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História: José Lutzenberger

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15/07/2026

Subsídios financeiros na destruição da natureza são 30 vezes maiores que na proteção

Relatório “Estado do Financiamento para a Natureza 2026” revela abismo entre subsídios predatórios e soluções baseadas na natureza e propõe rota de transição para uma economia de trilhões de dólares.

Fonte: Ecodebate - Dados de 2023 mostram que fluxos financeiros negativos para o meio ambiente chegam a US$ 7,3 trilhões, enquanto investimentos em proteção são apenas US$ 220 bilhões. Especialistas alertam: não há meio-termo entre investir na destruição ou na recuperação.

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) expõe uma das contradições mais graves da economia global contemporânea: a humanidade direciona recursos monumentais para degradar o próprio planeta que a sustenta. 

Intitulado “State of Finance for Nature 2026: Nature in the red: Powering the trillion dollar nature transition economy“, o documento, com dados de 2023, revela que para cada dólar investido na proteção e recuperação da natureza, trinta dólares são canalizados para atividades que a destroem.
29/05/2026

Gestão ambiental adaptativa em áreas agrícolas degradadas

A gestão adaptativa propõe que a intervenção comece pela leitura integrada do sistema. Antes de decidir o que fazer, é necessário compreender como a degradação se manifesta.

Artigo de Afonso Peche Filho, Ecodebate - A recuperação de áreas agrícolas degradadas exige mais do que a aplicação isolada de práticas corretivas.
Quando uma área apresenta compactação do solo, processos erosivos ativos e redução severa da biodiversidade, não se trata apenas de um problema físico, químico ou biológico separado, mas de uma desorganização funcional do agroecossistema. A produção pode até persistir por algum tempo, mas passa a ocorrer sobre uma base ecológica fragilizada, com menor infiltração de água, menor atividade biológica, menor diversidade de raízes, menor proteção superficial e maior dependência de intervenções externas. Nesse contexto, a gestão ambiental adaptativa oferece uma abordagem especialmente importante, pois permite tratar a recuperação como um processo contínuo de diagnóstico, intervenção, monitoramento, aprendizagem e correção de rumo.
28/08/2013

Governo incentiva recuperação de áreas degradadas


Incentivo valerá a partir dos programas e políticas ambientais já existentes
Sophia Gebrin, Ministério do Meio Ambiente - O governo federal apoiará a recuperação florestal em áreas desapropriadas pelo poder público e em áreas degradadas em posse de agricultores familiares assentados, quilombolas e indígenas. Segundo a Lei nº 12.854, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27/08), o incentivo valerá a partir dos programas e políticas ambientais já existentes, e as opções de reflorestamento devem representar alternativa econômica e de segurança alimentar e energética para o público beneficiado.
05/09/2012

Relações implícitas e resiliência

Roberto Naime, Ecodebate - Um conceito que nos auxilia a entender as relações implícitas é o de resiliência. Os ecossistemas vegetais tornam-se degradados quando perdem sua capacidade de recuperação natural após distúrbio ou seja, perdem sua resiliência. Para entender de uma forma simples o que é resiliência vamos imaginar uma borrachinha de banco, destas de guardar dinheiro. Enquanto enquanto não se rebenta a borrachinha, a gente puxa a borrachinha, ela cede bastante porque é elástica, mas volta ao normal inicial. Até que a gente rebenta a borrachinha. Aí ela não volta mais ao normal, sofre o que se chama ruptura.
Assim é o ecossistema. Enquanto ele não foi totalmente degradado, tem condições de se recuperar sozinho, ainda que em muito tempo. Quando o limite de resiliência ou auto-recuperação ou limite de elasticidade do sistema ou ponto de ruptura é atingido, o ecossistema não se recupera mais sozinho nem em muito tempo, precisa da ajuda antrópica.

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