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História: José Lutzenberger

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03/08/2026

Pesquisa global reafirma que arborização urbana salva vidas

Um estudo com dados de 20 anos e mais de 11 mil cidades mostra que plantar mais verde nas ruas poderia ter evitado 1,16 milhão de mortes por calor e isso muda a forma como eu olho para a árvore da minha esquina

Fonte: Henrique Cortez, (Ecodebate) - Pesquisadores da Universidade Monash cruzaram duas décadas de dados climáticos e de mortalidade em 53 países e chegaram a um número que ainda me deixa sem fôlego: aumentar a vegetação urbana em 30% poderia ter reduzido em mais de um terço as mortes relacionadas ao calor no mundo. Eis o que esse dado significa na prática e por que ele me fez repensar o valor de uma simples árvore de calçada.

Uma manhã quente demais para ser normal
Tem dias, no meio do verão, em que a gente sai de casa e o calor bate diferente. Não é só desconforto, é como se o ar tivesse peso. Eu senti isso de novo há pouco tempo, andando por uma rua sem sombra nenhuma, com o sol batendo direto no asfalto Por que essa rua é tão mais quente do que a de duas quadras atrás, cheia de árvores?

O estudo que coloca números onde havia só intuição
Um grupo de pesquisadores liderado pelo professor Yuming Guo, da Universidade Monash, na Austrália, decidiu medir algo que muita gente já suspeitava, mas ninguém tinha calculado em escala global: quanto de vegetação a mais nas cidades seria necessário para reduzir as mortes causadas pelo calor extremo.

O trabalho, publicado na revista científica The Lancet Planetary Health, analisou duas décadas de dados, de 2000 a 2019, em mais de 11 mil áreas urbanas espalhadas por 53 países.
31/07/2026

A tecnologia que promete RESFRIAR o PLANETA... mas a que custo?


Fonte: Canal Ciência TodoDia - O nosso planeta vive uma das eras mais quentes já registradas, e nós somos os responsáveis por isso. No vídeo de hoje vamos ver como a geoengenharia pode nós ajudar a reduzir a temperatura do planeta, trazendo ideias novas e inovadoras mas também, o outro lado delas. Será que de fato essas ideias são palpáveis e valem a pena?
29/07/2026

Importância do planejamento funcional da propriedade

Planejar funcionalmente significa reconhecer relações, fluxos, complementaridades e possíveis conflitos entre os diferentes ambientes da propriedade

Fonte: Artigo de Afonso Peche Filho, Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC. - Planejar uma propriedade rural significa muito mais do que distribuir culturas, estradas, construções e áreas de conservação dentro de seus limites territoriais. Significa compreender que cada parte da propriedade desempenha determinadas funções e que o desempenho do conjunto depende da qualidade das relações estabelecidas entre essas diferentes unidades. Nesse sentido, o Planejamento Funcional da Propriedade Rural representa uma abordagem estratégica para organizar o espaço agrícola como um sistema integrado de produção, conservação, infraestrutura, circulação, biodiversidade e manejo dos recursos naturais.

A proposta desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas – IAC parte do princípio de que a propriedade rural pode ser interpretada a partir de seis unidades funcionais fundamentais: áreas de Produção, Proteção, Construídas, Locomoção, Lindeiras e Úmidas. Essa classificação permite superar uma visão simplificada da propriedade como mera superfície produtiva e avançar para uma leitura sistêmica do território rural.

27/07/2026

Dos igarapés aos manguezais, microplásticos contaminam a Amazônia

Lixo exposto no leito seco do Rio Negro após a estiagem de 2023. Foto: AP Photo/Edmar Barros.
Estudos recentes mostram que os microplásticos já estão presentes em diferentes ambientes amazônicos: grandes rios como o Amazonas, igarapés urbanos, áreas de várzea e manguezais da Foz do Amazonas. 
Em um único lago da zona leste de Manaus, pesquisa encontrou microplásticos no intestino de metade dos jaraquis — peixe mais consumido no estado do Amazonas.

