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15/09/2026

Temperatura máxima na estação seca já aumentou mais de 3 °C em área preservada da Amazônia

Temperaturas máximas no período mais seco aumentaram pelo menos 0,75°C por década no centro-norte da Amazônia; taxas foram calculadas por área, com  resolução espacial de 11 km (imagem: Liana Anderson/Inpe)
Fonte: Luciana Constantino | Agência FAPESP – Uma área de mais de 700 mil quilômetros quadrados no centro-norte da Amazônia – quase o tamanho do Chile – registrou um aumento de pelo menos 3,2 °C nas temperaturas extremas da estação seca desde 1981. Nesse território, a elevação foi de, no mínimo, 0,75 °C por década, revela pesquisa publicada nesta quinta-feira (10/09) na revista Communications Earth & Environment por um grupo de 53 cientistas internacionais, incluindo brasileiros.

O ritmo é superior ao aumento de 0,2 °C por década observado na temperatura média anual da floresta tropical. Os resultados mostram que o clima do bioma não está mudando de forma homogênea: enquanto o sul da Amazônia apresenta aquecimento médio acelerado, é no centro-norte, distante do arco do desmatamento, que as temperaturas extremas e o déficit hídrico avançam mais rapidamente.

Segundo o estudo, isso indica que o fenômeno não pode ser atribuído somente à perda florestal, principal vetor de emissão de gases de efeito estufa no Brasil, mas também à influência das mudanças climáticas globais. Nesse cenário, os cientistas destacam a preocupação com a expectativa de que o El Niño deste ano seja o mais intenso já registrado, podendo levar a Amazônia a sofrer novamente com temperaturas elevadas e secas extremas dois anos após a última grande estiagem, ocorrida em 2024.

31/07/2026

A tecnologia que promete RESFRIAR o PLANETA... mas a que custo?


Fonte: Canal Ciência TodoDia - O nosso planeta vive uma das eras mais quentes já registradas, e nós somos os responsáveis por isso. No vídeo de hoje vamos ver como a geoengenharia pode nós ajudar a reduzir a temperatura do planeta, trazendo ideias novas e inovadoras mas também, o outro lado delas. Será que de fato essas ideias são palpáveis e valem a pena?
16/07/2026

Seremos História | Documentário HD Dublado (2018)

Fonte: National Geografic - As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima. As atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.

27/05/2026

Data centers aceleram o aquecimento global

Foto: BNDES/Gov.br
Pesquisadores constataram aumento de temperatura de cerca de 2 °C em áreas situadas até meio quilômetro a partir do perímetro dos data centers

Vivaldo José Breternitz - À medida que data centers se multiplicam, cientistas buscam medir seus impactos nas comunidades vizinhas.

Estudos já mostraram que essas instalações impactam os sistemas locais de energia e água, elevam os custos de serviços públicos e liberam poluentes nocivos. Agora, nova pesquisa indica que o calor gerado por esses complexos pode aumentar a temperatura na vizinhança.

A pesquisa, publicada em 18 de maio no Journal of Engineering for Sustainable Buildings and Cities, analisou a poluição térmica gerada por um data center de 36 megawatts em Mesa, Arizona, e por outro de 169 megawatts na cidade vizinha de Chandler. Os pesquisadores constataram aumento de temperatura de cerca de 2 °C em áreas situadas até meio quilômetro a partir do perímetro dessas instalações.

As conclusões sugerem que os data centers podem intensificar o fenômeno da “ilha de calor urbana”, em que cidades apresentam temperaturas significativamente mais elevadas do que áreas rurais próximas. “Mesmo que esses data centers contribuam apenas com 1 ou 2 graus adicionais, isso pode ter um impacto muito significativo em nossas vidas”, afirmou David Sailor, principal autor do estudo e diretor da Escola de Ciências Geográficas e Planejamento Urbano da Universidade Estadual do Arizona.

28/02/2020

Antártica bate os 20 graus Celsius e tem temperatura mais alta da história

O jornal britânico The Guardian publicou uma informação assustadora. Depois de, na semana passada, o continente da Antártica ter registrado a mais a alta temperatura de sua história, hoje quinta-feira (13), o recorde já foi superado. Pesquisadores brasileiros da região identificaram a medição na Ilha Seymour. A temperatura registrada foi de 20,75ºC.

