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26/09/2026

Amazônia perdeu 690 mil árvores por dia a mais com Bolsonaro do que com Lula

No 3º governo de Lula, a taxa de desmatamento na Amazônia voltou a cair acentuadamente, retomando a trajetória dos dois primeiros mandatos. Mantido o ritmo médio dos últimos anos, a meta de desmatamento zero seria atingida antes de 2028

Fonte: Carolina Dantas · Carolina Passos · Renata Hirota, ((o))eco, (publicado originalmente por InfoAmazonia)

O desmatamento na Amazônia voltou a cair no terceiro mandato de Lula (2023 a 2026), depois de quatro anos de alta durante o governo Jair Bolsonaro (2019 a 2022). Em média, a Amazônia perdeu 690 mil árvores a menos por dia sob Lula 3 do que durante o governo de Jair Bolsonaro.

Esse número é resultado de uma análise da InfoAmazonia com base nos dados do Prodes, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que gera a taxa oficial de desmatamento. Para chegar à estimativa, calculamos o número de árvores derrubadas nos dois governos a partir da área desmatada e multiplicamos pela média de 565 árvores por hectare de floresta na Bacia Amazônica, metodologia desenvolvida pelo PlenaMata, com base em estudo publicado por mais de 100 cientistas. Em seguida, dividimos o total de árvores estimado pelo número de dias de cada período para chegar à média diária.

Em área desmatada, os números contam a mesma história: nos dois primeiros governos Lula, a taxa caiu 62%; durante o governo Bolsonaro, subiu 54%; e, no terceiro mandato de Lula, já caiu 51%, em comparação a 2022.
08/06/2026

Semana do Meio Ambiente destaca avanços e desafios da gestão ambiental em Teresópolis

Recuperação da Cascata dos Amores, no bairro de mesmo nome, é considerada outra grande conquista da SMMA. Foto: Arquivo O Diário
Recuperação da Cascata dos Amores,
 no bairro de mesmo nome,
 é considerada outra grande
 conquista da SMMA.
Foto: Arquivo O Diário
Secretaria de Meio Ambiente faz balanço de um ano e meio de trabalho e promove distribuição gratuita de mudas nativas na Feirinha do Alto


Fonte: Luiz Bandeira (ODiário de Teresópolis) - A Semana do Meio Ambiente está sendo marcada por ações de conscientização e pelo balanço das iniciativas desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Teresópolis ao longo de um ano e meio de gestão. À frente da pasta, o secretário Leonardo Maia destacou conquistas importantes para a preservação ambiental do município, ao mesmo tempo em que reconheceu desafios históricos que ainda precisam ser enfrentados.
Segundo o secretário, diversas intervenções foram realizadas desde o início da atual administração, com foco na recuperação de áreas degradadas, na prevenção de enchentes e na ampliação dos espaços de educação ambiental e lazer para a população.

Outro destaque foi o programa de desassoreamento dos rios, considerado uma das ações mais relevantes da gestão. De acordo com Leonardo Maia, cinco frentes de limpeza atuaram simultaneamente em diversos pontos da cidade durante mais de um ano, contribuindo para reduzir os impactos das chuvas e minimizar os riscos de enchentes.

“Temos um saldo positivo de ações para o meio ambiente neste um ano e meio de trabalho. Foram intervenções importantes em diferentes áreas da cidade, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população e preservar nossos recursos naturais”, avaliou o secretário.
24/07/2019

Cientistas questionam 'guru ambiental de Bolsonaro' que coloca Brasil como líder em preservação

MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
Mariana Schreiber, Da BBC News Brasil em Brasília - "Somos o país que mais preserva o meio ambiente". A frase, dita por Jair Bolsonaro durante o Fórum Econômico Mundial, em janeiro, na Suíça, é repetida com frequência pelo presidente brasileiro quando fala sobre questões ambientais e constantemente ecoa nas vozes de seus ministros e filhos.

