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21/08/2026

O custo farmacêutico da perda da biodiversidade

Substâncias extraídas da natureza, seus derivados e moléculas inspiradas em estruturas naturais permanecem entre as principais fontes da inovação farmacêutica

Fonte: Ecodebate, Reinaldo Dias - A destruição das florestas tropicais costuma ser medida pela extensão das áreas derrubadas, pelo volume de carbono lançado na atmosfera e pelo número de espécies ameaçadas. Esses indicadores mostram a gravidade da crise, mas não revelam todas as perdas envolvidas. Em plantas, fungos, microrganismos e animais encontram-se substâncias e informações genéticas que alimentam pesquisas médicas e podem dar origem a novos tratamentos. Quando uma floresta desaparece antes que sua diversidade seja estudada, parte desse patrimônio também desaparece, muitas vezes sem que a ciência chegue a saber o que foi perdido.

Uma análise divulgada pela organização internacional Zero Carbon Analytics, em julho de 2026, deu dimensão econômica a esse risco. As florestas tropicais podem guardar até US$ 1,2 trilhão em medicamentos ainda não descobertos. O valor se refere apenas ao potencial farmacêutico das plantas com flores presentes nesses ecossistemas. Não inclui a diversidade de fungos, microrganismos e animais terrestres, nem os recursos encontrados nos oceanos e nos ambientes de água doce. Mesmo restrito a uma parte da biodiversidade conhecida, o cálculo expõe o custo de destruir ecossistemas que continuam amplamente inexplorados pela ciência.

A perda da biodiversidade deixa, assim, de ser apresentada apenas como uma tragédia ambiental distante da vida cotidiana. Ela atinge a capacidade da medicina de responder a doenças, produzir antibióticos, aperfeiçoar tratamentos contra o câncer e enfrentar novos desafios sanitários. A floresta derrubada pode conter uma espécie que jamais será catalogada, uma molécula que não chegará ao laboratório ou um princípio ativo que poderia aliviar o sofrimento de milhões de pessoas. O dano não se resume ao presente. Ele elimina possibilidades que fariam parte do futuro da saúde humana.

21/05/2026

A importância ecológica dos ambientes ciliares

Fonte:Afonso Peche Filho (Ecodebate) - Os ambientes ciliares constituem formações ecológicas associadas às margens de rios, córregos, nascentes, lagos e demais corpos d’água, ocupando uma faixa de transição altamente dinâmica entre os ecossistemas terrestres e aquáticos. Sua importância não se resume à presença de vegetação junto à água. Na realidade, trata-se de ambientes funcionalmente complexos, nos quais interagem solo, relevo, água, flora, fauna, serrapilheira, microrganismos e processos hidrológicos, biogeoquímicos e ecológicos. Por essa razão, compreender a importância ecológica dos ambientes ciliares exige superar uma visão simplificada de “faixa de proteção” e reconhecê-los como sistemas vivos essenciais à integridade da paisagem.

Do ponto de vista ecológico, os ambientes ciliares exercem papel estruturante na organização funcional das bacias hidrográficas. Isso ocorre porque sua posição na paisagem faz com que recebam, filtrem, retardem, transformem e redistribuam fluxos de água, sedimentos, nutrientes e organismos. Tudo aquilo que se processa nas áreas mais altas e produtivas da bacia tende, em alguma medida, a repercutir nas zonas ciliares. Assim, esses ambientes funcionam como espaços de convergência ecológica, onde se expressam tanto os efeitos positivos de um manejo conservacionista quanto os impactos acumulados da degradação ambiental. Sua condição, portanto, pode ser entendida como um indicador sensível da qualidade ecológica do território.
09/12/2014

Sobre sistemas, riqueza e a biodiversidade

Roberto Naime, Ecodebate - Um sistema é um conjunto de objetos ou atributos e das relações que se encontram organizadas para executar uma função particular (THORNESS e BRUNSDEN, 1977). O corpo humano é organizado em sistemas (sistema digestivo, respiratório, cardiovascular, etc).
E assim como o corpo humano que tem diversos sistemas, a natureza também é organizada em sistemas (ecossistemas) ou biomas que representam ecossistemas específicos, que apresentam conjuntos de relações hierarquizadas entre elementos físicos, biológicos e antrópicos, como Cerrado ou Pantanal.
Sistema é um conjunto de unidades com relações entre si. Como um casamento ou uma relação empregatícia estabelecem determinados tipos de relações entre indivíduos, e neste sentido podem ser interpretados como sistemas ou subsistemas.
26/03/2013

Situação do meio ambiente é alarmante, diz IUCN

Entidade atua no Brasil desde 2010 e alerta para um agravamento da situação. O coordenador do escritório brasileiro diz que ações são lentas e estão em descompasso com a velocidade de deterioração dos ecossistemas.
Deutsche Welle - Esta semana, o Futurando recebeu no estúdio a visita de uma representante da unidade alemã da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Mas o trabalho da entidade, fundada em 1948 na Suíça, é global. São mais de 1.200 entidades associadas, entre representantes governamentais e não-governamentais e cerca de 11 mil voluntários, entre especialistas e pesquisadores de 160 países.
No Brasil, a IUCN abriu as portas em 2010, com um escritório em Brasilia, apos uma decisão tomada no Congresso Mundial da Natureza, em 2008, visando fortalecer a presença da entidade na América do Sul. O coordenador nacional, o geólogo Luiz Merico, fala um pouco mais sobre o trabalho no país e revela uma situação preocupante. Apesar das intensas discussões, a situação ambiental só tem piorado no Brasil e no mundo.
10/09/2012

Mais de 90% das áreas de recife do Caribe não têm mais coral, diz estudo

Globo Natureza  - Um relatório divulgado na sexta-feira (7) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), organização que reúne mais de 80 países, agências governamentais, ONGs e cientistas, aponta que os corais do Caribe estão vivendo um momento alarmante, com uma cobertura média de apenas 8% dos recifes da região, contra 50% na década de 1970.
Isso quer dizer que 92% das áreas de recife caribenhas não têm mais corais vivos sobre elas, ou seja, viraram simples rochas com algas e animais marinhos. E a ameaça a esse ecossistema vem de vários lados: da poluição, da pesca indiscriminada e do aquecimento global – que branqueia, causa doenças e mata os corais.
18/04/2012

O Ártico vale mais que petróleo

Ativistas vestidos de ursos polares protestam diante de sede de conferência do petróleo na Rússia (© Greenpeace / Igor Podgorny)
Greenpeace - Ativistas do Greenpeace Rússia vestidos de ursos polares deram as “boas-vindas” aos delegados da segunda conferência anual “Gás e Petróleo no Ártico russo”, que começou hoje em Moscou. Eles se acorrentaram a colunas e mastros, e estenderam em frente ao hotel que sedia o evento banners com a mensagem “Sem petróleo no Ártico” e “Parem Shell e Gazprom”. Ao mesmo tempo, outros ativistas escalaram o prédio do hotel para fixar de maneira bem visível uma faixa com a frase: “Salvem o Ártico!”.
Executivos de alto escalão da Shell, Statoil, ExxonMobil, Gazprom, entre outros, estão dispostos a aproveitar a conferência para convencer investidores a apostarem na exploração de petróleo no Ártico. Com a ajuda de seus porta-vozes na conferência, o objetivo das empresas é propagandear a lucratividade e segurança da exploração off-shore na região.

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