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18/09/2026

Mineradora ré por garimpo ilegal na Amazônia abasteceu indústria bélica dos EUA

Vista aérea de um garimpo na Terra Indígena Yanomami. Em agosto, a White Solder se tornou ré na Justiça Federal por suspeita de operar um esquema milionário de extração ilegal de cassiterira no território (Foto: Valentina Ricardo/Greenpeace/2022)
White Solder, acusada de integrar esquema criminoso na TI Yanomami, forneceu estanho para empresas com contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos; Mineradora brasileira declarou compras de matéria-prima de áreas sem indícios de atividade minerária, aponta Greenpeace

Por Murilo Pajolla e Isabel Harari | Edição Poliana Dallabrida, Reporter Brasil 

UMA MINERADORA ré por suspeita de integrar um esquema de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, já exportou estanho a empresas norte-americanas com contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. 

O Pentágono classifica o metal como indispensável para a produção de componentes eletrônicos usados em seus equipamentos militares. 

Apresentando-se como uma das maiores produtoras de estanho do mundo, a White Solder forneceu ao menos 525 toneladas para a americana Indium Corporation entre maio de 2023 e agosto de 2025, segundo registros alfandegários analisados pela reportagem. 

A Indium fornece soldas para a Raytheon, fabricante de sistemas militares, como radares e mísseis de alta precisão, que mantém diversos diversos contratos com o governo norte-americano. Com mais de 100 anos de atuação, a Raytheon faturou US$ 88 bilhões em 2025.

Um desses contratos, assinado em 2020 por US$ 2,2 bilhões, prevê a produção de sete radares de defesa antimíssil destinados à Arábia Saudita até 2027. Em outro, firmado em 2024 e com validade até 2031, a Raytheon garantiu outros US$ 2,9 bilhões para fornecer aos Estados Unidos unidades do mais moderno radar de defesa aérea e antimíssil desenvolvido pela companhia.

A White Solder também forneceu o metal para a norte-americana Nathan Trotter, que se define como a maior fabricante de estanho e ligas de solda da América do Norte. Entre agosto de 2021 e agosto de 2025, a companhia recebeu ao menos 2,4 mil toneladas da produtora de estanho brasileira, apontam registros alfandegários.

20/07/2026

Estudo na Science aponta que fim da Moratória da Soja pode desmatar 1,4 milhão de hectares na Amazônia, o equivalente a 2 milhões de campos de futebol

Pesquisa publicada nesta última quinta (16/07) derruba os principais argumentos contra o acordo e mostra o que está em jogo antes do julgamento no STF em agosto.
Fonte: Cristiane Mazzetti, coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil

O que acontece com o fim da Moratória da Soja? 
Sem a Moratória da Soja, o desmatamento na Amazônia pode chegar a 1,4 milhão de hectares nos próximos dez anos, além de deixar vulnerável uma área do tamanho de Portugal que pode ser desmatada legalmente, e quase 30 milhões de hectares de florestas públicas sem destinação que são aptas ao plantio de soja. 

Essas são informações centrais do artigo “The Rise and Fall of the Amazon Soy Moratorium”, publicado na revista Science nesta quinta-feira (16). O texto frisa as contribuições da iniciativa para a redução do desmatamento na Amazônia brasileira, além de explorar as possíveis consequências do fim da moratória, apresentando números inéditos e rebatendo os principais argumentos utilizados para criticar o acordo. Eu assino o artigo ao lado de pesquisadores da Universidade de Wisconsin, das Universidades DePaul e Illinois (EUA) e do WWF Brasil.
09/07/2026

O que contém soja? Muito mais do que você imagina, e pode conter desmatamento (ALERTA!)

Você não vê a soja, mas ela pode estar no seu chocolate, no seu shampoo, no óleo que você usa para cozinhar, foi a ração do frango do espetinho que você comeu no fim de semana. A soja está em quase tudo, e é exatamente por isso que quase ninguém pergunta de onde ela vem.