Fonte: Tiago da Mota e Silva (Mongabay) - MANAUS, AM — No último dia 20 de junho, uma equipe de 50 pessoas liderada pelas ONGs Asas de Socorro e Rede Reviva percorreu cerca de 1,5 quilômetro da orla do Lago do Puraquequara, na zona leste de Manaus, durante uma ação de coleta de lixo. Ao fim da atividade, realizada em um trecho de praias à beira de um lago com espelho d’água estimado entre 20 e 25 km², o grupo havia recolhido uma caçamba cheia de resíduos plásticos. Antes desta, ação semelhante realizada em junho 2023 havia coletado outras duas caçambas.

A experiência do grupo ajudou a dimensionar o resultado da pesquisa de mestrado de Eletuza Uchôa Farias: metade dos peixes coletados no lago, pertencentes a duas espécies de jaraqui (Semaprochilodus insignis e Semaprochilodus taeniurus), havia ingerido microplásticos. Uma vez no organismo, as partículas podem permanecer no trato intestinal, alcançar outros tecidos e órgãos e circular pela cadeia alimentar, da base aos peixes predadores — até chegar, potencialmente, ao ser humano. O jaraqui é o peixe mais consumido no estado do Amazonas.

Todas as partículas encontradas no intestino dos peixes eram fibras: filamentos finos e alongados, com tamanho entre 0,5 e 4,37 milímetros. A maior parte delas, 85,7%, foi identificada como poliamida, um polímero amplamente utilizado pela indústria têxtil por sua resistência e flexibilidade.
25/07/2026

Seca e colapso hídrico revelam a desigualdade da água no Brasil

A crise hídrica brasileira não decorre de uma causa isolada. Resulta da combinação entre mudanças climáticas, degradação ambiental, infraestrutura insuficiente, concentração dos usos e desigualdade social

Reinaldo Dias, Ecodebate - A atualização de junho de 2026 do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, mostrou que algum grau de seca atingia 45% do território brasileiro, percentual inferior aos 50% registrados em maio, embora o fenômeno permanecesse presente em todas as regiões. O Sudeste apresentava a maior proporção territorial afetada, com 76% de sua área sob algum grau de seca, enquanto, no Rio de Janeiro, a área atingida havia aumentado de 52% para 68% do estado. A oscilação mensal não indica o encerramento da crise. Mostra uma seca extensa, móvel e capaz de alcançar, em diferentes momentos, áreas amazônicas, zonas agrícolas, regiões metropolitanas e territórios antes considerados menos vulneráveis.

A expansão geográfica das estiagens modifica a compreensão tradicional do problema. A escassez já não pode ser atribuída apenas às condições naturais do semiárido, pois também resulta da alteração do regime de chuvas, do aumento das temperaturas, da supressão da vegetação, da degradação dos solos e da ocupação de mananciais. Enchentes intensas e secas prolongadas passam a ocorrer dentro de um mesmo sistema hídrico desorganizado, no qual a água escoa rapidamente durante as chuvas e deixa de ser armazenada nos solos, nas áreas úmidas e nos aquíferos.
23/07/2026

Microplásticos já estão DENTRO de VOCÊ. E agora?


Fonte: https://www.youtube.com/@CienciaTodoDia - Eles já estão dentro de você: já foram encontrados no topo da montanha mais alta do mundo, na placenta e em todo lugar que podemos imaginar. O pior? Ainda não temos completa certeza dos efeitos de microplásticos na saúde humana.

Unidades de conservação estocam 33 anos de emissões nacionais

Foto aérea da Floresta Nacional de Jamanxim, alvo recente do Congresso. Foto: Antonio Scorza /AFP
Levantamento mostra que áreas protegidas concentram 19,4 gigatoneladas de carbono; “Congresso pode se tornar maior fonte de emissões”, diz especialista

Fonte: Aldem Bourscheit, Observatório do Clima - Levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) feito a pedido do Observatório do Clima mostra que, no Brasil, as unidades de conservação terrestres, em todas as categorias, armazenam 19,4 gigatoneladas de carbono. Convertido para CO2, esse estoque equivale a 33 anos de emissões brasileiras de gases de efeito estufa no ritmo atual – 2,145 GtCO2e em 2024, o último dado disponível. Os recentes ataques do Congresso às áreas protegidas, no entanto, colocam esse estoque em risco.

