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História: José Lutzenberger

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12/07/2026

(ANÁLISE) O El Niño e a favela: por onde andam as políticas de adaptação? Ou quem se importa?

Homem atravessa a rua alagada em Canoas, um dos municípios mais atingidos pelas inundações no Rio Grande do Sul. Crédito: Bruno Santos/Folhapress
Enquanto alguns contabilizam perdas em safras e commodities, outros perdem casas, documentos, meios de trabalho e, muitas vezes, a própria vida

Fonte: Celso Sánchez · Alberto Calil Elias Junior ((o))eco - Em meados de junho de 2026, enquanto alguns canais de notícias alardeavam a chegada de um “Super El Niño” a cidade do Rio de Janeiro foi, mais uma vez, impactada pelo alto volume de chuvas. De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 16 de Junho foi registrado o terceiro maior índice pluviométrico da história na favela da Rocinha. “Das 12h de segunda às 15h de terça, os sensores da Prefeitura do Rio registraram 254,6 milímetros (mm) de chuva”.

No cotidiano das cidades, os impactos e a percepção de um evento como as chuvas intensas, se manifestam de diferentes formas e são atravessadas pelas distinções características de uma cidade desigual, nas dimensões de classe, gênero e raça. Para algumas pessoas, que em geral habitam as regiões mais abastadas das cidades, as preocupações estão relacionadas a possíveis atrasos, contratempos ou programações adaptadas para dias chuvosos, enquanto que para a maioria da população, chuvas intensas como a que caiu sobre a favela da Rocinha em junho, representam uma carga de preocupação e ansiedade quanto à segurança de seus entes queridos e de seus escassos bens materiais.
09/11/2014

Crise de energia e de água traz à tona desperdício nacional

Economia. Domingos Filho, síndico: “Pode ficar sem chover seis meses que temos água sem gastar nada da Cedae" - Gustavo Stephan
Karla Mendes, O Globo - “Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo!” A impressão de Pero Vaz de Caminha de que os recursos hídricos brasileiros são inesgotáveis foi imortalizada em carta enviada ao rei de Portugal, D. Manuel, em 1º de maio de 1500, e perdura no imaginário de boa parte da população brasileira, 514 anos depois.
E esta noção equivocada — que vê um bem finito como infinito — orienta a relação de muitos cidadãos com os usos da água, afirmam os especialistas. Recurso, no caso brasileiro, é ainda a principal fonte de energia.

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