Diante do aumento de tempestades extremas, a filosofia de trabalhar em sintonia com a natureza propõe transformar o concreto urbano em áreas capazes de absorver a água da chuva.
Fonte: Ecodebate
Olhando para as ruas e lembrando das lições da natureza
Sempre que vemos tempestades intensas atingirem nossos centros urbanos, pensamos sobre a forma como construímos o espaço ao nosso redor. Há muito tempo sabemos que cidades tomadas pelo concreto costumam transformar o excesso de chuva em desastre hídrico.
Em vez de permitir o fluxo natural da água, trilhões de litros de precipitação caem sobre áreas urbanizadas apenas para serem rapidamente desviados por tubulações para rios e oceanos distantes. Ao mesmo tempo, as próprias metrópoles sofrem com a escassez, bombeando água de aquíferos que estão se esgotando rapidamente. Esse modelo tradicional de engenharia cinza apresenta limitações evidentes diante de tempestades cada vez mais frequentes e severas, provocadas pelo aquecimento global.
A origem da filosofia da cidade esponja
O arquiteto paisagista chinês Kongjian Yu desenvolveu a filosofia da cidade esponja após crescer na China rural, onde adquiriu profunda consciência sobre o movimento sazonal dos rios. A abordagem utiliza sistemas de drenagem natural para reduzir o risco de inundações, combater a escassez de água e amenizar o efeito das ilhas de calor urbanas.





