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01/06/2017

Trump diz adeus a Paris. UE e China querem salvar clima

País vai cessar já o cumprimento das ações não vinculativas do acordo. Obama critica decisão e acusa sucessor de "rejeitar o futuro"

REUTERS/KEVIN LAMARQUE - Donald Trump confirmou ontem a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas, tornando-o num dos três países, a par da Síria e Nicarágua, que ficam fora do entendimento e distanciando-se dos seus aliados. Mas não exclui voltar, em termos ditados por Washington.
"Os Estados Unidos vão sair do Acordo de Paris para o Clima mas iniciar negociações para reentrar ou no Acordo de Paris, ou um negócio inteiramente novo, em termos que sejam justos para os Estados Unidos, as suas empresas, os seus trabalhadores, o seu povo, os seus contribuintes", afirmou o presidente norte-americano, que lidera a segunda nação mais poluidora do mundo, a seguir à China. "Se conseguirmos, ótimo. Se não, tudo bem", acrescentou. Esta saída do acordo não será imediata: Trump terá de dar início a um longo processo de desvinculação que não ficará concluído antes de novembro de 2020, o mesmo mês em que deverá ir a votos para a sua reeleição.
12/05/2017

Incentivo de Trump à energia fóssil – Um passo atrás e em falso

André Ferretti, Ecodebate - Incentivo à produção de energia à base de carvão mineral e desestímulo à energia limpa são duas consequências imediatas do decreto assinado em 28 de março pelo presidente dos Estados Unidos. Outro efeito – perverso e, infelizmente, desconsiderado por Donald Trump – é o aumento da vulnerabilidade da própria sociedade norte-americana aos efeitos negativos da mudança climática. Nesse cenário, cabem preocupações sobre o quanto essas medidas afetarão em cadeia o esforço global de reduzir as emissões de gases de efeito estufa; por outro lado, abre-se espaço para que o Brasil e outros países consolidem-se como protagonistas de uma nova economia voltada à proteção ambiental e à baixa emissão de carbono.
O decreto de Trump desmonta o Plano de Energia Limpa dos EUA aprovado pelo seu antecessor em 2015, que criava incentivos para o avanço de fontes de energia não baseadas em combustíveis fósseis. Sob argumentos contestáveis de retomada de postos de trabalho, Trump deu um passo atrás e em falso ao tirar restrições do setor de carvão mineral, que é uma das fontes de energia mais poluentes.
29/03/2017

Trump revoga medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa dos EUA

Paola De Orte, Agência Brasil - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem (28) o decreto-executivo da Independência Energética, que revê medidas do governo do ex-presidente Barack Obama que tinham como objetivo diminuir as emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos para atender aos compromissos feitos no Acordo de Paris, de 2015. Segundo Trump, o decreto é necessário uma vez que a gestão Obama implementou regulamentações “caras que prejudicaram os empregos e a produção de energia nos Estados Unidos”. “Nós vamos colocar um fim à guerra contra o carvão”, disse o presidente norte-americano.

Em seu discurso, Trump fez referência ao Plano de Energia Limpa de Obama, que obrigou os estados a limitarem as emissões de carbono em suas usinas energéticas. Segundo a Casa Branca, o plano poderia custar aos americanos até U$ 39 bilhões por ano e aumentar em pelo menos 10% o preço da eletricidade em muitos estados. A medida já havia sido suspensa pela Suprema Corte norte-americana depois que estados entraram com ações na Justiça pedindo sua revogação.
21/01/2017

Trump tira página sobre mudanças climáticas do ar e cria plano de energia que valoriza o carvão

Tão logo Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, a página sobre mudanças climáticas no site da Casa Branca foi retirada do ar. Também foi divulgado um novo plano de energia que basicamente elimina o Plano de Ação Climática de Obama

Estadão Sustentabilidade - Assim que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, a página dedicada às mudanças climáticas que ficava hospedada no site da Casa Branca foi retirada do ar.

Ao entrar na página www.whitehouse.gov/energy/climate-change, que reunia informações sobre o problema e as políticas de Obama para lidar com o assunto, o internauta recebe a seguinte mensagem: “The requested page “/energy/climate-change” could not be found” – a página requisitada não pode ser encontrada.

Pior que isso, toda e qualquer menção à “climate change” (mudanças climáticas) ou “global warming” (aquecimento global) desapareceu do site. Buscas com as palavras resultam em nada encontrado.

O site Motherboard fez um print screen de como era a página nesta manhã.


E é assim que ficou logo que Trump fez o juramento de posse.

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