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23/07/2026

Unidades de conservação estocam 33 anos de emissões nacionais

Foto aérea da Floresta Nacional de Jamanxim, alvo recente do Congresso. Foto: Antonio Scorza /AFP
Levantamento mostra que áreas protegidas concentram 19,4 gigatoneladas de carbono; “Congresso pode se tornar maior fonte de emissões”, diz especialista

Fonte: Aldem Bourscheit, Observatório do Clima - Levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) feito a pedido do Observatório do Clima mostra que, no Brasil, as unidades de conservação terrestres, em todas as categorias, armazenam 19,4 gigatoneladas de carbono. Convertido para CO2, esse estoque equivale a 33 anos de emissões brasileiras de gases de efeito estufa no ritmo atual – 2,145 GtCO2e em 2024, o último dado disponível. Os recentes ataques do Congresso às áreas protegidas, no entanto, colocam esse estoque em risco.

“Os projetos em tramitação ameaçam um patrimônio ambiental de todos os brasileiros e o equilíbrio climático mundial”, diz Paulo Moutinho, pesquisador sênior do Ipam, em referência às propostas do Legislativo que visam reduzir, reclassificar ou extinguir unidades de conservação no Brasil. “Os parlamentares que apoiam esses projetos podem transformar o Congresso na principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do país”, reforça.

29/06/2026

Custo ambiental da inteligência artificial: pegada de carbono, água e terra

O rápido crescimento da IA impulsiona um enorme consumo de energia, água e terra, aumentando os desafios ambientais e de equidade em toda a sua infraestrutura global

Fonte: United Nations University (Ecodebate) - O relatório Environmental Cost of AI’s Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints (Custo Ambiental da Inteligência Artificial: Pegadas de Carbono, Água e Terra, do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde) da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH), em seu 30º aniversário, examina uma das consequências menos exploradas da rápida expansão da IA: as pegadas ambientais da energia necessária para alimentá-la.

À medida que a inteligência artificial se incorpora às economias, aos serviços públicos, à pesquisa, à comunicação e à vida cotidiana, ela depende de uma infraestrutura física crescente de centros de dados, chips avançados, sistemas de refrigeração, redes elétricas, recursos hídricos, terras e cadeias de suprimento de minerais críticos. O relatório mostra que a IA não é apenas uma tecnologia digital, mas também um sistema material com custos ambientais mensuráveis.

O relatório vai além de uma perspectiva focada apenas no carbono, quantificando as pegadas de carbono, água e terra associadas à eletricidade usada para treinar, implantar e operar sistemas de IA em larga escala. Sua principal conclusão é que os custos ambientais da IA ​​dependem não apenas da quantidade de eletricidade consumida, mas também de onde essa eletricidade é gerada e quais fontes de energia a alimentam.

17/01/2023

As mudanças climáticas, uma nova visão. (Fonte: ONU)



O que são as mudanças climáticas?

As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima. 

Essas mudanças podem ser naturais, como por meio de variações no ciclo solar. Mas, desde 1800, as atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.

Fonte: ONU (Organização das Nações Unidas) - A queima de combustíveis fósseis gera emissões de gases de efeito estufa que agem como um grande cobertor em torno da Terra, retendo o calor do sol e aumentando as temperaturas.
Exemplos de emissões de gases de efeito estufa que estão causando mudanças climáticas incluem dióxido de carbono e metano. Isso vem do uso de gasolina para dirigir um carro ou carvão para aquecer um prédio, por exemplo.
O desmatamento de terras e florestas também pode liberar dióxido de carbono. Aterros para lixo são uma das principais fontes de emissões de metano. Energia, indústria, transporte, edificações, agricultura e uso da terra estão entre os principais emissores.
12/05/2017

Brasil assume compromissos internacionais pelo clima

País se comprometeu a reduzir emissão de carbono em 43% e a reflorestar e promover regeneração de 12 milhões de hectares

Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura e Bonn Challenge - Até 2030, o Brasil pretende reduzir em 43% as emissões de carbono em relação a 2005. Antes disso, até 2025, a meta é que o País corte 37% das emissões.
Esses compromissos constam no Acordo de Paris, que estabelece medidas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, e representam apenas alguns dos acordos ambientais assumidos pelo governo federal no primeiro ano da administração do presidente Michel Temer.
O objetivo do Acordo é conter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, além de reunir esforços para limitar esse aumento a 1,5°C. O compromisso foi selado por meio da assinatura do Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). 
Confira outras iniciativas do Brasil, no primeiro ano de governo Temer, para enfrentamento das mudanças climáticas e preservação da biodiversidade:
24/01/2017

Terra: Existe um Futuro? (Dublado)


