiente e integrá-lo ao Ministério da Agricultura. Acabar com o "ativismo ambiental xiita" no País. Acabar com a "indústria de demarcação de terras indígenas". Tirar o Brasil do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.
Essas são algumas das ideias de Jair Bolsonaro (PSL) para o meio ambiente caso vença nas urnas no próximo dia 28 e seja eleito presidente do Brasil. Neste segundo turno, ele disputa com Fernando Haddad (PT) a preferência do eleitorado.
Em entrevista coletiva no último dia 11, Bolsonaro explicou que o objetivo de fundir os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente é acabar com a "briga" entre as duas frentes. "Quero deixar bem claro: o futuro ministro será indicado pelo setor produtivo. Não teremos mais briga nessa área."
02/07/2015

Biodiversidade ilhada sucumbe em lagos de hidrelétricas

Vandré Fonseca, O Eco - Pesquisadores calculam que pelo menos 70% das populações de animais selvagens que sobreviveram nas ilhas formadas pelo Lago da Hidrelétrica de Balbina estão condenadas à extinção. O número é resultado de um estudo liderado pela bióloga brasileira Maíra Benchimol, publicado nesta quarta-feira (01/07),na revista científica on-line PLOS ONE.
O estudo demonstra que os efeitos das barragens vão além das perdas provocadas diretamente pela inundação. "Estamos apenas começando a perceber a extensão impressionante de extinções em áreas de floresta que permanecem acima da água como ilhas de habitat", afirma Carlos Peres, professor da escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, Reino Unido, co-autores do artigo.
08/06/2015

Perda de Biodiversidade e Funcionamento dos Ecossistemas

A ciência conhece quase dois milhões de espécies, mas acredita-se que existam pelo menos 10 milhões (e talvez até 30 milhões) de espécies (May, 1990).

Department of Ecology and Environmental Science Umeå University Sweden
Nota. Esse artigo online é continuamente atualizado e revisado logo que resultados de novas pesquisas científicas tornam-se disponíveis. Portanto, apresenta as últimas informações sobre os tópicos abordados.

Dr. Micael Jonsson (PhD em Ecologia Animal) -  Será que deveríamos nos preocupar com a extinção das espécies? Até pouco tempo atrás, a diversidade da vida vem aumentando aos níveis mais elevados de que se tem conhecimento na história da Terra (Chapin et al., 2000). Contudo, a exploração da natureza pelo homem tem tido, e ainda tem, conseqüências prejudiciais para a biodiversidade do planeta. Segundo estimativas, cerca de 150 tipos únicos de organismos são extintos diariamente (Lamont, 1955). É bem verdade que muitas espécies de plantas e animais estão desaparecendo e continuarão a desaparecer em decorrência de atividades humanas no passado e no presente (Chapin et al., 1996), mas será que essa perda afeta o funcionamento dos ecossistemas e influenciam o bem-estar da humanidade?
04/02/2015

Inventário florestal identifica 37 tipos de plantas ameaçadas de extinção no Estado do Rio de Janeiro

Agência Brasil - O Inventário Florestal do Rio catalogou 37 espécies de plantas ameaçadas de extinção no Estado do Rio de Janeiro, entre árvores, arbustos e cactos. O resultado, ainda parcial, foi divulgado pela Superintendência de Biodiversidade e Florestas da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).
Iniciado em 2013, o inventário realizou seis mil coletas botânicas nas regiões Norte e Noroeste, dos Lagos e em parte da Serra fluminense. Foram investidos R$ 3 milhões no projeto, recursos de compensação ambiental da iniciativa privada.
30/06/2012

Morre o Solitário George: desaparece mais uma espécie em Galápagos

O Solitário George (Lonesome George) em foto de 2006, na Wikipedia
Ecodebate, José Eustáquio Diniz Alves - O Solitário George morreu no dia 24 de junho de 2012, dois dias depois do término da Rio + 20. Era o último indivíduo, macho, da subespécie “Chelonoidis nigra abingdoni” de tartarugas gigantes. Lonesome George (nome em inglês) foi descoberto na Ilha de Pinta, no arquipélago de Galápagos, em 1972. Ele era o “Último dos Moicanos”, ou seja, ele era o último exemplar da sua espécie.
O solitário George tornou-se parte de um programa de procriação no Parque Nacional de Galápagos. Durante 15 anos, ele viveu ao lado de uma tartaruga fêmea vinda de um vulcão próximo. Houve acasalamento, mas os ovos não eram férteis. Da mesma forma, ele compartilhou seu espaço com tartarugas fêmeas da Ilha de Espanhola, mas foi biologicamente incapaz de procriar e deixar descendentes.
27/03/2012

Quase extinta na década de 1980, a arara-azul, uma das aves símbolo do Brasil está de volta aos céus do Pantanal

Arara azul num oco de manduví, seu ninho preferido
Luciano Candisani 
(National Geografic Brasil) - Depois de 40 minutos de vôo, uma área mais elevada e seca finalmente surgiu abaixo do monomotor. Era fevereiro, o auge das chuvas no Pantanal. A planície aluvial estava praticamente submersa. Ao lado do piloto, com o rosto grudado na janelinha do avião, eu mantinha os olhos fixos nas árvores que começavam a ganhar forma conforme baixávamos em direção a uma pastagem retificada – a única pista de pouso possível ao longo de centenas de quilômetros de campos inundados.

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