“Os projetos em tramitação ameaçam um patrimônio ambiental de todos os brasileiros e o equilíbrio climático mundial”, diz Paulo Moutinho, pesquisador sênior do Ipam, em referência às propostas do Legislativo que visam reduzir, reclassificar ou extinguir unidades de conservação no Brasil. “Os parlamentares que apoiam esses projetos podem transformar o Congresso na principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do país”, reforça.

22/07/2026

Coextinção: quando a perda de uma espécie significa o fim de outra

O morcego-beija-flor (Glossophaga soricina) é uma das que possui relações espécie-específica com moscas ectoparasitas. Foto: Jennifer Barros/SALVE ICMBio
Pesquisa mostra que a perda de morcegos no Brasil pode provocar a coextinção de dezenas de moscas ectoparasitas especializadas invisibilizadas pela conservação

Fonte: Duda Menegassi ((o))eco - A extinção de uma espécie, mais do que um fim em si própria, pode gerar um efeito cadeia com graves consequências para todo um ecossistema. Existem situações em que a perda de uma espécie pode levar à perda de outra, que depende da primeira para sobreviver. É o que cientistas chamam de coextinção. E essas perdas muitas vezes são silenciosas, envolvendo criaturas pequenas e comumente invisibilizadas, como alerta um estudo recém-publicado que analisou a relação altamente especializada entre moscas parasitas e seus morcegos hospedeiros no Brasil.

A pesquisa analisou o risco de coextinção entre 182 espécies de morcegos, das quais 66 apresentam relações com parasitas, e 106 espécies de moscas ectoparasitas – aquelas que ficam e se alimentam na superfície externa dos hospedeiros. Estas moscas só parasitam morcegos e são incapazes de sobreviver sem seus hospedeiros, frequentemente numa relação espécie-específica e ainda pouco conhecida, destacam os pesquisadores.

21/07/2026

Foz do Amazonas: Estudo inédito aponta custo de oportunidade de R$ 47 bilhões e indica caminhos de maior retorno socioeconômico

A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira © Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE
Análise Socioeconômica de Custo-Benefício compara a rota fóssil na Margem Equatorial com energia renovável e biocombustíveis

Fonte: WWF-Brasil - A exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa do litoral que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abriga o Grande Sistema Recifal Amazônico, está no centro de um dos debates mais relevantes da política energética brasileira. O argumento mais recorrente é o de que explorar esse petróleo geraria riqueza hoje para financiar a transição energética amanhã. O problema é que essa premissa nunca foi testada com dados. O estudo do WWF-Brasil faz justamente isso: coloca os números na mesa e pergunta se essa lógica se sustenta quando o cálculo considera não apenas o lucro das empresas, mas os custos e benefícios reais para toda a sociedade brasileira, incluindo saúde, clima e oportunidades perdidas.

Por que a metodologia usada muda tudo
O estudo aplica a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), do guia metodológico oficial do governo federal recomendado pelo Tribunal de Contas da União para avaliação de grandes investimentos públicos. A diferença em relação a uma análise financeira convencional é fundamental: em complemento à análise de rentabilidade privada, a ACB mede o que a sociedade ganha ou perde com cada escolha, colocando na conta os impactos que o mercado não precifica, como os danos climáticos de secas e enchentes, os prejuízos à saúde pública e as consequências de longo prazo para o país. Para garantir que os resultados se mantenham mesmo em diferentes cenários de preço e risco, foram realizadas 10.000 simulações, comparando real por real, energia por energia e litro por litro. 
20/07/2026

Estudo na Science aponta que fim da Moratória da Soja pode desmatar 1,4 milhão de hectares na Amazônia, o equivalente a 2 milhões de campos de futebol

Pesquisa publicada nesta última quinta (16/07) derruba os principais argumentos contra o acordo e mostra o que está em jogo antes do julgamento no STF em agosto.
Fonte: Cristiane Mazzetti, coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil

O que acontece com o fim da Moratória da Soja? 
Sem a Moratória da Soja, o desmatamento na Amazônia pode chegar a 1,4 milhão de hectares nos próximos dez anos, além de deixar vulnerável uma área do tamanho de Portugal que pode ser desmatada legalmente, e quase 30 milhões de hectares de florestas públicas sem destinação que são aptas ao plantio de soja. 

