Valorização da floresta em pé
(ANÁLISE) O El Niño e a favela: por onde andam as políticas de adaptação? Ou quem se importa?
Ritmo do aumento do nível do mar dobrou desde 1960
Recentemente, uma equipe internacional de cientistas climáticos, no estudo “Improved closure of the global mean sea level budget from observational advances since 1960”, desvendou um mistério que perdurava há décadas, detalhando exatamente o que está impulsionando o aumento do nível do mar. Os dados são reveladores e inquietantes.
"Super El Niño" em 2026: chance de fenômeno extremo passa de 90% e acende alerta de especialistas
Fonte: O tempo por Luiz Otávio Barbosa.
A probabilidade de formação de um novo El Niño em 2026 já ultrapassa a marca de 90%, segundo estimativas da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O evento climático afetará as temperaturas e o regime de chuvas no Brasil, e possui 50% de chance de se configurar como forte ou muito forte, categoria popularmente classificada como "Super El Niño".
O fenômeno ocorre devido ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que altera profundamente a circulação atmosférica global. A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Anete Fernandes, esclarece que a definição da intensidade depende da evolução dessa anomalia. “Se eu tenho um aquecimento acima de dois ou três graus, já é considerado um evento forte. Se o aquecimento for ainda maior, ele pode ser mais intenso”, pontua.
Os efeitos reais levam de dois a três meses para serem percebidos na atmosfera e tendem a ser potencializados pelo cenário atual de aquecimento global. Em episódios recentes, como em 2023, o bloqueio de frentes frias provocado pelo fenômeno resultou em ondas de calor extremo mesmo durante o inverno. A associação com as mudanças climáticas acende o alerta para períodos quentes ainda mais intensos e duradouros.
Antártica bate os 20 graus Celsius e tem temperatura mais alta da história
Para se ter uma ideia, o número é tão absurdo que foi a temperatura máxima registrada na terça-feira (11), na capital paulista. Enquanto o verão se intensifica no continente gelado, aqui a influência de frente frias vem alterando a cara da estação mais quente do ano.
“Nós estamos vendo uma tendência de aquecimento em diversos locais que estão sendo monitorados, mas nunca vimos algo parecido com isso. Nós temos mudanças climáticas na atmosfera diretamente relacionadas com as transformações na permafrost e no oceano. Tudo que está acontecendo é muito bem interligado”, afirmou o pesquisador brasileiro Carlos Schaefer, da Universidade Federal de Viçosa ao The Guardian.
Ártico aquece em uma década o mesmo que o resto do planeta em 137 anos, mostra estudo
O último recorde havia sido registrado há uma semana atrás, quando os termômetros da Base Esperanza, controlada pelo Sistema Meteorológico Nacional, da Argentina, atingiram 18,3º C na região. A temperatura mais alta registrada desde os dois últimos recordes era de 17,5ºC. Estudos indicam que, desde que o clima começou a ser monitorado por lá, a temperatura média da Antártica cresceu 3 graus Celsius.
Recorde de degelo nos polos em julho de 2019
Os gráficos abaixo mostram os registros e as tendências do degelo no Ártico e na Antártica nos últimos 40 anos, de 1979 a 2019. Nota-se que o degelo no Ártico é muito mais rápido e apresenta uma redução de 7,3% por década, sendo que no mês de julho de 2019 foram computados 7,6 milhões de km2, bem abaixo da média de 9,5 milhões de km2 no período 1981-2010. Na Antártica, o mês de julho apresentou 15,3 milhões de km2, abaixo da média de 16 milhões de km2 do período 1981-2010
O degelo na Groenlândia também é dramático, como mostra o gráfico abaixo do National Snow and Ice Data Center, dos EUA. Após um inverno relativamente seco e primavera quente, a Groenlândia apresentou um grande episódio de derretimento de superfície no mês de julho, especialmente no dia 31/07/2019, com uma área máxima de fusão em 984.000 quilômetros quadrados. O derretimento foi detectado em toda a costa, exceto na ponta mais distante ao sul da camada de gelo, e se estendeu para o interior das regiões oeste central e centro-leste, quase até o cume. As áreas costeiras do leste e nordeste também se fundiram extensivamente.