Embora dados oficiais mostrem que o desmatamento na Amazônia tem crescido desde 2012 e se intensificou neste ano, o Palácio do Planalto questiona a veracidade dos números e insiste que o Brasil é "exemplo de preservação" e "tem muito a ensinar" a outros países.

A ideia de que o Brasil lidera na preservação ambiental já foi defendida pelos ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, usou o argumento ao apresentar em abril um projeto de lei para acabar com a "reserva legal", área que os produtores rurais são obrigados a preservar dentro de suas propriedades, segundo o Código Florestal.
26/08/2017

Mineradoras canadenses souberam de extinção de reserva na Amazônia 5 meses antes do anúncio oficial

Decisão do governo sobre a Renca foi
publicada no Diário Oficial sem alarde
Ricardo Senra, BBC Brasil em Washington - Publicada no Diário Oficial da última quinta-feira sem alarde, o decreto que determina a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), na Amazônia, surpreendeu muita gente e ganhou manchetes alarmadas no Brasil e nos principais jornais do mundo.
Não foi o que ocorreu com investidores e empresas de mineração canadenses. Em março, cinco meses antes do anúncio oficial do governo, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, anunciou a empresários do país que a área de preservação amazônica seria extinta, e que sua exploração seria leiloada entre empresas privadas.
O fim da Renca foi apresentado pelo governo Temer durante um evento aberto em Toronto, o Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC), junto a um pacote de medidas de reformulação do setor mineral brasileiro, que inclui a criação de Agência Nacional de Mineração e outras iniciativas para estimular o setor.
31/07/2017

Perda do Cerrado é 50% maior que a da Amazônia

Primeiros dados oficiais de monitoramento do desmatamento no bioma revelam que, em 2015, houve uma redução de 9.483 km2

Giovana Girardi, O Estado de S. Paulo - O Cerrado teve, em 2015, uma taxa de desmatamento 52% superior à detectada na Amazônia. O bioma de árvores baixas e retorcidas, onde nascem alguns dos principais rios do País, perdeu naquele ano 9.483 km2, ou seis vezes a área da cidade de São Paulo, contra 6.207 km2 na Amazônia no mesmo período.
O dado oficial do governo federal, que foi divulgado nesta semana no site do Ministério do Meio Ambiente sem alarde, é o primeiro do monitoramento do bioma que começou a ser feito no ano passado e que, assim como ocorre com a Amazônia, será anual. Ainda não há uma série histórica completa, mas o levantamento indica uma queda nos últimos anos, em especial em relação a 2009, quando a perda foi de 10.342 km2.
18/08/2014

Política ambiental deixada de lado

Nesta Eleição os candidatos precisam apresentar propostas voltadas para a proteção do meio ambiente e para o crescimento sustentável

João Celestino, Portal do Meio Ambiente - O tema “Meio Ambiente e Sustentabilidade” parece não fazer parte do debate eleitoral deste ano. Em que pese à importância do assunto que começa a despertar a atenção do planeta dado a gravidade de fatos e tragédias ambientais que ocorrem em todo o mundo, mais uma vez, infelizmente, o que estamos assistindo é apenas uma disputa local sem a devida consciência de nossa estatura e responsabilidade sobre estes temas.
28/08/2013

Governo incentiva recuperação de áreas degradadas


Incentivo valerá a partir dos programas e políticas ambientais já existentes
Sophia Gebrin, Ministério do Meio Ambiente - O governo federal apoiará a recuperação florestal em áreas desapropriadas pelo poder público e em áreas degradadas em posse de agricultores familiares assentados, quilombolas e indígenas. Segundo a Lei nº 12.854, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27/08), o incentivo valerá a partir dos programas e políticas ambientais já existentes, e as opções de reflorestamento devem representar alternativa econômica e de segurança alimentar e energética para o público beneficiado.
03/11/2012

Indignação contra Belo Monte


Indignação contra Belo Monte. 
e assine a petição, ajude assim a fazer com que o interesse do povo e não dos políticos seja respeitado. 
"Uma gota move o oceano!"

