Organosolo e Horta Maria Angú fortalecem comunidades através da transformação e cultivo de alimentos. Iniciativas ajudam a combater, desigualdades no Rio de Janeiro
Fonte: Marcos Macário e João Gabriel Rothier | Inclusão e Diversidade, ODS 2, #COLABORA - Com a intensificação da emergência climática, as comunidades e as favelas acabam sendo as primeiras impactadas, ocasionando em diversos problemas sociais e de desenvolvimento. Em contrapartida, empresas como a Organosolo ou projetos sociais como a Horta Maria Angú, atuam como um mecanismo social que luta contra o racismo ambiental e a insegurança alimentar no estado do Rio.
Segundo o relatório SOFI da ONU, o Brasil alcançou pela segunda vez sua saída do Mapa da Fome, considerando o triênio 2023 a 2025. Embora positivo, o resultado quando analisado por regiões, contextos e grupos, ainda demonstra dificuldades significativas.
Licenciada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Laís Lara de Oliveira Pereira pesquisa sobre racismo ambiental e ecologia decolonial. A cientista destaca as hortas comunitárias como soluções que discutem a lógica da alimentação saudável nos territórios periféricos.
“As hortas demonstram que as favelas não são apenas um lugar onde faltam políticas públicas, mas também um território que produz alternativas. Mais do que plantar alimentos, elas aproximam as pessoas do cultivo, fortalecem relações comunitárias e mostram que a produção de comida também pode ser uma forma de produzir autonomia”, comenta Laís.