Desaceleração de correntes oceânicas pode intensificar aquecimento global
Revista Galileu - Diversos estudos nos últimos anos mostraram uma diminuição da velocidade das correntes do Oceano Atlântico, o que rendeu até assunto para o cinema, em O Dia Depois de Amanhã, em que o colapso dessa corrente dá início a uma nova era do gelo no hemisfério norte. Uma nova pesquisa, no entanto, mostra que esse cenário está longe de se concretizar e o desaceleramento das correntes é normal, resultado de um ciclo que, estimam, dura várias décadas.
“Muitos se concentraram no fato de que está declinando muito rapidamente e que, se a tendência continuar, irá além de um ponto crítico, trazendo uma catástrofe como a era do gelo”, afirma um dos autores da pesquisa, Kit Tung, professor de Matemática Aplicada da Universidade de Washington. “Acontece que nada disso vai acontecer no futuro próximo. A resposta rápida pode, em vez disso, ser parte de um ciclo natural e há sinais de que o declínio já está terminando ”.
Geleira do ártico esconde ameaça para o meio ambiente
Sputnik - Um grupo de cientistas descobriu qual ameaça se esconde nas terras congeladas do Ártico: enormes reservas naturais de mercúrio, sendo este um metal pesado e tóxico que em certas condições pode se acumular em peixes e em outros animais, causando sérios problemas à saúde de humanos.
A pesquisa, publicada em 5 de fevereiro pela revista Geophysical Research Letters, informa existência de 32 milhões de galões de mercúrio no pergelissolo ártico, ou seja, na camada constituída por terra, gelo e rochas permanentemente congelada.
Esta quantidade é, segundo assinalam os especialistas, dez vezes maior do que todo o mercúrio liberado na atmosfera pela humanidade com a queimada de carbono e de outras fontes contamináveis nos últimos 30 anos.
Planeta Óleo (Documentário BBC)
Consequências da elevação do nível do mar no século XXI
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| Em Kiribati, no Oceano Pacífico, o governo prepara a inteira população para uma evacuação total. |
Aquecimento global e ondas mortais de calor
A figura ao lado mostra o número de dias por ano que excede o limiar de temperatura e umidade para além do qual as condições climáticas se tornam mortíferas no cenário RCP 8.5 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O artigo “Global risk of deadly heat”, publicado no periódico Nature Climate Change (19/06/2017) considera que as mudanças climáticas vão tornar mais frequentes as ondas de calor letais, no cenário de manutenção atual das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Atualmente, 30% dos habitantes da Terra passam por períodos de calor extremo em algum momento do ano, mas ao longo do corrente século, três quartos da população mundial enfrentarão ondas mortais de calor. Mesmo com o cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris, a população exposta ao calor mortal será de cerca de 50%.
Organização Meteorológica Mundial (OMM) registra recordes de calor em diferentes partes do mundo
A agência da ONU lembrou que, em Portugal, temperaturas na faixa dos 40 graus contribuíram para agravar a devastação provocada por incêndios florestais na região de Pedrógão Grande, a 150 quilômetros de Lisboa. Episódio deixou dezenas de mortos e feridos. Na vizinha Espanha, a primavera foi a mais quente em 50 anos. Na França, a OMM prevê que as tardes continuarão tendo temperaturas 10º C acima da média para essa época do ano.
Iceberg gigante se desprende de plataforma na Antártida
Agência ANSA - O gigante iceberg, que é maior que a área do Distrito Federal e pesa um trilhão de toneladas, separou-se do segmento Larsen C, a maior plataforma de gelo do norte do continente.
Pesquisadores e cientistas já acompanhavam a rachadura há anos, mas, em 2016, afirmaram que o ritmo da fissura tinha aumentado a patamares nunca vistos, avançando 18 km a cada duas semanas. Os especialistas acreditam que o bloco tenha se soltado entre os dias 10 e 12 de junho, de acordo com imagens de satélites. Adrian Luckman, professor da Universidade de Swansea e que monitora o "A68", afirmou que uma das possibilidades é que o iceberg se quebre em vários outros blocos menores.
Parte do gelo pode permanecer na área por décadas, enquanto outros pedaços do iceberg devem navegar em direção ao norte e derreter. Isso elevaria o nível do mar, além de ser um risco para navios e de cruzeiros que fazem rota para a América do Sul.
