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28/09/2026

Crise climática influencia pautas e ações de movimentos sociais no Brasil

Sob diversas formas, ativistas unem forças, criam repertórios de ação e mobilizam uma miríade de iniciativas para enfrentar essa nova era imposta ao planeta pela exploração capitalista

Fonte: Vilson Vieira Junior, jornalista e Mestre em Ciências Sociais, Ecodebate - A sociedade civil se vê diante de uma realidade desafiadora, como poucas na história: a emergência climática. Com eventos naturais devastadores a castigar territórios marcados por desigualdades sociais e danos ambientais, a mobilização popular eclode como resposta aos imperativos do clima.

É nesse cenário que se trava a luta por justiça climática, a qual gera impactos nos movimentos sociais, redefinindo a organização coletiva e as estratégias de ação.

Sob diversas formas, ativistas unem forças, criam repertórios de ação e mobilizam uma miríade de iniciativas para enfrentar essa nova era imposta ao planeta pela exploração capitalista. É o que podemos chamar de ação política climática, que adquire faces distintas: seja como protesto, colaboração ou fiscalização – quando o alvo são as instituições públicas -, seja pela mobilização popular independente na busca por soluções. São ações calcadas na pluralidade de atores e diversidade de pautas que dialogam com as causas socioambientais.

26/09/2026

Amazônia perdeu 690 mil árvores por dia a mais com Bolsonaro do que com Lula

No 3º governo de Lula, a taxa de desmatamento na Amazônia voltou a cair acentuadamente, retomando a trajetória dos dois primeiros mandatos. Mantido o ritmo médio dos últimos anos, a meta de desmatamento zero seria atingida antes de 2028

Fonte: Carolina Dantas · Carolina Passos · Renata Hirota, ((o))eco, (publicado originalmente por InfoAmazonia)

O desmatamento na Amazônia voltou a cair no terceiro mandato de Lula (2023 a 2026), depois de quatro anos de alta durante o governo Jair Bolsonaro (2019 a 2022). Em média, a Amazônia perdeu 690 mil árvores a menos por dia sob Lula 3 do que durante o governo de Jair Bolsonaro.

Esse número é resultado de uma análise da InfoAmazonia com base nos dados do Prodes, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que gera a taxa oficial de desmatamento. Para chegar à estimativa, calculamos o número de árvores derrubadas nos dois governos a partir da área desmatada e multiplicamos pela média de 565 árvores por hectare de floresta na Bacia Amazônica, metodologia desenvolvida pelo PlenaMata, com base em estudo publicado por mais de 100 cientistas. Em seguida, dividimos o total de árvores estimado pelo número de dias de cada período para chegar à média diária.

Em área desmatada, os números contam a mesma história: nos dois primeiros governos Lula, a taxa caiu 62%; durante o governo Bolsonaro, subiu 54%; e, no terceiro mandato de Lula, já caiu 51%, em comparação a 2022.
20/09/2026

Esse é o FUTURO da AGRICULTURA?


Fonte: @cienciatododia - A agricultura regenerativa parece promissora. Ela é um conjunto de práticas que busca manter a saúde do solo para que as nossas colheitas continuem sempre rendendo bons frutos. A ideia é especialmente importante levando em conta que precisamos cultivar plantações para sustentar bilhões de pessoas ao mesmo tempo em que precisamos nos preocupar com impactos ambientais.

15/09/2026

Temperatura máxima na estação seca já aumentou mais de 3 °C em área preservada da Amazônia

Temperaturas máximas no período mais seco aumentaram pelo menos 0,75°C por década no centro-norte da Amazônia; taxas foram calculadas por área, com  resolução espacial de 11 km (imagem: Liana Anderson/Inpe)
Fonte: Luciana Constantino | Agência FAPESP – Uma área de mais de 700 mil quilômetros quadrados no centro-norte da Amazônia – quase o tamanho do Chile – registrou um aumento de pelo menos 3,2 °C nas temperaturas extremas da estação seca desde 1981. Nesse território, a elevação foi de, no mínimo, 0,75 °C por década, revela pesquisa publicada nesta quinta-feira (10/09) na revista Communications Earth & Environment por um grupo de 53 cientistas internacionais, incluindo brasileiros.

O ritmo é superior ao aumento de 0,2 °C por década observado na temperatura média anual da floresta tropical. Os resultados mostram que o clima do bioma não está mudando de forma homogênea: enquanto o sul da Amazônia apresenta aquecimento médio acelerado, é no centro-norte, distante do arco do desmatamento, que as temperaturas extremas e o déficit hídrico avançam mais rapidamente.

