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História: José Lutzenberger

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29/06/2026

Custo ambiental da inteligência artificial: pegada de carbono, água e terra

O rápido crescimento da IA impulsiona um enorme consumo de energia, água e terra, aumentando os desafios ambientais e de equidade em toda a sua infraestrutura global

Fonte: United Nations University (Ecodebate) - O relatório Environmental Cost of AI’s Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints (Custo Ambiental da Inteligência Artificial: Pegadas de Carbono, Água e Terra, do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde) da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH), em seu 30º aniversário, examina uma das consequências menos exploradas da rápida expansão da IA: as pegadas ambientais da energia necessária para alimentá-la.

À medida que a inteligência artificial se incorpora às economias, aos serviços públicos, à pesquisa, à comunicação e à vida cotidiana, ela depende de uma infraestrutura física crescente de centros de dados, chips avançados, sistemas de refrigeração, redes elétricas, recursos hídricos, terras e cadeias de suprimento de minerais críticos. O relatório mostra que a IA não é apenas uma tecnologia digital, mas também um sistema material com custos ambientais mensuráveis.

O relatório vai além de uma perspectiva focada apenas no carbono, quantificando as pegadas de carbono, água e terra associadas à eletricidade usada para treinar, implantar e operar sistemas de IA em larga escala. Sua principal conclusão é que os custos ambientais da IA ​​dependem não apenas da quantidade de eletricidade consumida, mas também de onde essa eletricidade é gerada e quais fontes de energia a alimentam.

24/06/2026

Quando o território ensina, a gente escuta - uma visita a Cooperativa Fênix em Teresópolis

Equipe da Cooperativa Fênix Teresópolis, professora e alunos da IFRJ e

Fonte: Luiza Baratz (Produtora Cultural, pesquisadora e aluna de Gestão Ambiental IFRJ) - Sexta passada tive a alegria de estar junto à Cooperativa Fênix @fenix_cooperativa2024 , com a turma de Gestão Ambiental do IFRJ Teresópolis, na disciplina de Economia Solidária, Agroecologia e Turismo.

Mais do que uma visita, foi um encontro com pessoas, histórias e saberes que nos convidam a olhar de outra forma para algo que faz parte da vida de todos nós: os resíduos.

Fui recebida por mulheres Fênix que compartilharam suas trajetórias, desafios e aprendizados, mostrando que sustentabilidade não acontece apenas nos discursos, mas no cotidiano, nas relações e no trabalho coletivo.

Em uma das paredes da cooperativa encontrei uma frase que permaneceu comigo:

“Tenha fé onde for, porque até no lixão nasce flor.”

Lista de fauna ameaçada tem 180 animais incluídos e 150 retirados, diz ICMBio

Quase 800 espécies ou subsespécies estão sob diferentes graus de perigo.

Fonte: Agência Brasil - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.
O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies..

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:
21/06/2026

AMAZÔNIA SELVAGEM | Uma Jornada Pela Maior Biodiversidade do Mundo


Fonte:  / @mundoferozoficial  - Embarque em uma jornada imersiva pelo maior santuário de vida da Terra. 400 bilhões de árvores criando seu próprio clima, rios voadores invisíveis regulando o continente, comunicação subterrânea entre plantas, e medicina indígena salvando vidas modernas. Da inteligência oculta da floresta ao ponto de não retorno que ameaça o planeta, este documentário revela como o destino da Amazônia está diretamente ligado ao seu futuro. Descubra por que esta não é apenas uma floresta distante, mas um superorganismo do qual todos dependemos.


As ameaças que colocam as árvores gigantes da Amazônia em risco

O Angelim-Vermelho de quase 90 metros
Foto: Ifap/acervo
Centenárias e essenciais para a biodiversidade e o clima, as árvores gigantes da Amazônia estão entre os seres vivos mais valiosos e vulneráveis da floresta

Fonte: Greenpeace - As árvores gigantes da Amazônia sobreviveram por séculos a tempestades, secas, enchentes e transformações naturais da floresta. No entanto, hoje enfrentam ameaças causadas pela atividade humana que podem destruir, em poucos dias, indivíduos que levaram centenas de anos para atingir suas dimensões extraordinárias.

