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Mostrando postagens com marcador especie. Mostrar todas as postagens
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02/10/2026

Sapo do litoral do Espírito Santo entra para a ciência como criticamente ameaçado

Dryadobates caissara camuflado na serrapilheira, hábitat típico da espécie (foto: Taran Grant)

Restrita a um único fragmento de Mata Atlântica, que perdeu 30% da área desde 2011, a Dryadobates caissara é a menor espécie do gênero e a única que não emite cantos isolados

Jennifer Ann Thomas | Agência FAPESP – Um sapo de 13 milímetros vive em um único fragmento de Mata Atlântica de 38 hectares, entre casas, plantações de eucalipto e uma rodovia no município da Serra, no litoral do Espírito Santo. A mata perdeu 30% da área desde 2011, e a espécie enfrenta agora mais uma ameaça: o Super El Niño que começa a se formar. Batizada de Dryadobates caissara, ela acaba de ser descrita por pesquisadores brasileiros e entra para a ciência com recomendação de ser classificada como criticamente em perigo, categoria que antecede a extinção na escala da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), segundo estudo publicado na revista Zootaxa.

Além de ser a menor das oito espécies do gênero, a caissara é a única que canta sem pausa. A equipe do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) gravou 76 minutos de vocalizações de quatro machos e mediu 1.147 cantos, distribuídos em 13 séries de 13 a 152 notas cada. Nenhum foi emitido de forma isolada. Nas outras três espécies do gênero com acústica descrita, os machos usam os dois formatos, e as séries param em 45 notas.

“Imagine um sapo de 13 milímetros cantando sem parar por quase dois minutos, em uma sequência de mais de cem notas”, diz Max Hideki Oliveira Homma, primeiro autor do estudo. “Quando escutamos aquilo em campo, percebemos que estávamos diante de algo novo para o grupo. No laboratório, a análise confirmou o padrão”, completa. Os pesquisadores testaram ainda como os machos reagem ao próprio canto: diante da gravação reproduzida em um alto-falante, um deles deixou a área e outro se virou e caminhou na direção do som.

21/09/2026

Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia

A Bolívia abriga uma espécie de felino recém-descoberta — a primeira em mais de um século — em Coroico. Crédito: Reuters/Folhapress
 Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923

Fonte: Duda Menegassi, ((o)eco - A genética acaba de trazer à tona uma nova espécie de felino – a primeira descoberta em mais de um século. Trata-se do “tilcayo”, um parente do gato-do-mato, que vive nas florestas da Bolívia. Ainda envolto em mistérios, o felino foi revelado graças à análises genômicas conduzidas por um time internacional de pesquisadores e batizado pela ciência de Leopardus tilcayo, ou simplesmente “tilcayo”, como já chamavam os locais. 

O felino traz diferenças dos outros gatos-do-mato como a pelagem relativamente curta, as rosetas (ou “pintas) maiores, abertas e irregulares, e uma cauda com um padrão diferente de pelagem. Já aos olhos da genética, a diferença é ainda maior, com mais de um milhão de variações genômicas que distinguem o tilcayo dos demais gatos.

O animal vive nas florestas úmidas e montanhosas da Bolívia, ecorregião conhecida como Yungas, na encosta oriental da Cordilheira dos Andes, mas sua área de distribuição completa segue indefinida. A espécie permanece envolta ainda em perguntas básicas sobre ecologia, comportamento, dieta e reprodução.

30/08/2026

ICMBio aprova plano nacional para proteger tamanduá-bandeira e tatus ameaçados

Estratégia terá cinco anos e mira atropelamentos, incêndios, agrotóxicos e perda de habitat.

Fonte: Erik Silva, Folha MS - Quatro espécies de mamíferos ameaçados de extinção ganharam um plano nacional de conservação aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) cria o PAN Tamanduá e Tatus, com vigência de 1º de setembro de 2026 a 1º de setembro de 2031. Entre os animais protegidos estão o tamanduá-bandeira, o tatu-canastra, o tatu-bola e o tatu-bolinha, espécies que ocorrem em Mato Grosso do Sul, especialmente no Pantanal.

O programa prevê ações para reduzir colisões de veículos com esses animais, já que eles são frequentemente encontrados mortos às margens de rodovias no estado. Também estão previstas medidas contra a destruição de habitats, incêndios, uso de agrotóxicos e outros contaminantes. Os detalhes das ações serão definidos em uma matriz de planejamento que o ICMBio vai disponibilizar e atualizar em seu portal.
17/08/2026

Um dos peixes mais consumidos na Amazônia entra na lista de espécies ameaçadas, diz ICMBio

A diminuição dos exemplares de tambaqui nos leitos aquáticos compromete diretamente o sustento das famílias que dependem da atividade pesqueira.

Fonte: Portal 18 horas e ICMBio - A recente publicação da atualização da lista nacional de fauna ameaçada trouxe um alerta importante para a bacia hidrográfica regional. A inclusão do tambaqui na categoria de vulnerável evidencia os desafios urgentes enfrentados pelo ICMBio na proteção aquática.

Por que o tambaqui entrou na lista de espécies vulneráveis?

A alteração no grau de conservação reflete o declínio acentuado das populações naturais provocado pela exploração continuada. A espécie Colossoma macropomum sofre com o aumento do esforço pesqueiro e a degradação constante dos ambientes fluviais da Amazônia.