Existe um futuro para o planeta Terra? Este especial trata do aquecimento global sob uma ótica realista, apontando, além de suas causas, os efeitos que vivenciaremos em um futuro próximo e providências práticas para que essa trajetória rumo ao colapso seja interrompida. O abuso de recursos naturais, como água e combustíveis fósseis, o desmatamento e o aquecimento global podem comprometer a sobrevivência na Terra. No programa, a computação gráfica constrói esses cenários futuros que resultariam dos séculos de crescimento desordenado. Por outro lado, o especial também mostra que ainda podemos reverter o curso em direção ao caos e as iniciativas que vêm sendo tomadas para que essas mudanças ocorram a tempo de nos livramos do colapso global. Projeções numéricas e relatos de especialistas planificam de maneira realista a relação entre o crescimento da população, da produção industrial e do consumo, com seus desdobramentos. Um mundo de catástrofes, pragas, escassez de água potável e desequilíbrio ambiental: essa é a realidade que espera por nós, caso não haja uma mudança de conduta drástica e imediata.
24/06/2013

Pesquisa brasileira revela impacto do efeito estufa na agricultura

Agência Brasil - Um dos principais produtos vendidos pelo Brasil no exterior, a carne bovina, que coloca o país no topo mundial dos fornecedores desse alimento, pode ser afetada pelo gradativo aumento da presença de dióxido de carbono na atmosfera. Os primeiros resultados de um estudo que faz parte do projeto Climapest da EmpresaBrasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o impacto do efeito estufa na agricultura apontam para modificações na qualidade da pastagem do gado.
O estudo será apresentado no encontro sobre o impacto do efeito estufa Greenhouse Gases & Animal Agriculture Conference, que começou no último domingo (23) e vai até o dia 26 de junho, em Dublin, na Irlanda.
Com base na quantidade presumível de dióxido de carbono no meio ambiente daqui a 30 anos, pesquisadores brasileiros do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) criaram um ambiente com alto teor desse gás e constataram que, nessas condições, a gramínea brachiaria, mais utilizada na alimentação do gado no país, cresce com mais força, porém, com menos nutrientes.
06/08/2012

Biofiltro consome gás do efeito estufa em aterro sanitário

Catadora em aterro: pesquisa aponta que apenas 30% dos municípios brasileiros descartam seu lixo em aterros sanitários
Sistema utiliza bactérias para eliminar gás metano que escapa pela cobertura de aterros sanitários
Exame.com - Um sistema de biofiltros para estudar o comportamento de cobertura em aterros sanitários é testado em pesquisa da Escola Politécnica (Poli) da USP. A cobertura possui bactérias que oxidam e consomem o gás metano (CH4), causador do efeito estufa na atmosfera, que escapa pela cobertura dos aterros sem passar pelo sistema de drenagem, impedindo seu descarte no ambiente. Os pesquisadores também desenvolvem um método para medir a quantidade de metano oxidado, de forma a possibilitar a venda de créditos de carbono.
26/07/2012

O ciclo da vida

Toneladas de CO2 circulam na Terra. Eliminado na expiração dos seres vivos, o carbono é em seguida degradado e absorvido pelas plantas, que então produzem oxigênio
NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL por Tim Appenzeller  - Toda a vez que expiramos, damos a partida no automóvel, acendemos uma lâmpada – ou fazemos qualquer outra coisa – lançamos dióxido de carbono na atmosfera. O carvão, o petróleo e o gás natural que movimentam a economia carbono incorporado a plantas há centenas de milhões de anos – e esse carbono agora está voltando à atmosfera através das chaminés, dos canos de escapamento e das queimadas. O CO2 é o principal, dentre os diversos gases gerados por atividade humana, que aumenta a capacidade da atmosfera em reter calor. O metano emitido por rebanhos de gado e aterros sanitários, assim como os clorofluorcarbonetos (CFC) usados em alguns modelos de geladeira e aparelho de ar condicionado, são outros desses gases. O derretimento de geleiras, o início antecipado da primavera e a elevação constante na temperatura média são apenas os sinais mais óbvios do aquecimento global a cada dia mais nítido no século 21.
19/06/2012

Mecanismos de Desenvolvimento Limpo para a Reciclagem

Ecodebate, Roberto Naime - Todos que estão mais próximos por interesse pessoal ou razões profissionais, dos mecanismos criados pelo Protocolo de Kyoto do qual o Brasil é signatário, tem uma boa noção do chamado “Mecanismo de Desenvolvimento Limpo” ou “MDL”. Este instrumento tal como é conhecido, remunera empresas, organizações ou até mesmo órgãos oficiais que comprovem a implantação de atividades que reduzam as emissões de gases de efeito estufa, particularmente gás carbônico e metano.
Pois agora Petersen e Godin (2010) descrevem que o Banco Mundial do qual ambos são colaboradores, está desenvolvendo metodologia para incluir as atividades de reciclagem de resíduos sólidos urbanos domésticos em mecanismos elegíveis para a obtenção de créditos de carbono.

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