Segundo o estudo, isso indica que o fenômeno não pode ser atribuído somente à perda florestal, principal vetor de emissão de gases de efeito estufa no Brasil, mas também à influência das mudanças climáticas globais. Nesse cenário, os cientistas destacam a preocupação com a expectativa de que o El Niño deste ano seja o mais intenso já registrado, podendo levar a Amazônia a sofrer novamente com temperaturas elevadas e secas extremas dois anos após a última grande estiagem, ocorrida em 2024.

21/08/2026

O custo farmacêutico da perda da biodiversidade

Substâncias extraídas da natureza, seus derivados e moléculas inspiradas em estruturas naturais permanecem entre as principais fontes da inovação farmacêutica

Fonte: Ecodebate, Reinaldo Dias - A destruição das florestas tropicais costuma ser medida pela extensão das áreas derrubadas, pelo volume de carbono lançado na atmosfera e pelo número de espécies ameaçadas. Esses indicadores mostram a gravidade da crise, mas não revelam todas as perdas envolvidas. Em plantas, fungos, microrganismos e animais encontram-se substâncias e informações genéticas que alimentam pesquisas médicas e podem dar origem a novos tratamentos. Quando uma floresta desaparece antes que sua diversidade seja estudada, parte desse patrimônio também desaparece, muitas vezes sem que a ciência chegue a saber o que foi perdido.

Uma análise divulgada pela organização internacional Zero Carbon Analytics, em julho de 2026, deu dimensão econômica a esse risco. As florestas tropicais podem guardar até US$ 1,2 trilhão em medicamentos ainda não descobertos. O valor se refere apenas ao potencial farmacêutico das plantas com flores presentes nesses ecossistemas. Não inclui a diversidade de fungos, microrganismos e animais terrestres, nem os recursos encontrados nos oceanos e nos ambientes de água doce. Mesmo restrito a uma parte da biodiversidade conhecida, o cálculo expõe o custo de destruir ecossistemas que continuam amplamente inexplorados pela ciência.

A perda da biodiversidade deixa, assim, de ser apresentada apenas como uma tragédia ambiental distante da vida cotidiana. Ela atinge a capacidade da medicina de responder a doenças, produzir antibióticos, aperfeiçoar tratamentos contra o câncer e enfrentar novos desafios sanitários. A floresta derrubada pode conter uma espécie que jamais será catalogada, uma molécula que não chegará ao laboratório ou um princípio ativo que poderia aliviar o sofrimento de milhões de pessoas. O dano não se resume ao presente. Ele elimina possibilidades que fariam parte do futuro da saúde humana.

19/08/2026

Por que os ALIMENTOS estão ficando MENOS nutritivos?


Fonte: Ciência todo dia - Você já ouviu o ditado de que se colocava um parafuso na panela de feijão? No vídeo de hoje nós vamos falar os tipos de alimentos do passado com os de hoje em dia, e comparar a quantidade de nutrientes… e spoiler, porque os alimentos estão menos nutritivos.
17/08/2026

Um dos peixes mais consumidos na Amazônia entra na lista de espécies ameaçadas, diz ICMBio

A diminuição dos exemplares de tambaqui nos leitos aquáticos compromete diretamente o sustento das famílias que dependem da atividade pesqueira.

Fonte: Portal 18 horas e ICMBio - A recente publicação da atualização da lista nacional de fauna ameaçada trouxe um alerta importante para a bacia hidrográfica regional. A inclusão do tambaqui na categoria de vulnerável evidencia os desafios urgentes enfrentados pelo ICMBio na proteção aquática.

Por que o tambaqui entrou na lista de espécies vulneráveis?

A alteração no grau de conservação reflete o declínio acentuado das populações naturais provocado pela exploração continuada. A espécie Colossoma macropomum sofre com o aumento do esforço pesqueiro e a degradação constante dos ambientes fluviais da Amazônia.

As transformações no ecossistema afetam diretamente a reprodução e o desenvolvimento dos espécimes em seus habitats naturais. O acompanhamento do Ministério do Meio Ambiente visa mapear esses riscos de extinção para estabelecer diretrizes de proteção bastante estratégicas.
08/08/2026

A crise climática explicada em sete gráficos

É provável que você já saiba que o clima está mudando — e que isso é um problema. Mas o que exatamente está impulsionando a crise climática, quão grave é a situação atual e o quanto ela pode piorar?