As transformações no ecossistema afetam diretamente a reprodução e o desenvolvimento dos espécimes em seus habitats naturais. O acompanhamento do Ministério do Meio Ambiente visa mapear esses riscos de extinção para estabelecer diretrizes de proteção bastante estratégicas.
22/07/2026

Coextinção: quando a perda de uma espécie significa o fim de outra

O morcego-beija-flor (Glossophaga soricina) é uma das que possui relações espécie-específica com moscas ectoparasitas. Foto: Jennifer Barros/SALVE ICMBio
Pesquisa mostra que a perda de morcegos no Brasil pode provocar a coextinção de dezenas de moscas ectoparasitas especializadas invisibilizadas pela conservação

Fonte: Duda Menegassi ((o))eco - A extinção de uma espécie, mais do que um fim em si própria, pode gerar um efeito cadeia com graves consequências para todo um ecossistema. Existem situações em que a perda de uma espécie pode levar à perda de outra, que depende da primeira para sobreviver. É o que cientistas chamam de coextinção. E essas perdas muitas vezes são silenciosas, envolvendo criaturas pequenas e comumente invisibilizadas, como alerta um estudo recém-publicado que analisou a relação altamente especializada entre moscas parasitas e seus morcegos hospedeiros no Brasil.

A pesquisa analisou o risco de coextinção entre 182 espécies de morcegos, das quais 66 apresentam relações com parasitas, e 106 espécies de moscas ectoparasitas – aquelas que ficam e se alimentam na superfície externa dos hospedeiros. Estas moscas só parasitam morcegos e são incapazes de sobreviver sem seus hospedeiros, frequentemente numa relação espécie-específica e ainda pouco conhecida, destacam os pesquisadores.

15/07/2026

A INCRÍVEL AMAZÔNIA SELVAGEM | Onde os Predadores Guardam Seus Segredos | Documentário de Animais


Fonte:    / @mundoferozoficial  - Viaje até o coração da Floresta Amazônica e descubra um dos ecossistemas mais extraordinários do planeta. Neste documentário completo, você explorará os segredos, as paisagens e a incrível biodiversidade da maior floresta tropical do mundo, lar de milhares de espécies de animais e plantas que desempenham um papel essencial para o equilíbrio da vida na Terra.

Conheça os rios que cortam a selva, os predadores silenciosos, as criaturas mais raras e as adaptações surpreendentes que permitem a sobrevivência em um ambiente repleto de desafios. Com imagens envolventes e informações fascinantes, este documentário revela por que a Amazônia continua sendo um dos maiores tesouros naturais do planeta.
24/06/2026

Lista de fauna ameaçada tem 180 animais incluídos e 150 retirados, diz ICMBio

Quase 800 espécies ou subsespécies estão sob diferentes graus de perigo.

Fonte: Agência Brasil - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passou por atualização após avaliações do estado de conservação conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da lista.
O novo documento reúne a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, com 790 espécies ou subespécies; além da Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies..

O levantamento inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, que foram classificados em cinco categorias:
21/06/2026

AMAZÔNIA SELVAGEM | Uma Jornada Pela Maior Biodiversidade do Mundo


Fonte:  / @mundoferozoficial  - Embarque em uma jornada imersiva pelo maior santuário de vida da Terra. 400 bilhões de árvores criando seu próprio clima, rios voadores invisíveis regulando o continente, comunicação subterrânea entre plantas, e medicina indígena salvando vidas modernas. Da inteligência oculta da floresta ao ponto de não retorno que ameaça o planeta, este documentário revela como o destino da Amazônia está diretamente ligado ao seu futuro. Descubra por que esta não é apenas uma floresta distante, mas um superorganismo do qual todos dependemos.


24/07/2017

Genoma da onça-pintada é sequenciado por pesquisadores brasileiros

Adriano Gambarini/ICMBio
Estudos servirão para aprimorar estratégias atuais de conservação da espécie, que corre risco de extinção

ICMBio - O sequenciamento do genoma da onça-pintada foi concluído pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) junto a especialistas de sete países. O animal, maior felino das Américas, está ameaçado de extinção.
O projeto teve ainda a participação de dois analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os dados foram comparados aos genomas de outros quatro grandes felinos (tigre, leão, leopardo-das-neves e leopardo), todos do gênero Panthera.
A análise das informações foi feita durante cinco anos, sob a coordenação do professor Eduardo Eizirik, da Faculdade de Biociências da PUCRS, e resultou na publicação de artigo na revista Science Advances.
24/11/2014

Conheça o papel fundamental de algumas espécies para o equilíbrio da natureza

Abelhas, anfíbios, antas, onças, cupins e peixes-boi exercem funções importantes para manutenção do habitat natural

Instituto Chico Mendes - Todos os animais possuem papéis importantes para o equilíbrio da natureza. São eles que dispersam sementes e, portanto, plantam árvores, controlam populações de outras espécies e ainda produzem remédios para cura de muitas doenças, inclusive humanas. A função deles é primordial para a existência de outras espécies.
Sabendo disso, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) selecionou algumas espécies que se destacam na natureza. Descubra, abaixo, a importância delas para a manutenção e equilibrío da biodiversidade.

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