Essas são informações centrais do artigo “The Rise and Fall of the Amazon Soy Moratorium”, publicado na revista Science nesta quinta-feira (16). O texto frisa as contribuições da iniciativa para a redução do desmatamento na Amazônia brasileira, além de explorar as possíveis consequências do fim da moratória, apresentando números inéditos e rebatendo os principais argumentos utilizados para criticar o acordo. Eu assino o artigo ao lado de pesquisadores da Universidade de Wisconsin, das Universidades DePaul e Illinois (EUA) e do WWF Brasil.
19/07/2026

Valorização da floresta em pé

As florestas e/ou pequenas matas desempenham papéis extremamente relevantes para a saúde do planeta e da vida sobre ele

Fonte: Waldir Leite Roque (Ecodebate -artigo) - Quanto vale uma floresta nativa em pé? Até pouco tempo atrás esta pergunta era respondida apenas com base no seu potencial madeireiro e, eventualmente, na capacidade extrativista de alguns de seus produtos, como coleta de frutos ou de materiais para extração de essências naturais. A floresta em pé era vista como um passivo cujo custo de oportunidade vis-à-vis a produção agrícola era o que levava à sua derrubada.

Atualmente, com a crescente emissão de gases do efeito estufa (GEE), causando o aquecimento global, as florestas passaram a ser vistas com outros olhos. O potencial delas para a mitigação do GEE é um dos mais importantes mecanismos para sequestro e absorção desses gases, indo além com a produção do oxigênio que respiramos e de inúmeros serviços ambientais. Deste modo, produtos muito além da madeira passaram a ser qualificados como bens por ela produzidos.
16/07/2026

Desastre de Mariana favoreceu espécies invasoras no Rio Doce

Pesquisadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) faz a coleta de água do Rio Doce. Foto: Divulgação.
Dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), os efeitos do desastre ainda podem ser observados na fauna aquática do Rio Doce.

Fonte: Universidade Federal de Lavras (UFLA)
- Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrou que a diversidade de espécies nativas de peixes diminuiu nas áreas mais impactadas pela lama de rejeitos, enquanto espécies invasoras passaram a ocupar espaço na calha principal do rio.

O estudo, coordenado pelo professor Paulo Pompeu, do Instituto de Ciências Naturais da UFLA (ICN/UFLA), analisou, através de isótopos estáveis, as fontes alimentares de cerca de 65 espécies de peixes do Rio Doce, em 10 pontos pela calha, e mostrou que, quanto mais próximo da área atingida pelo rompimento da barragem do Fundão, menor é a diversidade de recursos consumidos pelos peixes.

Segundo os pesquisadores, a redução dos recursos alimentares disponíveis indica que há uma diminuição da diversidade desses animais. Espécies mais especializadas tendem a desaparecer, enquanto peixes com hábitos mais generalistas e maior capacidade de adaptação encontram condições favoráveis para se estabelecer.

Seremos História | Documentário HD Dublado (2018)

Fonte: National Geografic - As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima. As atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.

15/07/2026

Subsídios financeiros na destruição da natureza são 30 vezes maiores que na proteção

Relatório “Estado do Financiamento para a Natureza 2026” revela abismo entre subsídios predatórios e soluções baseadas na natureza e propõe rota de transição para uma economia de trilhões de dólares.

Fonte: Ecodebate - Dados de 2023 mostram que fluxos financeiros negativos para o meio ambiente chegam a US$ 7,3 trilhões, enquanto investimentos em proteção são apenas US$ 220 bilhões. Especialistas alertam: não há meio-termo entre investir na destruição ou na recuperação.

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) expõe uma das contradições mais graves da economia global contemporânea: a humanidade direciona recursos monumentais para degradar o próprio planeta que a sustenta. 

Intitulado “State of Finance for Nature 2026: Nature in the red: Powering the trillion dollar nature transition economy“, o documento, com dados de 2023, revela que para cada dólar investido na proteção e recuperação da natureza, trinta dólares são canalizados para atividades que a destroem.

A INCRÍVEL AMAZÔNIA SELVAGEM | Onde os Predadores Guardam Seus Segredos | Documentário de Animais


Fonte:    / @mundoferozoficial  - Viaje até o coração da Floresta Amazônica e descubra um dos ecossistemas mais extraordinários do planeta. Neste documentário completo, você explorará os segredos, as paisagens e a incrível biodiversidade da maior floresta tropical do mundo, lar de milhares de espécies de animais e plantas que desempenham um papel essencial para o equilíbrio da vida na Terra.