Fonte: (PNUMA) - Para responder a essas perguntas, avaliamos dados apresentados nos gráficos a seguir, todos provenientes de relatórios recentes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Seres humanos estão inundando a atmosfera com gases de efeito estufa
Gases de efeito estufa funcionam como um cobertor, retendo o calor próximo à superfície da Terra, aquecendo o planeta e impulsionando a mudança climática.
No âmbito do Acordo de Paris, os países se comprometeram a reduzir as emissões desses gases. No entanto, com poucas exceções, as emissões têm aumentado constantemente desde a década de 1850, atingindo um recorde de quase 58 bilhões de toneladas em 2024. 
03/08/2026

Pesquisa global reafirma que arborização urbana salva vidas

Um estudo com dados de 20 anos e mais de 11 mil cidades mostra que plantar mais verde nas ruas poderia ter evitado 1,16 milhão de mortes por calor e isso muda a forma como eu olho para a árvore da minha esquina

Fonte: Henrique Cortez, (Ecodebate) - Pesquisadores da Universidade Monash cruzaram duas décadas de dados climáticos e de mortalidade em 53 países e chegaram a um número que ainda me deixa sem fôlego: aumentar a vegetação urbana em 30% poderia ter reduzido em mais de um terço as mortes relacionadas ao calor no mundo. Eis o que esse dado significa na prática e por que ele me fez repensar o valor de uma simples árvore de calçada.

Uma manhã quente demais para ser normal
Tem dias, no meio do verão, em que a gente sai de casa e o calor bate diferente. Não é só desconforto, é como se o ar tivesse peso. Eu senti isso de novo há pouco tempo, andando por uma rua sem sombra nenhuma, com o sol batendo direto no asfalto Por que essa rua é tão mais quente do que a de duas quadras atrás, cheia de árvores?

O estudo que coloca números onde havia só intuição
Um grupo de pesquisadores liderado pelo professor Yuming Guo, da Universidade Monash, na Austrália, decidiu medir algo que muita gente já suspeitava, mas ninguém tinha calculado em escala global: quanto de vegetação a mais nas cidades seria necessário para reduzir as mortes causadas pelo calor extremo.

O trabalho, publicado na revista científica The Lancet Planetary Health, analisou duas décadas de dados, de 2000 a 2019, em mais de 11 mil áreas urbanas espalhadas por 53 países.
23/07/2026

Microplásticos já estão DENTRO de VOCÊ. E agora?


Fonte: https://www.youtube.com/@CienciaTodoDia - Eles já estão dentro de você: já foram encontrados no topo da montanha mais alta do mundo, na placenta e em todo lugar que podemos imaginar. O pior? Ainda não temos completa certeza dos efeitos de microplásticos na saúde humana.
22/07/2026

Coextinção: quando a perda de uma espécie significa o fim de outra

O morcego-beija-flor (Glossophaga soricina) é uma das que possui relações espécie-específica com moscas ectoparasitas. Foto: Jennifer Barros/SALVE ICMBio
Pesquisa mostra que a perda de morcegos no Brasil pode provocar a coextinção de dezenas de moscas ectoparasitas especializadas invisibilizadas pela conservação

Fonte: Duda Menegassi ((o))eco - A extinção de uma espécie, mais do que um fim em si própria, pode gerar um efeito cadeia com graves consequências para todo um ecossistema. Existem situações em que a perda de uma espécie pode levar à perda de outra, que depende da primeira para sobreviver. É o que cientistas chamam de coextinção. E essas perdas muitas vezes são silenciosas, envolvendo criaturas pequenas e comumente invisibilizadas, como alerta um estudo recém-publicado que analisou a relação altamente especializada entre moscas parasitas e seus morcegos hospedeiros no Brasil.

A pesquisa analisou o risco de coextinção entre 182 espécies de morcegos, das quais 66 apresentam relações com parasitas, e 106 espécies de moscas ectoparasitas – aquelas que ficam e se alimentam na superfície externa dos hospedeiros. Estas moscas só parasitam morcegos e são incapazes de sobreviver sem seus hospedeiros, frequentemente numa relação espécie-específica e ainda pouco conhecida, destacam os pesquisadores.

