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19/10/2026

A micropolítica dos territórios urbanos: hortas e jardins comunitários como ações socioambientais

O contexto local, em especial o urbano, pode servir de laboratório para novas ações políticas transformadoras a partir de uma radicalização democrática da participação popular

Fonte: Vilson Vieira Junior, jornalista graduado em Comunicação Social e mestre em Ciências Sociais (UFES), Ecodebate -  Ao longo da experiência como repórter em um jornal da minha cidade, Serra (ES), tive a oportunidade de conhecer inúmeras ações, individuais e coletivas, conduzidas por famílias e lideranças populares, que fazem a diferença na vida das comunidades mais pobres. Dentre essas iniciativas, de longe as que mais me chamaram atenção foram as hortas e jardins comunitários. São espaços de uso comum, muitos deles recuperados de condições degradantes, voltados à produção alimentar orgânica e à melhoria da qualidade ambiental nos territórios urbanos.

Atualmente, ao focar meus estudos sobre política e ações coletivas a partir da perspectiva da justiça socioambiental e das mudanças climáticas, pude perceber que tais iniciativas se espalharam pelas grandes cidades brasileiras, unindo pessoas, fomentando a participação e resgatando saberes ancestrais. São exemplos práticos de agroecologia, permacultura, agricultura urbana.

12/07/2026

(ANÁLISE) O El Niño e a favela: por onde andam as políticas de adaptação? Ou quem se importa?

Homem atravessa a rua alagada em Canoas, um dos municípios mais atingidos pelas inundações no Rio Grande do Sul. Crédito: Bruno Santos/Folhapress
Enquanto alguns contabilizam perdas em safras e commodities, outros perdem casas, documentos, meios de trabalho e, muitas vezes, a própria vida

Fonte: Celso Sánchez · Alberto Calil Elias Junior ((o))eco - Em meados de junho de 2026, enquanto alguns canais de notícias alardeavam a chegada de um “Super El Niño” a cidade do Rio de Janeiro foi, mais uma vez, impactada pelo alto volume de chuvas. De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 16 de Junho foi registrado o terceiro maior índice pluviométrico da história na favela da Rocinha. “Das 12h de segunda às 15h de terça, os sensores da Prefeitura do Rio registraram 254,6 milímetros (mm) de chuva”.

No cotidiano das cidades, os impactos e a percepção de um evento como as chuvas intensas, se manifestam de diferentes formas e são atravessadas pelas distinções características de uma cidade desigual, nas dimensões de classe, gênero e raça. Para algumas pessoas, que em geral habitam as regiões mais abastadas das cidades, as preocupações estão relacionadas a possíveis atrasos, contratempos ou programações adaptadas para dias chuvosos, enquanto que para a maioria da população, chuvas intensas como a que caiu sobre a favela da Rocinha em junho, representam uma carga de preocupação e ansiedade quanto à segurança de seus entes queridos e de seus escassos bens materiais.
22/05/2026

Dia do Agro no Congresso ataca brutalmente a legislação ambiental

Deputados ruralistas avançam com projetos que facilitam
o desmatamento em todos os biomas e ampliam
riscos climáticos. Agora, cabe análise no Senado.
Andressa Santa Cruz (Greenpeace) - Em apenas duas sessões, entre os dias 19 e 20 de maio, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados aprovou, em ritmo acelerado e sem debate público, uma série de projetos que desmontam mecanismos de proteção ambiental.

Apelidada pelos próprios parlamentares de “Dia do Agro”, a ofensiva ficou marcada como um dos maiores ataques à legislação socioambiental dos últimos anos. Na prática, os projetos fragilizam o combate ao desmatamento, favorecem crimes ambientais e ameaçam os biomas brasileiros.

“Mais uma vez, se confirma o avanço de uma agenda antidemocrática no Congresso, especialmente nas pautas socioambientais, abrindo caminho para mais desmatamento, mineração e insegurança pública. As decisões são tomadas de forma centralizadora, sem diálogo com a sociedade e ignorando alertas técnicos sobre os impactos ambientais e climáticos”, afirma Gabriela Nepomuceno, Especialista em Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

A ofensiva faz parte de um novo “Pacote da Destruição”, conjunto de propostas apoiadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Depois da aprovação pelos deputados, os projetos serão analisados no Senado.
25/03/2015

A grande cisão: sucesso humano versus fracasso ecológico

“Enquanto o humanismo for feito por contraste com o objeto
abandonado à epistemologia, não compreenderemos
nem o humano, nem o não-humano”
Bruno Latour

José Eustáquio Diniz Alves, Ecodebate - O Homo Sapiens é uma espécie caçula na Terra, que surgiu há cerca de 200 mil anos na África, e um certo tempo depois se espalhou pelo mundo. Há 10.000 anos os seres humanos e seus animais representavam menos de um décimo de um por cento da biomassa dos vertebrados da terra e agora são 97 por cento (Patterson, 2014). O progresso humano ocorreu de forma lenta na maior parte da história, mas adquiriu uma dimensão exponencial nos últimos 200 anos, quando as atividades antrópicas se tornaram onipresentes.
A demografia fornece dados esclarecedores a partir das estatísticas vitais. Segundo Angus Maddison (2008), a esperança de vida ao nascer do mundo era de apenas 24 anos no ano 1000 da Era Cristã. Nos países ocidentais (Europa Ocidental e Estados Unidos) a esperança de vida passou para 36 anos em 1820, 46 anos em 1900 e 67 anos em 1950. No resto do mundo a esperança de vida ao nascer ainda estava em 24 anos em 1820, chegou a 26 anos em 1900 e a 44 anos em 1950.
26/06/2013

Auditoria ambiental: uma ferramenta de gestão para o SGA

Veja que utilizar as auditorias ambientais como ferramenta de gestão, é fundamental para implementar um sistema de gestão ambiental pautado na ISO 14001. E você funcionário pode com atitudes pro-ativas contribuir para o sucesso desse processo, sabia disso?
Marcos Paixão - Percebeu que na empresa quando se fala em auditoria, todo mundo fica ansioso, e com medo de ser auditado? É muito interessante, inicialmente, saber o valor das auditorias ambientais, que são ferramentas de gestão valiosas, que, se bem utilizadas, podem fazer da empresa que a utiliza um sucesso em produtividade, comportamento e responsabilidade socioambiental.
Importante frisar que, diante dos procedimentos rigorosos que são utilizados pelos auditores, se a empresa cumprir as conformidades necessárias, poderá atingir a melhoria contínua e até mesmo 100% de eficácia em seus sistemas de gestão.
04/10/2012

A contabilidade ambiental no Brasil e no mundo, artigo de Roberto Naime

Roberto Naime, EcoDebate - No Brasil, segundo a Lei nº 6.404, de 15/12/76 e Lei nº 11.638, de 27/12/07, as informações concebidas pela contabilidade, com a finalidade de prestar informações, de natureza fundamentalmente econômico-financeira, para os usuários externos da empresa são denominadas Demonstrações Contábeis ou Demonstrações Financeiras.
Ou seja no Brasil ainda não há uma previsão legal de como devem ser as demonstrações contábeis em termos ambientais.
Atualmente, as demonstrações financeiras não atendem às necessidades de informações dos usuários da contabilidade no campo social e ambiental. Para atender a essa necessidade, as empresas estão divulgando, voluntariamente, um relatório social chamado de “balanço social” ou “socioambiental”.

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