O avanço do desmatamento na Amazônia, da exploração madeireira e do garimpo ilegal coloca em risco algumas das árvores mais antigas e importantes da floresta. Espécies como o Angelim-vermelho, conhecidas por alcançar mais de 80 metros de altura, são especialmente visadas devido ao alto valor comercial de sua madeira. Em muitos casos, a derrubada de um único exemplar representa a perda de séculos de crescimento contínuo.

A pressão sobre essas árvores também aumenta à medida que novas áreas da floresta amazônica são abertas para atividades econômicas predatórias. Estradas, áreas de mineração e frentes de exploração madeireira avançam sobre regiões remotas onde muitas árvores gigantes ainda permanecem preservadas, fragmentando habitats e alterando o equilíbrio ecológico da floresta.
19/06/2026

CAATINGA: O Bioma Mais Surpreendente do Mundo


Fonte:    / @mundoferozoficial  - Descubra os segredos do bioma mais subestimado do Brasil. Sapos que hibernam por anos, plantas medicinais que curam animais, tatus engenheiros e a resiliência extrema de um ecossistema que dominou a arte da sobrevivência. Este documentário completo revela adaptações evolutivas fascinantes, lições para a ciência moderna e a ameaça real que coloca em risco 27 milhões de vidas.

17/06/2026

Desertos verdes e os conflitos ocultos da economia da celulose

Foto: Fabiana Piontekowski
Ribeiro / EMBRAPA
Quando a monocultura substitui ecossistemas complexos, reduz a variedade de habitats, altera a composição da fauna e da flora e compromete relações ecológicas

Fonte: Reinaldo Dias (Site Ecodebate) - Os chamados desertos verdes avançam sobre territórios rurais substituindo ecossistemas diversos, formas de produção de alimentos e paisagens socialmente ocupadas por extensas áreas homogêneas de eucalipto. Esse modelo concentra terras e decisões econômicas, pressiona recursos hídricos, reduz habitats, ameaça polinizadores, fragiliza a agricultura familiar e subordina municípios inteiros às necessidades de uma cadeia industrial voltada prioritariamente à exportação. Sob a aparência de uma cobertura vegetal contínua, instala-se uma organização territorial comandada por poucas grandes corporações, na qual a diversidade ecológica e produtiva cede espaço à uniformidade exigida pela produção de celulose. O eucalipto, isoladamente, não constitui o problema. Sua madeira possui múltiplas aplicações na fabricação de papel, móveis, materiais de construção e energia, além de poder reduzir, em determinadas condições, a exploração direta de florestas nativas. Os efeitos socioambientais graves surgem quando essa utilidade é incorporada a um modelo de monocultura em larga escala, espacialmente uniforme e concentrado, que destina extensas áreas às necessidades da indústria da celulose, reduzindo a diversidade de usos da terra e ampliando o controle de grandes empresas sobre o território.

O Vale da Celulose e a nova fronteira do eucalipto em Mato Grosso do Sul

A expansão acelerada das plantações industriais de eucalipto em Mato Grosso do Sul revela uma das contradições mais importantes do debate socioambiental contemporâneo, pois nem toda paisagem verde representa recuperação ecológica, assim como nem todo crescimento econômico territorialmente concentrado se traduz em desenvolvimento equilibrado para as populações locais. No leste do estado, a formação do chamado Vale da Celulose passou a simbolizar uma nova fronteira produtiva, marcada por investimentos bilionários, aumento das exportações, atração de grandes empresas e redefinição do uso da terra. A substituição de áreas de Cerrado, pastagens, pequenas propriedades, assentamentos rurais e mosaicos produtivos por extensas monoculturas de eucalipto recoloca, sob novas condições, uma questão conhecida em outras regiões brasileiras: uma plantação homogênea pode parecer floresta quando vista de longe, mas não reproduz a complexidade ecológica, hídrica e social de um território vivo.
15/06/2026

Operação intensifica combate à pesca ilegal e apreende mais de 100 toneladas de pescado


Ação do Ibama e de órgãos parceiros busca proteger a migração reprodutiva da tainha e combater a pesca industrial ilegal nas regiões Sul e Sudeste

Fonte: Vitória Rosendo (Canal Rural) - Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 104 toneladas de pescado ilegal e aplicaram R$ 6 milhões em multas, no litoral do Rio Grande do Sul.