Os links abaixo acessam vídeos referentes a Belo Monte e formas de energia diversas.
24/09/2012

De 23 novas hidrelétricas planejadas na Amazônia, 7 serão erguidas em áreas intocadas

Mapa novas hidreletricas na amazônia. Fonte: Blogue SOS Rios do Brasil
Mapa novas hidreletricas na amazônia  

Blogue SOS Rios do Brasil -Usina no coração da floresta – O governo planeja instalar na Amazônia pelo menos 23 novas hidrelétricas, além das seis já em construção na região. Segundo levantamento do GLOBO, ao todo, essas 29 hidrelétricas vão gerar 38.292 MW, quase metade dos 78.909 MW produzidos pelas 201 usinas hidrelétricas em operação hoje no país. Sete delas, como as das bacias do Tapajós e do Jamanxim, serão feitas no coração da Amazônia, em áreas de floresta contínua praticamente intocadas. Outras estão em áreas remanescentes importantes de floresta amazônica, como o conjunto de sete hidrelétricas planejadas nos rios Aripuanã e Roosevelt, no Mosaico de Apuí, com impacto direto em 12 unidades de conservação de proteção integral e terras indígenas. A região, ao Sul do Amazonas, foi considerada de prioridade extremamente alta para conservação pelo Ministério do Meio Ambiente, em 2006. Matéria de Cleide Carvalho, em O Globo, socializada pelo ClippingMP.
20/08/2012

Livro mostra poder dos ruralistas no sistema político brasileiro

Em "Partido da Terra", jornalista traça radiografia da presença dos grandes produtores rurais no Legislativo e no Executivo
Gisele Brito, da Rede Brasil Atual - Será lançado hoje (20) em São Paulo o livro Partido da Terra - como os políticos conquistam o território brasileiro, do jornalista Alceu Castilho. Ao longo de mais de três anos, Castilho levantou dados das declarações de posse de quase 13 mil políticos brasileiros entregues em 2008 e 2010 à Justiça Eleitoral com foco específico nos chamados bens rurais, que compreendem terras, gado e empresas agropecuárias. A conclusão é que, mais que uma bancada, o Brasil possui um sistema político ruralista que vai muito além dos nomes fortemente identificados com essa tendência.
Ao todo, 1,16 milhão de hectares de terra estão nas mãos de senadores, deputados estaduais e federais ou prefeitos de praticamente todos os partidos com representação no congresso, com exceção do PSOL. O PSDB lidera a lista de prefeitos com mais bens agrários, 21,25% total de hectares, o correspondente a 247 mil hectares, segundo o levantamento feito por Castilho. Logo em seguida, vem o PMDB, PR, PT, com 5%, e DEM. Entre os parlamentares, lideram PMDB, DEM, PR, PDT e PSDB.
03/08/2012

Limite de emissão de CO² ainda causa impasse no novo regime automotivo

AE/PAULO PINTO
Para a montadoras, emissão máxima de 135 gramas por quilômetro rodado, que deverá constar no decreto de regulamentação, "é um padrão europeu"
Valor Online - O impasse entre o governo e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sobre as regras do novo regime automotivo continua mesmo após reunião nesta quinta-feira, que se concentrou em definir um limite máximo para emissão de gás carbônico.
“Discutimos muito pontos. Esse [o da emissão de gases] sem dúvida é o mais complexo”, afirmou o vice-presidente da Anfavea e diretor da Ford, Rogelio Golfarb, ao sair do encontro no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
04/07/2012

Falta lei para serviços ambientais no Brasil, diz estudo

Análise da FGV aponta que embora haja iniciativas estaduais para pagamento de serviços ambientais, não há um marco federal que dê segurança aos processos
O Estado de S.Paulo - O Brasil está relativamente bem servido de iniciativas estaduais de pagamento por serviços ambientais (PSA), mas carece de uma lei federal que dê segurança jurídica e padronização técnica a essas iniciativas. Essa é a mensagem de um estudo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), com um levantamento de todas as leis vigentes ou em processo de elaboração sobre PSA no Brasil.
26/06/2012

