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História: José Lutzenberger

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23/09/2026

Decisões empresariais ampliam a crise do plástico

A prioridade de proibição deve recair sobre produtos desnecessários, embalagens excessivas e objetos descartáveis que podem ser substituídos por sistemas de reutilização

Fonte: Reinaldo Dias, Ecodebate - Em 6 de setembro de 2026, a quantidade de resíduos plásticos produzida no mundo desde o início do ano ultrapassou a capacidade dos sistemas existentes de administrá-la adequadamente. A data, denominada Plastic Overshoot Day (Dia da Sobrecarga do Plástico) pela organização Earth Action, marca o momento em que o volume de resíduos se torna maior do que a capacidade disponível para coletá-los, tratá-los e reciclá-los. Mesmo que toda a infraestrutura existente funcione dentro de seus limites, uma parcela desses materiais permanecerá sem destinação adequada e poderá ser queimada, abandonada em depósitos irregulares ou dispersa nos ambientes terrestres e aquáticos. Isso acontece porque a produção e o descarte de plásticos crescem mais rapidamente do que a capacidade criada para administrar seus resíduos.

A diferença entre o volume crescente de resíduos plásticos e a capacidade de administrá-los está no centro das negociações conduzidas pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) para a criação do Tratado Global contra a Poluição Plástica. O processo é realizado por um Comitê Intergovernamental de Negociação, formado por representantes dos países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU). A rodada ocorrida em Genebra, em agosto de 2025, terminou sem consenso, e a reunião realizada em fevereiro de 2026 não resolveu as principais divergências. De um lado, países e organizações defendem limites à produção de plástico novo, fabricado diretamente a partir de petróleo e gás, além do controle de substâncias químicas perigosas e da redução dos produtos descartáveis. De outro, governos ligados à produção de petróleo e setores da indústria petroquímica procuram concentrar o acordo no gerenciamento dos resíduos. A diferença determina se a comunidade internacional enfrentará a origem da crise ou continuará administrando suas consequências.

21/07/2026

Foz do Amazonas: Estudo inédito aponta custo de oportunidade de R$ 47 bilhões e indica caminhos de maior retorno socioeconômico

A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira © Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE
Análise Socioeconômica de Custo-Benefício compara a rota fóssil na Margem Equatorial com energia renovável e biocombustíveis

Fonte: WWF-Brasil - A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira. O argumento mais recorrente é o de que explorar esse petróleo geraria riqueza hoje para financiar a transição energética amanhã. O problema é que essa premissa nunca foi testada com dados. O estudo do WWF-Brasil faz justamente isso: coloca os números na mesa e pergunta se essa lógica se sustenta quando o cálculo considera não apenas o lucro das empresas, mas os custos e benefícios reais para toda a sociedade brasileira, incluindo saúde, clima e oportunidades perdidas.

Por que a metodologia usada muda tudo
O estudo aplica a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), do guia metodológico oficial do governo federal recomendado pelo Tribunal de Contas da União para avaliação de grandes investimentos públicos. A diferença em relação a uma análise financeira convencional é fundamental: em complemento à análise de rentabilidade privada, a ACB mede o que a sociedade ganha ou perde com cada escolha, colocando na conta os impactos que o mercado não precifica, como os danos climáticos de secas e enchentes, os prejuízos à saúde pública e as consequências de longo prazo para o país. Para garantir que os resultados se mantenham mesmo em diferentes cenários de preço e risco, foram realizadas 10.000 simulações, comparando real por real, energia por energia e litro por litro. 
15/02/2017

A água brasileira corre para as multinacionais

Flávio José Rocha da Silva, Ecodebate - A história do Brasil, não é novidade, foi forjada por uma sucessão de saques contra as nossas riquezas naturais. A lista é longa: pau-brasil, açúcar, ouro, diamantes, algodão, café, ferro, borracha, nióbio, sal, mogno, petróleo, etc. Como o que está ruim pode piorar, como diria um pessimista empedernido, eis que agora podemos acrescentar a água a esta lista.
Antes já comprovadamente explorada na irrigação e dando base para o que hoje é chamado de “exportação da água virtual” com a venda de frutas e de soja para fora do país (há outros itens, mas estes são os mais relevantes atualmente), o controle dos recursos hídricos avança no país por parte das multinacionais. A água nossa de cada dia já gera, há muito tempo, lucro para alguns grupos econômicos estrangeiros vindos de países sem a mesma abundância em mananciais como tem Brasil. Há razões para essas empresas se instalarem aqui no nosso país. Basta afirmar que para produzir 1 quilo de banana são gastos 790 litros de água, segundo o site da Waterfootprint2(organização que mede o gasto de água para produzir alguns alimentos e produtos). No caso da soja, para produzir 1 quilo desta leguminosa são necessários 1.500 litros de água. Adivinhe o nome do país que se tornou o maior produtor de soja no mundo
23/08/2013

Desafio urgente: a responsabilidade socio-ambiental das empresas

Leonardo Boff - Já se deixou para trás o economicismo do Nobel, Milton Fridman que no Time de setembro de 1970 dizia:” a responsabilidade social da empresa consiste em maximalizar os ganhos do acionistas”. Mais realista é Noam Chomsky: “As empresas é o que há de mas próximo das instituições totalitárias. Elas não têm que prestar esclarecimento ao público ou à sociedade. Agem como predadoras, tendo como presas as outras empresas. Para se defender, as populações dispõem apenas de um intrumento: o Estado. Mas há no entanto uma diferença que não se pode negligenciar: enquanto, por exemplo, a General Electric, não deve satisfação a ninguém, o Estado deve regularmente se explicar à população”(em Le Monde Diplomatique Brasil, n. 1, agosto 2007, p. 6).
Já há décadas que as empresas se deram conta de que são parte da sociedade e que carregam a responsabilidade social no sentido de colaborarem para termos uma sociedade melhor.
08/08/2013