Esse foi o resultado das etapas 1 e 2 da Operação Mugil, que visa à proteção da tainha (Mugil liza) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. A ação, que envolve diversas instituições, teve início em maio e vai até julho. O foco da operação é o controle da pesca ilegal industrial.

A fiscalização começou no Rio Grande do Sul, especificamente na Lagoa dos Patos, em Rio Grande (RS), o maior criadouro da espécie nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde a tainha se desenvolve desde sua fase larval.

Inicialmente, as patrulhas ficaram concentradas na área de proibição de pesca de emalhe, no canal e na desembocadura do Estuário da Lagoa dos Patos, local estratégico por onde os cardumes de tainha passam para migração da população desovante. 

12/06/2026

Nova lei enfraqueceu licenciamento ambiental e o transformou em exceção

Painel de votação do Senado na sessão
 do PL do Licenciamento Ambiental.
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

Apelidada de “mãe de todas as boiadas”, a lei criou amplas possibilidades de licenças autodeclaratórias e dispensas de licenciamento, e limitou atuação de órgãos de proteção

Fonte: ((O))Eco - Gabriel Tussini - O PL da Devastação, como ficou conhecido o que viria a se tornar a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (lei 15.190/25), é talvez o mais significativo de todo o Pacote da Destruição, expressão usada para designar o conjunto de projetos propostos (ou modificados) no Congresso durante o governo Bolsonaro com objetivo de enfraquecer a legislação ambiental. Apelidada ainda de “mãe de todas as boiadas”, a norma transformou o licenciamento em exceção, com amplas dispensas e licenciamentos autodeclaratórios.

Como detalhamos à época de sua tramitação no Senado, o projeto enfraquece a proteção a indígenas, quilombolas e unidades de conservação, cria possibilidades abrangentes de licenciamento sem vistoria prévia, de dispensas de licenciamento e de renovações automáticas para todos os tipos de licenças, enfraquece condicionantes ambientais e a participação popular por meio de audiências públicas, além de abrir possibilidade para que estados e municípios possam definir, sem coordenação nacional, listas de atividades que devem – e, principalmente, que não devem – passar por licenciamento ambiental.

Outro aspecto importante é a liberação de “serviços e obras direcionados à manutenção e ao melhoramento da infraestrutura em instalações preexistentes ou em faixas de domínio e de servidão, incluídas rodovias anteriormente pavimentadas e dragagens de manutenção” – trecho feito sob medida para a pavimentação da BR-319, entre Manaus e Porto Velho. A pavimentação, segundo especialistas, deve levar a uma “explosão do desmatamento” nos seus arredores, já pressionados pelo Arco do Desmatamento.

11/06/2026

Presidente Lula assina ampliação e criação de Unidades de Conservação; são cerca de 100 mil hectares protegidos

Ao todo, os decretos garantem a proteção
ambiental de cerca de 100 mil hectares
dos biomas Amazônia e Caatinga
- Foto: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: ICMBio - A nova unidade de conservação na Amazônia e a ampliação do parque na Caatinga fortalecem a proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e impulsionam oportunidades de desenvolvimento sustentável em cerca de 100 mil hectares

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta quarta-feira (10), uma série de decretos com ampliações e criações de novas Unidades de Conservação (UCs) federais, que ao todo garantem a proteção ambiental de cerca de 100 mil hectares dos biomas Amazônia e Caatinga.  
 
As assinaturas foram realizadas durante cerimônia que celebra a Semana do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto, e constituem instrumentos fundamentais para a proteção da biodiversidade brasileira.  
 