Aumento da temperatura global se aproxima de 1,5º Celsius
Dos 17 anos mais quentes já registrados, 16 estão no século XXI. E o pior é que os dois primeiros meses de 2017 indicam que a temperatura do ano vai continuar alta, provavelmente menor do que 2016, mas mais elevada do que a de 2014 e talvez 2015. Tanto as temperaturas de janeiro (0,89º C) e fevereiro (0,98º C) de 2017 foram as segundas mais altas da série histórica para os respectivos meses, desde 1880. Parece que o calor veio para ficar.
Estas medições são importantes, especialmente porque os acordos internacionais falam em limitar o aquecimento global, no melhor cenário, a 1,5º C em relação ao período pré-industrial, ou seja, em relação ao período anterior ao início da utilização generalizada dos combustíveis fósseis.
Para se ter uma linha base mais próxima do período pré-industrial, a maioria dos cientistas que estudam o aquecimento global compara as temperaturas de hoje com as do final do século XIX. Mas um novo estudo mostra que o aquecimento já tinha se iniciado em meados do século XIX e registra o quanto o mundo já está perto de romper as metas de aquecimento do Acordo de Paris.
Terra: Existe um Futuro? (Dublado)
Existe um futuro para o planeta Terra? Este especial trata do aquecimento global sob uma ótica realista, apontando, além de suas causas, os efeitos que vivenciaremos em um futuro próximo e providências práticas para que essa trajetória rumo ao colapso seja interrompida. O abuso de recursos naturais, como água e combustíveis fósseis, o desmatamento e o aquecimento global podem comprometer a sobrevivência na Terra. No programa, a computação gráfica constrói esses cenários futuros que resultariam dos séculos de crescimento desordenado. Por outro lado, o especial também mostra que ainda podemos reverter o curso em direção ao caos e as iniciativas que vêm sendo tomadas para que essas mudanças ocorram a tempo de nos livramos do colapso global. Projeções numéricas e relatos de especialistas planificam de maneira realista a relação entre o crescimento da população, da produção industrial e do consumo, com seus desdobramentos. Um mundo de catástrofes, pragas, escassez de água potável e desequilíbrio ambiental: essa é a realidade que espera por nós, caso não haja uma mudança de conduta drástica e imediata.
O ano de 2016 bateu o recorde de ano mais quente desde 1880
Ansa / ABr - O ano de 2016 bateu o recorde de ano mais quente desde 1880, quando foram feitos os primeiros registros históricos da temperatura, informaram nesta quarta-feira (18) cientistas na Nasa e da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês). As informações são da Agência ANSA.
Segundo a Noaa, a média da temperatura da superfície da Terra ficou em 0,94ºC acima da média registrada no século 20, de 13,9%. Desde o século 20 o recorde anual de temperatura global foi quebrado cinco vezes: 2005, 2010, 2014, 2015 e 2016. Este é o terceiro ano consecutivo em que o recorde é quebrado.
“Muito do calor recorde sentido no planeta pode ser atribuído ao aumento das temperaturas nos oceanos”, diz o documento se referindo aos efeitos do El Niño, fenômeno caracterizado pela elevada temperatura das águas do oceano Pacífico, sobretudo nos primeiros meses de 2016. Durante o ano passado, os meses de janeiro, março, abril, junho, julho e agosto, estão entre os 12 meses mais quentes em 137 anos. De acordo com a Nasa, “as temperaturas estão atingindo níveis que podem ameaçar nossa civilização”.
A grande cisão: sucesso humano versus fracasso ecológico
Países fizeram mais leis contra aquecimento global em 2012
Os maiores progressos ocorreram nas economias emergentes, afima o texto, citando o exemplo do México. Em 2012, o país votou uma “lei geral sobre as mudanças climáticas”, prevendo uma redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa até 2020, em relação às projeções estimadas para este período. Os mexicanos também criaram “estruturas institucionais” adaptadas para proteger o planeta, conforme a Globe International.
Preservação do meio ambiente começa em casa. População precisa fazer a sua parte
As geladeiras e os freezers antigos estão entre os principais vilões da atmosfera. Os equipamentos de refrigeração produzidos até 2001 contêm clorofluorcarbono (CFC), substância destruidora da camada de ozônio. Caso haja vazamentos do gás, esses aparelhos se tornam potenciais agressores da concentração do gás ozônio que filtra a radiação ultravioleta da Terra.
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