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22/09/2026

Brasil perde mais de R$ 100 bilhões do PIB por ano com crise do clima

Enchente em comunidade na Zona Oeste do Rio de Janeiro, uma das cidades escolhidas para o projeto C40: fortalecimento do orçamento climático (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil – 02/04/2022)
Projeto C40 Cidades, com o apoio de Instituto Clima e Sociedade e o Centro Internacional Celso Furtado, busca fortalecer orçamento climático em sete cidades brasileiras

Fonte: Liana Melo - #Colabora - A crise do clima não é apenas ambiental, é também econômica, fiscal e social. O custo da inação vem superando o da prevenção, enquanto os prejuízos decorrentes da mudança do clima pressionam o orçamento das cidades, à medida que os eventos extremos vêm mostrando seu poder de destruição. E é nas cidades que esses efeitos deletérios são sentidos, seja porque é onde a transição energética ganha infraestrutura, onde o combate ao desmatamento se operacionaliza, onde a recuperação de pastagens se transforma em política agrícola, onde o transporte coletivo é planejado, onde o saneamento é executado e onde a defesa civil atua diante de desastres.

“Tirar os compromissos climáticos do papel passa, necessariamente, pelo orçamento. As metas climáticas precisam estar conectadas às decisões sobre onde e como os recursos públicos serão aplicados”, sustenta Sarah Irffi, coordenadora do HUB de Economia e Clima, do Instituto Clima e Sociedade (iCS), comentando que os prejuízos bilionários decorrentes de eventos extremos pressionam os orçamentos estaduais, comprometem investimentos e ampliam desigualdades. “Planejamento climático não é despesa — é gestão de risco macroeconômico e social”, argumenta.
11/07/2026

Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985

Estudo reforça perda significativa da água superficial no Pantanal brasileiro

Fonte: Ecodebate - Pesquisadores apontam que a maior planície alagada do mundo está sendo afetada negativamente pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas; níveis de precipitação não têm sido suficientes para recuperar o estoque hídrico do bioma
O Pantanal é considerado a maior planície alagada do mundo, com uma área de aproximadamente 150 mil km², que se estende por Paraguai, Bolívia e Brasil. A vasta presença de águas superficiais no bioma é fundamental para a manutenção de uma rica biodiversidade, que contempla mais de 650 espécies de aves, 150 espécies de mamíferos, 325 espécies de peixes e 2.270 espécies de plantas, além de realizar um papel de grande importância para o equilíbrio ecológico, sequestro de carbono, entre outros serviços ecossistêmicos essenciais.

Um estudo realizado por pesquisadores da Unesp em parceria com outros colegas brasileiros, entretanto, reforça o estado crítico dos corpos d’água localizados no bioma, que há décadas vem apresentando um declínio contínuo e acentuado. Segundo o artigo publicado na revista Advances in Space Research, o Pantanal perdeu entre 69,6% e 81,4% de sua água superficial desde 1985, e o regime atual de precipitações não está dando conta de repor o estoque hídrico da região.

Os pesquisadores apontam a mudança no uso da terra decorrente das atividades humanas e as mudanças climáticas como responsáveis pela variabilidade hídrica negativa das últimas décadas. Segundo o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, um dos autores do artigo, esse é o maior trabalho sobre o tema já realizado no Pantanal, pois abrange as mudanças ocorridas nas águas superficiais localizadas na parte brasileira do bioma ao longo das últimas quatro décadas.
27/07/2020

Você sabe de onde vem a sua comida?


Greenpeace - O que a comida que chega à sua mesa tem a ver com a crise climática e a destruição de florestas e outros ecossistemas em todo o planeta? É o que a atriz Alice Braga vai te contar nessa série de três vídeos produzida em parceria com o Greenpeace.

O sistema de agricultura industrial parece organizado, mas a verdade é que ele está totalmente fora de controle, transformando todos os ingredientes básicos da nossa dieta em “commodities”, gerando lucros para alguns e prejuízo para todos nós.
23/02/2017

Gestão da água volta para o Estado em 235 cidades no mundo

Rio Sena - Paris - Nathan Alliard/Photononstop/Corbis
Desde 2000, 235 cidades remunicipalizaram seus serviços de tratamento de água

MARÍA MARTÍN - Não é uma palavra fácil de pronunciar e ainda menos de implementar, mas a remunicipalização da água é considerada uma tendência mundial. Em 15 anos, 235 cidades e cerca de 106 milhões de habitantes retomaram a gestão do tratamento e fornecimento de água das mãos de empresas privadas. Entre elas pequenos municípios de países pobres, mas também grandes capitais como Berlim, Paris ou Buenos Aires. França, berço da Suez e da Veolia, duas poderosas multinacionais que dominam o mercado da água no mundo, é hoje o reino das remunicipalizações, com 94 casos desde o ano 2000. Embora no Brasil essa tendência seja observada de longe, Itu, o município no interior de São Paulo que sofreu drásticos cortes de água e protestos violentos no ano passado, anunciou nesta quinta-feira a intervenção da concessionária, Águas de Itu. A intervenção do município de 155.000 habitantes ameaça a continuidade de um contrato que só acabaria em 2037 e abre as portas para que a remunicipalização do serviço possa acontecer no futuro.
24/03/2016