Fonte: Caroline Haddad (Greenpeace) - “Contém soja. Pode conter desmatamento.” é o alerta de uma nova campanha do Greenpeace Brasil. Sem um compromisso claro por parte de todo o setor pelo desmatamento zero, é difícil garantir que a soja usada em milhares de produtos do dia a dia não venha de uma área desmatada na Amazônia.

De onde vem a soja que a gente consome sem saber?
Existe um rastro, e ele leva direto à floresta, a cada compra, a cada prateleira, a cada empresa que construiu uma marca sobre a palavra sustentabilidade e que depois topou desmontar o maior mecanismo que tornava essa palavra verificável: a Moratória da Soja. O comércio de soja na Amazônia é dominado por um grupo de grandes empresas – Cargill, Bunge, Amaggi e ADM entre elas – que decidem, na prática, se a soja que chega até você é ou não livre de desmatamento.
04/06/2026

DENÚNCIA - Lavagem de ouro: Greenpeace Brasil denuncia fraudes em permissões de garimpo na Amazônia e revela esquema bilionário

Flagra de garimpo ilegal na zona de amortecimento
do Parque Nacional do Rio Novo, Pará. A área está
próxima a uma das localizações com PLG analisada
pelo relatório “Lavagem de ouro na Amazônia :
anatomiade uma fraude”.
Maio de 2026. Laís Modelli / Greenpeace
Relatório mostra como Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) são utilizadas para a comercialização de ouro extraído ilegalmente da Amazônia, impactando Terras Indígenas e áreas protegidas;
Análise cruzou dados históricos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) com imagens de satélite e de sobrevoos realizados pelo Greenpeace Brasil;

Fonte: Greenpeace - 1º de junho de 2026 – Um novo relatório do Greenpeace Brasil, publicado nesta segunda-feira (01), mostra como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) – instrumento que atesta a procedência do ouro – vem sendo utilizada para “lavar” o minério extraído ilegalmente na Amazônia, aproveitando-se de falhas graves na fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da dispensa de pesquisa mineral prévia. A organização alerta que tal sistema fraudulento vem permitindo, há anos, a expansão do garimpo ilegal na Amazônia, inclusive sobre Terras Indígenas e Unidades de Conservação. 

Além de descrever a dinâmica da “lavagem” por meio da PLG e os caminhos usados para que o ouro ilegal seja inserido no sistema financeiro global como um ativo “limpo”, o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”  também revela um esquema bilionário: entre 2018 e março de 2026, 98 PLGs com irregularidades permitiram a comercialização de 25,3 toneladas de ouro, que, em valores atualizados, renderiam R$ 18,4 bilhões (entenda abaixo).

“Estamos falando de um esquema de lavagem de ouro que, há décadas, utiliza um instrumento legal para inserir no mercado nacional e internacional o ouro extraído ilegalmente de Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia. Por isso, conferir total transparência para a Permissão de Lavra Garimpeira e cobrar uma fiscalização mais robusta da Agência Nacional de Mineração não é mais uma opção, mas uma necessidade”, afirma o coordenador da frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil, Danicley de Aguiar. 
22/05/2026

Dia do Agro no Congresso ataca brutalmente a legislação ambiental

Deputados ruralistas avançam com projetos que facilitam
o desmatamento em todos os biomas e ampliam
riscos climáticos. Agora, cabe análise no Senado.
Andressa Santa Cruz (Greenpeace) - Em apenas duas sessões, entre os dias 19 e 20 de maio, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados aprovou, em ritmo acelerado e sem debate público, uma série de projetos que desmontam mecanismos de proteção ambiental.

Apelidada pelos próprios parlamentares de “Dia do Agro”, a ofensiva ficou marcada como um dos maiores ataques à legislação socioambiental dos últimos anos. Na prática, os projetos fragilizam o combate ao desmatamento, favorecem crimes ambientais e ameaçam os biomas brasileiros.