Conheça os rios que cortam a selva, os predadores silenciosos, as criaturas mais raras e as adaptações surpreendentes que permitem a sobrevivência em um ambiente repleto de desafios. Com imagens envolventes e informações fascinantes, este documentário revela por que a Amazônia continua sendo um dos maiores tesouros naturais do planeta.
14/07/2026

Mais de 90% das cidades brasileiras sofreram desastres climáticos nos últimos 30 anos

A pesquisa foi baseada em uma amostra de 60.000 registros de desastres ocorridos entre 1991 e 2024; ao todo, esses eventos foram responsáveis ​​por 4.774 mortes, 3.031 pessoas desaparecidas e perdas econômicas de mais de US$ 123,89 bilhões ( sobrevoo de helicóptero das áreas afetadas pelas chuvas em Canoas, estado do Rio Grande do Sul, em maio de 2024; crédito: Ricardo Stuckert/PR/Wikimedia Commons ).
Uma análise de 60.000 registros de inundações, alagamentos, enchentes repentinas, deslizamentos de terra, tempestades e secas revela os impactos regionais no Brasil e pode orientar políticas públicas

Por Luciana Constantino | Agência FAPESP – Eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes e severos. O El Niño previsto para 2026-2027 é um desses eventos. Esses fenômenos têm causado impactos ambientais, econômicos e sociais no Brasil, exigindo políticas públicas específicas. Para transformar dados científicos em base para o desenvolvimento de medidas de prevenção, adaptação e mitigação, um grupo de pesquisadores brasileiros analisou aproximadamente 60 mil registros de desastres hidrogeológicos no Brasil entre 1991 e 2024. 

Eles descobriram que 91,5% dos 5.570 municípios relataram pelo menos um desastre relacionado a inundações, alagamentos, enchentes repentinas, deslizamentos de terra, tempestades ou secas durante esse período. Especificamente, 1.814 cidades sofreram pelo menos um incidente causado por três desses fatores, enquanto outras 270 cidades sofreram com todos eles. O Nordeste teve o maior número de cidades afetadas (1.765), seguido pelo Sudeste (1.405), Sul (1.152), Norte (433) e Centro-Oeste (342).

(Teresópolis) Cantinho das Cerejeiras leva centenas de pessoas ao bairro da Posse

Centenas de pessoas passaram pelo Cantinho das Cerejeiras, na Posse, durante o último fim de semana, confirmando o espaço como um dos principais atrativos turísticos do inverno em Teresópolis. Foto: Louis Capelle / AMAPOSSE
Mais um fim de semana de grande visitação ao espaço criado por um morador local

Fonte: Maria Eduarda Maia - oDiário de Teresópolis - Centenas de pessoas passaram pelo Cantinho das Cerejeiras, na Posse, durante o último fim de semana, confirmando o espaço como um dos principais atrativos turísticos do inverno em Teresópolis. Moradores e visitantes aproveitaram os dias para contemplar a florada das sakuras, registrar belas fotografias e viver a experiência proporcionada pelo corredor de cerejeiras em tons de rosa.

Idealizado pelo morador Walter Rodrigues, o espaço está localizado na Rua Silverio Rodrigues de Lima e reúne 26 exemplares da árvore japonesa sakura, plantados em sequência às margens do Córrego Antônio José. A beleza da florada, que acontece por poucos dias no ano, transforma o local em um verdadeiro cartão-postal durante o inverno.

O trabalho desenvolvido por Walter vai além do paisagismo. O Cantinho das Cerejeiras também inspira a produção de peças de artesanato, que retratam o cenário e se transformam em lembranças para quem visita o espaço, fortalecendo ainda mais o potencial turístico do local.
12/07/2026

(ANÁLISE) O El Niño e a favela: por onde andam as políticas de adaptação? Ou quem se importa?

