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16/09/2026

Cientistas brasileiros transformam CO2 em combustível para navios, carros e caminhões

Projetos em desenvolvimento buscam estabelecer a produção industrial de metanol, gasolina e diesel renováveis
Metanol produzido no Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (SP) Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP
Fonte:  Domingos Zaparolli, da Revista Pesquisa FAPESP - O dióxido de carbono (CO₂) é o principal gás gerador do efeito estufa (GEE), fenômeno associado ao aquecimento global e às mudanças climáticas. Nos últimos anos, pesquisadores mostraram que o CO₂ pode ser capturado de processos industriais ou diretamente da atmosfera e usado como insumo de combustíveis renováveis. No mundo, soluções tecnológicas capazes de realizar esse processo já fazem a transição dos laboratórios de pesquisa para a produção em escala industrial. No Brasil, dois projetos têm o potencial de colocar o país entre os detentores de tecnologias capazes de usar o gás carbônico como insumo para o abastecimento de diferentes tipos de veículos.

Uma das iniciativas foi concebida no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) no âmbito do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), uma parceria entre a FAPESP e a empresa energética anglo-holandesa Shell. Seu objetivo é produzir uma versão sustentável do metanol (CH₃OH), conhecida como e-metanol, utilizando energia renovável no processo e CO₂ capturado de usinas de etanol. A meta é empregar o combustível na propulsão de navios, uma aposta do setor marítimo para a transição energética.

31/07/2026

A tecnologia que promete RESFRIAR o PLANETA... mas a que custo?


Fonte: Canal Ciência TodoDia - O nosso planeta vive uma das eras mais quentes já registradas, e nós somos os responsáveis por isso. No vídeo de hoje vamos ver como a geoengenharia pode nós ajudar a reduzir a temperatura do planeta, trazendo ideias novas e inovadoras mas também, o outro lado delas. Será que de fato essas ideias são palpáveis e valem a pena?
09/05/2017

Inpe vai usar computador de bordo para monitorar meio ambiente

Com baixo custo e alta confiabilidade, o equipamento foi construído por estudante da Universidade Federal do Ceará

Portal Brasil, com informações do MCTIC - Um computador de bordo desenvolvido na Universidade Federal do Ceará (UFC) será integrado a um projeto de coleta de dados ambientais por meio de cubesats do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Com baixo custo e alta confiabilidade, o equipamento, chamado Open OBC, é usado para controlar satélites de pequeno porte.
O uso de satélites para o monitoramento de dados do meio ambiente é uma necessidade que vem sendo suprida pelo Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA) desde 1993, quando entrou em órbita o primeiro equipamento projetado e construído no Brasil, o SDC-1.
O sistema tem sido usado em diversas áreas, principalmente no monitoramento de bacias hidrográficas, na previsão meteorológica e climática, nos estudos de correntes oceânicas e da química da atmosfera, nas análises dos níveis de poluição e no prognóstico e mitigação de desastres naturais.
05/05/2017

Índia quer vender apenas carros elétricos a partir de 2030

Dyogo Fagundes, Carplace UOL - Além da China, outra grande economia emergente promete revolucionar seu próprio mercado interno com apoio maciço à chegada dos elétricos. Trata-se da Índia, que anuncia nesta semana a ambiciosa meta de comercializar unicamente carros de propulsão elétrica a partir de 2030. O feito será alcançado com apoio do governo, por meio de subsídios, bem como com a ampliação da demanda por meio do “despertar” do consumidor para a tecnologia.
As palavras são de Piyush Goyal, ministro da Energia, que acredita na meta como algo razoavelmente alcançável. “Nós vamos introduzir veículos elétricos de uma maneira muito grande. Vamos fazer veículos elétricos autossuficientes … A idéia é que até 2030 nenhum único carro a gasolina ou diesel deva mais ser vendido no país “, disse.
25/05/2015

A energia que vem do lixo

Tecnologia italiana chega ao Brasil por meio da Unicamp e pode mudar o tratamento de resíduos industriais

Felipe Rousseaux de Campos Mello, Carta Capital - Hoje, 3% a 5% da matriz energética brasileira é gerada pela incineração do bagaço da cana de açúcar. A inciativa, positiva, poupa a energia gerada em hidrelétricas, por exemplo. A indústria, contudo, queima também resíduos como o enxofre e o cloro, emissores de grande quantidade de poluentes, como dioxinas e furanos, considerados cancerígenos.
Esse quadro pode começar a mudar com os frutos da parceria fechada entre o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e a empresa brasileira Innova- Energias Renováveis. O convênio com a Universidade Estadual de Campinas consiste na implementação de um laboratório de pesquisa, já em funcionamento no parque científico, para o aprimoramento e a adequação da tecnologia italiana à realidade brasileira.
25/11/2014

Tecnologia limpa converte água em combustível

Karen Carneti, INFO Online -Uma empresa de tecnologia limpas da Alemanha, chamada Sunfire GmbH, desenvolveu uma plataforma que converte H2O e CO2 (dióxido de carbono) em gasolina sintética, diesel e querosene - também conhecidos comohidrocarbonetos líquidos. A tecnologia utilizada é chamada pela empresa de "Power to Liquid".
A técnica é baseada no processo de Fischer-Tropsch juntamente a células eletrolisadoras de óxido sólido (SOECs, na sigla em inglês). Os SOECs são usados para converter energia elétrica - fornecida por fontes renováveis, como a eólica e solar - em vapor. O oxigênio, então, é removido deste vapor para produzir hidrogênio.
08/08/2013

Ernst & Young: tecnologias limpas empregam mais de meio milhão de pessoas

Consultoria afirma que as 424 companhias focadas no segmento apresentaram um crescimento em valor e tamanho em 2013, e já geram 512.504 postos de trabalho

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil - Muitos ainda duvidam do potencial das tecnologias de baixo carbono para estimular o crescimento econômico, mas o mais recente relatório da consultoria Ernst & Young (EY) deixa claro que o setor está expandindo mesmo com o cenário mundial repleto de obstáculos.
O “Cleantech industry performance 2013”(Desempenho da Indústria de Tecnologia Limpa 2013) analisou 424 companhias que se enquadram nos critérios da EY como sendo de tecnologia limpa; são empresas que possuem ações em bolsas e que têm pelo menos 50% do seu capital ligado às atividades de baixo carbono.
De acordo com o documento, o valor dessas empresas subiu 18% neste ano, chegando aos US$ 170 bilhões. Além disso, a quantidade de empregos gerados por elas também aumentou, alcançando a marca dos 512.504, 12% a mais do que em 2012.
26/03/2013

Televisores antigos são perigosos para o meio ambiente


Tecnologia de tela plana tornou a reciclagem de monitores e televisores obsoleta e dizimou a demanda pelo tubo de vidro reciclado

Ian Urbina, The New York Times - No ano passado, dois inspetores da agência de resíduos perigosos da Califórnia visitaram uma empresa de reciclagem de eletrônicos perto de Fresno, Nevada, para uma revisão de rotina quando se depararam com um armazém repleto com milhares de monitores e televisores velhos.
As caixas de papelão estavam empilhadas em fileiras de 2 metros de altura e 4 metros de profundidade. A camada de vidro quebrado no chão e o pó de chumbo no ar era tão espesso que os inspetores logo levantaram preocupações de segurança.

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