Custo ambiental da inteligência artificial: pegada de carbono, água e terra
O rápido crescimento da IA impulsiona um enorme consumo de energia, água e terra, aumentando os desafios ambientais e de equidade em toda a sua infraestrutura global
Fonte: United Nations University (Ecodebate) - O relatório Environmental Cost of AI’s Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints (Custo Ambiental da Inteligência Artificial: Pegadas de Carbono, Água e Terra, do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde) da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH), em seu 30º aniversário, examina uma das consequências menos exploradas da rápida expansão da IA: as pegadas ambientais da energia necessária para alimentá-la.
À medida que a inteligência artificial se incorpora às economias, aos serviços públicos, à pesquisa, à comunicação e à vida cotidiana, ela depende de uma infraestrutura física crescente de centros de dados, chips avançados, sistemas de refrigeração, redes elétricas, recursos hídricos, terras e cadeias de suprimento de minerais críticos. O relatório mostra que a IA não é apenas uma tecnologia digital, mas também um sistema material com custos ambientais mensuráveis.
O relatório vai além de uma perspectiva focada apenas no carbono, quantificando as pegadas de carbono, água e terra associadas à eletricidade usada para treinar, implantar e operar sistemas de IA em larga escala. Sua principal conclusão é que os custos ambientais da IA dependem não apenas da quantidade de eletricidade consumida, mas também de onde essa eletricidade é gerada e quais fontes de energia a alimentam.
Desertos verdes e os conflitos ocultos da economia da celulose
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| Foto: Fabiana Piontekowski Ribeiro / EMBRAPA |
Presidente Lula assina ampliação e criação de Unidades de Conservação; são cerca de 100 mil hectares protegidos
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Ao todo, os decretos garantem a proteção ambiental de cerca de 100 mil hectares dos biomas Amazônia e Caatinga - Foto: Ricardo Stuckert/PR |
Manejo da Água: rio limpo e comunidade integrada
País desperdiça 36,4% da água disponível, diz Ministério do Meio Ambiente
De acordo com informações do ministério, esse desperdício se refere às perdas no próprio mecanismo de disponibilização de água para o abastecimento público, devido a encanamentos velhos, por exemplo. Essas perdas acontecem antes mesmo de a água chegar às casas das pessoas.
Água e Educação: nove vídeos para refletir
Participe da mobilização contra a lei que pode agravar crise da água em SP
A entidade está organizando um evento por meio das redes sociais no qual os participantes deverão levar um balde vazio para compor uma instalação coletiva que será montada junto ao Monumento às Bandeiras, em frente à Assembleia Legislativa.
Sobre os impactos ambientais do agronegócio
Com a evolução do agronegócio, as fazendas tornam-se mais especializadas separando as atividades de lavoura e criação do gado. Existe a intensificação do uso de agroquímicos, fertilizantes e água, sem os devidos cuidados com rochas, solos, água superficiais ou subterrâneas. Os agroquímicos contaminando as águas subterrâneas ou rios podem prejudicar a fauna silvestre e ameaçam a sua qualidade para o consumo humano.
Crise no sistema Cantareira deve fazer população repensar consumo de água
Sem mascarar a gravidade da crise, há nela uma grande oportunidade de mudar o formato de consumo de água, com o engajamento cidadão de todos a uma postura mais consciente.
Se cada um dos 8,8 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo, que são abastecidos pelo sistema Cantareira, reduzir em 20 minutos sua utilização diária de água, juntos adiaremos em um dia o esgotamento desse sistema. O cálculo, realizado pelo Instituto Akatu, foi feito para o cenário da vazão média do Cantareira em abril, de 23,9 mil litros por segundo.
Piscinões verdes contra as enchentes
Ecodebate, Álvaro Rodrigues dos Santos - As enchentes urbanas tem sua principal causa na incapacidade das cidades em reter suas águas de chuva, o que as faz, pela impermeabilização generalizada de sua superfície, lançar essas águas em enormes e crescentes volumes, e em tempos progressivamente reduzidos, sobre um sistema de drenagem que não mais lhes consegue dar a devida vazão. O excesso de córregos canalizados e o intenso assoreamento por sedimentos, lixo e entulho que atinge todo o sistema de drenagem urbana só fazem agravar o problema.
Não é por outro motivo que o Coeficiente de Escoamento Superficial – parâmetro que expõe a relação entre o volume das águas que escoam superficialmente sem infiltrar no terreno e o volume total de uma chuva – nas grandes cidades brasileiras está atingindo a escandalosa ordem de 80%. Ou seja, 80% do volume de uma chuva pesada escoa superficialmente comprometendo rapidamente seu sistema de drenagem. Inversamente, em uma floresta, ou um bosque florestado urbano, o CES fica em torno de 20%; ou seja, cerca de 80% do volume de uma chuva torrencial é retido pela floresta, alimentando em boa parte, por infiltração, o lençol freático.
Água boa (Protegendo mananciais)
Viver Sustentável : Água
Hoje, 770 milhões de pessoas não têm acesso à água. Até 2015, podem ser três bilhões
“Além do fato de que o mundo experimenta um crescimento explosivo na demanda por recursos hídricos, existe também o desperdício de água e a poluição, que ameaçam cada vez mais a integridade dos ecossistemas aquáticos e agrícolas, vitais para a vida e para o combate à fome.”
Fórum Mundial do Meio Ambiente propõe reflexão sobre hábitos de consumo
Terra Brasil - A chamada Carta de Foz do Iguaçu, que reuniu as conclusões gerais do fórum, destacou a necessidade de uma mudança radical nos padrões de consumo e produção, levando em conta a situação alarmante dos ecossistemas e dos recursos hídricos.
Outro ponto proposto foi a formulação e implementação de políticas públicas inovadoras por parte do Governo federal e dos entes regionais que garantam a proteção, distribuição eficaz e o acesso à água e saneamente para todo o país a curto prazo.
A sustentabilidade e o meio ambiente
Mais translúcido é a aplicação e racionalização que precisa ser compreendida, de não transformar a questão ambiental numa enorme simplificação como imaginar que uma árvore derrubada aqui pode ser substituída por uma árvore plantada lá. Esta simplificação é intolerável diante da compreensão da não linearidade com a qual a natureza demonstra adotar seus padrões.
As empresas e as pessoas não vão ficar discutindo conceitos existenciais e herméticos sobre desenvolvimento sustentável no seu cotidiano.
Nem só de APPs vivem os rios
Ecodebate, Osvaldo Ferreira Valente - Como profissional ligado à conservação e ao manejo de recursos naturais renováveis – sou engenheiro florestal -, acompanhei com muito interesse, e também com muita preocupação, as discussões sobre o novo Código Florestal. Como especialista em hidrologia e manejo de pequenas bacias hidrográficas (conservação de aquíferos e nascentes), fiquei e continuo preocupado com a sensação transmitida ao público de que, constituídas e garantidas as APPs, os nossos recursos hídricos estarão salvos.
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