Para se ter uma ideia, o número é tão absurdo que foi a temperatura máxima registrada na terça-feira (11), na capital paulista. Enquanto o verão se intensifica no continente gelado, aqui a influência de frente frias vem alterando a cara da estação mais quente do ano.

“Nós estamos vendo uma tendência de aquecimento em diversos locais que estão sendo monitorados, mas nunca vimos algo parecido com isso. Nós temos mudanças climáticas na atmosfera diretamente relacionadas com as transformações na permafrost e no oceano. Tudo que está acontecendo é muito bem interligado”, afirmou o pesquisador brasileiro Carlos Schaefer, da Universidade Federal de Viçosa ao The Guardian.

Ártico aquece em uma década o mesmo que o resto do planeta em 137 anos, mostra estudo

O último recorde havia sido registrado há uma semana atrás, quando os termômetros da Base Esperanza, controlada pelo Sistema Meteorológico Nacional, da Argentina, atingiram 18,3º C na região. A temperatura mais alta registrada desde os dois últimos recordes era de 17,5ºC. Estudos indicam que, desde que o clima começou a ser monitorado por lá, a temperatura média da Antártica cresceu 3 graus Celsius.
12/08/2019

Recorde de degelo nos polos em julho de 2019

José Eustáquio Diniz Alves, Ecodebate - O mês de julho de 2019 bateu todos os recordes de degelo nos polos, contribuindo para a elevação do nível dos oceanos e servindo de alerta para bilhões de pessoas que moram nas áreas litorâneas. Depois de cinco sucessivos anos (2014, 2015, 2016, 2017 e 2018) de recordes de temperaturas globais, o ano de 2019 caminha para ser o segundo mais quente já registrado. Os meses de junho e julho de 2019 foram os mais quentes da série histórica que começou em 1880.

Os gráficos abaixo mostram os registros e as tendências do degelo no Ártico e na Antártica nos últimos 40 anos, de 1979 a 2019. Nota-se que o degelo no Ártico é muito mais rápido e apresenta uma redução de 7,3% por década, sendo que no mês de julho de 2019 foram computados 7,6 milhões de km2, bem abaixo da média de 9,5 milhões de km2 no período 1981-2010. Na Antártica, o mês de julho apresentou 15,3 milhões de km2, abaixo da média de 16 milhões de km2 do período 1981-2010

O degelo na Groenlândia também é dramático, como mostra o gráfico abaixo do National Snow and Ice Data Center, dos EUA. Após um inverno relativamente seco e primavera quente, a Groenlândia apresentou um grande episódio de derretimento de superfície no mês de julho, especialmente no dia 31/07/2019, com uma área máxima de fusão em 984.000 quilômetros quadrados. O derretimento foi detectado em toda a costa, exceto na ponta mais distante ao sul da camada de gelo, e se estendeu para o interior das regiões oeste central e centro-leste, quase até o cume. As áreas costeiras do leste e nordeste também se fundiram extensivamente.
19/07/2017

Organização Meteorológica Mundial (OMM) registra recordes de calor em diferentes partes do mundo

ONU - Temperaturas extremamente altas para os meses de maio e junho bateram recordes de calor na Europa, Oriente Médio, norte da África e Estados Unidos. A informação foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que alertou também que as temperaturas médias dos oceanos e superfícies para os cinco primeiros meses de 2017 atingiram o segundo nível mais alto já registrado.
A agência da ONU lembrou que, em Portugal, temperaturas na faixa dos 40 graus contribuíram para agravar a devastação provocada por incêndios florestais na região de Pedrógão Grande, a 150 quilômetros de Lisboa. Episódio deixou dezenas de mortos e feridos. Na vizinha Espanha, a primavera foi a mais quente em 50 anos. Na França, a OMM prevê que as tardes continuarão tendo temperaturas 10º C acima da média para essa época do ano.

26/03/2017

Aumento da temperatura global se aproxima de 1,5º Celsius

José Eustáquio Diniz Alves, Ecodebate - O ano de 2016 foi o mais quente já registrado. Pior, os três últimos anos foram os mais quentes desde o início da série de medição iniciada em 1880, com uma temperatura média 0,94º C acima da média do século XXI, em 2016, 0,90º C em 2015 e 0,74º C, em 2014. O clima fez um hat-trick.