País desperdiça 36,4% da água disponível, diz Ministério do Meio Ambiente

Agência Brasil - No Brasil, 36,4% da água são desperdiçados e apenas 40,8% do esgoto são tratados, segundo o diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Antônio Gonçalves. Ele participou nesta quinta-feira (24) de seminário promovido pela pasta para fortalecer o intercâmbio de informações sobre a gestão de recursos hídricos e subsidiar ações e políticas públicas no setor.

De acordo com informações do ministério, esse desperdício se refere às perdas no próprio mecanismo de disponibilização de água para o abastecimento público, devido a encanamentos velhos, por exemplo. Essas perdas acontecem antes mesmo de a água chegar às casas das pessoas.
10/07/2015

Desperdício de água no Brasil = seis Cantareiras

Pedro Peduzzi, Agência Brasil – Além de despejar todo dia o equivalente a 5 mil piscinas de esgoto em seus rios, o Brasil desperdiça, por ano, um volume de água que corresponde a seis sistemas Cantareira. As comparações foram apresentadas, na quarta-feira (8), pelo presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado. O instituto é uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), formado por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país.
25/11/2014

Poços e contaminação põem em risco águas subterrâneas de SP

O cruzamento dos dados de monitoramento da água e de solos aponta que mais de sete bacias hidrográficas se encontram em áreas vulneráveis

SOS Mata Atlântica - O uso da água subterrânea como alternativa para a grave crise hídrica em São Paulo requer cuidados e planejamento. Apesar dos aquíferos formarem uma grande reserva estratégica de água para captações atuais e futuras, o uso intensivo e contaminações já comprometem essa fonte em várias regiões do Estado. Atualmente, 462 municípios paulistas, cerca de 72% do Estado, são total ou parcialmente abastecidos por água subterrânea e atendem a uma população de mais de 5,5 milhões de pessoas.
09/11/2014

Crise de energia e de água traz à tona desperdício nacional

Economia. Domingos Filho, síndico: “Pode ficar sem chover seis meses que temos água sem gastar nada da Cedae" - Gustavo Stephan
Karla Mendes, O Globo - “Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo!” A impressão de Pero Vaz de Caminha de que os recursos hídricos brasileiros são inesgotáveis foi imortalizada em carta enviada ao rei de Portugal, D. Manuel, em 1º de maio de 1500, e perdura no imaginário de boa parte da população brasileira, 514 anos depois.
E esta noção equivocada — que vê um bem finito como infinito — orienta a relação de muitos cidadãos com os usos da água, afirmam os especialistas. Recurso, no caso brasileiro, é ainda a principal fonte de energia.
05/06/2014

Crise no sistema Cantareira deve fazer população repensar consumo de água

Helio Mattar, UOL - O debate sobre a seca antológica em São Paulo entrou em um novo capítulo diante do fim da época de chuvas. Elas não vieram. O sistema Cantareira, que abastece mais da metade da região metropolitana, corre o risco de não seguir abastecendo. O comitê anticrise, que monitora a seca, se preocupa com uma nova estiagem no fim do ano, depois de termos vivido o verão mais seco em 84 anos.
Sem mascarar a gravidade da crise, há nela uma grande oportunidade de mudar o formato de consumo de água, com o engajamento cidadão de todos a uma postura mais consciente.
Se cada um dos 8,8 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo, que são abastecidos pelo sistema Cantareira, reduzir em 20 minutos sua utilização diária de água, juntos adiaremos em um dia o esgotamento desse sistema. O cálculo, realizado pelo Instituto Akatu, foi feito para o cenário da vazão média do Cantareira em abril, de 23,9 mil litros por segundo.
30/03/2012

Em manifesto, cientistas pedem mais atenção ao meio ambiente

(Portal Terra) -Cientistas ambientais do mundo inteiro publicaram na última quinta-feira um manifesto pedindo mais atenção às questões ambientais do nosso planeta. A declaração, intitulada de "Declaração do Estado do Planeta" (State of the Planet Declaration), afirma que a contínua funcionalidade da Terra, se não for tratada com cuidado urgentemente, pode nos levar à falta de água, comida, biodiversidade e outras situações críticas. Esta crise, por sua vez, aumentaria ainda mais os riscos econômicos, ecológicos e sociais do planeta.
Além de cobrar certa agilidade dos políticos contra a crise ambiental, o texto do encontro Planet Under Pressure, uma das últimas reuniões de cientistas antes da Rio+20, mostra que o grande desafio da nossa era é de proteger os processos naturais da Terra para garantir o bem-estar da civilização com a diminuição da pobreza, dos conflitos sociais e também apoiando a saúde humana e do ecossistema.

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