Apesar de conhecer como economizar água, brasileiro disperdiça valioso recurso natural

WWF Brasil - O brasileiro desperdiça água, afirma conhecer formas de economizar o recurso, mas não as coloca em prática. A pesquisa - que faz parte do “Programa Água para a Vida”, uma parceria entre o WWF-Brasil e o Grupo HSBC – mostra que 68% dos entrevistados em 26 estados do país reconhecem o desperdício como a principal causa para o problema de abastecimento de água no futuro.
Quase metade (48%) da população admite gastar água em suas casas com pouco controle. Há cinco anos, essa parcela representava 37%. Nos dois períodos, os entrevistados apontaram que diminuir o tempo de banho é a melhor forma de reduzir o consumo. No entanto, 30% informaram demorar mais de 10 minutos no banho em 2011, enquanto em 2006, 18% despendiam o mesmo tempo para a atividade. Estima-se que em um banho de 10 minutos sejam gastos 100 litros de água. Fechar a torneira ao escovar dentes, consertar vazamentos e não lavar calçadas com mangueira foram os outros meios destacados pelos quais o desperdício pode ser evitado.
22/06/2012

Alemães debatem sobre meios de proteção ambiental em Teresópolis

Comitiva esteve na prefeitura e ofereceu cooperação para ajudar o município

O Diário de Teresópolis, Marcus Wagner - Teresópolis recebeu nesta terça-feira a visita de representantes do governo e do parlamento da Alemanha, que vieram conhecer que tipo de trabalho é feito para a preservação do meio ambiente e também como está a recuperação das áreas atingidas pela tragédia.
A comitiva foi recebida pelo prefeito Arlei Rosa em seu gabinete, onde ocorreu uma conversa em que os alemães questionaram quais são as políticas adotadas para cuidar da população que vive em áreas de risco e o quais são as ações do poder público na área do Meio Ambiente.
20/06/2012

Pnuma lança projeto para estimular países a aumentar volume de compras públicas sustentáveis

Thais Leitão e Flávia Villela, Agencia Brasil - O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançou hoje (20), no Rio de Janeiro, uma iniciativa internacional para estimular os países a aumentar e diversificar o volume de compras públicas sustentáveis. Entre as ações previstas está a disponibilização de material produzido pelo Pnuma para capacitar gestores locais. Será criada uma rede de troca de experiências, incluindo práticas bem sucedidas, erros e dificuldades encontradas pelas nações no processo.
De acordo com a diretora de Produção e Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Ana Maria Vieira Neto, trata-se de uma ferramenta capaz de promover transformações concretas nos mercados e apoiar setores estratégicos da economia, como as micro e pequenas empresas, responsáveis por 60% dos postos de emprego brasileiros.

Secretário da ONU diz que esperava documento mais ambicioso

Ban: "são os líderes mundiais que podem decidir, eles que têm vontade política e precisam ir além dos interesses nacionais e de grupos específicos"
Thais Leitão e Flávia Villela, Agência Brasil - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse hoje (20) que esperava que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, tivesse um rascunho de documento final mais ambicioso. Ele acredita, no entanto, que ainda é possível que os chefes de Estado e de Governo que participam do evento, no Rio de Janeiro, “desempenhem seu papel de cidadãos globais e analisem as questões de maneira mais integrada e abrangente”.

