TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: O Maior Desafio da Humanidade
Crise climática influencia pautas e ações de movimentos sociais no Brasil
É nesse cenário que se trava a luta por justiça climática, a qual gera impactos nos movimentos sociais, redefinindo a organização coletiva e as estratégias de ação.
Sob diversas formas, ativistas unem forças, criam repertórios de ação e mobilizam uma miríade de iniciativas para enfrentar essa nova era imposta ao planeta pela exploração capitalista. É o que podemos chamar de ação política climática, que adquire faces distintas: seja como protesto, colaboração ou fiscalização – quando o alvo são as instituições públicas -, seja pela mobilização popular independente na busca por soluções. São ações calcadas na pluralidade de atores e diversidade de pautas que dialogam com as causas socioambientais.
Compostos associados ao câncer são detectados em resíduos de espumas, plásticos e artigos infantis
A descoberta acende um sinal amarelo para as políticas de sustentabilidade: se esses materiais forem reaproveitados sem análise química prévia, a reciclagem pode se transformar em um vetor involuntário de contaminação para novos produtos e para o meio ambiente.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICTS-Unesp), campus de Sorocaba, em parceria com a Universidade de Birmingham, no Reino Unido, e apontou a presença de ésteres organofosforados clorados em amostras de resíduos sólidos, materiais descartados que ainda podem ser usados por outras pessoas e indústrias.
Esse tipo de substância já foi usado na indústria como retardante de chamas e plastificante. Por causa da sua estabilidade térmica e baixo custo, era muito aplicado em produtos como espumas de poliuretano para móveis e colchões, carcaças plásticas de produtos eletrônicos, artigos infantis e espuma de isolamento para construção civil.
Amazônia perdeu 690 mil árvores por dia a mais com Bolsonaro do que com Lula
Eleições 2026: 91% dos brasileiros cobram propostas contra a crise climática
Decisões empresariais ampliam a crise do plástico
A prioridade de proibição deve recair sobre produtos desnecessários, embalagens excessivas e objetos descartáveis que podem ser substituídos por sistemas de reutilização
Fonte: Reinaldo Dias, Ecodebate - Em 6 de setembro de 2026, a quantidade de resíduos plásticos produzida no mundo desde o início do ano ultrapassou a capacidade dos sistemas existentes de administrá-la adequadamente. A data, denominada Plastic Overshoot Day (Dia da Sobrecarga do Plástico) pela organização Earth Action, marca o momento em que o volume de resíduos se torna maior do que a capacidade disponível para coletá-los, tratá-los e reciclá-los. Mesmo que toda a infraestrutura existente funcione dentro de seus limites, uma parcela desses materiais permanecerá sem destinação adequada e poderá ser queimada, abandonada em depósitos irregulares ou dispersa nos ambientes terrestres e aquáticos. Isso acontece porque a produção e o descarte de plásticos crescem mais rapidamente do que a capacidade criada para administrar seus resíduos.
A diferença entre o volume crescente de resíduos plásticos e a capacidade de administrá-los está no centro das negociações conduzidas pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) para a criação do Tratado Global contra a Poluição Plástica. O processo é realizado por um Comitê Intergovernamental de Negociação, formado por representantes dos países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU). A rodada ocorrida em Genebra, em agosto de 2025, terminou sem consenso, e a reunião realizada em fevereiro de 2026 não resolveu as principais divergências. De um lado, países e organizações defendem limites à produção de plástico novo, fabricado diretamente a partir de petróleo e gás, além do controle de substâncias químicas perigosas e da redução dos produtos descartáveis. De outro, governos ligados à produção de petróleo e setores da indústria petroquímica procuram concentrar o acordo no gerenciamento dos resíduos. A diferença determina se a comunidade internacional enfrentará a origem da crise ou continuará administrando suas consequências.
Brasil perde mais de R$ 100 bilhões do PIB por ano com crise do clima
Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia
Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923
Fonte: Duda Menegassi, ((o)eco - A genética acaba de trazer à tona uma nova espécie de felino – a primeira descoberta em mais de um século. Trata-se do “tilcayo”, um parente do gato-do-mato, que vive nas florestas da Bolívia. Ainda envolto em mistérios, o felino foi revelado graças à análises genômicas conduzidas por um time internacional de pesquisadores e batizado pela ciência de Leopardus tilcayo, ou simplesmente “tilcayo”, como já chamavam os locais.
O felino traz diferenças dos outros gatos-do-mato como a pelagem relativamente curta, as rosetas (ou “pintas) maiores, abertas e irregulares, e uma cauda com um padrão diferente de pelagem. Já aos olhos da genética, a diferença é ainda maior, com mais de um milhão de variações genômicas que distinguem o tilcayo dos demais gatos.
O animal vive nas florestas úmidas e montanhosas da Bolívia, ecorregião conhecida como Yungas, na encosta oriental da Cordilheira dos Andes, mas sua área de distribuição completa segue indefinida. A espécie permanece envolta ainda em perguntas básicas sobre ecologia, comportamento, dieta e reprodução.
Esse é o FUTURO da AGRICULTURA?