21/07/2026

Foz do Amazonas: Estudo inédito aponta custo de oportunidade de R$ 47 bilhões e indica caminhos de maior retorno socioeconômico

A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira © Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE
Análise Socioeconômica de Custo-Benefício compara a rota fóssil na Margem Equatorial com energia renovável e biocombustíveis

Fonte: WWF-Brasil - A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira. O argumento mais recorrente é o de que explorar esse petróleo geraria riqueza hoje para financiar a transição energética amanhã. O problema é que essa premissa nunca foi testada com dados. O estudo do WWF-Brasil faz justamente isso: coloca os números na mesa e pergunta se essa lógica se sustenta quando o cálculo considera não apenas o lucro das empresas, mas os custos e benefícios reais para toda a sociedade brasileira, incluindo saúde, clima e oportunidades perdidas.

Por que a metodologia usada muda tudo
O estudo aplica a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), do guia metodológico oficial do governo federal recomendado pelo Tribunal de Contas da União para avaliação de grandes investimentos públicos. A diferença em relação a uma análise financeira convencional é fundamental: em complemento à análise de rentabilidade privada, a ACB mede o que a sociedade ganha ou perde com cada escolha, colocando na conta os impactos que o mercado não precifica, como os danos climáticos de secas e enchentes, os prejuízos à saúde pública e as consequências de longo prazo para o país. Para garantir que os resultados se mantenham mesmo em diferentes cenários de preço e risco, foram realizadas 10.000 simulações, comparando real por real, energia por energia e litro por litro. 
20/07/2026

Estudo na Science aponta que fim da Moratória da Soja pode desmatar 1,4 milhão de hectares na Amazônia, o equivalente a 2 milhões de campos de futebol

Pesquisa publicada nesta última quinta (16/07) derruba os principais argumentos contra o acordo e mostra o que está em jogo antes do julgamento no STF em agosto.
Fonte: Cristiane Mazzetti, coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil

O que acontece com o fim da Moratória da Soja? 
Sem a Moratória da Soja, o desmatamento na Amazônia pode chegar a 1,4 milhão de hectares nos próximos dez anos, além de deixar vulnerável uma área do tamanho de Portugal que pode ser desmatada legalmente, e quase 30 milhões de hectares de florestas públicas sem destinação que são aptas ao plantio de soja. 

Essas são informações centrais do artigo “The Rise and Fall of the Amazon Soy Moratorium”, publicado na revista Science nesta quinta-feira (16). O texto frisa as contribuições da iniciativa para a redução do desmatamento na Amazônia brasileira, além de explorar as possíveis consequências do fim da moratória, apresentando números inéditos e rebatendo os principais argumentos utilizados para criticar o acordo. Eu assino o artigo ao lado de pesquisadores da Universidade de Wisconsin, das Universidades DePaul e Illinois (EUA) e do WWF Brasil.
16/07/2026

Seremos História | Documentário HD Dublado (2018)

Fonte: National Geografic - As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima. As atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.

14/07/2026

(Teresópolis) Cantinho das Cerejeiras leva centenas de pessoas ao bairro da Posse

Centenas de pessoas passaram pelo Cantinho das Cerejeiras, na Posse, durante o último fim de semana, confirmando o espaço como um dos principais atrativos turísticos do inverno em Teresópolis. Foto: Louis Capelle / AMAPOSSE
Mais um fim de semana de grande visitação ao espaço criado por um morador local

Fonte: Maria Eduarda Maia - oDiário de Teresópolis - Centenas de pessoas passaram pelo Cantinho das Cerejeiras, na Posse, durante o último fim de semana, confirmando o espaço como um dos principais atrativos turísticos do inverno em Teresópolis. Moradores e visitantes aproveitaram os dias para contemplar a florada das sakuras, registrar belas fotografias e viver a experiência proporcionada pelo corredor de cerejeiras em tons de rosa.

Idealizado pelo morador Walter Rodrigues, o espaço está localizado na Rua Silverio Rodrigues de Lima e reúne 26 exemplares da árvore japonesa sakura, plantados em sequência às margens do Córrego Antônio José. A beleza da florada, que acontece por poucos dias no ano, transforma o local em um verdadeiro cartão-postal durante o inverno.