“As negociações foram muito difíceis e lentas devido às ideias conflitantes, aos anseios e interesses próprios de cada país. Mas esse não é um fim, é apenas o início de muitos processos que estão por vir. São os líderes mundiais que podem decidir, eles que têm vontade política e precisam ir além dos interesses nacionais e de grupos específicos”, afirmou, durante entrevista coletiva, no Riocentro, zona oeste do Rio de Janeiro.
16/06/2012

Para especialistas, Brasil perde chance de estimular sustentabilidade

Reuters - O Brasil assume a responsabilidade de ser o anfitrião de uma conferência internacional sobre sustentabilidade em meio à crise econômica global, mas perde a chance de assumir a dianteira ao emitir sinais fracos de estar realmente caminhando em direção de uma "economia verde".
Nas vésperas da Rio+20, cujas discussões devem ser ofuscadas pela atual crise financeira, a presidente Dilma Rousseff adotou discurso de conciliar crescimento econômico com preservação do meio ambiente, sob a tríade "crescer, incluir e preservar".
Mas, até agora, as ações do governo têm sido mais intensas para alcançar os dois primeiros objetivos, com medidas tímidas para se chegar ao terceiro.
O governo lançou uma série de medidas para impulsionar o consumo, entre elas redução nos juros e impostos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de alguns veículos, para socorrer a indústria automotiva.
01/06/2012

Tramitação da MP do Código Florestal preocupa governo

Setores do governo temem que as eleições municipais podem atrapalhar a votação do Código
Exame.com - O governo está preocupado com o fato de as eleições municipais poderem atrapalhar a votação do Código Florestal. Segundo o senador Walter Pinheiro (PT-BA), o rito da tramitação da Medida Provisória, editada para preencher a lacuna dos vetos aplicados ao texto aprovado pelo Congresso, foi o principal tema da reunião desta quinta, no Planalto, entre os líderes do governo e da base aliada, com os quatro ministros que participaram da negociação do Código Florestal. Pinheiro lembrou que há uma fila de MPs para serem votadas na frente desta e que, certamente, muitas emendas serão apresentadas ao texto, o que atrasará a sua apreciação.
27/04/2012

Código Florestal, reflexão: Reféns dos ‘acordos’ no Congresso?

A nova "cara" do Brasil segundo  os "representantes" do povo...
A nova "cara" do Brasil segundo
os "representantes" do povo...
Montserrat Martins, Ecodebate - “Há no Congresso uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”. Essa frase (dita em 1993 por quem havia sido deputado federal e dez anos depois se tornou Presidente) inspirou os Paralamas do Sucesso a criar a música “300 Picaretas”, em 1995, que veio a ser censurada por iniciativa dos congressistas da época.
Lembrei dela esse mês quando ouvi do Presidente da Câmara, Marco Maia, uma inconfidência pública sobre um estranho acordo, “vamos colocar em votação o Código Florestal porque foi o que combinamos para aprovar a Lei Geral da Copa”.
Assuntos nada a ver entre si, condicionados assim, são uma chantagem explícita de obstruir votações caso alguns interesses não sejam atendidos. Vamos abstrair o mérito da votação florestal, por um instante vamos supor hipoteticamente que os cientistas estejam errados nas suas previsões e a bancada ruralista esteja certa no que postula. Independente do mérito da questão, continua sendo uma chantagem dessa bancada, condicionar outras votações a essa. Quem perderia se a Lei da Copa fosse obstruída ? O governo, correndo o risco de se “desmoralizar” com o cancelamento de uma Copa do Mundo, sem precedentes ? Mas os deputados dessa mesma base não tem negócios múltiplos, que também vão obter vantagens com a Copa no Brasil ?
26/04/2012

Código Florestal foi votado, mas batalha continua

Reuters - Maria Carolina Marcello com informações de Ana Flor - A aprovação do Código Florestal, que vai agora a sanção presidencial, ainda não pôs fim à batalha sobre a regulamentação na área ambiental. A presidente Dilma Rousseff poderá vetar trechos que discordar e lançar mão de medidas provisórias, e há ainda projetos de parlamentares que retomam a polêmica sobre áreas de preservação.
Há "praticamente certeza" de um veto da presidente Dilma Rousseff, na avaliação de fontes do governo familiarizadas com as negociações do código. A própria presidente afirmou, logo após a primeira votação da matéria na Câmara em maio de 2011, que vetaria pontos que considerasse prejudiciais.

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