O presidente da república ressaltou a importância dos decretos assinados e elogiou a resiliência de ambientalista na defesa da proteção do meio ambiente. “O que estamos colhendo aqui é o resultado da teimosia de vocês. Os teimosos do Brasil. Aqueles que não se aquietam nunca, finalmente podem dizer que nós ganhamos as coisas pelas quais brigamos”, comentou Lula. 

A UC criada, sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é o Parque Nacional do Povos Indígenas de Tanaru, em Rondônia, já a UC ampliada é o Parque Nacional da Serra das Confusões, que ficam no Piauí. 
09/06/2026

Documentário | CLIMA DE RISCO


Fonte : TV Cultura (2025) - ONU - As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima. As atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.
08/06/2026

Semana do Meio Ambiente destaca avanços e desafios da gestão ambiental em Teresópolis

Recuperação da Cascata dos Amores, no bairro de mesmo nome, é considerada outra grande conquista da SMMA. Foto: Arquivo O Diário
Recuperação da Cascata dos Amores,
 no bairro de mesmo nome,
 é considerada outra grande
 conquista da SMMA.
Foto: Arquivo O Diário
Secretaria de Meio Ambiente faz balanço de um ano e meio de trabalho e promove distribuição gratuita de mudas nativas na Feirinha do Alto


Fonte: Luiz Bandeira (ODiário de Teresópolis) - A Semana do Meio Ambiente está sendo marcada por ações de conscientização e pelo balanço das iniciativas desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Teresópolis ao longo de um ano e meio de gestão. À frente da pasta, o secretário Leonardo Maia destacou conquistas importantes para a preservação ambiental do município, ao mesmo tempo em que reconheceu desafios históricos que ainda precisam ser enfrentados.
Segundo o secretário, diversas intervenções foram realizadas desde o início da atual administração, com foco na recuperação de áreas degradadas, na prevenção de enchentes e na ampliação dos espaços de educação ambiental e lazer para a população.

Outro destaque foi o programa de desassoreamento dos rios, considerado uma das ações mais relevantes da gestão. De acordo com Leonardo Maia, cinco frentes de limpeza atuaram simultaneamente em diversos pontos da cidade durante mais de um ano, contribuindo para reduzir os impactos das chuvas e minimizar os riscos de enchentes.

“Temos um saldo positivo de ações para o meio ambiente neste um ano e meio de trabalho. Foram intervenções importantes em diferentes áreas da cidade, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população e preservar nossos recursos naturais”, avaliou o secretário.

Por que as unidades de conservação são tão importantes e como são criadas?

A categoria de Reserva Extrativista (Resex)
é uma inovação brasileira enquanto categoria
de unidade de conservação federal -
Foto: Leonardo Milano
Criar uma unidade não é um processo simples. São anos de trabalho, ciência e participação social, a fim de garantir a manutenção da biodiversidade e qualidade de vida as presentes e futuras gerações

Fonte: ICMBio - No Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com referência no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), atua na criação e na gestão das unidades de conservação (UC) federais. O SNUC foi criado pela Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, e busca assegurar a proteção de amostras significativas e ecologicamente viáveis dos diferentes biomas, habitats e ecossistemas brasileiros, protegendo também espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção. 

Mas não é somente a natureza que é protegida. Preservar os modos de vida, a cultura e os territórios de populações tradicionais, com sustentabilidade a suas atividades, também são objetivos previstos no sistema, o que tornam o instrumento tão importante não apenas pelo prisma ambiental. 

A legislação do SNUC é robusta. Apresenta um modelo de governança democrática descentralizada, que vai dos conselhos das UCs até o seu órgão central, o Conselho Nacional do Meio Ambiente. 

Com a incorporação do processo de inclusão social e proteção de territórios tradicionais, inovou com a categoria de reservas extrativistas, que influenciou o estabelecimento da categoria VI da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), que reconhece e valoriza o manejo sustentável dos recursos naturais por povos e comunidades tradicionais, cujo modo de vida assegura a conservação da biodiversidade no longo prazo. 

