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04/06/2026

DENÚNCIA - Lavagem de ouro: Greenpeace Brasil denuncia fraudes em permissões de garimpo na Amazônia e revela esquema bilionário

Flagra de garimpo ilegal na zona de amortecimento
do Parque Nacional do Rio Novo, Pará. A área está
próxima a uma das localizações com PLG analisada
pelo relatório “Lavagem de ouro na Amazônia :
anatomiade uma fraude”.
Maio de 2026. Laís Modelli / Greenpeace
Relatório mostra como Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) são utilizadas para a comercialização de ouro extraído ilegalmente da Amazônia, impactando Terras Indígenas e áreas protegidas;
Análise cruzou dados históricos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) com imagens de satélite e de sobrevoos realizados pelo Greenpeace Brasil;

Fonte: Greenpeace - 1º de junho de 2026 – Um novo relatório do Greenpeace Brasil, publicado nesta segunda-feira (01), mostra como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) – instrumento que atesta a procedência do ouro – vem sendo utilizada para “lavar” o minério extraído ilegalmente na Amazônia, aproveitando-se de falhas graves na fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da dispensa de pesquisa mineral prévia. A organização alerta que tal sistema fraudulento vem permitindo, há anos, a expansão do garimpo ilegal na Amazônia, inclusive sobre Terras Indígenas e Unidades de Conservação. 

Além de descrever a dinâmica da “lavagem” por meio da PLG e os caminhos usados para que o ouro ilegal seja inserido no sistema financeiro global como um ativo “limpo”, o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”  também revela um esquema bilionário: entre 2018 e março de 2026, 98 PLGs com irregularidades permitiram a comercialização de 25,3 toneladas de ouro, que, em valores atualizados, renderiam R$ 18,4 bilhões (entenda abaixo).

“Estamos falando de um esquema de lavagem de ouro que, há décadas, utiliza um instrumento legal para inserir no mercado nacional e internacional o ouro extraído ilegalmente de Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia. Por isso, conferir total transparência para a Permissão de Lavra Garimpeira e cobrar uma fiscalização mais robusta da Agência Nacional de Mineração não é mais uma opção, mas uma necessidade”, afirma o coordenador da frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil, Danicley de Aguiar. 
18/11/2014

Construcard: Para o programa ser legal, a madeira não pode ser ilegal

Ativistas do Greenpeace protestam hoje, em Brasília, para exigir que a Caixa Econômica Federal não financie mais a destruição da Amazônia

Greenpeace - Ativistas do Greenpeace despejaram hoje duas toneladas de pó de serra em frente à sede da Caixa Econômica Federal para denunciar a conexão do programa Construcard com a exploração ilegal e predatória de madeira na Amazônia. Faixas simulando o cartão Construcard traziam a mensagem: “Para o programa ser legal, a madeira não pode ser ilegal”.
Uma investigação de dois anos do Greenpeace no estado do Pará revelou que o atual sistema de controle da madeira não é apenas falho, mas alimenta a degradação florestal e o desmatamento. Frequentemente, em vez de conter o crime, o sistema é usado para 'esquentar' madeira extraída de forma predatória e ilegal que, mais tarde, chega ao mercado acompanhado de documentação oficial.
Leia o relatório aqui.
29/03/2012

Até quando??! Fiscais do Ibama e ICMBio sofrem emboscada no Pará

(Ibama) – Dois homens com armas automáticas, coletes balísticos e máscaras emboscaram uma equipe de fiscalização do Ibama e do Instituto Chico Mendes – ICMBio na manhã de hoje na BR-163, na altura de Cachoeira da Serra, no distrito de Novo Progresso, no Pará.
Os veículos da fiscalização foram obrigados a parar por causa dos troncos dispostos na estrada e, imediatamente, os homens os abordaram. Policiais ambientais do Pará acompanhavam os fiscais e trocaram tiros com os mascarados que acabaram fugindo pelo mato. Nenhum dos agentes foi ferido.

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