Ernst & Young: tecnologias limpas empregam mais de meio milhão de pessoas

Consultoria afirma que as 424 companhias focadas no segmento apresentaram um crescimento em valor e tamanho em 2013, e já geram 512.504 postos de trabalho

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil - Muitos ainda duvidam do potencial das tecnologias de baixo carbono para estimular o crescimento econômico, mas o mais recente relatório da consultoria Ernst & Young (EY) deixa claro que o setor está expandindo mesmo com o cenário mundial repleto de obstáculos.
O “Cleantech industry performance 2013”(Desempenho da Indústria de Tecnologia Limpa 2013) analisou 424 companhias que se enquadram nos critérios da EY como sendo de tecnologia limpa; são empresas que possuem ações em bolsas e que têm pelo menos 50% do seu capital ligado às atividades de baixo carbono.
De acordo com o documento, o valor dessas empresas subiu 18% neste ano, chegando aos US$ 170 bilhões. Além disso, a quantidade de empregos gerados por elas também aumentou, alcançando a marca dos 512.504, 12% a mais do que em 2012.
26/06/2013

Auditoria ambiental: uma ferramenta de gestão para o SGA

Veja que utilizar as auditorias ambientais como ferramenta de gestão, é fundamental para implementar um sistema de gestão ambiental pautado na ISO 14001. E você funcionário pode com atitudes pro-ativas contribuir para o sucesso desse processo, sabia disso?
Marcos Paixão - Percebeu que na empresa quando se fala em auditoria, todo mundo fica ansioso, e com medo de ser auditado? É muito interessante, inicialmente, saber o valor das auditorias ambientais, que são ferramentas de gestão valiosas, que, se bem utilizadas, podem fazer da empresa que a utiliza um sucesso em produtividade, comportamento e responsabilidade socioambiental.
Importante frisar que, diante dos procedimentos rigorosos que são utilizados pelos auditores, se a empresa cumprir as conformidades necessárias, poderá atingir a melhoria contínua e até mesmo 100% de eficácia em seus sistemas de gestão.
28/03/2013

Porque implantar sistemas de gestão ambiental

Roberto Naime
Já diz a sabedoria popular que “tragédia é algo ruim acontecendo comigo ou com minha empresa e comédia é a mesma coisa acontecendo com meu concorrente”. 
Roberto Naime, Ecodebate - A plena compreensão desta máxima simples talvez situe com melhor precisão do que todos os textos, quais os conceitos que são desenvolvidos para Diagnóstico Ambiental e para a introdução no Gerenciamento Ambiental.
O diagnóstico ambiental não é uma tentativa simplória de evitar tragédias. Mas é um levantamento sistemático e permanente de todas as situações que envolvem o gerenciamento ambiental da empresa, para que em momento algum possam ocorrer incidentes ou ocorrências surpreendentes que não estejam dentro do planejamento sistematizado das operações.
Ocorrências que venham a causar impactos ambientais e danos, muitas vezes irreversíveis, à saúde financeira ou à imagem institucional da empresa, que são duas faces da mesma moeda. Muitas vezes não é uma multa de um órgão ambiental que causa os problemas maiores de caixa, pois a redução nas vendas de um produto, causada por um arranhão na imagem, pode ser financeiramente mais danosa.
01/02/2013

Número de empresas que revelam sua pegada florestal cresce 15%


Cem companhias participaram do Forest Footprint Disclosure Project em 2012 e divulgaram seus impactos ambientais devido ao uso das commodities que mais prejudicam as florestas.

Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil -O quarto relatório anual do Forest Footprint Disclosure Project (FFD), publicado nesta terça-feira (29), mostrou que o número de companhias que divulgaram sua pegada florestal no último ano chegou a 100, um aumento de quase 15% em relação ao ano anterior, quando 87 firmas revelaram seu impacto ambiental.
O apoio a investimentos do FFD voltou a crescer no último ano e o projeto é atualmente patrocinado por mais de 180 investidores, que juntos administram mais de US$ 12,8 trilhões.
17/08/2012

A sustentabilidade e o meio ambiente

Ecodebate, Roberto Naime - Alguém poderia perguntar, em que esta abordagem se relaciona com meio ambiente? A resposta é em tudo, na medida que o meio ambiente é a consequência de todas as relações produzidas entre os meios físico, biológico e antrópico. Produzida pelo homem para suprir suas necessidades, mas com potencialidade de impactar a própria humanidade.
Mais translúcido é a aplicação e racionalização que precisa ser compreendida, de não transformar a questão ambiental numa enorme simplificação como imaginar que uma árvore derrubada aqui pode ser substituída por uma árvore plantada lá. Esta simplificação é intolerável diante da compreensão da não linearidade com a qual a natureza demonstra adotar seus padrões.
As empresas e as pessoas não vão ficar discutindo conceitos existenciais e herméticos sobre desenvolvimento sustentável no seu cotidiano.

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