Homem atravessa a rua alagada em Canoas, um dos municípios mais atingidos pelas inundações no Rio Grande do Sul. Crédito: Bruno Santos/Folhapress
Enquanto alguns contabilizam perdas em safras e commodities, outros perdem casas, documentos, meios de trabalho e, muitas vezes, a própria vida

Fonte: Celso Sánchez · Alberto Calil Elias Junior ((o))eco - Em meados de junho de 2026, enquanto alguns canais de notícias alardeavam a chegada de um “Super El Niño” a cidade do Rio de Janeiro foi, mais uma vez, impactada pelo alto volume de chuvas. De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 16 de Junho foi registrado o terceiro maior índice pluviométrico da história na favela da Rocinha. “Das 12h de segunda às 15h de terça, os sensores da Prefeitura do Rio registraram 254,6 milímetros (mm) de chuva”.

No cotidiano das cidades, os impactos e a percepção de um evento como as chuvas intensas, se manifestam de diferentes formas e são atravessadas pelas distinções características de uma cidade desigual, nas dimensões de classe, gênero e raça. Para algumas pessoas, que em geral habitam as regiões mais abastadas das cidades, as preocupações estão relacionadas a possíveis atrasos, contratempos ou programações adaptadas para dias chuvosos, enquanto que para a maioria da população, chuvas intensas como a que caiu sobre a favela da Rocinha em junho, representam uma carga de preocupação e ansiedade quanto à segurança de seus entes queridos e de seus escassos bens materiais.
11/07/2026

Pantanal perdeu entre 69% e 81% de sua água superficial desde 1985

Estudo reforça perda significativa da água superficial no Pantanal brasileiro

Fonte: Ecodebate - Pesquisadores apontam que a maior planície alagada do mundo está sendo afetada negativamente pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas; níveis de precipitação não têm sido suficientes para recuperar o estoque hídrico do bioma
O Pantanal é considerado a maior planície alagada do mundo, com uma área de aproximadamente 150 mil km², que se estende por Paraguai, Bolívia e Brasil. A vasta presença de águas superficiais no bioma é fundamental para a manutenção de uma rica biodiversidade, que contempla mais de 650 espécies de aves, 150 espécies de mamíferos, 325 espécies de peixes e 2.270 espécies de plantas, além de realizar um papel de grande importância para o equilíbrio ecológico, sequestro de carbono, entre outros serviços ecossistêmicos essenciais.

Um estudo realizado por pesquisadores da Unesp em parceria com outros colegas brasileiros, entretanto, reforça o estado crítico dos corpos d’água localizados no bioma, que há décadas vem apresentando um declínio contínuo e acentuado. Segundo o artigo publicado na revista Advances in Space Research, o Pantanal perdeu entre 69,6% e 81,4% de sua água superficial desde 1985, e o regime atual de precipitações não está dando conta de repor o estoque hídrico da região.

Os pesquisadores apontam a mudança no uso da terra decorrente das atividades humanas e as mudanças climáticas como responsáveis pela variabilidade hídrica negativa das últimas décadas. Segundo o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, um dos autores do artigo, esse é o maior trabalho sobre o tema já realizado no Pantanal, pois abrange as mudanças ocorridas nas águas superficiais localizadas na parte brasileira do bioma ao longo das últimas quatro décadas.
09/07/2026

O que contém soja? Muito mais do que você imagina, e pode conter desmatamento (ALERTA!)

Você não vê a soja, mas ela pode estar no seu chocolate, no seu shampoo, no óleo que você usa para cozinhar, foi a ração do frango do espetinho que você comeu no fim de semana. A soja está em quase tudo, e é exatamente por isso que quase ninguém pergunta de onde ela vem.

Fonte: Caroline Haddad (Greenpeace) - “Contém soja. Pode conter desmatamento.” é o alerta de uma nova campanha do Greenpeace Brasil. Sem um compromisso claro por parte de todo o setor pelo desmatamento zero, é difícil garantir que a soja usada em milhares de produtos do dia a dia não venha de uma área desmatada na Amazônia.

De onde vem a soja que a gente consome sem saber?
Existe um rastro, e ele leva direto à floresta, a cada compra, a cada prateleira, a cada empresa que construiu uma marca sobre a palavra sustentabilidade e que depois topou desmontar o maior mecanismo que tornava essa palavra verificável: a Moratória da Soja. O comércio de soja na Amazônia é dominado por um grupo de grandes empresas – Cargill, Bunge, Amaggi e ADM entre elas – que decidem, na prática, se a soja que chega até você é ou não livre de desmatamento.

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