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27/09/2026

Compostos associados ao câncer são detectados em resíduos de espumas, plásticos e artigos infantis

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima esclareceu que o uso de PBDEs (retardantes bromados) na fabricação de novos aparelhos eletroeletrônicos já é proibido. O risco atual está nos equipamentos antigos, como televisores e monitores de tubo fabricados antes de 2005. O Brasil tem permissão para reciclar esses materiais antigos até 2030 (imagem: Pixabay)
Estudo encontrou em locais de descarte materiais contendo substâncias tóxicas antigamente usadas como plastificantes e retardantes de chama. Sem triagem rigorosa, reciclagem pode se tornar vetor de contaminação, alertam cientistas

Thais Szegö | Agência FAPESP – Um perigo invisível à saúde pública pode estar acumulado nos locais de descarte e desmanche de resíduos sólidos espalhados pelo país. Estudo liderado por pesquisadores brasileiros constatou que espumas e plásticos descartados podem conter altos níveis de substâncias tóxicas usadas antigamente pela indústria como plastificantes e retardantes de chama.

A descoberta acende um sinal amarelo para as políticas de sustentabilidade: se esses materiais forem reaproveitados sem análise química prévia, a reciclagem pode se transformar em um vetor involuntário de contaminação para novos produtos e para o meio ambiente.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICTS-Unesp), campus de Sorocaba, em parceria com a Universidade de Birmingham, no Reino Unido, e apontou a presença de ésteres organofosforados clorados em amostras de resíduos sólidos, materiais descartados que ainda podem ser usados por outras pessoas e indústrias.

Esse tipo de substância já foi usado na indústria como retardante de chamas e plastificante. Por causa da sua estabilidade térmica e baixo custo, era muito aplicado em produtos como espumas de poliuretano para móveis e colchões, carcaças plásticas de produtos eletrônicos, artigos infantis e espuma de isolamento para construção civil.

26/09/2026

Amazônia perdeu 690 mil árvores por dia a mais com Bolsonaro do que com Lula

No 3º governo de Lula, a taxa de desmatamento na Amazônia voltou a cair acentuadamente, retomando a trajetória dos dois primeiros mandatos. Mantido o ritmo médio dos últimos anos, a meta de desmatamento zero seria atingida antes de 2028

Fonte: Carolina Dantas · Carolina Passos · Renata Hirota, ((o))eco, (publicado originalmente por InfoAmazonia)

O desmatamento na Amazônia voltou a cair no terceiro mandato de Lula (2023 a 2026), depois de quatro anos de alta durante o governo Jair Bolsonaro (2019 a 2022). Em média, a Amazônia perdeu 690 mil árvores a menos por dia sob Lula 3 do que durante o governo de Jair Bolsonaro.

Esse número é resultado de uma análise da InfoAmazonia com base nos dados do Prodes, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que gera a taxa oficial de desmatamento. Para chegar à estimativa, calculamos o número de árvores derrubadas nos dois governos a partir da área desmatada e multiplicamos pela média de 565 árvores por hectare de floresta na Bacia Amazônica, metodologia desenvolvida pelo PlenaMata, com base em estudo publicado por mais de 100 cientistas. Em seguida, dividimos o total de árvores estimado pelo número de dias de cada período para chegar à média diária.

Em área desmatada, os números contam a mesma história: nos dois primeiros governos Lula, a taxa caiu 62%; durante o governo Bolsonaro, subiu 54%; e, no terceiro mandato de Lula, já caiu 51%, em comparação a 2022.
25/09/2026

Eleições 2026: 91% dos brasileiros cobram propostas contra a crise climática

Socorro a vítimas de desabamento em São Paulo após recente temporal: pesquisa indica que 91% querem crise climática no programa dos candidatos (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil – 12/09/2026)
Pesquisa Ipsos encomendada pelo Observatório do Clima ouviu 1.800 brasileiros em todas as regiões do país sobre mudanças climáticas e meio ambiente

Fonte: #Colabora - A preocupação com a crise climática está entre as demandas dos brasileiros para as eleições de outubro. O tema integra a agenda que a população espera ver contemplada pelos candidatos, segundo a pesquisa “Clima e meio ambiente na percepção dos brasileiros”, realizada pela Ipsos a pedido do Observatório do Clima. O levantamento mostrou que 91% dos brasileiros consideram importante que os candidatos nas próximas eleições apresentem propostas para enfrentar as mudanças climáticas. Para 62%, essa é uma questão “muito importante”.

A pesquisa – divulgada nesta quinta-feira (17/09) ouviu 1.800 brasileiros com 18 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 17 e 20 de agosto. O questionário, aplicado online, foi composto por 32 perguntas sobre clima e meio ambiente e a presença desses temas na agenda pública e governamental, além de cuidados, atitudes e comportamentos relacionados a essas agendas. O levantamento também incluiu um bloco específico de perguntas sobre o metano.

O levantamento encomendado pelo Observatório do Clima – principal rede da sociedade civil brasileira com atuação na agenda climática, reunindo organizações socioambientais, institutos de pesquisa e movimentos sociais – teve o objetivo de investigar como os brasileiros enxergam as mudanças climáticas e o meio ambiente, o papel do poder público em relação a tais temas, além das prioridades e expectativas diante dos desafios futuros. Os resultados também trazem estratificações por direcionamento político dos respondentes.

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