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História: José Lutzenberger

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07/03/2017

Quanto vale uma floresta

Quem são os empreendedores que estão investindo centenas de milhões de reais para fazer das matas nativas da Amazônia um celeiro de sustentabilidade ambiental e avançar sobre um setor que movimenta US$ 21,5 bilhões por ano no mundo

Dinheiro Rural - Desde 1974, o pecuarista Carlos Eduardo Ribeiro do Valle, 70 anos, é dono da fazenda Mutirão, uma área de 25 mil hectares no município de Paragominas, no nordeste do Pará. Como manda a lei ambiental, Valle sempre explorou apenas 20% da área, o equivalente a cinco mil hectares para a criação de gado. O resto é mata fechada, intocada. Apesar de sempre ter mantido sua propriedade dentro da lei, nos anos de 2007 e 2008, ele foi arrastado para o olho do furacão. Motivo: a Mutirão estava em uma região que encabeçava a chamada lista suja do desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, composta por 36 municípios, no caso, Paragominas. As cidades ficaram na mira da Polícia Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em ações policiais contra a derrubada ilegal de árvores na Amazônia. “Era a época da Operação Arco de Fogo, com muita gente presa e inúmeras madeireiras ilegais fechadas”, afirma Valle. “Foi um tempo difícil, mas também um recomeço para a região.” Naquela época, Paragominas tinha 874 mil hectares desmatados e degradados, equivalente à metade de sua área total.
18/11/2014

Construcard: Para o programa ser legal, a madeira não pode ser ilegal

Ativistas do Greenpeace protestam hoje, em Brasília, para exigir que a Caixa Econômica Federal não financie mais a destruição da Amazônia

Greenpeace - Ativistas do Greenpeace despejaram hoje duas toneladas de pó de serra em frente à sede da Caixa Econômica Federal para denunciar a conexão do programa Construcard com a exploração ilegal e predatória de madeira na Amazônia. Faixas simulando o cartão Construcard traziam a mensagem: “Para o programa ser legal, a madeira não pode ser ilegal”.
Uma investigação de dois anos do Greenpeace no estado do Pará revelou que o atual sistema de controle da madeira não é apenas falho, mas alimenta a degradação florestal e o desmatamento. Frequentemente, em vez de conter o crime, o sistema é usado para 'esquentar' madeira extraída de forma predatória e ilegal que, mais tarde, chega ao mercado acompanhado de documentação oficial.
Leia o relatório aqui.
01/02/2013

Número de empresas que revelam sua pegada florestal cresce 15%


Cem companhias participaram do Forest Footprint Disclosure Project em 2012 e divulgaram seus impactos ambientais devido ao uso das commodities que mais prejudicam as florestas.

Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil -O quarto relatório anual do Forest Footprint Disclosure Project (FFD), publicado nesta terça-feira (29), mostrou que o número de companhias que divulgaram sua pegada florestal no último ano chegou a 100, um aumento de quase 15% em relação ao ano anterior, quando 87 firmas revelaram seu impacto ambiental.
O apoio a investimentos do FFD voltou a crescer no último ano e o projeto é atualmente patrocinado por mais de 180 investidores, que juntos administram mais de US$ 12,8 trilhões.

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