O trabalho desenvolvido por Walter vai além do paisagismo. O Cantinho das Cerejeiras também inspira a produção de peças de artesanato, que retratam o cenário e se transformam em lembranças para quem visita o espaço, fortalecendo ainda mais o potencial turístico do local.
11/07/2026

Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985

Estudo reforça perda significativa da água superficial no Pantanal brasileiro

Fonte: Ecodebate - Pesquisadores apontam que a maior planície alagada do mundo está sendo afetada negativamente pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas; níveis de precipitação não têm sido suficientes para recuperar o estoque hídrico do bioma
O Pantanal é considerado a maior planície alagada do mundo, com uma área de aproximadamente 150 mil km², que se estende por Paraguai, Bolívia e Brasil. A vasta presença de águas superficiais no bioma é fundamental para a manutenção de uma rica biodiversidade, que contempla mais de 650 espécies de aves, 150 espécies de mamíferos, 325 espécies de peixes e 2.270 espécies de plantas, além de realizar um papel de grande importância para o equilíbrio ecológico, sequestro de carbono, entre outros serviços ecossistêmicos essenciais.

Um estudo realizado por pesquisadores da Unesp em parceria com outros colegas brasileiros, entretanto, reforça o estado crítico dos corpos d’água localizados no bioma, que há décadas vem apresentando um declínio contínuo e acentuado. Segundo o artigo publicado na revista Advances in Space Research, o Pantanal perdeu entre 69,6% e 81,4% de sua água superficial desde 1985, e o regime atual de precipitações não está dando conta de repor o estoque hídrico da região.

Os pesquisadores apontam a mudança no uso da terra decorrente das atividades humanas e as mudanças climáticas como responsáveis pela variabilidade hídrica negativa das últimas décadas. Segundo o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, um dos autores do artigo, esse é o maior trabalho sobre o tema já realizado no Pantanal, pois abrange as mudanças ocorridas nas águas superficiais localizadas na parte brasileira do bioma ao longo das últimas quatro décadas.
08/07/2026

A odisseia de uma garrafa plástica | ONU Meio Ambiente


Fonte: ONU Brasil - Uma garrafa de plástico jogada ao chão começa uma odisseia épica até encontrar o caminho de volta para o seu dono. O filme, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente), é dirigido por Nik Kleverov.
05/07/2026

Eólicas Offshore: WWF-Brasil defende planejamento a montante para reduzir riscos e ampliar segurança jurídica e socioambiental do setor


No Brazil Offshore Wind Summit 2026, organização destacou que conflitos de uso e riscos socioambientais devem ser tratados antes da oferta de áreas e da alocação de investimentos.

Fonte: Ana Paula Jachelli (WWF-Brasil) - Em 10 de janeiro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.097, que estabeleceu as bases para a outorga e o desenvolvimento da energia eólica offshore em águas brasileiras. Em 2026, com a regulamentação do novo marco em discussão, o WWF-Brasil defende uma postura crucial: o planejamento integrado, incorporando trade-offs com outros setores, e alternativas sobre onde construir precisam anteceder a alocação do capital. Isso significa que o governo deve mapear as melhores opções de localização e avaliar o equilíbrio entre os ganhos energéticos e os impactos em outros setores antes de tomar decisões. 
02/07/2026

Parque Nacional amplia vagas em campings e acaba com cancelamento de reservas

Abrigo do Açu, em Petrópolis, geralmente utilizado para a primeira para da Travessia Petrópolis x Teresópolis. Foto: Acervo Mochileiro / Marcello Medeiros
Mudanças, que têm início nesta terça, ocorrem após auditoria indicar possíveis fraudes nas reservas

Fonte: Marcello Medeiros (Jornal oDiário de Teresópolis) - A partir da última  terça-feira (30/06), os campings da Pedra do Sino e Morro do Açu, dois pontos de parada da famosa Travessia Petrópolis x Teresópolis, passam a contar com mais vagas disponíveis. Serão 100 para cada setor de acampamento, visando oferecer mais oportunidades para que visitantes do mundo inteiro conheçam a beleza dos campos de altitude do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Também foi aplicada uma grande mudança em relação às reservas para esses cobiçados campings, situação que vinha gerando muitas reclamações há meses.
Em nota, divulgada através das redes sociais da unidade de conservação ambiental, a direção do parque informa que deixará de realizar cancelamentos de reservas, alteração que pretende coibir fraudes no sistema de agendamento e tornar o acesso às vagas mais justo entre os visitantes. Segundo a administração do parque, a decisão foi tomada após uma auditoria interna identificar tentativas de manipulação do sistema de reservas. Entre as irregularidades constatadas estão o uso recorrente dos mesmos CPFs em diferentes agendamentos, solicitações frequentes de cancelamentos envolvendo esses mesmos documentos e novos agendamentos realizados pelos mesmos operadores logo após a liberação das vagas.

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