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História: José Lutzenberger

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25/07/2026

Seca e colapso hídrico revelam a desigualdade da água no Brasil

A crise hídrica brasileira não decorre de uma causa isolada. Resulta da combinação entre mudanças climáticas, degradação ambiental, infraestrutura insuficiente, concentração dos usos e desigualdade social

Reinaldo Dias, Ecodebate - A atualização de junho de 2026 do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, mostrou que algum grau de seca atingia 45% do território brasileiro, percentual inferior aos 50% registrados em maio, embora o fenômeno permanecesse presente em todas as regiões. O Sudeste apresentava a maior proporção territorial afetada, com 76% de sua área sob algum grau de seca, enquanto, no Rio de Janeiro, a área atingida havia aumentado de 52% para 68% do estado. A oscilação mensal não indica o encerramento da crise. Mostra uma seca extensa, móvel e capaz de alcançar, em diferentes momentos, áreas amazônicas, zonas agrícolas, regiões metropolitanas e territórios antes considerados menos vulneráveis.

A expansão geográfica das estiagens modifica a compreensão tradicional do problema. A escassez já não pode ser atribuída apenas às condições naturais do semiárido, pois também resulta da alteração do regime de chuvas, do aumento das temperaturas, da supressão da vegetação, da degradação dos solos e da ocupação de mananciais. Enchentes intensas e secas prolongadas passam a ocorrer dentro de um mesmo sistema hídrico desorganizado, no qual a água escoa rapidamente durante as chuvas e deixa de ser armazenada nos solos, nas áreas úmidas e nos aquíferos.
10/08/2017

O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição

José Eustáquio Diniz Alves, Ecodebate - O mundo está passando por uma transição da matriz energética, com declínio relativo dos combustíveis fósseis e aumento das energias renováveis. O futuro será das energias renováveis ou não haverá futuro, pois o carvão, o gás e o petróleo são recursos finitos. A energia solar fotovoltaica tem sido o destaque da nova matriz energética e deve ser a fonte com maior crescimento nas próximas décadas.
Porém, nem tudo são luzes e brilhos. A lei da entropia vale para todas as atividades e para todos os tipos de energia. Há muitos insumos materiais na produção fotovoltaica e a utilização de “terras raras”, que são minerais não renováveis, caros e controlados por poucos países.
25/03/2015

A grande cisão: sucesso humano versus fracasso ecológico

“Enquanto o humanismo for feito por contraste com o objeto
abandonado à epistemologia, não compreenderemos
nem o humano, nem o não-humano”
Bruno Latour

José Eustáquio Diniz Alves, Ecodebate - O Homo Sapiens é uma espécie caçula na Terra, que surgiu há cerca de 200 mil anos na África, e um certo tempo depois se espalhou pelo mundo. Há 10.000 anos os seres humanos e seus animais representavam menos de um décimo de um por cento da biomassa dos vertebrados da terra e agora são 97 por cento (Patterson, 2014). O progresso humano ocorreu de forma lenta na maior parte da história, mas adquiriu uma dimensão exponencial nos últimos 200 anos, quando as atividades antrópicas se tornaram onipresentes.
A demografia fornece dados esclarecedores a partir das estatísticas vitais. Segundo Angus Maddison (2008), a esperança de vida ao nascer do mundo era de apenas 24 anos no ano 1000 da Era Cristã. Nos países ocidentais (Europa Ocidental e Estados Unidos) a esperança de vida passou para 36 anos em 1820, 46 anos em 1900 e 67 anos em 1950. No resto do mundo a esperança de vida ao nascer ainda estava em 24 anos em 1820, chegou a 26 anos em 1900 e a 44 anos em 1950.
16/11/2014

Nova transposição do rio Paraíba do Sul?


José Eustáquio Diniz, Ecodebate - A região metropolitana do Rio de Janeiro não conta com nenhum grande rio para abastecer os seus mais de 12 milhões de habitantes. Os diversos pequenos rios, como o Carioca, Maracanã, Acari, Méier, Trapicheiros e rio Comprido foram degradados, canalizados e transformados em esgoto. As promessas de despoluição da Baia da Guanabara parecem que não vão ser cumpridas nem mesmo para as Olimpíadas de 2016. A falta de água potável é uma realidade histórica na cidade e na região metropolitana. A crise hídrica tende a se agravar com a continuidade do desmatamento (inclusive da Amazônia) e os efeitos das mudanças climáticas.

Hoje em dia os cariocas dependem das águas do rio Guandu e da transposição das águas do rio Paraíba do Sul. Na usina hidrelétrica da Light, a jusante de Santa Cecília (no município de Barra do Piraí), é feita a transposição, quando o Paraíba do Sul cede mais de 60% de suas águas para o rio Guandu através das canalizações forçadas das usinas. O Sistema Light foi construído em 1952 e os rios Guandu, Ribeirão da Lages e a transposição do rio Paraíba do Sul abastecem 80% das necessidades da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
26/06/2013

Meio ambiente é desafio no século 21

Joelma Maria Lopes Rodrigues Ruano, Colégio Arbos - Diante de uma sociedade capitalista, são elevados os investimentos nos setores industrial e tecnológico pela busca desenfreada do desenvolvimento econômico, intensificando a crise ambiental no qual a natureza sofre com os impactos negativos. O meio ambiente é a mercadoria geradora de lucros, agravando os problemas socioambientais relacionados à sustentabilidade da escassez dos recursos hídricos, energia, poluição, biodiversidade, mudanças climáticas e crescimento populacional.
Atualmente, existe uma maior preocupação com os problemas ambientais, em que o governo e sociedade buscam infinitas soluções que possam ser colocados em prática através de novos modelos de gestão ambiental, implementação de políticas públicas simples, projetos e acordos, a fim de que todos possam ter acesso a estas novas propostas com foco no desenvolvimento sustentável, visando a mitigação e prevenção dos problemas ambientais.
07/02/2013

Dia Mundial das Zonas Úmidas pretende chamar a atenção para o manejo adequado de um recurso natural finito

Praia no Litoral Sul da Bahia: água salgada representa 97,5% do total global
Luciene de Assis, do MMA, Ecodebate -“As zonas úmidas e o manejo da água” é o tema do Dia Mundial das Zonas Úmidas, comemorado neste sábado (02/02). O assunto é prioritário para a Organização das Nações Unidas (ONU), pois envolve as poucas reservas de água potável existentes, já que, em todo o planeta, existe apenas 0,3% de água doce distribuída em rios e lagos. O problema é que 97.5% do total são água salgada, e a pouca água própria para o consumo humano disponível não está distribuída de maneira igual para as populações de todos os continentes.
Existem 42 tipos diferentes de zonas úmidas. Elas formadas por complexos ecossistemas, que englobam desde as áreas marinhas e costeiras até as continentais, as naturais e as artificiais, como lagos, manguezais, pântanos, charcos, rios e também áreas irrigadas para agricultura e reservatórios de hidrelétricas, entre outros. Tais áreas, permanentes ou temporárias, normalmente abrigam grande biodiversidade, tanto de plantas como de animais aquáticos. Por isso mesmo, é preciso demonstra que existe um vínculo necessário entre o manejo da água e o uso racional das zonas úmidas.

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