“Mais uma vez, se confirma o avanço de uma agenda antidemocrática no Congresso, especialmente nas pautas socioambientais, abrindo caminho para mais desmatamento, mineração e insegurança pública. As decisões são tomadas de forma centralizadora, sem diálogo com a sociedade e ignorando alertas técnicos sobre os impactos ambientais e climáticos”, afirma Gabriela Nepomuceno, Especialista em Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

A ofensiva faz parte de um novo “Pacote da Destruição”, conjunto de propostas apoiadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Depois da aprovação pelos deputados, os projetos serão analisados no Senado.
27/07/2020

Você sabe de onde vem a sua comida?


Greenpeace - O que a comida que chega à sua mesa tem a ver com a crise climática e a destruição de florestas e outros ecossistemas em todo o planeta? É o que a atriz Alice Braga vai te contar nessa série de três vídeos produzida em parceria com o Greenpeace.

O sistema de agricultura industrial parece organizado, mas a verdade é que ele está totalmente fora de controle, transformando todos os ingredientes básicos da nossa dieta em “commodities”, gerando lucros para alguns e prejuízo para todos nós.
22/06/2015

Alertas de desmatamento mais que dobram

De acordo com dados do SAD, em maio foram registrados 389 km² de alertas de desmatamento na Amazônia. O estado do Amazonas e o Mato Grosso lideraram na destruição
Greenpeace - O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou na quinta-feira (18) os resultados de seu Sistema de Alertas de Desmatamento na Amazônia Legal (SAD) de maio, reafirmando a tendência de aumento do desmatamento no bioma. No mês passado foram registrados alertas em uma área de 389 km², destruição 110% maior que a identificada em maio de 2014.
Mas a surpresa deste mês veio do Amazonas, que registrou a maior área de alertas de desmatamento (27%), ao lado do Mato Grosso. O estado não costuma figurar entre os maiores desmatadores do bioma, mas isso parece estar mudando: entre os três municípios mais desmatados em maio, dois estão no Amazonas.
18/11/2014

Construcard: Para o programa ser legal, a madeira não pode ser ilegal

Ativistas do Greenpeace protestam hoje, em Brasília, para exigir que a Caixa Econômica Federal não financie mais a destruição da Amazônia

Greenpeace - Ativistas do Greenpeace despejaram hoje duas toneladas de pó de serra em frente à sede da Caixa Econômica Federal para denunciar a conexão do programa Construcard com a exploração ilegal e predatória de madeira na Amazônia. Faixas simulando o cartão Construcard traziam a mensagem: “Para o programa ser legal, a madeira não pode ser ilegal”.
Uma investigação de dois anos do Greenpeace no estado do Pará revelou que o atual sistema de controle da madeira não é apenas falho, mas alimenta a degradação florestal e o desmatamento. Frequentemente, em vez de conter o crime, o sistema é usado para 'esquentar' madeira extraída de forma predatória e ilegal que, mais tarde, chega ao mercado acompanhado de documentação oficial.
Leia o relatório aqui.
12/10/2014

Assinem! Queremos compromisso com o meio ambiente no nosso país!!!

A plataforma Pressione Verde do Greenpeace é uma ferramenta para ampliar a pressão da sociedade civil sobre candidatos nessas eleições. Apresentando demandas concretas e estratégicas, tem como objetivo levar candidatos a se comprometerem com a construção de um Brasil verdadeiramente sustentável, permitindo que cidadãos unam suas vozes à do Greenpeace e pressionem pela construção de propostas e planos de governo que correspondam às reais necessidades do país e do planeta. Só assim conseguiremos acabar de vez com a ladainha que se repete eleição após eleição. Some com a gente e Pressione Verde!
29/10/2012

Plantio de soja em área de desmatamento na Amazônia aumenta, mesmo com moratória e boicote de empresas

