Levantamento mostra que áreas protegidas concentram 19,4 gigatoneladas de carbono; “Congresso pode se tornar maior fonte de emissões”, diz especialista
Fonte: Aldem Bourscheit, Observatório do Clima - Levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) feito a pedido do Observatório do Clima mostra que, no Brasil, as unidades de conservação terrestres, em todas as categorias, armazenam 19,4 gigatoneladas de carbono. Convertido para CO2, esse estoque equivale a 33 anos de emissões brasileiras de gases de efeito estufa no ritmo atual – 2,145 GtCO2e em 2024, o último dado disponível. Os recentes ataques do Congresso às áreas protegidas, no entanto, colocam esse estoque em risco.
“Os projetos em tramitação ameaçam um patrimônio ambiental de todos os brasileiros e o equilíbrio climático mundial”, diz Paulo Moutinho, pesquisador sênior do Ipam, em referência às propostas do Legislativo que visam reduzir, reclassificar ou extinguir unidades de conservação no Brasil. “Os parlamentares que apoiam esses projetos podem transformar o Congresso na principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do país”, reforça.