04/06/2026

DENÚNCIA - Lavagem de ouro: Greenpeace Brasil denuncia fraudes em permissões de garimpo na Amazônia e revela esquema bilionário

Flagra de garimpo ilegal na zona de amortecimento
do Parque Nacional do Rio Novo, Pará. A área está
próxima a uma das localizações com PLG analisada
pelo relatório “Lavagem de ouro na Amazônia :
anatomiade uma fraude”.
Maio de 2026. Laís Modelli / Greenpeace
Relatório mostra como Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) são utilizadas para a comercialização de ouro extraído ilegalmente da Amazônia, impactando Terras Indígenas e áreas protegidas;
Análise cruzou dados históricos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) com imagens de satélite e de sobrevoos realizados pelo Greenpeace Brasil;

Fonte: Greenpeace - 1º de junho de 2026 – Um novo relatório do Greenpeace Brasil, publicado nesta segunda-feira (01), mostra como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) – instrumento que atesta a procedência do ouro – vem sendo utilizada para “lavar” o minério extraído ilegalmente na Amazônia, aproveitando-se de falhas graves na fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da dispensa de pesquisa mineral prévia. A organização alerta que tal sistema fraudulento vem permitindo, há anos, a expansão do garimpo ilegal na Amazônia, inclusive sobre Terras Indígenas e Unidades de Conservação. 

Além de descrever a dinâmica da “lavagem” por meio da PLG e os caminhos usados para que o ouro ilegal seja inserido no sistema financeiro global como um ativo “limpo”, o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”  também revela um esquema bilionário: entre 2018 e março de 2026, 98 PLGs com irregularidades permitiram a comercialização de 25,3 toneladas de ouro, que, em valores atualizados, renderiam R$ 18,4 bilhões (entenda abaixo).

“Estamos falando de um esquema de lavagem de ouro que, há décadas, utiliza um instrumento legal para inserir no mercado nacional e internacional o ouro extraído ilegalmente de Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia. Por isso, conferir total transparência para a Permissão de Lavra Garimpeira e cobrar uma fiscalização mais robusta da Agência Nacional de Mineração não é mais uma opção, mas uma necessidade”, afirma o coordenador da frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil, Danicley de Aguiar. 
01/06/2026

92% dos brasileiros demonstram preocupação com animais silvestres – e unidades do ICMBio mostram como a conservação acontece na prática

Fonte (ICMBio) - Enquanto a fauna silvestre mobiliza os brasileiros, especialistas alertam para a necessidade de ampliar o apoio concreto às políticas de conservação e proteção ambiental

Uma pesquisa recente do Instituto Vida Livre, em parceria com a Quaest, aponta aquilo que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) presencia diariamente em suas unidades de conservação (UCs) federais, centros de pesquisa e ações em campo: os brasileiros demonstram preocupação crescente com os animais silvestres e reconhecem a importância da conservação ambiental. De acordo com o estudo, para 92% dos brasileiros, preservar os animais silvestres é algo “muito importante” (83%) ou “importante” (9%). Além disso, 68% da população acredita que a proteção da fauna deve estar entre as prioridades do país. 

Mas existe uma pergunta inevitável por trás dessa sensibilização coletiva: o quanto esse apoio se transforma, de fato, em apoio efetivo à conservação da biodiversidade? 

Mais do que revelar empatia pela fauna, a pesquisa evidencia um desafio central para a conservação no país: transformar este sentimento em participação ativa. Isso envolve desde atitudes cotidianas e engajamento social até o fortalecimento das políticas públicas ambientais, das unidades de conservação e das ações de pesquisa, monitoramento e fiscalização. 

Nas unidades de conservação e centros de pesquisa do Instituto Chico Mendes, essa questão é prioritária aos trabalhos de quem atua para evitar o desaparecimento silencioso de espécies ameaçadas. 

“O resultado dessa pesquisa mostra que a sociedade brasileira compreende algo que a ciência vem alertando há décadas: não existe futuro possível com florestas vazias e espécies desaparecendo diante dos nossos olhos”, salienta Marcelo Marcelino, diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (DIBIO) do ICMBio. 

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