Dos 17 anos mais quentes já registrados, 16 estão no século XXI. E o pior é que os dois primeiros meses de 2017 indicam que a temperatura do ano vai continuar alta, provavelmente menor do que 2016, mas mais elevada do que a de 2014 e talvez 2015. Tanto as temperaturas de janeiro (0,89º C) e fevereiro (0,98º C) de 2017 foram as segundas mais altas da série histórica para os respectivos meses, desde 1880. Parece que o calor veio para ficar.

Estas medições são importantes, especialmente porque os acordos internacionais falam em limitar o aquecimento global, no melhor cenário, a 1,5º C em relação ao período pré-industrial, ou seja, em relação ao período anterior ao início da utilização generalizada dos combustíveis fósseis.

Para se ter uma linha base mais próxima do período pré-industrial, a maioria dos cientistas que estudam o aquecimento global compara as temperaturas de hoje com as do final do século XIX. Mas um novo estudo mostra que o aquecimento já tinha se iniciado em meados do século XIX e registra o quanto o mundo já está perto de romper as metas de aquecimento do Acordo de Paris.
21/01/2017

O ano de 2016 bateu o recorde de ano mais quente desde 1880

Temperatura global bate recorde e 2016 foi o ano mais quente desde 1880

Ansa / ABr - O ano de 2016 bateu o recorde de ano mais quente desde 1880, quando foram feitos os primeiros registros históricos da temperatura, informaram nesta quarta-feira (18) cientistas na Nasa e da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês). As informações são da Agência ANSA.

Segundo a Noaa, a média da temperatura da superfície da Terra ficou em 0,94ºC acima da média registrada no século 20, de 13,9%. Desde o século 20 o recorde anual de temperatura global foi quebrado cinco vezes: 2005, 2010, 2014, 2015 e 2016. Este é o terceiro ano consecutivo em que o recorde é quebrado.

“Muito do calor recorde sentido no planeta pode ser atribuído ao aumento das temperaturas nos oceanos”, diz o documento se referindo aos efeitos do El Niño, fenômeno caracterizado pela elevada temperatura das águas do oceano Pacífico, sobretudo nos primeiros meses de 2016. Durante o ano passado, os meses de janeiro, março, abril, junho, julho e agosto, estão entre os 12 meses mais quentes em 137 anos. De acordo com a Nasa, “as temperaturas estão atingindo níveis que podem ameaçar nossa civilização”.
05/11/2014

'Brasil pode ter papel crucial na crise do clima', diz Al Gore

O ex-senador e ex-vice-presidente dos EUA Albert Gore volta ao Rio com seu otimismo e sua pregação pela necessidade de combater o aquecimento global.

Folha de São Paulo - Seu Projeto Realidade Climática arrebanhou 750 pessoas de 55 países para três dias de treinamento para disseminar a mensagem: impedir que a atmosfera se aqueça mais que 2ºC, nível considerado perigoso para a estabilidade do clima.
"Em 79 países o preço da energia de painéis solares está igual ou abaixo do preço da eletricidade pela queima de carvão", diz Gore. "O fato de as soluções estarem disponíveis é o antídoto para a paralisia política."
05/07/2012

Nível dos oceanos é irreversível

Mesmo com a redução de CO2, o aumento apontado pelos cientistas poderá ser desacelerado (mas não regredido)
Terra da Gente, com info Ecodesenvolvimento - Segundo um novo estudo de cientistas especializados em Meio Ambiente, mesmo que haja diminuições profundas nas emissões dos gases de efeito estufa (GEE) e que a temperatura média do planeta seja reduzida, o aumento do nível dos oceanos é irreversível. Mas a pesquisa aponta que o processo pode ser desacelerado.
"Mesmo com uma mitigação agressiva, que limitaria o aquecimento global a menos de 2°C acima dos valores pré-industriais até 2100, e com o aumento natural da temperatura nos séculos 22 e 23, o nível dos mares continuaria a subir depois de 2100", aponta o estudo publicado no jornal Nature Climate Change.

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