Foto: Leonardo F. Freitas / EBC
Mariana Tokarnia, da Agência Brasil - A área de soja plantada em terras de novos desmatamentos na Amazônia saltou de 11,69 mil hectares na safra de 2010/2011 para 18,41 mil hectares no ciclo 2011/2012 – um aumento de 57%.
Os números foram apresentados na sexta-feira (26) durante a renovação da Moratória da Soja, iniciativa de empresas exportadoras e organizações da sociedade civil para boicotar a soja produzida em áreas de novos desmatamentos na Amazônia.
Para o Greenpeace, apesar de ser alto e acender uma “luz amarela”, o aumento da atual safra foi menor do que os 85% registrados no período anterior (2010/2011 comparado a 2009/2010).
Assinada pela primeira vez em 2006 e repactuada ano a ano, a moratória foi renovada até 31 de janeiro de 2014. O pacto impõe desmatamento zero na produção de soja na Amazônia. Isso significa que nenhuma das 24 principais empresas comercializadoras do grão – que representam 90% do mercado de soja no país – pode comprar o produto de fornecedores na Amazônia que tenham desmatado após 2006.
17/04/2012

Um passo importante para a geração renovável chegar à casa dos brasileiros

Placas solares na comunidade ribeirinha de Sobrado (Amazonas) substituíram o gerador a diesel ©Greenpeace/Rogério Reis/Tyba
Greenpeace Brasil - Consumidores, mas igualmente produtores. Após anos
de reivindicação do Greenpeace e de outras organizações civis, finalmente os brasileiros que gerarem energia de fontes renováveis na própria casa poderão ter descontos na conta de luz paga às concessionárias.
Uma resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovada nesta terça-feira, 17, estabelece um sistema de compensação de energia que torna possível a microprodução por meio de painéis solares, pequenas turbinas eólicas, geradores a biocombustíveis ou mesmo minicentrais hidrelétricas.
02/04/2012

‎30 razões para preservar as florestas

@Infoambiental - Com base em informações oficiais da SOS Mata Atlântica, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do IBGE, FAO, e Embrapa, o Greenpeace fez uma lista em que elenca 30 motivos para manter em pé as matas do Brasil. 

1- O Brasil abriga 20% de todas as espécies do planeta.
2- O mundo perde 27.000 espécies por ano.
3- A Amazônia ocupa metade do Brasil e abriga 2/3 de todo o remanescente florestal brasileiro atual.
4- O Brasil detém 12% das reservas hídricas do planeta.
5- Já perdemos cerca de 20% da Amazônia, o limite estabelecido pela lei.
6- Na Mata Atlântica, bioma de mais longa ocupação no Brasil, 93% já foi perdido.
7- Mesmo quase totalmente desmatado, ainda tem gente que ataca a Mata Atlântica: a taxa média de desmatamento de 2002 a 2008 foi equivalente a 45 mil campos de futebol por ano.
24/03/2012

"Os brasileiros não querem o Código Florestal", diz diretor do Greenpeace

Em entrevista exclusiva ao iG, o sul-africano Kumi Naidoo explica como a questão ambiental se ganhou cunho político e econômico( IG - Maria Fernanda Ziegler, enviada a Manaus) - O diretor executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, espera que as pessoas levem em conta quem controla as decisões políticas e quais os fatores que as levam a tomá-las. Em visita a Manaus para o lançamento da campanha Desmatamento Zero e também para participar do Fórum Mundial de Sustentabilidade, Naidoo conversou com o iG.
O sul-africano de 47 anos, que se tornou líder mundial da organização ambientalista em 2009, tem um histórico de luta contra o regime do apartheid em seu país. No comando do Greenpeace, foi expulso da Conferência do Clima em Durban por protestar contras o lobby das empresas.
23/03/2012

Greenpeace propõe lei para zerar desmatamento


(Folha.com) - A ONG ambientalista Greenpeace lançou nesta quinta-feira em Manaus um projeto de lei de iniciativa popular para zerar o desmatamento no Brasil.
A partir da semana que vem, o navio Rainbow Warrior-3, da organização, navegará de Manaus ao Rio de Janeiro para coletar 1,4 milhão de assinaturas de eleitores. Este é o número mínimo necessário para que uma lei popular seja apreciada pelo Congresso, como aconteceu com a Lei da Ficha Limpa, sancionada neste ano.

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