Mineradora ré por garimpo ilegal na Amazônia abasteceu indústria bélica dos EUA
White Solder, acusada de integrar esquema criminoso na TI Yanomami, forneceu estanho para empresas com contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos; Mineradora brasileira declarou compras de matéria-prima de áreas sem indícios de atividade minerária, aponta Greenpeace
Por Murilo Pajolla e Isabel Harari | Edição Poliana Dallabrida, Reporter Brasil
UMA MINERADORA ré por suspeita de integrar um esquema de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, já exportou estanho a empresas norte-americanas com contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O Pentágono classifica o metal como indispensável para a produção de componentes eletrônicos usados em seus equipamentos militares.
Apresentando-se como uma das maiores produtoras de estanho do mundo, a White Solder forneceu ao menos 525 toneladas para a americana Indium Corporation entre maio de 2023 e agosto de 2025, segundo registros alfandegários analisados pela reportagem.
A Indium fornece soldas para a Raytheon, fabricante de sistemas militares, como radares e mísseis de alta precisão, que mantém diversos diversos contratos com o governo norte-americano. Com mais de 100 anos de atuação, a Raytheon faturou US$ 88 bilhões em 2025.
Um desses contratos, assinado em 2020 por US$ 2,2 bilhões, prevê a produção de sete radares de defesa antimíssil destinados à Arábia Saudita até 2027. Em outro, firmado em 2024 e com validade até 2031, a Raytheon garantiu outros US$ 2,9 bilhões para fornecer aos Estados Unidos unidades do mais moderno radar de defesa aérea e antimíssil desenvolvido pela companhia.
A White Solder também forneceu o metal para a norte-americana Nathan Trotter, que se define como a maior fabricante de estanho e ligas de solda da América do Norte. Entre agosto de 2021 e agosto de 2025, a companhia recebeu ao menos 2,4 mil toneladas da produtora de estanho brasileira, apontam registros alfandegários.
Cidades esponja podem salvar nossas cidades das inundações
Diante do aumento de tempestades extremas, a filosofia de trabalhar em sintonia com a natureza propõe transformar o concreto urbano em áreas capazes de absorver a água da chuva.
Fonte: Ecodebate
Olhando para as ruas e lembrando das lições da natureza
Sempre que vemos tempestades intensas atingirem nossos centros urbanos, pensamos sobre a forma como construímos o espaço ao nosso redor. Há muito tempo sabemos que cidades tomadas pelo concreto costumam transformar o excesso de chuva em desastre hídrico.
Em vez de permitir o fluxo natural da água, trilhões de litros de precipitação caem sobre áreas urbanizadas apenas para serem rapidamente desviados por tubulações para rios e oceanos distantes. Ao mesmo tempo, as próprias metrópoles sofrem com a escassez, bombeando água de aquíferos que estão se esgotando rapidamente. Esse modelo tradicional de engenharia cinza apresenta limitações evidentes diante de tempestades cada vez mais frequentes e severas, provocadas pelo aquecimento global.
A origem da filosofia da cidade esponja
O arquiteto paisagista chinês Kongjian Yu desenvolveu a filosofia da cidade esponja após crescer na China rural, onde adquiriu profunda consciência sobre o movimento sazonal dos rios. A abordagem utiliza sistemas de drenagem natural para reduzir o risco de inundações, combater a escassez de água e amenizar o efeito das ilhas de calor urbanas.
Cientistas brasileiros transformam CO2 em combustível para navios, carros e caminhões

Uma das iniciativas foi concebida no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) no âmbito do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), uma parceria entre a FAPESP e a empresa energética anglo-holandesa Shell. Seu objetivo é produzir uma versão sustentável do metanol (CH₃OH), conhecida como e-metanol, utilizando energia renovável no processo e CO₂ capturado de usinas de etanol. A meta é empregar o combustível na propulsão de navios, uma aposta do setor marítimo para a transição energética.
Hortas comunitárias atuam como oásis contra os “desertos alimentares”
Temperatura máxima na estação seca já aumentou mais de 3 °C em área preservada da Amazônia
Fonte: Luciana Constantino | Agência FAPESP – Uma área de mais de 700 mil quilômetros quadrados no centro-norte da Amazônia – quase o tamanho do Chile – registrou um aumento de pelo menos 3,2 °C nas temperaturas extremas da estação seca desde 1981. Nesse território, a elevação foi de, no mínimo, 0,75 °C por década, revela pesquisa publicada nesta quinta-feira (10/09) na revista Communications Earth & Environment por um grupo de 53 cientistas internacionais, incluindo brasileiros.
O ritmo é superior ao aumento de 0,2 °C por década observado na temperatura média anual da floresta tropical. Os resultados mostram que o clima do bioma não está mudando de forma homogênea: enquanto o sul da Amazônia apresenta aquecimento médio acelerado, é no centro-norte, distante do arco do desmatamento, que as temperaturas extremas e o déficit hídrico avançam mais rapidamente.
Segundo o estudo, isso indica que o fenômeno não pode ser atribuído somente à perda florestal, principal vetor de emissão de gases de efeito estufa no Brasil, mas também à influência das mudanças climáticas globais. Nesse cenário, os cientistas destacam a preocupação com a expectativa de que o El Niño deste ano seja o mais intenso já registrado, podendo levar a Amazônia a sofrer novamente com temperaturas elevadas e secas extremas dois anos após a última grande estiagem, ocorrida em 2024.
Desertificação no Brasil e o aprofundamento das desigualdades sociais
O futuro do Pau-Brasil: como atua lobby que tenta legalizar espécie para a Europa (Disputa pelo pau brasil - parte 4) - Com a resposta na íntegra de Daniel Neves (ANAFIMA) em vermelho, no corpo do texto
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